segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A Grécia e o colapso da democracia

Por Altamiro Borges

George Papandreou, o social-democrata de araque, já não é mais primeiro-ministro da Grécia. Num acordo firmado na noite de ontem (6) com o principal partido da direita no país, ficou acertada a formação de um governo de coalizão para impor o “pacote de austeridade fiscal” exigido pelos banqueiros da Europa e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Os opostos na Nicarágua e Guatemala

Por Altamiro Borges

Neste domingo (6) ocorreram duas importantes eleições presidenciais na América Central. Os resultados evidenciam o quadro de polarização política nesta sofrida região, considerada pelos EUA como seu “quintal”. Apesar de todo o bombardeio midiático, o império foi derrotado na Nicarágua. No outro extremo, ele garantiu a manutenção de um carrasco aliado na Guatemala.

domingo, 6 de novembro de 2011

Ramonet e a crise do jornalismo

Por Luciane Agnez, no Observatório do Direito à Comunicação:

A Embaixada da República Bolivariana da Venezuela realizou na terça-feira (1), a conferência "O papel dos meios de comunicação no contexto da crise mundial", com a presença do jornalista Ignacio Ramonet, pesquisador e ex-diretor do jornal Le Monde Diplomatique, e do ex-ministro das comunicações da Venezuela, Jesse Chacón. O evento, que aconteceu no Memorial Darcy Ribeiro, na Universidade de Brasília, fez parte das iniciativas para integração das nações que compõem a Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA). A mesa foi presidida pelo Embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Sánchez Arveláiz.

A falta de transparência em MG e SP

Por: Helena Sthephanowitz, na Rede Brasil Atual:

À boca pequena comenta-se por aí que a imprensa de Minas é amordaçada desde que o PSDB assumiu o poder. Basta fazer uma breve pesquisa no Google para encontrar vídeos e notas de jornalistas que citam fatos de censura no estado. Não existe um único veiculo noticioso que publique ações contrárias ao governo tucano. Por isso, não causou surpresa alguma a notícia de que Minas Gerais lidera o ranking do alto risco de corrupção, seguido dos estados de Maranhão e Pará, segundo estudo feito pelo Centro de Estudos da Opinião Pública, da Unicamp, a pedido do Instituto Ethos.

Mídia minimiza corrupção em SP

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

No último dia 12 de outubro, este blog cobriu ato público “contra a corrupção” que começou no Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista, e terminou no “Centro Velho” da cidade, na praça Ramos de Azevedo, diante do Teatro Municipal de São Paulo. A matéria reproduziu respostas a um questionário que esta página apresentou aos manifestantes. Aquele questionário foi elaborado de forma a identificar possível viés político-partidário e ideológico nos integrantes da manifestação.

O Irã e a perigosa aposta de Israel

Por Mauro Santayana, em seu blog:

Não se trata mais de hipótese: os falcões americanos e o governo britânico estão dispostos a apoiar ação militar de Israel contra o Irã, embora grande parte da opinião pública israelita advirta que essa aventura é arriscada. Aviões militares de Israel fazem manobras no Mediterrâneo e já se fala no emprego de mísseis de alcance médio contra o suposto inimigo. Seus líderes da extrema-direita, entre eles religiosos radicais, estimulam os cidadãos, com o argumento de que se trata de uma luta de vida ou morte.

Globo fatura com produtos derivados

Por Valério Cruz Brittos, Andres Kalikoske e Jonathan Reis, no Observatório da Imprensa:

A apropriação da cultura pela indústria do entretenimento é um movimento histórico, inerente ao capitalismo, que se estende aos inúmeros âmbitos do setor artístico. Na televisão, para além do faturamento advindo da publicidade, as emissoras comerciais têm aproveitado a notoriedade de seus artistas para alavancar os chamados produtos derivados. São mercadorias alheias à recepção televisiva, mas que referenciam diretamente o conteúdo televisual através da menção de artistas ou logotipos previamente difundidos na TV. No caso das Organizações Globo, em termos de indústria fonográfica, merece registro sua versatilidade, conquistando bons resultados, mesmo com o amplo fluxo de bens musicais na internet. Segue, há muitos anos, caminho contrário ao de suas concorrentes, Record e SBT, que patinam no segmento.

Liberdade de imprensa: direito absoluto?

Por Bia Barbosa, no sítio Carta Maior:

Porto Alegre - Em maio de 2009, o Supremo Tribunal Federal derrubou integralmente a Lei de Imprensa afirmando que não pode haver qualquer regulação para o exercício da atividade jornalística. Em debate realizado nesta quinta-feira (3) em Porto Alegre, promovido pela Associação de Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores de Comunicação (Altercom) e Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social, a tônica das discussões, no entanto, foi no sentido contrário.

Cinegrafista da Band morre em tiroteio

Reprodução BandNews TV
Por Altamiro Borges

Um confronto entre traficantes e policiais na comunidade de Antares, na zona oeste do Rio de Janeiro, na madrugada de hoje (6), resultou na morte do cinegrafista Gelson Domingos, da TV Bandeirantes. Ele foi atingido no peito por um tiro e já chegou morto à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santa Cruz, às 7h40 deste domingo.

Salário mínimo derrota PSDB, DEM e PPS

Por Altamiro Borges

Na quinta-feira passada, o Supremo Tribunal Federal validou, por 8 votos a 2, a lei que fixa a política de reajuste do salário mínimo até 2015 e prevê correções anuais por decreto presidencial. PSDB, DEM e PPS, que compõem o bloco neoliberal-conservador, entraram com ação no STF para implodir essa política, firmada a partir de um acordo entre as centrais sindicais e o governo Lula.

sábado, 5 de novembro de 2011

A resposta de Lupi à Veja

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

A atitude do Ministro Carlos Lupi diante das denúncias publicadas hoje, mesmo sendo partidas da Veja, foi correta e inteligente.

Não apenas afastou o assessor Anderson Santos, acusado pela revista, como pediu um inquérito da Polícia Federal e anunciou o pedido ao Ministério Público de uma investigação.

A presença da PM no campus da USP

Foto: JF DIORIO/AGÊNCIA ESTADO
Por Raquel Rolnik, em seu blog:

Ontem participei, a convite do Grêmio da FAU, de um debate sobre a questão da segurança na USP e a crise que se instalou desde a semana passada, quando policiais abordaram estudantes da FFLCH, cujos colegas reagiram. Além de mim, estavam na mesa o professor Alexandre Delijaicov, também da FAU, e um estudante, representando o movimento de ocupação da Reitoria.

Para além da polêmica em torno da ocupação da Reitoria, me parece que estão em jogo nessa questão três aspectos que têm sido muito pouco abordados. O primeiro refere-se à estrutura de gestão dos processos decisórios dentro da USP: quem e em que circunstâncias decide os rumos da universidade? Não apenas com relação à presença da Polícia Militar ou não, mas com relação à existência de uma estação de metrô dentro do campus ou não, ou da própria política de ensino e pesquisa da universidade e sua relação com a sociedade. A gestão da USP e de seus processos decisórios é absolutamente estruturada em torno da hierarquia da carreira acadêmica.

Há muito tempo está claro que esse modelo não tem capacidade de expressar e representar os distintos segmentos que compõem a universidade, nem de lidar com os conflitos, movimentos e experiências sociopolíticas que dela emergem. O fato é que a direção da USP não se contaminou positivamente pelas experiências de gestão democrática, compartilhada e participativa vividas em vários âmbitos e níveis da gestão pública no Brasil. Enfim, a Universidade de São Paulo não se democratizou.

Um segundo aspecto diz respeito ao tema da segurança no campus em si. É uma enorme falácia, dentro ou fora da universidade, dizer que presença de polícia é sinônimo de segurança e vice-versa. O modelo urbanístico do campus, segregado, uni-funcional, com densidade de ocupação baixíssima e com mobilidade baseada no automóvel é o mais inseguro dos modelos urbanísticos, porque tem enormes espaços vazios, sem circulação de pessoas, mal iluminados e abandonados durante várias horas do dia e da noite. Esse modelo, como o de muitos outros campus do Brasil, foi desenhado na época da ditadura militar e até hoje não foi devidamente debatido e superado. É evidente, portanto, que a questão da segurança tem muito a ver com a equação urbanística.

Finalmente, há o debate sobre a presença ou não da PM no campus. Algumas perguntas precisam ser feitas: o campus faz parte ou não da cidade? queremos ou não que o campus faça parte da cidade? Em parte, a resposta dada hoje pela gestão da USP é que a universidade não faz parte da cidade: aqui há poucos serviços para a população, poucas moradias, não pode haver estação de metrô, exige-se carteirinha para entrar à noite e durante o fim de semana. Tudo isso combina com a lógica de que a polícia não deve entrar aqui. Mas a questão é maior: se a entrada da PM no campus significa uma restrição à liberdade de pensamento, de comportamento, de organização e de ação política, nós não deveríamos discutir isso pro conjunto da cidade? Então na USP não pode, mas na cidade toda pode? Que PM é essa?

Essas questões mostram que o que está em jogo é muito mais complexo do que a polêmica sobre a presença ou não da PM no campus.