terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Mendonção aplaude leilão de aeroportos

Por Altamiro Borges

O ex-presidente do BNDES e ex-ministro das Comunicações do governo FHC, Luiz Carlos Mendonça de Barros, também conhecido como Mendonção nos meios empresariais e políticos, adorou o resultado do leilão de três dos mais rentáveis aeroportos do país, realizado ontem na Bolsa de Valores de São Paulo. O motivo da sua alegria é mais ideológico, no campo da luta de idéias.

Matarazzo e o medo do Pinheirinho

Por Altamiro Borges

No final de janeiro, na inauguração do Museu de Arte Contemporânea, Andrea Matarazzo, pré-candidato tucano às eleições da capital paulista famoso por suas “abotoaduras de ouro”, quase saiu no tapa com ativistas que criticavam a violenta desocupação do Pinheirinho. O elitista descontrolado foi contido por seus cabos-eleitorais, mas a foto foi amplamente divulgada nos jornais e nas redes sociais.

Banqueiros lucram na crise dos EUA

Por Altamiro Borges

Fechado o balanço financeiro de 2011, uma conclusão revoltante sobre o capitalismo nos EUA – nação tão endeusada pelas mentes colonizadas. Enquanto o desemprego bate recordes históricos e milhões de famílias moram em trailers, os seis maiores bancos do país elevaram os seus lucros no ano passado.

Segundo informações da mídia ianque, JPMorgan Chase, Citigroup, Wells Fargo, Goldman Sachs, Morgan Stanley e Bank of America acumularam mais de US$ 50 bilhões em ganhos líquidos, o que representa um crescimento de cerca de 10% em relação aos resultados anunciados em 2010.

Dilma e os movimentos sociais

Por André Barrocal, no sítio Carta Maior:

A presidenta Dilma Rousseff acredita que ela e o governo “exageraram” no rigor com movimentos sociais no ano passado e quer remediar a situação em 2012. Menos afeita do que o antecessor a conversar diretamente com os movimentos, Dilma está disposta a tentar abrir-se mais daqui para frente. E não pretende mais colaborar com a demonização deles pelo governo, como aconteceu em 2011 a partir de escândalos a envolver organizações não-governamentais (ONGs).

O livro "Latifúndio midiota"


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

CUT: “Privatizar é coisa de tucano”

Por Leonardo Severo, no sítio da CUT:

“Dilma, eu não me engano, privatizar é coisa de tucano”, entoaram nesta segunda-feira (6) manifestantes concentrados em frente à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), contrários ao processo de privatização dos aeroportos.

O protesto reuniu militantes do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (SINA), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central de Movimentos Populares (CMP), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Pátria Livre (PPL), que se pronunciaram contra a entrega do patrimônio público nacional. A privatização dos aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, de Viracopos, em Campinas, e Juscelino Kubitschek, em Brasília, que juntos respondem por 30% da movimentação dos passageiros, 57% da carga e 19% das aeronaves do sistema brasileiro foi denunciada como um “crime de lesa-Pátria”.

Demo não quer ser chamado de DEM

Por Altamiro Borges

Saiu hoje no sítio do jornal Valor Econômico, em matéria assinada por Vandson Lima:

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SÃO PAULO - O Democratas não quer mais ser chamado de DEM. Com base em uma pesquisa qualitativa apresentada nesta segunda-feira, em seminário da legenda em São Paulo, detectou-se que a diminuição do nome é prejudicial a seu reconhecimento junto à população.

Por que não um CNJ para a imprensa?

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Foram praticamente unânimes os aplausos na imprensa para a corregedora Eliana Calmon pela vitória que conquistou esta semana no STF em sua batalha contra o corporativismo e a impunidade dos magistrados. Tanto nos comentários dos leitores deste Balaio como em outros sítios, os brasileiros comemoram a coragem desta mulher que resolveu abrir a caixa-preta da Justiça.

O fim de Ophir e os desafios da OAB

Por Luis Nassif, em seu blog:

A crise da OAB nacional, na figura de seu presidente Ophir Cavalcanti Jr., deve servir de alerta para o fim da instrumentalização política do órgão. E o início de uma reação capaz de eleger uma figura de peso, acima do oportunismo e das paixões partidárias que marcaram as últimas gestões.

O caso Ophir é emblemático. Os detalhes de sua atuação política sepultam definitivamente suas pretensões à reeleição. Mas que sirva de anticorpo contra a entrada de outros aventureiros.

Folha não é "líder de vendas no país"

Por Francisco Bicudo, em seu blog:

A história é sórdida e tem requintes de arrogância, de descompromisso com a verdade e com a precisão da informação, revelando ainda solene desprezo pelos leitores que abrem o jornal no café da manhã do domingo em busca de notícias sustentadas e bem apuradas - aquelas que, em nome do bom jornalismo, pretendem reconstruir a melhor versão possível da realidade. Pois privilegiando o marketing e a auto-promoção, a imagem e a marca, a "Folha de São Paulo" decidiu mandar às favas e jogar na lata do lixo todos esses princípios, oferecendo ao seu leitor uma "realidade paralela" - aquela que o veículo gostaria muito que existisse, mas que não encontra respaldo e sustentação em dados e fatos concretos. Trocando em miúdos: a "Folha" desrespeita a inteligência de quem a lê.

A mídia e os conglomerados globais

Por Valério Cruz Brittos e Anderson David Gomes dos Santos, no Observatório da Imprensa:

Os canais pagos dedicados aos esportes ganharão um concorrente de peso a partir de 5 de fevereiro de 2012. A Fox Sports, do conglomerado News Corporation, de Rupert Murdoch, monta base no Rio de Janeiro e imediatamente passa a transmitir com exclusividade na TV por assinatura brasileira o principal torneio de futebol do continente: a Copa Santander Libertadores.

TV paga sob nova direção

Por Lucas Callegari, na CartaCapital:

O mercado de tv por assinatura aguarda com ansiedade a entrada em vigor do novo marco regulatório que promete mudar a cara do setor. Aprovada pelo Congresso Nacional em agosto de 2011, a Lei nº 12.485 unificou as regras para todas as tecnologias da TV paga, cabo óptico, satélite ou radiofrequência. Entre as principais novidades estão a abertura do mercado para as operadoras de telefonia, o fim das restrições à participação do capital estrangeiro e a criação de uma cota de três horas e meia de programação nacional por semana, inclusive para os canais estrangeiros, com 50% para produtoras brasileiras independentes.