segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Até Noblat apoia “Mais Médicos”

Por Altamiro Borges

Na semana passada, Ricardo Noblat, o blogueiro da Globo, já havia surpreendido ao criticar a truculência de Joaquim Barbosa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) tão queridinho da mídia. Hoje, porém, ele se superou ao defender o programa “Mais Médicos”. Deixando de lado o seu ranço contra o chamado “lulopetismo”, ele tascou no título do seu artigo: “Só vejo vantagens (sobre a vinda de médicos estrangeiros)”. Apesar da linguagem ainda ser eivada de anticomunismo, o jornalista ridicularizou as falácias dos direitistas – inclusive de seus amigos e “imortais” da Globo – contra os médicos cubanos.

“Sem tolices, por favor. Queriam o quê? Que precisando contratar médicos para fixar no interior do país o governo não o fizesse só por que os nossos têm outros planos? Ou então que contratasse estrangeiros, mas não cubanos por que eles vivem sob uma ditadura?”, indaga. Na sequência, ele lembra que os 400 médicos cubanos que desembarcaram neste final de semana no país aceitaram trabalhar durante três anos nas 701 cidades rejeitadas por brasileiros e estrangeiros inscritos no programa “Mais Médicos”, do governo federal. E parte para o ataque, sem economizar ironias:

“São municípios que exibem os piores índices de desenvolvimento humano do país, 84% deles situados no Norte e no Nordeste. Os nossos médicos brancos e de olhos azuis não topam servir onde mais precisam deles. Médicos brancos e de olhos azuis... (Olha o racismo aí, gente!) O que eles querem mesmo é conforto, um consultório para chamar de seu e bastante dinheiro. Igarapés? Mosquitos? Casas de pau a pique? Internet lenta? Medicina, em parte, como uma espécie de sacerdócio? Argh! Mas a Constituição manda que o Estado cuide da saúde das pessoas. E para isso ele lançou um programa”.

O blogueiro de O Globo polemiza até com os argumentos eleitoreiros da oposição demotucana – o que deve causar baita ressaca em Aécio Neves, o cambaleante presidencial do PSDB. “Acusam o programa de ter sido concebido sob medida para reeleger Dilma. E eleger governador de São Paulo o ministro Alexandre Padilha, da Saúde. Outra vez suplico: ‘sin tonterías, por favor’. Queriam o quê? Que podendo atender o povo e ganhar uns votinhos eles abdicassem dos votinhos?”. Noblat rechaça inclusive as críticas sobre as possibilidades de êxito do programa do governo federal:

“Médico cubano não fala português direito! (Ora, tenham dó. Eu passo.) Não podem ser tão bem preparados. Podem e são. Estão em dezenas de países. Até no Canadá. Até na Inglaterra. Ministro da Saúde, José Serra foi a Cuba conhecer como funcionava o sistema de atendimento médico comunitário. Voltou encantado. No final dos anos 90, o governo do Tocantins importou 210 médicos, 40 enfermeiros e oito técnicos cubanos. Sucesso total”. Juro que fiquei surpreso com o artigo. Será que Ricardo Noblat releu o seu próprio livro: “O que é ser jornalista”?

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11 comentários:

JORGE PEREIRA disse...

Se o Programa Mais Médicos SALVAR UMA ÚNICA VIDA já vai ter valido a pena!

Lolla Biju disse...

Acho que o Noblat faltou ao expediente e colocaram um estagiário novato para substituí-lo... só pode ser.

Anônimo disse...

Miro, acho que o velho Noblat está pedindo para se aposentar. Vai poder entrar com um processo contra a Globo igual o do Dornelles.

Anônimo disse...


[DA SÉRIE 'AS MÁSCARAS SUJAS TEIMAM EM CAIR'!]

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Filhos de presidente de sindicato do RS se formaram em Cuba

Em Porto Alegre
26/08/201319h18

Líder de uma entidade que tem se oposto à "importação" de médicos sem revalidação do diploma no Brasil, o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Paulo de Argollo Mendes, tem dois filhos, também médicos, formados em Cuba. Paulo Clemente de Argollo Mendes e Marco Antônio de Argollo Mendes cursaram medicina no Instituto Superior de Ciências Médicas de Camagüey entre 1997 e 2004 e estão registrados no Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers).
A família não comenta o assunto em entrevistas, mas Argollo Mendes, o pai, em resposta a uma consulta da reportagem, emitiu nota na qual destaca que não há qualquer incoerência entre o discurso que faz e a formação dos filhos. "O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Paulo de Argollo Mendes, faz questão de se pronunciar e reiterar que a sua posição pessoal e a do Simers são exatamente as mesmas das entidades médicas nacionais", diz o texto. "Seus filhos revalidaram o diploma no Brasil, tal como preconizam todas as entidades médicas".
Quando os irmãos Mendes foram estudar em Camagüey, um acordo entre Brasil e Cuba previa o registro automático dos diplomas de quem se formasse em universidade de um dos dois países. Quando voltaram, o pacto não vigorava mais. Havia sido extinto em 1999. Os dois médicos pediram a revalidação à Universidade Federal do Ceará (UFC) quando a instituição abriu edital para os interessados, em setembro de 2005.
A universidade informou nesta segunda-feira (26) que, diante da exigência que fez, de alguns complementos curriculares, os irmãos cursaram as disciplinas que faltavam na Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) e encaminharam o novo histórico escolar em agosto de 2008. Em setembro daquele ano tiveram seus diplomas validados no Brasil.

FONTE: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/estado/2013/08/26/filhos-de-presidente-de-sindicato-do-rs-se-formaram-em-cuba.htm

Anônimo disse...



“Kkkkk. Que delícia!!!! Essa *reportagem do Brasil 247 é simplesmente demolidora. A hipocrisia de nossa mídia partidarizada não tem limites! Parece mesmo querer mergulhar cada vez mais fundo rumo ao mais absoluto descrédito. Em um dos trechos desta reportagem de 1999 a Veja chamava a exigência de revalidação de diploma dos profissionais médicos estrangeiros de “desculpa burocrática”. Em outra passagem ainda criticava a CFM dizendo que o mesmo deveria “explicar então porque faltavam médicos brasileiros nas cidades miseráveis que agora estão sendo atendidas por médicos cubanos”, em resposta a afirmação do presidente da entidade à época, Sr. Edson Oliveira Andrade que “Não somos xenófobos, mas não há motivo para trazer médicos de fora e tirar o emprego dos profissionais daqui”. Hehehe. Hilário!!!!!”
* Revista da Editora Abril afirma que "o milagre veio de Cuba" numa reportagem de outubro de 1999, quando o presidente era Fernando Henrique Cardoso e o ministro da Saúde, José Serra
Comentário proferido por Onda Vermelha 26.08.2013 às 20:44

Em http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/112859/Quando-FHC-trouxe-cubanos-Veja-aplaudiu.htm

Ignez disse...

Nossa, esse "Mais Médicos" já chegou provando que é bom. "Curou" o Noblat de uma cegueira que parecia irreversível" Êta programa BOM! Vai salvar muitos brasileiros e brasileirinhas desprezados pelos 'doutores' de consultórios com paredes emolduradas de diplomas...para os ricos - só os ricos - verem! Temem a concorência?!

xiru pitanga disse...

Acho até simples, mas de compreensão travada, a ponto de se alimentar ódios sem ao menos saber porque se odeia.
Talvez passe pelo entrave desconsiderado pelo empacamento, de Isaias com Aristóteles. Não ria.
Mas passa elo cristianismo criado com o propósito de não associá-lo ao humanismo. O humanismo, seja auto-desconsiderado, auto-excluído, viverá enquanto a humanidade viver.
Solidariedade, socialismo e humanismo, é a mesmíssima coisa para o ser humano, que é social como descreveu Aristóteles e é do bem ou do mal como descreveu Isaias.
Para uma sociedade do bem ou do mal, exterminar outra, deve saber que se não aproveitar dos restos da outra, coisas para a sua evolução, só é mais forte, mas é inferior e o silêncio que fica, denuncia que já houve o julgamento. De que vale segredo, de que vale emburrecimento.
Em idéias o humanismo sempre aparece, tal qual muitos esperam por Cristo, e sempre é crucificado e quem sabe, por carrascos que fazem da bíblia seu travesseiro.
O massacre das Missões Jesuíticas, genocídio total, homens, mulheres, velhos e crianças, sendo que o que imprtou deste banditismo, não foi a grilagem da terra e sim dizimar uma cultura humanística, que só buscava em solidariedade, humanidade, viver em paz.
Pelas mesmas razões chamaram de bárbaro o povo paraguaio e mataram todos seus homens com idade superior a 5 anos.
Médicos desumanos:
São importantes estas manifestações, mesmo fazendo parte de mais uma tentativa de suicídio da humanidade.
É inconcebível existir uma humanidade desumana. O mesmo é chamar de sociedade estes fragmentos de sociedade.
Só a partir de uma política pública é possível formar e capacitar alguém que deve exercitar sua profissão retribuindo a sociedade, contribuir para a construção de uma sociedade melhor sem divisões.

Denise disse...

Não tem sentido centros de saúde com mofo, sem água, parede caindo.E os 17 bilhões que deixaram de ser empregados na saúde em 2011 e 2012?E a falta de medicamentos e equipamentos? Médico não é curandeiro.

denise pacis gomes pinto Pinto disse...

Este programa não foi realizado em conjunto com as entidades médicas e Universidades, que já trabalham há anos no SUS.O programa não define claramente a responsabilidade em caso de erro medico.Até agora, 13 universidades negaram a participar.

denise pacis gomes pinto Pinto disse...

Negar o acesso aos documentos destes medicos está parecendo com a atitude do governo em tornar secretos os investimentos do Brasil em Cuba e Angola.

Anônimo disse...

Concorrência sua idiota. Eu tenho certeza que quando você precisa de medico, e nos "emoldurados de diploma" que você vai. Hipócrita!!!!!!