domingo, 25 de janeiro de 2026

Trump caça criança e protege assassino do ICE

Democratizar a comunicação é possível!

Charge: Ferran Martin
Por Sousa Júnior, no site da Atitude Popular:

A concentração da mídia no Brasil nas mãos de alguns grupos familiares, sobretudo na radiodifusão, e das chamadas Big Techs no domínio da comunicação na Internet, não tem como ser radicalmente superada a curto prazo devido ao grande poder econômico e audiência que esses grupos nacionais e estrangeiros possuem, que impedem, inclusive, a regulação democrática dessa mídia hegemônica através do Congresso Nacional, o pior da história.

Talvez por isso, ao constatar essa extraordinária e poderosa mídia privada, que contribuiu decisivamente para o golpe de 2016 contra Dilma, o presidente Lula, em entrevista ao Brasil 247 em sua cela em Curitiba, respondendo a uma pergunta do jornalista Altamiro Borges, do Barão de Itararé, sobre o papel da mídia em sua prisão por 580 dias, criticando a Globo e cia. afirmou: “a verdadeira democratização da comunicação é a mídia alternativa”.

A privatização imperial da ONU

Charge: Hassan Bleibel/Cartoon Movement
Por Marcelo Zero, no site Viomundo:

Apesar do fator catastrófico e desestabilizante chamado Trump, é evidente que o Brasil deve procurar manter boas relações com os EUA. Afinal, relações diplomáticas são mantidas entre Estados, entre países; não entre governos específicos.

Mas o Brasil não pode renunciar a seus próprios interesses ou, pior, prejudicá-los, simplesmente para atender a desejos e ambições de outros governantes, que podem ser nocivos à ordem mundial.

Esse me parece o caso do convite feito por Trump ao Brasil para participar do seu “Board of Peace” (Conselho da Paz).

Embora tal Conselho tivesse sido anunciado, inicialmente, para fazer parte, numa segunda etapa, do plano de paz em Gaza, seu escopo e seus objetivos vão muito além de Gaza.

Quando os loucos conduzem os cegos

Divulgação
Por Roberto Amaral


“Não são apenas os vivos que nos atormentam, os mortos também. Le mort saisit le vif!”. - Karl Marx, Prólogo à primeira edição de O capital.

Nascemos como território aberto: feitoria, praias, água, alimento e sombra para o repouso de corsários de todas as bandeiras; o mundo chegava para a aventura predatória dos séculos seguintes de apropriação da terra dada, a caça à natureza e aos homens, povos nativos preados e, com a Colônia, a escravidão de negros importados para o eito e a morte antecipada.

Bem mais tarde emerge, sem animação orgânica, uma ideia de povo em busca de nação, ausente o projeto de colonizador (com o qual não podia arcar a decadência irreversível do império lusitano); historiadores apressados referem-se às lutas travadas por portugueses, africanos escravizados, tropas de brancos pobres e indígenas escravizados como o início da construção de uma nacionalidade, nada obstante a impossibilidade de identificar a mínima consciência de pertencimento comum na expulsão da experiência do príncipe de Nassau (1654), modernizante em face da passividade portuguesa, ainda que não cogitasse de qualquer sorte de mobilidade social, ou da criação de mercado interno. Não havia uma nação a contrapor-se ao sonho holandês na América.

O peso do fator econômico nas eleições

Por Jair de Souza

As eleições programadas para o ano em curso têm todas as perspectivas de virem a ser as mais decisivas e determinantes entre todas as realizadas desde o fim da ditadura militar-empresarial que havia usurpado o mando do aparelho estatal do país por cerca de 21 anos.

Desta vez, as forças representativas do campo popular-democrático-nacional vão disputar com os setores oligárquico-imperialistas não apenas a Presidência da República, mas também a conformação do quadro de outro dos poderes políticos da nação. É que, além da escolha integral dos novos membros da Câmara dos Deputados, dois terços das vagas do Senado devem ser renovadas.

Assédio no BBB, Trump e eleições 2026

Master, União Brasil e PF no Rioprevidência

Israel mata mais 3 jornalistas na Faixa de Gaza

Da esquerda para a direita, os jornalistas Mohammad Qeshta,
Abdul Ra'ouf Shaath e Anas Ghunaim. Divulgação
Por Altamiro Borges


Na quarta-feira (21), mais três jornalistas palestinos foram mortos pelo exército terrorista de Israel. Com isso, o número total de profissionais da imprensa assassinados na Faixa de Gaza já chega a 260. Apesar dessa escalada de violência, a mídia brasileira, sob forte influência dos sionistas, silencia sobre os jornalistas mortos e sobre o genocídio que prossegue na região – e que já matou 71.551 palestinos e feriu outros 171.372.

Segundo matéria do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, os três repórteres – Mohammed Salah Qashta, Abdul Raouf Shaath e Anas Abdullah Ghanim – “foram alvejados em um ataque contra o carro em que estavam, enquanto filmavam para uma iniciativa humanitária do governo egípcio na cidade de Zahraa, na região central da Faixa de Gaza. Imagens do local após o ataque mostram o veículo atingido claramente identificado com o logotipo do Comitê Egípcio”.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Mapa da desigualdade informacional

Por Marcio Pochmann, no site A terra é redonda:

A Era Digital inaugurou um novo regime informacional. Diferentemente das sociedades agrárias e da sociedade urbano-industrial, onde o Estado media a realidade principalmente por censos, registros administrativos e pesquisas amostrais, hoje grande parte dos sinais sobre comportamento, consumo, mobilidade e operação econômica é produzida continuamente, em alta granularidade, e capturada por empresas privadas.

Isso reorganiza a forma de governar populações e territórios, pois quem mede melhor, decide melhor. O ponto central é a diferença entre dados desenhados para medir (estatística oficial) e dados extraídos por plataformas e infraestruturas pertencentes a oligopólios de grandes empresas estrangeiras.

Trumpismo é uma ameaça a ser rechaçada

Charge: Rodríguez/Cartooning for Peace
Editorial do site Vermelho:


O pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, revelou suas pretensões à onipresença. Além de intimidar a União Europeia, ditou regras para a Groelândia, a Palestina, a Ucrânia e a Venezuela. Se apresentou, enfim, pretensamente como líder de uma nova e tenebrosa era na história, a renúncia ao sistema estabelecido após a Segunda Guerra Mundial para impor a hegemonia estadunidense além do chamado hemisfério ocidental. O orçamento militar dos Estados Unidos, disse, crescerá 50%, atingindo US$ 1,5 trilhão em 2027, com ordem para construir “mais fábricas” para atender ao complexo militar-industrial. Leia-se mais guerras, agressões e chantagens.

Trump refaz o mundo à sua imagem e semelhança

FNDC e a participação pública na EBC

Um ano de Trump no poder