sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Greve e truculência no Ceará

Por Altamiro Borges

Em greve desde 5 de agosto, os professores da rede estadual do Ceará foram duramente reprimidos num protesto ontem (29) na Assembléia Legislativa do estado. O governador Cid Gomes, que tem adotado uma postura intransigente diante das reivindicações da categoria, acionou a Batalhão de Choque contra os grevistas. Vários docentes ficaram feridos, ensanguentados.

A CBN e o coronelismo eletrônico

Por Luis Nassif, em seu blog:

Não se discute o alto nível do radio-jornalismo da CBN. Critica-se sua parcialidade. Mais que isso, os paradoxos entre seu discurso político e sua prática de alianças.

No discurso, seus analistas ignoram completamente as limitações do federalismo brasileiro, a política de alianças – que garante a governabilidade -, a necessidade de pragmatismo político. Dividem o Brasil entre o supostamente país moderno (dos quais eles são porta-vozes) e o Brasil anacrônico, dos Sarneys e companhia. Aliás, é um contraponto salutar, para reduzir o poder de influência dos coronéis.

Mas hoje em dia a principal fonte de poder dos coronéis regionais é a rede Globo e a rede CBN de rádio.

Lula em Paris: imprensa dá vexame

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Por que Lula e não Fernando Henrique Cardoso, seu antecessor, para receber uma homenagem da instituição?

Começa assim, acreditem, com esta pergunta indecorosa, a entrevista de Deborah Berlinck, correspondente de "O Globo" em Paris, com Richard Descoings, diretor do Instituto de Estudos Políticos de Paris, o Sciences- Po, que entregou o título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Lula, na tarde desta terça-feira.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Com essa mídia país não avança

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Ao longo da terça-feira, a internet se divertiu com o post que este blog publicou sobre a missão difamadora da mídia brasileira que foi à França reclamar com a sua universidade Science-Po por ter outorgado ao ex-presidente Lula o título de Doutor Honoris Causa. O absurdo que se revelou deixou as pessoas atônitas e, assim, só restou rir.

Gisele Bündchen: Não é só propaganda

Por Bárbara Castro, na CartaCapital:

Inveja. Falta de senso de humor. Feminismo barato. Toda a sorte de argumentos negativos está circulando como reação ao pedido de suspensão da propaganda da Hope Lingerie protagonizada por Gisele Bündchen, pelo Conar. O órgão afirma que a peça é sexista. A empresa se defende com outro argumento sexista (usa do bom-humor para explorar a sensualidade natural das brasileiras). Gisele não se pronunciou até agora.

Por que só Veja, Época e IstoÉ?

No blog NaMariaNews:

No dia 13 de setembro passado, o NaMariaNews publicou em primeira mão o texto "Alckmin: 9 milhões pela fidelidade da 'Proba Imprensa Gloriosa'" sobre as novas compras de revistas (Veja, Isto É, Época) e jornais (Folha de SP, Estado de SP) pela Secretaria de Estado da Educação, precisamente através da Fundação para o Desenvolvimento da Educação - FDE. Os contratos assinados pelo atual presidente da FDE, o Sr. José Bernardo Ortiz Monteiro, chegam ao total de R$ 9.074.936,00.

Os desmentidos do jornal O Globo

Por Antônio Mello, em seu blog:

O jornalismo de resultados de O Globo vai de mal a pior. E cada vez mais rápido.

Reportagem na página 4, publicada no Globo de hoje, desmente reportagem de ontem (que foi manchete de primeira página) e de quebra outra de anteontem. Nem deu tempo para o jornal virar embrulho de peixe (nos tempos de antanho) ou forro pra cocô de passarinho, cachorro ou preá.

A de ontem dizia que o governo da presidenta Dilma não havia liberado nenhum tostão para obras de prevenções de enchentes no Rio. Hoje, o jornalão se desmente:

Uma proposta de reestruturação da TV

Por Valério Cruz Brittos e César Ricardo Siqueira Bolaño, no Observatório da Imprensa:

Apresenta-se aqui uma proposta de mudança estrutural da TV de massa no Brasil. O esboço de proposta aqui apresentado, que tem sido defendido pelos autores em diferentes fóruns e situações, é muito simples na sua formulação, embora envolva problemas de difícil solução no que se refere à construção social de uma nova institucionalidade que só será possível a partir de uma mudança efetiva na balança de poder entre os diferentes agentes envolvidos na regulação das comunicações.

Armas dos EUA e traficantes do México

Por Federico Mastrogiovanni, no sítio Opera Mundi:

O objetivo era investigar o tráfico de armas dos Estados Unidos para organizações criminosas mexicanas. Mas a operação "Fast and Furious" (Velozes e Furiosos), orquestrada pelo ATF (Departamento de Álcool, Tabaco e Armas de Fogo dos EUA, na sigla em inglês), em 2009, acabou sendo um enorme fracasso. E, após recentes revelações de congressistas norte-americanos, tem potencial para se tornar um dos maiores escândalos da administração de Barack Obama.

A gritaria contra o aviso prévio

Por Altamiro Borges

Após passar mais de duas décadas engavetado na Câmara dos Deputados, finalmente o projeto de lei que regulamenta o aviso prévio proporcional foi aprovado em Brasília. A nova regra estabelece que, além do mínimo de 30 dias, o trabalhador terá direito a três dias adicionais por ano trabalhado, até o máximo de 60 dias. Assim, o aviso prévio pode chegar a 90 dias.

Grilagem em MG envolve Vale e demos

Por Altamiro Borges

Na semana passada, a Justiça de Minas Gerais decidiu bloquear R$ 41 milhões que a empresa Vale pagou para uma quadrilha de grilagem de terras no estado. A decisão se deu após operação da Polícia Federal, que prendeu nove pessoas que comercializavam áreas públicas ricas em minério – entre eles, um empresário, uma tabeliã e dois diretores do órgão estadual de regulação fundiária (Iter).

Saúde: orçamento e financiamento

Por João Sicsu, no sítio Carta Maior:

A justiça social, ou seja, a redução de desigualdades, também deve ser promovida por intermédio do gasto do orçamento público. Além disso, o gasto público pode ser utilizado para promover a melhoria da qualidade de vida ao gerar crescimento e estabilidade macroeconômica. Os objetivos da justiça social, do crescimento e da estabilidade não são contraditórios.