Editorial do site Vermelho:
Toda vez que o Brasil se encontra sob pesada ameaça à sua condição de país soberano, vem como luz a frase emblemática do jornalista Barbosa Lima Sobrinho, destacado brasileiro, que se reporta ao confronto recorrente entre os traidores da pátria e os verdadeiros patriotas, sintetizados nas figuras de Tiradentes e Silvério dos Reis. Em 1964, esse antagonismo se estampou na contenda entre o presidente João Goulart e os generais golpistas, em conluio com os Estados Unidos. Em 1984, na batalha final que pôs abaixo a ditadura militar, Tancredo Neves, da frente ampla democrática, versus Paulo Maluf, do decrépito regime entreguista e ditatorial.
domingo, 19 de abril de 2026
Dez anos do golpe que derrubou Dilma
Por Jeferson Miola, em seu blog:
É do cientista político português Miguel Sousa Tavares a definição mais apropriada sobre o acontecimento pavoroso na Câmara dos Deputados em 17 de abril de 2016, há 10 anos.
Sousa Tavares definiu mais que um evento. Na verdade, explicou a natureza delinquencial das classes dominantes quando estão em jogo a democracia e o reseito às regras do Estado de Direito.
Ele disse: “Gosto muito do Brasil e sigo a cena política brasileira há muitos anos, desde a eleição do Tancredo, que foi indireta, e devo dizer que nunca vi o Brasil descer tão baixo quanto o que se passou no Congresso brasileiro. Ultrapassa tudo que é discutível, não existe. Foi uma assembleia geral de bandidos comandada por um bandido chamado Eduardo Cunha fazendo a destituição de uma presidente sem qualquer base jurídica nem constitucional para tal, mas sobretudo com uma falta de dignidade que até diria que é de arrepiar. Bandalheira tudo aquilo, um deputado que se atreve a elogiar o coronel Brilhante Ustra, que é um torturador da ditadura militar”, referindo-se a Jair Bolsonaro.
Sousa Tavares definiu mais que um evento. Na verdade, explicou a natureza delinquencial das classes dominantes quando estão em jogo a democracia e o reseito às regras do Estado de Direito.
Ele disse: “Gosto muito do Brasil e sigo a cena política brasileira há muitos anos, desde a eleição do Tancredo, que foi indireta, e devo dizer que nunca vi o Brasil descer tão baixo quanto o que se passou no Congresso brasileiro. Ultrapassa tudo que é discutível, não existe. Foi uma assembleia geral de bandidos comandada por um bandido chamado Eduardo Cunha fazendo a destituição de uma presidente sem qualquer base jurídica nem constitucional para tal, mas sobretudo com uma falta de dignidade que até diria que é de arrepiar. Bandalheira tudo aquilo, um deputado que se atreve a elogiar o coronel Brilhante Ustra, que é um torturador da ditadura militar”, referindo-se a Jair Bolsonaro.
sábado, 18 de abril de 2026
sexta-feira, 17 de abril de 2026
quinta-feira, 16 de abril de 2026
PF investiga Flávio Bolsonaro por caluniar Lula
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| Charge: Nando Motta. Instagram: Chico Alencar |
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta semana a abertura de inquérito na Polícia Federal para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vulgo Flávio Rachadinha, por crime de calúnia contra o presidente Lula. A decisão foi tomada após uma postagem nas redes sociais em que o pré-candidato do fascismo nativo ataca sem provas o chefe do governo central. Ela atendeu a pedido da própria Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou “indícios de prática criminosa na conduta do senador” do PL.
A Lava-Jato 2 e o custo da memória curta
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| Charge: Fredy Varela |
A Lava Jato 2 tem uma vantagem e uma desvantagem. A vantagem é que a tecnologia de manipulação da opinião pública é conhecida – e a ingenuidade política do governo também. Bastou articular para colocar um Ministro do Supremo Tribunal Federal aliado no controle da operação, montar um pacto com a banda lavajatista da Polícia Federal, articular vazamentos políticos com jornalistas lavajatistas. A desvantagem é que a tecnologia de manipulação da opinião pública é conhecida. Assim como o desfecho da operação.
Esse reconhecimento impediu a unanimidade imbecilizante que acometeu a mídia na Lava Jato 1. A cobertura rachou. De um lado, os que endossaram a armação do senador Alessandro Vieira no relatório da CPI do Crime Organizado — a banda mais desinformada e serviçal da grande imprensa, que saiu de uma investigação sobre facções e milícias com a proposta de indiciar três ministros do STF e o Procurador-Geral da República, sem tocar em Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel ou Roberto Campos Neto. Do outro, jornalistas que participaram da Lava Jato 1 e agora, com a experiência que só o arrependimento ensina, se recusam a repetir o erro.
A guerra contra os mentirosos e o fascismo
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| Leonardo Attuch, Renato Rovai e Kiko Nogueira, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ricardo Stuckert |
A capacidade de síntese de Lula avisa o que vem aí. “Esse vai ser o ano da verdade contra a mentira”, disse Lula na entrevista dessa semana a Leonardo Attuch, Renato Rovai e Kiko Nogueira, editores do Brasil 247, da Fórum e do DCM.
Essa não é uma eleição em que o que se torna mais visível é a defesa dos interesses da maioria versus o herdeiro do pai que negou vacina na pandemia e levou os pobres às filas do osso.
Não é possível confrontar, pela precariedade do adversário, programas de governo, ideias e valores quase sempre presentes numa eleição. Mas é possível dizer que um candidato diz a verdade e o outro, pela índole da família e da facção política a que pertence, dissemina fake news.
Garantir o protagonismo dos trabalhadores
Por João Guilherme Vargas Netto:
Seria muito bom que a uma palavra de ordem o movimento sindical se manifestasse em resposta, de maneira unânime e rápida, executando as tarefas compatíveis.
Mas isto seria o mundo ideal e na realidade as coisas não são assim.
No mundo real a organização sindical dos trabalhadores e trabalhadoras tem que ser, a todo momento, trabalhada pelos dirigentes que realizam as negociações de praxe, reforçam a sindicalização e buscam estreitar os vínculos unitários exigidos para os êxitos das reivindicações e propostas.
Seria muito bom que a uma palavra de ordem o movimento sindical se manifestasse em resposta, de maneira unânime e rápida, executando as tarefas compatíveis.
Mas isto seria o mundo ideal e na realidade as coisas não são assim.
No mundo real a organização sindical dos trabalhadores e trabalhadoras tem que ser, a todo momento, trabalhada pelos dirigentes que realizam as negociações de praxe, reforçam a sindicalização e buscam estreitar os vínculos unitários exigidos para os êxitos das reivindicações e propostas.
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