domingo, 19 de abril de 2026

Wagner Moura processa o caluniador Malafaia

Charge: Nando Motta
Por Altamiro Borges


Na semana passada, o site de entretenimento Splash revelou que o premiado ator Wagner Moura entrou com um processo na Justiça do Rio de Janeiro contra o mercenário da fé Silas Malafaia. Ele cobra R$ 100 mil em indenização contra as calúnias do ricaço dono da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. A ação judicial foi instalada após o “pastor” disparar xingamentos nas redes sociais no período do Oscar-2026, quando o protagonista do filme “O agente secreto” foi indicado ao prêmio na categoria de melhor ator.

“Em sua conta no X, o antigo Twitter, Malafaia falou sobre artistas que se beneficiam do dinheiro público. Ele escreveu: ‘Legal é ver esquerdopatas defendendo artistas que mamam grana dos contribuintes para fazer propaganda de governo corrupto. Cambada de alienados’. Vale lembrar que a Lei Rouanet não financia longas-metragens. Pela lei, o mecanismo atende produções cinematográficas e videofonográficas de curta e média metragem e ações de preservação e difusão do acervo audiovisual”, esclarece o site.

Morte da equipe da Band e o trabalho precário

repórter Alice Ribeiro e o cinegrafista Rodrigo Lapa. Reprodução
Por Altamiro Borges


Na quarta-feira passada (15), a repórter Alice Ribeiro e o cinegrafista Rodrigo Lapa foram vítimas de um trágico acidente de carro na rodovia BR-381, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ambos faleceram – ele morreu no local e ela ainda foi levada ao hospital, mas teve morte cerebral confirmada no dia seguinte. Os profissionais da Band retornavam de uma cobertura jornalística. Quem dirigia o veículo era o próprio cinegrafista, em um típico “desvio de função”, segundo nota da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais.

Quando o desgaste enseja o fim de um ciclo

O Grito, 1893, Edvard Munch
Por Roberto Amaral

Na mecânica estrutural, a chamada “fadiga de materiais” designa o processo mediante o qual um corpo, submetido a solicitações cíclicas, não colapsa de imediato, mas desenvolve, progressivamente, microfraturas até que, subitamente, se rompe. O decisivo não é o excesso momentâneo de carga, mas a repetição prolongada de esforços menores, inclusive de determinados valores-limite suportáveis. Daí rupturas radicais. A este processo alia-se a degradação das propriedades mecânicas do material.

Certos períodos da vida política da humanidade são marcados por longos momentos de desgaste, às vezes imperceptíveis, que se resolvem mediante alternativas que, conhecendo a ruptura, se operam como um simples desenvolvimento das forças sociais.

Tiradentes e a eleição presidencial acirrada

Foto: Ricardo Stuckert
Editorial do site Vermelho:


Toda vez que o Brasil se encontra sob pesada ameaça à sua condição de país soberano, vem como luz a frase emblemática do jornalista Barbosa Lima Sobrinho, destacado brasileiro, que se reporta ao confronto recorrente entre os traidores da pátria e os verdadeiros patriotas, sintetizados nas figuras de Tiradentes e Silvério dos Reis. Em 1964, esse antagonismo se estampou na contenda entre o presidente João Goulart e os generais golpistas, em conluio com os Estados Unidos. Em 1984, na batalha final que pôs abaixo a ditadura militar, Tancredo Neves, da frente ampla democrática, versus Paulo Maluf, do decrépito regime entreguista e ditatorial.

Dez anos do golpe que derrubou Dilma

Por Jeferson Miola, em seu blog:

É do cientista político português Miguel Sousa Tavares a definição mais apropriada sobre o acontecimento pavoroso na Câmara dos Deputados em 17 de abril de 2016, há 10 anos.

Sousa Tavares definiu mais que um evento. Na verdade, explicou a natureza delinquencial das classes dominantes quando estão em jogo a democracia e o reseito às regras do Estado de Direito.

Ele disse: “Gosto muito do Brasil e sigo a cena política brasileira há muitos anos, desde a eleição do Tancredo, que foi indireta, e devo dizer que nunca vi o Brasil descer tão baixo quanto o que se passou no Congresso brasileiro. Ultrapassa tudo que é discutível, não existe. Foi uma assembleia geral de bandidos comandada por um bandido chamado Eduardo Cunha fazendo a destituição de uma presidente sem qualquer base jurídica nem constitucional para tal, mas sobretudo com uma falta de dignidade que até diria que é de arrepiar. Bandalheira tudo aquilo, um deputado que se atreve a elogiar o coronel Brilhante Ustra, que é um torturador da ditadura militar”, referindo-se a Jair Bolsonaro.

O sistema do dólar está em xeque no mundo

Malafaia critica burrice da extrema-direita

Manobra de bolsonaristas barra PEC do 6x1

quinta-feira, 16 de abril de 2026

PF investiga Flávio Bolsonaro por caluniar Lula

Charge: Nando Motta. Instagram: Chico Alencar
Por Altamiro Borges


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta semana a abertura de inquérito na Polícia Federal para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vulgo Flávio Rachadinha, por crime de calúnia contra o presidente Lula. A decisão foi tomada após uma postagem nas redes sociais em que o pré-candidato do fascismo nativo ataca sem provas o chefe do governo central. Ela atendeu a pedido da própria Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou “indícios de prática criminosa na conduta do senador” do PL.