domingo, 21 de junho de 2026

2º tempo da Lava Jato 2: caso Jaques Wagner

Foto: Paula Fróes
Por Luis Nassif, no Jornal GGN:


É alto o preço da ingenuidade política das chamadas forças progressistas ou democráticas. Até hoje não entenderam que a escandalização é uma arma usada historicamente pela direita e pelo Departamento de Estado norte-americano.

Os mais velhos hão de lembrar da Cruzada contra a Corrupção de um tal padre Peyton, que percorria o Brasil financiado pela Grace - empresa de dois irmãos irlandeses, católicos, radicados nos Estados Unidos e representantes da Caterpillar no país. Ou, mais recentemente, da Lava Jato.

Independentemente do que é fato, do que é narrativa, não se pode perder de vista o objetivo político final das campanhas moralistas. Sem identificar esses interesses, seremos apenas patos na Lagoa, à mercê dos tiros e vazamentos.

A Jaques Wagner o que é de Jaques Wagner

Foto: Facebook de Jaques Wagner
Por Jeferson Miola, em seu blog:

A investigação de Jaques Wagner no marco da Operação Compliance Zero tem como alvo o próprio senador, individualmente, e não envolve, de nenhuma maneira, o governo Lula, a bancada do PT no Senado e tampouco o Partido dos Trabalhadores.

Há, no entanto, o risco de governo, bancada petista e PT serem tragados para a crise que não lhes pertence caso Jaques Wagner continue na liderança do governo no Senado. Ele precisará se desincompatibilizar do cargo para se dedicar integralmente, e no seu próprio nome, ao pleno exercício do direito de defesa no processo.

As informações sobre supostos mimos e vantagens econômicas indevidas recebidas por Jaques Wagner e familiares não foram vazadas pela imprensa, mas constam de relatório da Polícia Federal sobre conteúdos encontrados nos dispositivos de Daniel Vorcaro.

Uma pesquisa para acalmar os nervos

Imagem gerada por Gemini do Google
Por Moisés Mendes, em seu blog:


Se a Folha e o Datafolha tivessem encomendado à Inteligência Artificial a melhor pesquisa para o momento, teriam conseguido algo parecido com essa que o jornal publica nesse sábado. É a mesma fotografia de 22 de maio, com Lula com 47% e Flávio com 43% no segundo turno.

Uma pesquisa boa para o instituto e a Folha, que não se incomodam com mudança na diferença dentro da margem de erro, boa para Flávio, que não vê Lula disparar, e boa para Lula, que mantém uma vantagem segura de distância, mas sem exageros e sem incitar euforias.

No mais, o que a pesquisa tem é tudo do mesmo. Caiado e Zema não são candidatos, mesmo que apareçam, como engano, como ‘competitivos’ num segundo turno, o que não significa nada. Contra Caiado, Lula faria 47% a 41%, e contra Zema, 48% a 39%.

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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Bolsa Família reduz mortes de mães e crianças

Imagem gerada por Gemini do Google
Por Altamiro Borges


Estudo do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), da Fiocruz-Bahia, confirma que Luciano Huck é mais uma celebridade midiática preconceituosa e elitista. Em recente seminário em um convescote de ricaços do grupo Esfera, o apresentador da TV Globo criticou o Bolsa Família, afirmando que o programa só serve para acomodar as famílias brasileiras. A pesquisa, porém, mostra mais um mérito dessa iniciativa inovadora do governo Lula – que retira milhões de pessoas da miséria absoluta e, inclusive, garante seu ingresso no mundo do trabalho.

Rogério Marinho e a provocação da PEC-12

Foto: Ricardo Weber/Sinergia CUT
Por João Guilherme Vargas Netto


Rogério Marinho, como deputado federal, foi um grande algoz do movimento sindical na deforma trabalhista de 2017.

Agora, como senador e principal coordenador da campanha eleitoral do candidato do PL à presidência da República, procura sabotar no Senado a aprovação da PEC já aprovada pela Câmara em duas votações, por esmagadora maioria, que determina o fim da escala 6 x 1 e garante jornada semanal de 40 horas, sem redução salarial, com uma PEC de sua autoria, a PEC 12, que sujeita o trabalhador a salário por hora trabalhada com acordo individual e sem redução de jornada. Já é chamada de PEC 7 x 0.

Nem só da Presidência vive o povo

Foto: Ricardo Stuckert
Por Jair de Souza

Com a explosão da bomba Banco Master e o escancaramento da realidade da questão do pix, restam poucos brasileiros que ainda não entenderam a verdadeira podridão ética, moral e política que caracteriza tanto o clã bolsonarista como a cúpula dirigente do movimento por eles comandado.

Assim, é mais do que natural que todas as recentes sondagens de opinião revelem o desmoronamento das pretensões eleitorais do integrante do clã indicado para concorrer à presidência em nome da extrema direita representante do grande capital financeiro e agroexportador, e que, em contrapartida, a reeleição de Lula vai se mostrando, cada vez mais, uma probabilidade muito realística.

Contudo, ainda que a provável derrota das forças das trevas bolsonaristas na disputa pelo cargo de Presidente da República seja motivo de alegria e esperança para todos os que sonhamos com um Brasil livre do controle político dos mais servis agentes dos interesses do imperialismo, há outros fatores relacionados com o próximo pleito eleitoral que nos causam muita apreensão.

Lula retruca as besteiras de Trump no G7