terça-feira, 10 de março de 2026

Globo mente sobre Moraes e Irã e se dá mal

Míssil iraniano/HispanTV
Por Ângela Carrato, no site Viomundo:

A edição do Jornal Nacional desta sexta-feira (6/3) foi cuidadosamente preparada para funcionar como um exocet. O objetivo era consolidar a narrativa que joga o ministro do STF, Alexandre de Moraes, no centro do escândalo de corrupção do banco Master, além de incluir o próprio governo Lula na história.

Não deu certo.

Na cobertura internacional, o objetivo era continuar com as manipulações e mentiras que tentam vender para a opinião pública que os Estados Unidos e Israel, para o bem da humanidade, estão vencendo a guerra contra o Irã.

Igualmente não deu certo.

Para piorar, a omissão de que Trump convocou todos os presidentes de direita e extrema-direita da América Latina para uma reunião neste sábado em Miami, explicitou o lado da família Marinho e deixou claro que ela faz de tudo para sabotar o governo Lula.

O exocet que flopou

Há muitas maneiras para se construir e editar uma reportagem.

A estratégia da Globo para influir na eleição

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Por Bepe Damasco, em seu blog:


Desta vez a Globo não precisa apoiar golpe de estado contra presidenta que não cometeu crime algum.

Também não é necessário se dar ao trabalho de defender a prisão de um presidente, vítima de uma grande farsa judicial.

Tampouco é o caso de promover outra campanha de criminalização explícita de um partido político, através do endeusamento de um juiz parcial e corrupto.

Em 2026, a estratégia é outra. E é forçoso reconhecer que é bem mais sofisticada, embora tão sórdida quanto às anteriores.

O X do problema é como impedir a reeleição de um presidente da República cujo governo apresenta o menor índice de desemprego da história, com a menor inflação já registrada em quatro anos.

Malafaia pode virar réu por ofensas a generais

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O monstro despertou: começa a Lava-Jato 2.0

domingo, 8 de março de 2026

Malafaia pode virar réu por ofensa a generais

Charge: JAB com Gemini IA/Quarentena News
Por Altamiro Borges


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou na semana passada o julgamento que pode tornar o “pastor” bolsonarista Silas Malafaia, dono da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, réu pelos crimes de injúria e calúnia contra generais durante a trama golpista que resultou nos atos de terrorismo do 8 de janeiro de 2023. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, já votou pelo recebimento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), abrindo caminho para a instauração de uma ação penal.

MDB Mulher repudia filiação de Dado Dolabella

Divulgação, 2018
Por Altamiro Borges


Na véspera do Dia Internacional das Mulheres, o diretório estadual do MDB do Rio de Janeiro anunciou a filiação absurda do ator Dado Dolabella, ex-Globo, e a sua provável candidatura para deputado federal. A iniciativa gerou revolta até de filiados do partido e uma nota dura de rechaço da presidenta do MDB-Mulher, Kátia Lôbo, que também integra a executiva estadual da legenda:

“Recebi com estarrecimento, surpresa e repúdio a notícia da filiação do ator Dado Dolabella – um homem agressor de mulheres, como todo Brasil o conhece... Em pleno mês de março, conhecido por ser o ‘mês da mulher’, receber esse tipo de notícia é algo que revolta e contraria tudo o que o MDB Mulher quer passar às mulheres. Nenhuma mulher merece ser representada por quem trata a violência como espetáculo”, afirma o texto divulgado na noite de quinta-feira (5).

8 de Março e a luta contra o feminicídio

 

Caso Master volta a atender vício da Globo

Charge: Nando Motta/247
Por Moisés Mendes, em seu blog:

O grupo Prerrogativas conclui com singeleza uma nota sobre a nova epidemia de vazamento de informações seletivas. A nota diz que os vazadores e os receptadores dos vazamentos dedicam-se à “nociva espetacularização das investigações”.

Também é isso, mas não é bem isso. O que os jornalões, com a Globo à frente de novo, estão buscando com a disseminação de vazamentos seletivos não é a audiência pelo espetáculo.

É a prestação de serviço sujo que interessa a quem vaza. É o julgamento antecipado e sumário, como correu na Lava-Jato e se repete agora com particularidades à la caso Master.

No auge do lavajatismo, a República de Curitiba tinha um time de jornalistas a serviço da legitimação da caçada a Lula. Mesmo que alguns tenham até publicado livros, é difícil dizer que este ou aquele era o cara do esquema em algum jornal ou na Globo, mesmo com suspeitas e indícios.

Flávio e a expectativa de vitória da direita

Charge: J.Bosco/O Liberal
Por Jeferson Miola, em seu blog:

No início do segundo semestre do ano passado Lula recuperou os índices de aprovação do governo e alentou as expectativas de reeleição em outubro de 2026.

Pesquisas mostravam, inclusive, a possibilidade de Lula obter já no primeiro turno mais votos que a soma das candidaturas oponentes.

No entanto, a partir de novembro, com a chacina no Rio de Janeiro, a evolução da CPMI do INSS e o escândalo Master, a gangorra da conjuntura política passou a pender para o lado das oposições bolsonarista, lavajatista e antipetista.

Esses três eventos condensam duas das principais preocupações do eleitorado mais desfavoráveis ao governo, segundo as pesquisas: [1] crime/insegurança/violência, e [2] a corrupção.

André Mendonça terá papel central nas eleições

Foto publicada em 03/9/2020 pela Agência Brasil
Por Luís Nassif, no Jornal GGN:

Não há mais margem para dúvidas. O grande personagem das eleições de 2026 será o ministro bolsonarista do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.

Digo bolsonarista não apenas por ter sido nomeado por Jair Bolsonaro, mas porque mostrou, no inquérito do Banco Master, que trabalhará alinhado com o bolsonarismo.

Ontem ocorreu uma chuva de vazamentos do inquérito do Banco Master. Atribuiu-se à CPMI do INSS. É um sofisma. Logo no início do inquérito do Master, a Polícia Federal vazou mensagens contidas no celular de Daniel Vorcaro. A postura de Dias Toffoli foi trazer o inquérito para o STF e indicar peritos sérios, que impedissem os vazamentos.