terça-feira, 12 de maio de 2026

domingo, 10 de maio de 2026

Zé Trovão, Hattem e Pollon têm penas brandas

Por Altamiro Borges


Depois de nove meses de muita enrolação, o Conselho de Ética da Câmara Federal finalmente decidiu suspender os deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS), Marcos Pollon (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SC) por apenas um e dois meses – uma punição branda para os três bolsonaristas arruaceiros que ocuparam a Mesa Diretora da Casa em agosto de 2025. A decisão, porém, precisa ser ratificada pela Comissão de Constituição e Justiça (CNJ) e pelo pleno do plenário da Câmara. Os três amotinados ainda podem ficar impunes por seus crimes contra a democracia.

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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Havan é denunciada por crueldade no trabalho

Charge: Jota Camelo
Por Altamiro Borges


O site Metrópoles informou nesta quarta-feira (6) que o ricaço bolsonarista Luciano Hang, vulgo “Véio da Havan”, poderá sofrer em breve mais uma derrota judicial. “Denúncias de funcionários de uma loja da Havan em Rondonópolis (MT) levaram o Ministério Público do Trabalho (MPT) a acionar a Justiça. De acordo com os autos, trabalhadores eram orientados a permanecer em pé durante todo o expediente, sob pena de punições em caso de descumprimento da determinação”.

Segundo as apurações do MPT, os funcionários não podiam se sentar nem mesmo durante os momentos de inatividade. Além disso, não eram oferecidos a eles cadeiras para descanso. Diante dessa crueldade, a 1ª Vara do Trabalho de Rondonópolis determinou, em decisão liminar, que a Havan disponibilizasse assentos com encosto aos trabalhadores e adotasse medidas voltadas à melhoria das condições de saúde e ergonomia no ambiente de trabalho. “Em caso de descumprimento da decisão, fixou multa de R$ 50 mil”, relata a matéria.

Estranhos tempos mórbidos

Charge: Nando Motta
Por Roberto Amaral

“O Brasil tem um enorme passado pela frente.” – Millôr Fernandes

Com Antonio Gramsci aprendemos que “a crise [política] consiste precisamente no fato de que o velho morre e o novo não pode nascer; neste interregno, verifica-se uma grande variedade de sintomas mórbidos”. Trazendo a formulação do autor de Cadernos do cárcere para os tempos de hoje, talvez seja permitida a ousadia de afirmar que, em nosso caso, o novo não pode nascer (ou é impedido de nascer) porque o velho permanece vivo, prometendo uma história regressiva. Este velho, hoje, é o neofascismo revisitado — novas palavras, novos meios — mas sempre regressivo, anistórico, autoritário.

São os estranhos tempos mórbidos, estes nossos.