O sítio oficial do Partido dos Trabalhadores está sendo alvo de um violento ataque de hackers. Desde domingo, a página já ficou várias vezes fora do ar e, o pior, com avisos de que se trata de um endereço “perigoso”, que pode danificar o computador visitante. Num das ações “maliciosas”, o internauta que acessava o sítio do PT era redirecionado para uma entrevista com o secretário-geral do PSDB. O ataque tem nítidos contornos políticos e indica uma campanha orquestrada.
O PT já solicitou à Polícia Federal que investigue a operação criminosa. Segundo o secretário de comunicação do partido, deputado André Vargas, esta não é a primeira vez que o sítio é atacado. Na eleição presidencial de 2006, ele já sido vítima de ações semelhantes. “Certamente é alguém que não gosta do PT. É possível que o ataque tenha sido desferido por algum desocupado. Mas não descartamos a hipótese do incidente estar ligado à guerra suja que já começou na internet, deflagrada por aliados do tucano José Serra”, especula o parlamentar e dirigente petista.
Desconstrução dos oponentes
Sua conjectura não é desprovida de sentido. Ele mesmo lembra que “o histórico de José Serra se caracteriza pela desconstrução dos seus oponentes. Temos o caso da Roseana Sarney, do Geraldo Alckmin (as denúncias sobre suas ligações com a Opus Dei) e do próprio Aécio Neves, que foi parar no noticiário por supostamente ter batido na namorada”. Apesar disto, André Vargas torce para estar errado. “Sinceramente, esperamos que a candidatura adversária não esteja estimulando esse tipo de comportamento. Seria péssimo para todos nós, principalmente para a democracia”.
A investigação da PF é que poderá indicar a origem do ataque. Mas as suspeitas já recaem sobre o comando de campanha do demotucano. No início deste ano, o blogueiro Luiz Nassif já havia advertido para o risco. Ele inclusive acusou a FSB, empresa de comunicação, que teria sido “incumbida pelo governador Serra de preparar a guerra política na internet”. Segundo as suas fontes, ela teria um contrato formal com a Sabesp, a companhia de saneamento de São Paulo, e “aparentemente, outro com a Secretaria de Comunicação... Debaixo desses contratos, encomendou-se o trabalho”.
Uma escalada criminosa?
Segundo Nassif, a direção do trabalho sujo na internet foi entregue ao jornalista Gustavo Krieger e a estratégia definida foi a de atacar sítios e blogs críticos ao tucanato. Na lista inicial dos alvos estariam as páginas do próprio Nassif, de Paulo Henrique Amorim, Luiz Carlos Azenha e Maria Frô. Um grupo de “mercenários da internet” foi arregimentado. “O trabalho preliminar teria doze pessoas... Haveria também a assessoria do ex-chefe de gabinete da Soninha, que está sendo processado por montar sites apócrifos injuriosos e que se tornou o twitteiro de Serra”.
Na época, Nassif ressalvou que o caso ainda estava “em observação”. Suas suspeitas, porém, logo ganharam contornos mais definidos. Sítios e blogs progressistas passaram a ser atacados de forma sistemática. Reputações de jornalistas independentes, como o do próprio Nassif e de Luiz Carlos Azenha, foram achincalhadas de maneira leviana. A indicação de Eduardo Graeff, um direitista convicto, como responsável pelo “conteúdo na internet” da campanha do demotucano, reforçou ainda mais a hipótese sombria.
O que não se suspeitava ainda é que os ataques não seriam somente de “conteúdo”, mas também contariam com a atuação criminosa de hackers. O sítio do PT, que nem estava na lista original de Nassif, é agora violentamente bombardeado. A batalha sucessória de 2010 promete mesmo ser das mais sujas. Enquanto o presidenciável demotucano se traveste de “Serrinha paz e amor”, seus comparsas parecem excitados para a guerra. Ele alisa o governo Lula e seus seguidores batem! A Polícia Federal precisa agir rapidamente para averiguar as suspeitas e evitar o pior.
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quinta-feira, 15 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
A capa mentirosa e colonizada da Folha


Na manchete da Folha de hoje, a mentira dos que babam para o império e odeiam Lula. Na foto, a verdade.
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Serra é o anti-Lula e não o pós-Lula
Diante da crescente popularidade do governo Lula e da sua comprovada capacidade de transferir votos para a pré-candidata Dilma Rousseff, o grão-tucano José Serra decidiu se travestir de “pós-Lula”. Na festança que ratificou o seu nome, na semana passada, o ex-governador paulista vestiu a pele de cordeiro – logo ele, um lobo sanguinário, conhecido por sua truculência e intolerância. Ele evitou ataques frontais ao presidente Lula e até fez elogios a algumas ações do atual governo.
Cínico e demagógico, o presidenciável demotucano prometeu que, se for eleito, vai “manter as iniciativas positivas e melhorar nas deficiências”. Evitando fazer comparações entre os governos FHC e Lula, que ele sabe que seriam desastrosas para a sua ambição, Serra se apresentou como o candidato do futuro. Numa cópia rastaqüera do lema “Yes, we can”, utilizado por Barack Obama nas eleições dos EUA, ele anunciou que seu bordão de campanha será “O Brasil pode mais”.
“Serrinha paz e amor”
Caradura, José Serra tentou até se apropriar do bom momento vivido pela economia brasileira, expresso na geração de emprego e renda. “Somos militantes desta transformação, protagonistas mesmo, contribuímos para essa história de progresso e de avanços do nosso país. Nós podemos nos orgulhar disso”, afirmou, escondendo que os oito anos do triste reinado de FHC foram de estagnação econômica, recorde de desemprego, precarização do trabalho e arrocho salarial.
Nesta fase do “Serrinha paz e amor”, até o senador-jagunço Sérgio Guerra, presidente do PSDB, fingiu-se de civilizado. Afirmou que a candidatura demotucana não será raivosa, mas que visaria “avançar e aprofundar as conquistas já obtidas”. Enquanto Serra e outros dissimulados alisaram, outros mais afoitos mostram as suas garras. Roberto Freire, o traíra do PPS, foi o mais agressivo, destoando da tática combinada – o que indica que persistem dúvidas sobre a linha da campanha.
Fugindo do confronto programático
A estratégica definida pelo comando demotucano, que tenta vender a imagem do candidato pós-Lula, realmente é de alto risco. Não dá para esconder o trágico passado de FHC, a sua “herança maldita”, nem para minimizar o papel do ex-ministro José Serra nos anos do tsunami neoliberal. Por mais que os marqueteiros tentem limpar a sua imagem, ele será visto como o “anti-Lula” – e não como o “pós-Lula”. As recentes pesquisas confirmam esta tendência, com o crescimento da candidata que de fato representa a continuidade do ciclo político aberto pelo presidente Lula.
Na prática, o notívago José Serra vive um profundo dilema, o que deve agravar as suas insônias. Sabe que não pode aparecer como um opositor hidrófobo ao governo Lula, que bate recordes de popularidade – esse papel sujo ficaria para os outros, principalmente para os seus amiguinhos da mídia. Por outro lado, ele precisa se diferenciar de Dilma Rousseff, a candidata de Lula. Sem programa e sem discurso, ele tentará comparar biografias, evitando o confronto programático.
Blefe ou lobo em pele de cordeiro?
O dilema parece insolúvel. Para o sociólogo Emir Sader, o presidenciável demotucano não terá como fugir do debate programático. “Dilma representa o aprofundamento do projeto de oito anos do governo Lula, ocupa o espaço da esquerda no campo político. Já Serra representa as mesmas forças que protagonizaram os oito anos do governo FHC, que implementou o neoliberalismo no Brasil, governo de que o próprio Serra foi ministro todo o tempo. São dois projetos, dois países distintos, dois futuros diferenciados, para que o povo brasileiro os compare de decida”.
No mesmo rumo, o historiador Luiz Felipe de Alencastro afirma que José Serra vai se atolar neste impasse. “Ele não pode elogiar o Fernando Henrique e não pode atacar o Lula. Que candidato ele pode ser? Qual é o seu terreno? Ele pode ser um blefe nesse sentido. Na campanha, vai ter de prometer continuidade para os programas do PT. Quando Sérgio Guerra disse que o PSDB faria tudo diferente, foi um desastre... Falou disparates e levou um cala-boca do partido”, explicou numa recente entrevista ao jornal Valor.
“Um blefe”, como afirma Alencastro; ou “um lobo em pele de cordeiro”, como alfinetou Dilma Rousseff numa certeira critica aos discursos dissimulados pelo José Serra? Ou ambos?
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Cínico e demagógico, o presidenciável demotucano prometeu que, se for eleito, vai “manter as iniciativas positivas e melhorar nas deficiências”. Evitando fazer comparações entre os governos FHC e Lula, que ele sabe que seriam desastrosas para a sua ambição, Serra se apresentou como o candidato do futuro. Numa cópia rastaqüera do lema “Yes, we can”, utilizado por Barack Obama nas eleições dos EUA, ele anunciou que seu bordão de campanha será “O Brasil pode mais”.
“Serrinha paz e amor”
Caradura, José Serra tentou até se apropriar do bom momento vivido pela economia brasileira, expresso na geração de emprego e renda. “Somos militantes desta transformação, protagonistas mesmo, contribuímos para essa história de progresso e de avanços do nosso país. Nós podemos nos orgulhar disso”, afirmou, escondendo que os oito anos do triste reinado de FHC foram de estagnação econômica, recorde de desemprego, precarização do trabalho e arrocho salarial.
Nesta fase do “Serrinha paz e amor”, até o senador-jagunço Sérgio Guerra, presidente do PSDB, fingiu-se de civilizado. Afirmou que a candidatura demotucana não será raivosa, mas que visaria “avançar e aprofundar as conquistas já obtidas”. Enquanto Serra e outros dissimulados alisaram, outros mais afoitos mostram as suas garras. Roberto Freire, o traíra do PPS, foi o mais agressivo, destoando da tática combinada – o que indica que persistem dúvidas sobre a linha da campanha.
Fugindo do confronto programático
A estratégica definida pelo comando demotucano, que tenta vender a imagem do candidato pós-Lula, realmente é de alto risco. Não dá para esconder o trágico passado de FHC, a sua “herança maldita”, nem para minimizar o papel do ex-ministro José Serra nos anos do tsunami neoliberal. Por mais que os marqueteiros tentem limpar a sua imagem, ele será visto como o “anti-Lula” – e não como o “pós-Lula”. As recentes pesquisas confirmam esta tendência, com o crescimento da candidata que de fato representa a continuidade do ciclo político aberto pelo presidente Lula.
Na prática, o notívago José Serra vive um profundo dilema, o que deve agravar as suas insônias. Sabe que não pode aparecer como um opositor hidrófobo ao governo Lula, que bate recordes de popularidade – esse papel sujo ficaria para os outros, principalmente para os seus amiguinhos da mídia. Por outro lado, ele precisa se diferenciar de Dilma Rousseff, a candidata de Lula. Sem programa e sem discurso, ele tentará comparar biografias, evitando o confronto programático.
Blefe ou lobo em pele de cordeiro?
O dilema parece insolúvel. Para o sociólogo Emir Sader, o presidenciável demotucano não terá como fugir do debate programático. “Dilma representa o aprofundamento do projeto de oito anos do governo Lula, ocupa o espaço da esquerda no campo político. Já Serra representa as mesmas forças que protagonizaram os oito anos do governo FHC, que implementou o neoliberalismo no Brasil, governo de que o próprio Serra foi ministro todo o tempo. São dois projetos, dois países distintos, dois futuros diferenciados, para que o povo brasileiro os compare de decida”.
No mesmo rumo, o historiador Luiz Felipe de Alencastro afirma que José Serra vai se atolar neste impasse. “Ele não pode elogiar o Fernando Henrique e não pode atacar o Lula. Que candidato ele pode ser? Qual é o seu terreno? Ele pode ser um blefe nesse sentido. Na campanha, vai ter de prometer continuidade para os programas do PT. Quando Sérgio Guerra disse que o PSDB faria tudo diferente, foi um desastre... Falou disparates e levou um cala-boca do partido”, explicou numa recente entrevista ao jornal Valor.
“Um blefe”, como afirma Alencastro; ou “um lobo em pele de cordeiro”, como alfinetou Dilma Rousseff numa certeira critica aos discursos dissimulados pelo José Serra? Ou ambos?
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Ibope e Datafolha tentam suicídio

Reproduzo análise de Eduardo Guimarães, do blog Cidadania.com:
Fiz um gráfico (acima) com a evolução de Dilma e de Serra nos diversos institutos de pesquisa a partir de janeiro. Escolhi o cenário com Ciro Gomes e Marina Silva na disputa, pois é o cenário mais noticiado pela mídia e tido como mais provável.
Ao dispor os números dessa forma, confirma-se, sem dúvidas, a tendência de subida de Dilma e queda de Serra ao longo deste ano. Mas não é só.
O gráfico também revela que o Datafolha e o Ibope vêm correndo atrás do Sensus e do Vox Populi. Tentam ir para outro lado, mas são arrastados na direção dos concorrentes.
Em dois momentos da linha de tempo que tracei, primeiro o Ibope e depois o Datafolha tentam abrir a boca do jacaré (forma como os estatísticos vêm chamando a convergência das linhas dos gráficos de evolução das pesquisas), sendo corrigidos um pelo outro ou pelos outros dois institutos, mais adiante.
Notem que, em dois momentos, o Ibope, primeiro, e o Datafolha depois aumentam os percentuais de Serra e deprimem os de Dilma, mas são obrigados a ir na direção que Sensus e Vox Populi vêm sinalizando de forma inequívoca.
Na pesquisa Ibope feita entre 6 e 9 de fevereiro, o Ibope inverte a tendência verificada entre as pesquisas Vox Populi e Sensus, feitas entre 14 e 29 de janeiro, mas só para ser corrigido pelo Datafolha em pesquisa feita entre 24 e 25 de fevereiro, pesquisa que mostra, de novo, Serra caindo e Dilma, subindo.
Mais adiante na linha do tempo, no período de 25 a 26 de março, é a vez do Datafolha de tentar abrir a boca do jacaré. Mas, agora, quem desmentira o Ibope – que teve que se adequar – é desmentido por Vox Populi e Sensus poucos dias depois da aparente fraude que pode ter tentado praticar.
O gráfico mostra, portanto, uma espantosa resistência do Datafolha e do Ibope aos fatos. Está mais do que claro que, deliberadamente, tentam abrir a boca do jacaré, mas acabam tendo que fechá-la mais adiante ao serem desmentidos por outras pesquisas.
O Datafolha está em campo fazendo nova pesquisa meros 15 dias depois da última. Esse é um fato inédito em pesquisas eleitorais depois do ineditismo maior, de esse instituto ter passado a atacar os concorrentes como nunca antes na história deste país.
Nestas minhas cinco décadas de vida, é a primeira vez que vejo duas empresas de renome, que deveriam visar a qualidade do que fazem nem que fosse visando lucros, cometerem suicídio. E com requintes de crueldade, diga-se.
Datafolha força a barra
Mas o mais impressionante em meu estudo foi a descoberta de que, apesar de o Ibope ter dado uma destoada fortíssima lá atrás, destoada que teve que corrigir mais adiante, depois do Datafolha, em sua segunda pesquisa do ano o instituto dos Frias ousou ainda mais.
Apesar de o Ibope ter forçado a barra nos números, manteve a tendência de Sensus e Vox Populi de subida de Dilma e queda ou estagnação de Serra, enquanto que o Datafolha ousou menos nos números mas inverteu a tendência dos outros três institutos, fazendo Dilma cair e Serra subir.
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terça-feira, 13 de abril de 2010
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