quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Tarcísio assume a chefia do novo golpe

Charge: Fraga
Por Moisés Mendes, em seu blog:


Nessa terça-feira pela manhã, na abertura da sessão do Supremo, ao fazer a defesa do seu relatório sobre o processo contra o núcleo do golpe, o ministro Alexandre de Moraes alertou:

“Confundir a saudável e necessária pacificação com a covardia do apaziguamento significa impunidade e desrespeito à Constituição Federal, e mais, significa incentivo a novas tentativas de golpe de Estado”.

Covardia do apaziguamento. Não era o que Tarcísio de Freitas tentava articular, na mesma manhã, com líderes da extrema direita e do centrão no Congresso. Era afronta mesmo, no dia em que STF começava a decidir o que fazer com os chefes golpistas.

Tarcísio dedicava-se sem disfarces às articulações para a anistia de Bolsonaro. No mesmo instante em que Moraes alertava para os movimentos dos covardes:

Anistia avança no esgoto do Congresso

Charge: Lute
Por Bepe Damasco, em seu blog:


"Anistia é afronta irresponsável à Constituição". O título não é de nenhum veículo da mídia alternativa, mas sim de editorial do conservador e reacionário O Globo, postado na edição online na tarde desta quarta (3).

À medida em que se aproxima a data do anúncio da condenação de Bolsonaro, marcado para acontecer na sexta-feira da próxima semana, ganham força as articulações na Câmara dos Deputados, especialmente, mas também no Senado, para degradar o Poder Judiciário, violar a Constituição e livrar da cadeia os líderes da organização criminosa responsável pelo putsch contra o nosso regime democrático.

Xi, Putin e Modi desafiam Trump

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Agressão à Venezuela alerta à América Latina

Charge: Umpiérrez/Rebelión
Editorial do site Vermelho:


O envio pelos Estados Unidos de navios de guerra com 4.500 militares, incluindo 2.200 fuzileiros navais, para o Caribe Sul, perto da costa da Venezuela, é um grave gesto de provocação imperialista. Sob o pretexto de enfrentar ameaças de cartéis de drogas latino-americanos, o governo de Donald Trump – que em fevereiro designou grupos criminosos do México e da Venezuela como organizações terroristas globais – lançou a operação para limitar a migração e reforçar os navios da guarda costeira e da Marinha que operam regularmente na região, apoiada por voos de espionagem.

As manifestações do 7 de Setembro

Reprodução
Por João Guilherme Vargas Netto


As mobilizações sindicais raramente tomam a forma de grandes manifestações de rua distantes dos locais de trabalho.

Isto só acontece em situações muito especiais ou em conjunturas bem definidas. Aqui no Brasil foram acontecimentos marcantes relacionados à luta pela democracia, à renovação sindical e ao fim da ditadura.

Basta lembrar as manifestações na Vila Euclides, as grandes aglomerações de trabalhadores em algumas greves e até mesmo, tardiamente, as centenas de milhares de pessoas nas comemorações do 1º de Maio da Força Sindical, com espetáculos musicais e sorteios.

Hoje em dia as praças e as ruas são ocupadas maciçamente por ocasião de espetáculos musicais, passeatas religiosas e identitárias e eventualmente por convocação partidária.

Venezuela aciona ONU contra ameaças dos EUA

domingo, 31 de agosto de 2025

Fator McKinley e o Projeto Grande Porto Rico

Charge: Olivier Lascar/Sciences Et Avenir
Por Marcelo Zero, no site Brasil-247:


Em abril deste ano, Pete Hegseth, Secretário da Defesa de Donald Trump. afirmou, em entrevista à FOX, que os EUA precisavam “recuperar o seu quintal”.

Não que o império tenha abandonado inteiramente a nossa região ou tenha renunciado, em algum momento, a realizarem todo tipo de intervenções no “backyard”.

Na realidade, segundo estudo publicado na Harvard Review of Latin America ( https://revista.drclas.harvard.edu/united-states-interventions/), em pouco menos de cem anos, entre 1898 e 1994, o governo dos EUA interveio com sucesso para mudar governos na América Latina, um total de pelo menos 41 vezes. Isso equivale a uma vez a cada 28 meses durante um século inteiro.

Entretanto, após os ataques de 11 de setembro de 2001, a política de segurança e externa dos EUA ficou muito empenhada no “combate ao terrorismo”, o que levou o Departamento de Estado a concentrar suas ações no Oriente Médio e em outras regiões do mundo. Além disso, no início da década de 1990, o colapso da União Soviética tornou mais flexíveis os rígidos protocolos políticos que haviam sido postos em prática, em nossa região, ao longo de toda a antiga Guerra Fria.

A grande luta dos diretores sindicais

Charge: Bruno Galvão
Por João Guilherme Vargas Netto


Os diretores das entidades sindicais de trabalhadores formam, no Brasil, o maior contingente de pessoas eleitas para exercerem suas funções.

Embora não se saiba ao certo quantos são, se considerarmos um número relativamente pequeno de diretores por entidade (sete, por exemplo) o total supera em muito o número de vereadores eleitos nas Câmaras Municipais, que são 60 mil.

O eleitorado dos vereadores é, no mínimo, 15 vezes maior que o eleitorado dos diretores sindicais, mas estes o superam em número por conta da dispersão das categorias nos vários municípios.