terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Retrocesso na previdência do servidor

Por Altamiro Borges

Por pressão do Palácio do Planalto, poderá ser votado ainda nesta semana o projeto que cria o Funpresp (Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público Federal). O DEM ameaça obstruir a votação e o PSDB diz que apresentará emendas. Os dois partidos concordam com a tese de “privatização” da previdência social, mas tentam criar embaraços e constrangimentos para o governo num ano eleitoral.

A greve no megaporto de Eike Batista

Foto: Carlos Grevi - www.uruaru.com.br
Por Altamiro Borges

O empresário Eike Batista, oitava maior fortuna do planeta segundo a revista Forbes, virou um símbolo do capitalismo brasileiro. Ele é capa das revistonas e destaque nos programas de televisão. Também goza de muita influência entre os parlamentares e membros dos executivos. Toda essa bajulação, porém, não convence os milhares de trabalhadores brutalmente explorados em suas obras.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Serra não é o dono da bola

Por Maria Inês Nassif, no sítio Carta Maior:

Ao contrário do que diz o senso comum, de que não existe páreo para José Serra nas eleições de outubro, o fato é que a candidatura do tucano está longe de ser um passeio. A aliança com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), serve para não rachar o eleitorado conservador - e era isso que o PT queria quando negociava com o prefeito a adesão à candidatura de Fernando Haddad. O PSD, todavia, não agrega voto não conservador. PSDB e PSD bebem do mesmo copo. A opção de Kassab não divide, mas também não acrescenta.

Obama e o pacto com o diabo

Por Amy Goodman, no sítio da Adital:

"O presidente se equivoca”, afirma um dos reluzentes diretores da campanha pela reeleição do presidente Barack Obama.

Essas quatro palavras encabeçam o site da organização Progressistas Unidos (Progressive United), fundada pelo ex-Senador estadunidense e atual assessor da campanha de Obama, Russ Feingold, em referência ao recente anúncio de Obama de que aceitará fundos dos comitês de ação política (super PAC, por suas siglas em inglês) para sua campanha de reeleição.

O Oscar e a infantilização do cinema

Por Andre Barcinski, no sítio da Fundação Maurício Grabois:

Nenhuma grande surpresa no Oscar. Eu apostava numa divisão dos principais prêmios da noite, mas as vitórias de “o Artista” nas categorias filme, diretor e ator não podem ser consideradas zebras.

Se 2011 não ficará marcado como uma grande safra de filmes, pelo menos será lembrado como o ano em que o abismo entre o Oscar e o público americano tornou-se intransponível. Nunca houve um descompasso tão grande entre o gosto da Academia e o gosto do público.

Uruguai assume os crimes da ditadura

Da CartaCapital:

O Uruguai assumiu nesta segunda-feira, 27, no Conselho dos Direitos Humanos da ONU, a responsabilidade do Estado pela repressão ocorrida em sua ditadura militar (1973-1985). “O governo uruguaio realizará um ato público de reconhecimento de sua responsabilidade pela violação dos direitos humanos ocorrida no país durante a ditadura militar”, disse Luis Almagro, ministro de Relações Exteriores, em um discurso em Genebra.

As punições do "AI-5 da Copa"

Por Andrea Dip, no sítio da Agência Pública:

Enquanto as atenções estão voltadas para o projeto de Lei Geral da Copa (2.330/11) que deve ser votado na Câmara na próxima terça-feira (28), os senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ), Ana Amélia (PP-RS) e Walter Pinheiro (PTB-BA) correm com outro Projeto de Lei no Senado, conhecido pelos movimentos sociais como “AI-5 da Copa” por, dentre outras coisas, proibir greves durante o período dos jogos e incluir o “terrorismo” no rol de crimes com punições duras e penas altas para quem “provocar terror ou pânico generalizado”.

O retorno da múmia em São Paulo

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Em se tratando de processos eleitorais internos de seu partido, Serra tem uma preferência algo bizarra por só entrar na luta após humilhar seus correligionários e incendiar suas bases. Foi assim em 2010, é assim agora. Confesso que desta vez cometi um erro crasso como analista político: acreditei em Serra. Depois de ouvir inúmeras declarações peremptórias, até mesmo raivosas, de que não entraria na campanha, que era a sua palavra final, blá blá, eu acreditei que o ex-governador desta vez estava falando sério. Vivendo e aprendendo.

Análise econômica ou mau-agouro?


Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

“Houve pressões explícitas, e o Banco Central cedeu. Tentou convencer que a decisão (de baixar os juros) foi tomada de forma técnica. Não convenceu. A deterioração do quadro externo justificaria manter os juros para esperar para ver. Até porque, mesmo reduzindo o ritmo de crescimento do mundo, a inflação não está cedendo.”

O comentário aí, da simpática Miriam Leitão, tem apenas seis meses.

Serra e a inteligência do paulistano

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

A recém-anunciada decisão do ex-governador tucano José Serra de disputar mais uma vez a prefeitura de São Paulo revela seu mais completo desprezo pela inteligência da maioria do povo paulistano.

Serra tem lá suas razões para acreditar que a maioria dessa população é incapaz de assoviar e amarrar os sapatos ao mesmo tempo. Até hoje, há muita gente aqui que recita com orgulho o bordão de que “Maluf rouba, mas faz”, apesar de ser um ladrão que não pode nem sair do Brasil por ser procurado pela Interpol.

Folha declara apoio a José Serra

Por Altamiro Borges

Nenhum dos postulantes à prefeitura da capital paulista recebeu da Folha de S.Paulo uma saudação de boas-vindas tão vibrante como o tucano Serra. Em seu editorial de hoje (27), o jornal da famiglia Frias decreta: “O retorno de José Serra (PSDB) ao páreo das pré-candidaturas para a prefeitura de São Paulo contribui para devolver certa racionalidade à política na maior cidade do país”.

Serra e as privatizações. E a filha?

Por Altamiro Borges

Em sua coluna no Estadão, o eterno candidato José Serra, que agora aceitou o “enterro” na disputa para a prefeitura paulistana, finalmente resolveu falar sobre as privatizações. Não sobre o livro “A privataria tucana”, que ele considera um “lixo” – realmente houve muita sujeira naquele processo entreguista. Mas sobre o leilão dos aeroportos patrocinado pela presidenta Dilma Rousseff.