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| Charge: Fredy Varela |
A Lava Jato 2 tem uma vantagem e uma desvantagem. A vantagem é que a tecnologia de manipulação da opinião pública é conhecida – e a ingenuidade política do governo também. Bastou articular para colocar um Ministro do Supremo Tribunal Federal aliado no controle da operação, montar um pacto com a banda lavajatista da Polícia Federal, articular vazamentos políticos com jornalistas lavajatistas. A desvantagem é que a tecnologia de manipulação da opinião pública é conhecida. Assim como o desfecho da operação.
Esse reconhecimento impediu a unanimidade imbecilizante que acometeu a mídia na Lava Jato 1. A cobertura rachou. De um lado, os que endossaram a armação do senador Alessandro Vieira no relatório da CPI do Crime Organizado — a banda mais desinformada e serviçal da grande imprensa, que saiu de uma investigação sobre facções e milícias com a proposta de indiciar três ministros do STF e o Procurador-Geral da República, sem tocar em Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel ou Roberto Campos Neto. Do outro, jornalistas que participaram da Lava Jato 1 e agora, com a experiência que só o arrependimento ensina, se recusam a repetir o erro.





