quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Pastor da Igreja da Lagoinha é preso pela PF

Irã: entre o preconceito e a manchete fácil

O ditador (preferido) da rede Globo

Charge: Diego Mallo/The New Yorker
Por Rosângela Ribeiro Gil, no site A terra é redonda:


1.

Em tempos obscuros como os atuais, precisamos redobrar a atenção sobre o que vemos, ouvimos e lemos; e que pretensamente nos dizem ser a verdade dos fatos.

A hegemonia política das classes dominantes, conforme formulação de Gramsci, não se sustenta apenas pelo uso da força, mas pelo convencimento ao disseminar valores, ideias e narrativas. Este último aparato encontra forte sustentação no poderio comunicacional monopolizado por grandes grupos econômicos. Nada é por acaso, nenhuma palavra é usada num discurso jornalístico sem medidas e desmedidas ideológicas. É o que se percebe, cotidianamente, na circulação massiva, por exemplo, no “jornalismo profissional” do Grupo Globo, mais especificamente da TV Globo (e adjacências, como a GloboNews).

Três fatos sequestrados pela mídia brasileira

Ilustração: Vano Meparidze
Por Ângela Carrato, no site Viomundo:

Sequestro 1

A solenidade do Dia da Democracia, comemorada na quinta-feira (8/1) pelo governo federal, para marcar os três anos da derrota da tentativa de golpe de estado no Brasil foi sumariamente boicotada pela mídia corporativa. Boicote que se estendeu às dezenas de manifestações populares que aconteceram nas capitais e principais cidades.

Ao contrário dos manipulados protestos contra a então presidente Dilma Rousseff, entre 2013 e 2016, que tiveram nesta mídia uma espécie de porta-voz e espaço para a sua convocação, a comemoração da vitória da democracia foi desconsiderada.

UOL contrata colunista para atacar Lula

Uma epidemia de fake vídeos

Venezuela e Cuba sob ataque dos EUA

Bolsonaristas levam 'Bobo de Ouro'

A agenda do governo para a soberania digital

Irã: queda de regime ou guerra civil?

Malafaia ataca Wagner Moura e leva invertida

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Estamos correndo um risco existencial

Charge: Aroeira/247
Por Paulo Nogueira Batista Jr.

“Os Estados Unidos são os primeiros a passar da barbárie à decadência sem conhecer a civilização.” Georges Clemenceau, primeiro ministro francês

O ataque dos Estados Unidos à Venezuela deixa escancarado o risco que correm o Brasil e outros países. Prevalece a lei da selva. A superpotência imperial mostra-se plenamente disposta a usar a força militar para avançar seus interesses. O Hemisfério Ocidental inteiro, da Groenlândia à Patagônia, passou a ser visto, abertamente, sem disfarces, como “quintal” dos EUA.

Em 2019, publiquei um livro com o título O Brasil não cabe no quintal de ninguém. De fato, o nosso país é um dos maiores do mundo em termos geográficos, populacionais e econômicos. Mas repare bem, leitor ou leitora, na escolha das palavras. Escrevi: “de fato”. Esses fatos objetivos – território, demografia e PIB – não são suficientes. Falta-nos uma dimensão crucial da soberania: a convicção por parte do brasileiros de que temos a obrigação de nos comportarmos à altura das dimensões do Brasil, o que inclui, por suposto, a disposição de resistir com energia a qualquer ameaça ou incursão vinda do exterior. E pior: faltam-nos camadas dirigentes ligadas visceralmente ao país. A verdade é que embora o Brasil não caiba no quintal de ninguém, grande parte da elite brasileira cabe no quintal de qualquer um.

Venezuela e os assuntos estratégicos

13/01/26: Trabalhadores do transporte de Caracas exigem
a libertação do presidente Maduro e de Cilia Flores/RNV
Por Pedro Carrano


Se engana quem acha que a luta contra a extrema direita/neofascismo no Brasil está separada da solidariedade à Venezuela. Ou que o "melhor" seria não misturar as coisas. As políticas do imperialismo – ditadura nos anos 60 e 70, aplicação do neoliberalismo nos anos 90; passando por golpes recentes de novo tipo etc -, sempre foram ditadas no continente como um todo, guardadas as particularidades de cada país.

O sequestro de um presidente e bombardeio no país vizinho é uma ameaça central ao Brasil. É por petróleo e recursos minerais, aquíferos e por terras raras.

A dificuldade de dialogar sobre o tema da Venezuela com os trabalhadores, na contramão da mídia empresarial, justifica abandonar uma questão estratégica, em nome de calculismo imediato?

Pax Americana: o império sem máscara

Charge: Deniz O. Ilhan/Cartoon Movement
Por Roberto Amaral

“Vamos recuperar nosso quintal” - Peter Hegseth, Secretário de Guerra dos EUA

Há escassa novidade por trás dos fatos: raramente o processo histórico se manifesta de forma tão coerente, clara e reveladora como nos últimos eventos que se abateram, se abatem e por muito tempo ainda se abaterão sobre a Venezuela e a América do Sul (passando pelo Brasil, ninguém se iluda), prolongando a tragédia do país vizinho, levado à miséria por ser naturalmente rico.

País soberano - ao menos no formalismo arcaico do direito internacional, sem forças de efetividade, portanto inútil, como é hoje a ONU, reduzida a mero fórum de debates sem consequência -, a República Bolivariana da Venezuela caminha de volta ao quadro colonial dos maus tempos espanhóis. Paga a pena de abrigar o maior estoque de reservas de petróleo bruto do mundo, nada menos que 303 bilhões de barris (cerca de 1/5 das reservas mundiais), superando Arábia Saudita e Irã. E superando, de longe, os EUA (detentores de algo entre 45 e 55 bilhões de barris), o que começa a explicar muita coisa.

Disposição de luta do sindicalismo

Divulgação
Por João Guilherme Vargas Netto


Os números da economia brasileira traduzem uma situação positiva para o emprego e a renda dos trabalhadores e das trabalhadoras, que formam a maioria da sociedade.

E, no entanto, persiste uma certa “suspensão de juízo” sobre a situação, acarretando um ambiente em que as boas notícias são neutralizadas, não pelas más notícias, mas pela incompreensão, pela “mala vita” preexistente e continuada e por uma oposição ranheta que insiste em não reconhecer os avanços.

No movimento sindical, as conquistas e os serviços prestados pelos dirigentes não têm tido sucesso, por si sós, para sensibilizar, organizar e mobilizar os trabalhadores e as trabalhadoras, a maioria.

Venezuela: o Império ameaça – e está nu

Charge: Luc Descheemaeker/Cartoon Movement
Por Antonio Martins, no site Outras Palavras:

A Venezuela não é para principiantes. No último sábado (3/1), um ataque militar maciço dos Estados Unidos, que concentram no Caribe a maior força naval agressora já reunida nas Américas, sequestrou Nicolás Maduro e decapitou o governo do país. Desde então, Donald Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio, têm multiplicado ameaças. Falaram num “segundo ataque”. Alardearam que “qualquer integrante do governo ou das forças armadas” pode sofrer o mesmo que impuseram a Maduro. Acrescentaram que Delcy Rodriguez, a vice-presidente agora em exercício, pode defrontar-se com “algo pior”. Na vociferação mais recente, o próprio Trump “assegurou” num post em rede social, em 6/1, que Washington exigirá de Caracas de 30 a 50 milhões de barris de petróleo (dois meses de produção), cuja receita seria administrada por ele em pessoa…

Irã: centro de uma disputa geopolítica global

Charge: Miguel Paiva/247
Por Marcelo Zero, no site Brasil-247:


“Isto também passará” - Frase persa.

É muito difícil saber, com precisão, o que está acontecendo, de fato, no Irã. Como sempre, a mídia ocidental fala na “sangrenta ditadura” do Irã e que centenas de pessoas já teriam sido mortas pela repressão do regime iraniano. De outro lado, imagens difundidas no Ocidente mostram incêndios de carros e construções, e o regime acusa alguns grupos de manifestantes de terem atirado e matado policiais iranianos.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, moderado e progressista, já fez vários apelos ao diálogo.

Nesse contexto nebuloso e contraditório, é preciso considerar que Israel e os EUA estão fortemente empenhados na derrubada do regime iraniano há muito tempo. Tanto o governo de Israel quanto o governo dos EUA têm capacidade de promover a chamada “guerra híbrida” e de articular e promover protestos via redes sociais e internet.

Wagner Moura detona fascistas no Globo de Ouro

Irã e o golpe do petrodólar