domingo, 8 de março de 2026
Caso Master volta a atender vício da Globo
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| Charge: Nando Motta/247 |
O grupo Prerrogativas conclui com singeleza uma nota sobre a nova epidemia de vazamento de informações seletivas. A nota diz que os vazadores e os receptadores dos vazamentos dedicam-se à “nociva espetacularização das investigações”.
Também é isso, mas não é bem isso. O que os jornalões, com a Globo à frente de novo, estão buscando com a disseminação de vazamentos seletivos não é a audiência pelo espetáculo.
É a prestação de serviço sujo que interessa a quem vaza. É o julgamento antecipado e sumário, como correu na Lava-Jato e se repete agora com particularidades à la caso Master.
No auge do lavajatismo, a República de Curitiba tinha um time de jornalistas a serviço da legitimação da caçada a Lula. Mesmo que alguns tenham até publicado livros, é difícil dizer que este ou aquele era o cara do esquema em algum jornal ou na Globo, mesmo com suspeitas e indícios.
Também é isso, mas não é bem isso. O que os jornalões, com a Globo à frente de novo, estão buscando com a disseminação de vazamentos seletivos não é a audiência pelo espetáculo.
É a prestação de serviço sujo que interessa a quem vaza. É o julgamento antecipado e sumário, como correu na Lava-Jato e se repete agora com particularidades à la caso Master.
No auge do lavajatismo, a República de Curitiba tinha um time de jornalistas a serviço da legitimação da caçada a Lula. Mesmo que alguns tenham até publicado livros, é difícil dizer que este ou aquele era o cara do esquema em algum jornal ou na Globo, mesmo com suspeitas e indícios.
Flávio e a expectativa de vitória da direita
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| Charge: J.Bosco/O Liberal |
No início do segundo semestre do ano passado Lula recuperou os índices de aprovação do governo e alentou as expectativas de reeleição em outubro de 2026.
Pesquisas mostravam, inclusive, a possibilidade de Lula obter já no primeiro turno mais votos que a soma das candidaturas oponentes.
No entanto, a partir de novembro, com a chacina no Rio de Janeiro, a evolução da CPMI do INSS e o escândalo Master, a gangorra da conjuntura política passou a pender para o lado das oposições bolsonarista, lavajatista e antipetista.
Esses três eventos condensam duas das principais preocupações do eleitorado mais desfavoráveis ao governo, segundo as pesquisas: [1] crime/insegurança/violência, e [2] a corrupção.
Pesquisas mostravam, inclusive, a possibilidade de Lula obter já no primeiro turno mais votos que a soma das candidaturas oponentes.
No entanto, a partir de novembro, com a chacina no Rio de Janeiro, a evolução da CPMI do INSS e o escândalo Master, a gangorra da conjuntura política passou a pender para o lado das oposições bolsonarista, lavajatista e antipetista.
Esses três eventos condensam duas das principais preocupações do eleitorado mais desfavoráveis ao governo, segundo as pesquisas: [1] crime/insegurança/violência, e [2] a corrupção.
André Mendonça terá papel central nas eleições
Por Luís Nassif, no Jornal GGN:
Foto publicada em 03/9/2020 pela Agência Brasil
Não há mais margem para dúvidas. O grande personagem das eleições de 2026 será o ministro bolsonarista do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.
Digo bolsonarista não apenas por ter sido nomeado por Jair Bolsonaro, mas porque mostrou, no inquérito do Banco Master, que trabalhará alinhado com o bolsonarismo.
Ontem ocorreu uma chuva de vazamentos do inquérito do Banco Master. Atribuiu-se à CPMI do INSS. É um sofisma. Logo no início do inquérito do Master, a Polícia Federal vazou mensagens contidas no celular de Daniel Vorcaro. A postura de Dias Toffoli foi trazer o inquérito para o STF e indicar peritos sérios, que impedissem os vazamentos.
Europa: 50 países em busca de um continente
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| Charge do Facebook |
“Os Deuses vendem quando dão / Compra-se a glória com desgraça” (Fernando Pessoa, Mensagem).
1.
A Europa é o continente que tem mais países por quilômetro quadrado: 50. Nesta contagem, tomo duas liberdades. Primeira: estou incluindo o chamado Chipre Turco, a metade da ilha que se declarou independente e que só a Turquia reconhece. Segunda: excluo a Rússia, que geopoliticamente foi expulsa da Europa e passou a ser um país exclusivamente asiático, levando consigo quase 10% do território geográfico europeu.
Também é o continente cujo mapa de países soberanos e cujas fronteiras passaram por mais mudanças desde o século XIX, todas elas dramáticas e traumáticas.
O século XIX viveu sob a égide conservadora do chamado “Concerto Europeu”, nascido em 1815 no Congresso de Viena, pós-napoleônico.
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A Europa é o continente que tem mais países por quilômetro quadrado: 50. Nesta contagem, tomo duas liberdades. Primeira: estou incluindo o chamado Chipre Turco, a metade da ilha que se declarou independente e que só a Turquia reconhece. Segunda: excluo a Rússia, que geopoliticamente foi expulsa da Europa e passou a ser um país exclusivamente asiático, levando consigo quase 10% do território geográfico europeu.
Também é o continente cujo mapa de países soberanos e cujas fronteiras passaram por mais mudanças desde o século XIX, todas elas dramáticas e traumáticas.
O século XIX viveu sob a égide conservadora do chamado “Concerto Europeu”, nascido em 1815 no Congresso de Viena, pós-napoleônico.
Apuração séria da crise ou terra arrasada
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| Charge: Aroeira/247 |
A nova remessa de vazamentos seletivos parece a repetição do filme de terror que foi a Lava Jato contra o Brasil, desta vez mirando nas eleições de outubro. É triste perceber que tudo o que vivemos na última década não serviu para evitar a repetição do método de desestabilização com o uso da mídia seletiva.
Com todo o respeito aos jornalistas experientes, alguns aparentemente ameaçados por realizar o seu trabalho, é impressionante constatar o poder dos editoriais e das manchetes na condução da opinião pública, na maior parte das vezes sem nuances ou contraditório.
Fragmentos de mensagens infiltrados por setores da polícia a jornalistas passam a ocupar os títulos dos grandes jornais sem qualquer cuidado com a biografia e a vida de personalidades da mais alta institucionalidade jurídica e política do país.
sábado, 7 de março de 2026
8 de Março e a luta contra o feminicídio
Neste 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, uma bandeira adquiriu centralidade: a da luta contra o feminicídio. Dados do Ministério da Justiça revelam que o número de mulheres mortas bateu recorde em 2025: foram 1.568 casos de feminicídio de janeiro a dezembro, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior — mais de quatro mulheres brutalmente assassinadas por dia!
Estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, citado pela Procuradoria Especial da Mulher do Senado Federal, aponta que oito em cada dez casos de feminicídio no Brasil são cometidos por parceiros ou ex-companheiros. O levantamento revela também um recorte racial: 62,6% das vítimas são mulheres negras. A maioria dos crimes ocorre dentro da própria residência (66,3%).
sexta-feira, 6 de março de 2026
PF finalmente demitirá Dudu Bananinha?
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| Charge: Bruno Struzani/Desenho Ladino |
Nesta terça-feira (3), a Polícia Federal notificou, por edital, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), vulgo Dudu Bananinha, sobre a abertura do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por suspeita de improbidade administrativa. Essa medida representa mais um passo para a demissão do filhote 03 do presidiário Jair Bolsonaro. Escrivão de carreira da PF, ele está foragido nos EUA desde março de 2025. Mesmo sem trabalhar, o fujão seguia nos quadros da instituição. Ele estava afastado das suas funções devido a faltas não justificadas.
Mídia blinda Campos Neto no roubo do Master
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| Charge: Miguel Paiva/247 |
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou nesta quarta-feira (4) uma notícia-crime na Procuradoria Geral da República (PGR) pedindo investigação criminal contra Roberto Campos Neto, vulgo Bob Fields Neto, ex-presidente do Banco Central na gestão do fascista Jair Bolsonaro, para apurar sua relação com o Banco Master e com o mafioso Daniel Vorcaro. A iniciativa, porém, não foi destaque nos jornalões e nas emissoras de TV. O rentista segue blindado pela mídia venal – ele inclusive é colunista do jornal Folha de S.Paulo e vive sendo paparicado nos telejornais.
Erro de cálculo dos EUA e de Israel?
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| Fotomontagem de Morteza Nikoubazl/Gettyimages.ru |
Os colunistas de jornal, revista e internet costumam se queixar de falta de assunto ou da dificuldade de dizer coisas novas sobre temas candentes. Dostoiévski e Nelson Rodrigues, dois dos maiores colunistas de todos os tempos, volta e meia reclamavam disso. Dostoiévski em especial expressou, com humor e verve, a banalidade do que se publicava e o enorme esforço requerido para dizer o que ele chamava de “uma palavra nova”. E transformava isso mesmo em tema de crônicas e colunas.
Com a eclosão da guerra criminosa contra o Irã, movida pela superpotência delinquente, os Estados Unidos, e pelo estado genocida de Israel, não sofremos de falta de assunto, ao contrário. May you live in interesting times (que você viva em tempos interessantes), antiga maldição que continua verdadeira (ainda que desgastada por excesso de uso). Persiste, entretanto, a dificuldade de acrescentar algo original. Se o gênio russo enfrentava esse drama, imagine o que acontece com colunistas modestos como eu.
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