Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:
A “reforma ministerial” de Jair Bolsonaro, que causou uma crise militar esta semana, foi a tentativa de fazer um movimento de autoproteção. Mas o presidente continua acuado e enfraquecido. “Ele blefou com os militares e tomou um contra-ataque”, diz Oswaldo Amaral, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Para não descontentar ainda mais os comandantes (por exemplo desrespeitando o critério militar de antiguidade), o chefe do governo foi obrigado a aceitar um general que não era da sua preferência para comandar o Exército, Paulo Sérgio Nogueira. O militar teria perfil parecido ao de Edson Leal Pujol, o qual, por não controlar, o presidente queria, e conseguiu, ver fora do comando. Mas Bolsonaro “luta pra chegar até o fim do mandato”, avalia Amaral.




