quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Legalidade e a regulação da mídia

Por Lorena Paim, no sítio Sul21:

O que menos teve ênfase no debate desta terça (30), no Memorial do Legislativo RS, foi o detalhamento do movimento deflagrado no Rio Grande do Sul em 1961, pela manutenção da ordem constitucional diante da renúncia de Jânio Quadros. A Legalidade serviu mais como pano de fundo para as colocações do deputado federal Brizola Neto (PDT/RJ) e do jornalista Paulo Henrique Amorim, ao abordarem “Democracia e Liberdade de Imprensa”.

Deputados defendem CPI da Zara

Por Raoni Scandiuzzi, na Rede Brasil Atual:

O representante brasileiro da marca de roupas espanhola Zara, Enrique Huerta González, não compareceu à audiência pública convocada para esta quarta-feira (31) na Assembleia Legislativa de São Paulo. Ele havia sido convidado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana para explicar a posição da empresa em relação às denúncias de utilização de trabalho escravo nas confecções de suas peças. A alegação para a ausência foi um compromisso internacional. Por ser um convite, ele não era obrigado a comparecer.

Advogados da Zara presentes à audiência alegaram que o tempo entre o convite e a audiência era muito curto. “O sr. González está no exterior e devido ao curto período de tempo do convite, fica impossibilitado de desmarcar o compromisso internacional”, alegou a empresa em comunicado. A nota da empresa pediu transferência da audiência para o dia 23 de setembro ou alguma data posterior. A linha de defesa adotada pela Zara é de que a confecção na qual ocorreu o flagrante era uma prestadora de serviços terceirizada.

1º Encontro Mundial de Blogueiros

Por Altamiro Borges

As novas mídias, com seus sítios, blogs e redes sociais, adquirem um papel cada vez mais relevante no mundo contemporâneo. As informações circulam online, contribuindo para democratizar a comunicação – seja nas revoltas do mundo árabe, na “revolução dos indignados” da Espanha, nos vazamentos do Wikileaks ou nas eleições que agitam vários países. A produção cultural e o entretenimento ganham maior difusão na web. A internet passa a fazer parte do cotidiano de bilhões de pessoas.

Dirceu e o jornalismo de arromba

Por Maurício Caleiro, no blog Cinema&Outras Artes:

Confesso que não simpatizo com José Dirceu. No período em que foi Chefe da Casa Civil exalava prepotência, tornando-se, a meu ver, uma das figuras públicas mais arrogantes que conheci em meus 44 anos de vida, rivalizando com certos ministros da ditadura (o José Serra da época das últimas eleições acabaria por superá-lo com folga).

A próxima capa da Veja

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Está cada vez mais difícil acreditar na Veja, para quem quer. Não bastando provas materiais e testemunhais de que seu repórter tentou invadir o domicílio de José Dirceu e a ausência de mísero indício de que ele se reunia com correligionários em um hotel de Brasília para fazer negociatas e conspirações, ela se porta como culpada e ele, como inocente.

Sete pontos acerca da Líbia

Por Domenico Losurdo, no sítio português Resistir:

Doravante mesmo os cegos podem ver e compreender o que está a acontecer na Líbia:

1. O que se passa é uma guerra promovida e desencadeada pela NATO. Esta verdade acaba por se revelar até mesmo nos órgãos de "informação" burgueses. No La Stampa de 25 de Agosto, Lucia Annunziata escreve: é uma guerra "inteiramente externa, ou seja, feita pelas forças da NATO"; foi "o sistema ocidental que promoveu a guerra contra Kadafi". Uma peça do International Herald Tribune de 24 de Agosto mostra-nos "rebeldes" que se regozijam, mas eles estão comodamente instalados num avião que traz o emblema da NATO.

Correa ensina como enfrentar a Veja

Por Altamiro Borges

A mídia golpista do Equador está desesperada. Em setembro de 2010, o jornal El Universo publicou matéria mentirosa afirmando que Rafael Correa havia ordenado abrir “fogo” contra os policiais que intentaram um golpe contra seu governo. O presidente não vacilou e entrou com processo na Justiça exigindo a retratação do jornal e do editor responsável pela calúnia, Emílio Palácio.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A porrada do superávit primário

Por Altamiro Borges

O ministro Guido Mantega anunciou ontem um novo aumento do superávit primário – que é a reserva de caixa dos banqueiros. Os “analistas de mercado”, nome fictício dos agiotas do sistema financeiro, aplaudiram e querem mais. A mídia rentista também elogiou o aperto fiscal. Já a oposição demotucana fez dengo e criticou o “jogo de cena”, exigindo cortes mais drásticos nos gastos.

UNE convoca “marcha dos estudantes”

Foto: Wilson Dias-ABr
Do sítio Vermelho:

A UNE vai reunir cerca de 20 mil estudantes em Brasília nesta quarta-feira (31), na passeata que ganhou o nome de “Marcha dos Estudantes” e faz parte do “Agosto Verde Amarelo”. A passeata começa com concentração às 9 horas, em frente ao Banco Central, onde está marcado ato de protesto das centrais sindicais contra a medida do Governo Dilma de aumentar o superávit primário. A data coincide com a reunião do Copom que define o reajuste da taxa básica de juros.

"O que a Veja fez é bandalheira"

Por Conceição Lemes, no blog Viomundo:

A “denúncia” da Veja desse final de semana continua dando o que falar.

Entre os vários personagens citados estão Walter Pinheiro, Delcídio Amaral e Lindbergh Farias, senadores do PT, respectivamente, por Bahia, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

Murdoch vetado nas escolas. E no Brasil?

Do sítio Carta Maior:

O método de jornalismo praticado por Rupert Murdoch, ancorado em escutas ilegais e espionagem criminosa, começa a ser punido nos EUA. Thomas DiNapoli, auditor da contabilidade pública do Estado de Nova York, recusou-se a autorizar um contrato de US$ 27 milhões que o Estado tinha planejado com o braço educacional de Murdoch , a Wireless Generation.

Caso Veja: repórter não é polícia

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho;

Ao voltar de Barretos (ver post anterior), o meu correio eletrônico já estava entupido de mensagens de amigos e leitores comentando e me pedindo para comentar a reportagem da revista "Veja" sobre as "atividades clandestinas" do ex-ministro José Dirceu, um dos denunciados no processo do "mensalão", que tramita no Supremo Tribunal Federal e ainda não tem data para ser julgado.