quinta-feira, 16 de abril de 2026

PF investiga Flávio Bolsonaro por caluniar Lula

Charge: Nando Motta. Instagram: Chico Alencar
Por Altamiro Borges


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta semana a abertura de inquérito na Polícia Federal para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vulgo Flávio Rachadinha, por crime de calúnia contra o presidente Lula. A decisão foi tomada após uma postagem nas redes sociais em que o pré-candidato do fascismo nativo ataca sem provas o chefe do governo central. Ela atendeu a pedido da própria Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou “indícios de prática criminosa na conduta do senador” do PL.

A Lava-Jato 2 e o custo da memória curta

Charge: Fredy Varela
Por Luis Nassif, do jornal GGN:

A Lava Jato 2 tem uma vantagem e uma desvantagem. A vantagem é que a tecnologia de manipulação da opinião pública é conhecida – e a ingenuidade política do governo também. Bastou articular para colocar um Ministro do Supremo Tribunal Federal aliado no controle da operação, montar um pacto com a banda lavajatista da Polícia Federal, articular vazamentos políticos com jornalistas lavajatistas. A desvantagem é que a tecnologia de manipulação da opinião pública é conhecida. Assim como o desfecho da operação.

Esse reconhecimento impediu a unanimidade imbecilizante que acometeu a mídia na Lava Jato 1. A cobertura rachou. De um lado, os que endossaram a armação do senador Alessandro Vieira no relatório da CPI do Crime Organizado — a banda mais desinformada e serviçal da grande imprensa, que saiu de uma investigação sobre facções e milícias com a proposta de indiciar três ministros do STF e o Procurador-Geral da República, sem tocar em Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel ou Roberto Campos Neto. Do outro, jornalistas que participaram da Lava Jato 1 e agora, com a experiência que só o arrependimento ensina, se recusam a repetir o erro.

A guerra contra os mentirosos e o fascismo

Leonardo Attuch, Renato Rovai e Kiko Nogueira, ao lado
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ricardo Stuckert
Por Moisés Mendes, em seu blog:


A capacidade de síntese de Lula avisa o que vem aí. “Esse vai ser o ano da verdade contra a mentira”, disse Lula na entrevista dessa semana a Leonardo Attuch, Renato Rovai e Kiko Nogueira, editores do Brasil 247, da Fórum e do DCM.

Essa não é uma eleição em que o que se torna mais visível é a defesa dos interesses da maioria versus o herdeiro do pai que negou vacina na pandemia e levou os pobres às filas do osso.

Não é possível confrontar, pela precariedade do adversário, programas de governo, ideias e valores quase sempre presentes numa eleição. Mas é possível dizer que um candidato diz a verdade e o outro, pela índole da família e da facção política a que pertence, dissemina fake news.

Garantir o protagonismo dos trabalhadores

Por João Guilherme Vargas Netto:

Seria muito bom que a uma palavra de ordem o movimento sindical se manifestasse em resposta, de maneira unânime e rápida, executando as tarefas compatíveis.

Mas isto seria o mundo ideal e na realidade as coisas não são assim.

No mundo real a organização sindical dos trabalhadores e trabalhadoras tem que ser, a todo momento, trabalhada pelos dirigentes que realizam as negociações de praxe, reforçam a sindicalização e buscam estreitar os vínculos unitários exigidos para os êxitos das reivindicações e propostas.

Trump se coloca como Jesus e ataca o Papa

Expectativa de nova negociação entre EUA e Irã

Celular de Vorcaro levanta suspeita assustadora

Feliciano prega escravidão de trabalhador

Lula acelera fim da escala de trabalho 6x1

A desmoralização da CPI do Crime Organizado

A corrupção bilionária no governo Tarcísio

 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

O sindicalismo na disputa eleitoral de 2026

Ilustração: Gilberto Maringoni
Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:


Estão abertas as inscrições para o ciclo de oficinas “O movimento sindical na disputa eleitoral de 2026 – Como atuar em defesa da democracia e dos direitos sociais e na disputa de ideias e valores”, organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé. A atividade será realizada entre os dias 5 e 21 de maio, com duas aulas semanais em formato online.

A iniciativa propõe um espaço de formação voltado a dirigentes, comunicadores sindicais e militantes que atuam com instrumentos de comunicação, especialmente nas redes sociais. O objetivo é qualificar a intervenção no cenário eleitoral, marcado pela contraposição entre um projeto comprometido com a soberania nacional, o desenvolvimento e a ampliação de direitos e outro orientado pelo desmonte do Estado, pela fragilização das políticas públicas e pela retomada de um processo de regressão social e civilizatória.

Os crimes ambientais do capitalismo

Foto: Evaristo Sá/AFP
Por João Pedro Stédile, no site A terra é redonda:


Em tempos de crise do sistema capitalista, há uma ofensiva do capital que corre para se apropriar dos bens da natureza, como minérios, petróleo, agua, florestas, terras, biodiversidade. Esses bens não têm valor, mas ao se transformar em mercadorias garantem uma renda extraordinária fantástica

Todos os dias a imprensa divulga os crimes ambientais que acontecem em todo Brasil, na America Latina e no mundo. Esses crimes colocam a vida humana e de milhares de seres vivos – animais, vegetais e bactérias, em risco, em todo planeta. Todos dias pessoas morrem, por seca, aquecimento global, poluição, enchentes e vendavais.

As evidências estão em todo o planeta. Já atingimos o aquecimento global de 1,5% acima da média, e quando chegarmos a 3% não haverá retorno. Os mares subirão, cidades serão inundadas de forma permanente. As mudanças climáticas já afetam a produçao agrícola e o abastecimento de agua potável. Na última década, 750 mil pessoas morreram de calor, na rica Europa. Milhões de pessoas tiveram que migrar ou foram desalojados.

O terrorismo eleitoral com as pesquisas

Foto: Ricardo Stuckert
Por Jeferson Miola, em seu blog:

Criou-se um clima de suspense prévio em torno da pesquisa Datafolha divulgada no último sábado, 11 de abril, com uma expectativa antecipada de que traria novidades bombásticas para a reeleição do presidente Lula.

Os resultados não animam o governo, por óbvio. Porém, os números nem de longe justificam a animação de setores anti-Lula que usam pesquisas para a prática de terrorismo eleitoral e pânico político.

Nesta mesma época de 2022, no mês de março daquele ano, o mesmo instituto Datafolha publicou pesquisa na qual 48% das pessoas reprovavam o governo Bolsonaro e apenas 25% aprovavam. No entanto, em outubro, Bolsonaro perdeu por apenas 1,8% de diferença.

Carlos Bolsonaro ataca Nikolas Ferreira

Ofensas de Trump e a reação do Papa Leão 14

Hungria pós-Orbán e Peru à últradireita

CPI propõem indiciar ministros do STF