quarta-feira, 24 de junho de 2026

O desprezo das big techs pela civilização

Imagem gerada por Gemini do Google
Por Rosângela Ribeiro Gil, no site da Associação Beneficente e Cultural dos Petroleiros (ABCP):

Jeff Bezos, dono da Amazon, foi envolvido em controvérsia, nos últimos dias. Atribui-se a ele, declaração desqualificando a prioridade do consumo humano de água e colocando em primeiro lugar a utilização da água para as máquinas dos data centers. O fato teria ocorrido na 10ª VivaTech 2026, entre os dias 17 e 20 de junho, em Paris. Verdadeira ou não, o empresário estadunidense tem perfil bastante polêmico e não se posiciona a favor de pautas sociais e populares no próprio país e no mundo. Podemos começar por lembrar que ele se alinha a governos autoritários, tiranos e bélicos, como o de Trump, dos Estados Unidos. Também se sabe que pesa sobre ele denúncias graves de superexploração de trabalhadores na Amazon e manobras agressivas (como demissão e perseguição) para evitar a sindicalização. O rol é grande, mas vamos destacar, ainda, baixa tributação proporcional sobre sua fortuna e fracassos em grandes investimentos empresariais.

André Mendonça blinda o clã Bolsonaro

Reprodução
Por Bepe Damasco, em seu blog:


Ainda que tenha trazido à tona fortes indícios de corrupção de alguns expoentes do Centrão que se esmeravam em servir ao banqueiro criminoso Daniel Vorcaro, como no caso do senador Ciro Nogueira, as decisões do ministro do STF, Andre Mendonça, à frente do inquérito do Banco Master mostram que sua prioridade é blindar o clã Bolsonaro.

Os dois pesos e duas medidas utilizados pelo ministro para ordenar à Polícia Federal ações de busca e apreensão são de uma clareza estelar. Flávio Bolsonaro foi flagrado em áudio pedindo R$ 160 milhões para Vorcaro, supostamente para produzir um dos filmes mais caros da história do cinema. As notícias que se seguiram revelaram um caminho tortuoso do dinheiro, chegando ao financiamento da vida de rico que Eduardo Bolsonaro leva nos Estados Unidos.

Concentração de terra na Escócia e no Brasil

Luta de classes no Brasil e no mundo

Eleições na Colômbia e reformas em Cuba

Big techs, IA e guerra total

domingo, 21 de junho de 2026

2º tempo da Lava Jato 2: caso Jaques Wagner

Foto: Paula Fróes
Por Luis Nassif, no Jornal GGN:


É alto o preço da ingenuidade política das chamadas forças progressistas ou democráticas. Até hoje não entenderam que a escandalização é uma arma usada historicamente pela direita e pelo Departamento de Estado norte-americano.

Os mais velhos hão de lembrar da Cruzada contra a Corrupção de um tal padre Peyton, que percorria o Brasil financiado pela Grace - empresa de dois irmãos irlandeses, católicos, radicados nos Estados Unidos e representantes da Caterpillar no país. Ou, mais recentemente, da Lava Jato.

Independentemente do que é fato, do que é narrativa, não se pode perder de vista o objetivo político final das campanhas moralistas. Sem identificar esses interesses, seremos apenas patos na Lagoa, à mercê dos tiros e vazamentos.