terça-feira, 25 de setembro de 2012
Os aeroportos e os estrangeiros
Por Mauro Santayana, em seu blog:
A imprensa noticia que o Governo pretende mudar, mais uma vez, o modelo de concessão dos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Belo Horizonte, para atenuar o suposto “mau humor” de empresas operadoras multinacionais, que não estariam aceitando associar-se minoritariamente à Infraero para a administração dos negócios
A imprensa noticia que o Governo pretende mudar, mais uma vez, o modelo de concessão dos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Belo Horizonte, para atenuar o suposto “mau humor” de empresas operadoras multinacionais, que não estariam aceitando associar-se minoritariamente à Infraero para a administração dos negócios
Islã e a liberdade de expressão
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| Foto: AFP / Bay Ismoyo |
"Inocência dos muçulmanos” é o título do filme usamericano dirigido por um tal Sam Bacile, que difama o profeta Maomé e ofende todos aqueles que professam a fé muçulmana.
Quem é Sam Bacile? Não se sabe. O diretor do filme, talvez temendo represálias, se escondeu sob o anonimato. Há suspeitas de que ele e o produtor Nakoula Basseley Nakoula, cristão coopta que vive na Califórnia, sejam a mesma pessoa.
Quem é Sam Bacile? Não se sabe. O diretor do filme, talvez temendo represálias, se escondeu sob o anonimato. Há suspeitas de que ele e o produtor Nakoula Basseley Nakoula, cristão coopta que vive na Califórnia, sejam a mesma pessoa.
Jango ainda tinha o “Última Hora”
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É claro que são conjunturas muito diferentes. Na época do Jango, havia a Guerra Fria. Os EUA desconfiavam de um presidente que se dava ao desplante de visitar a China comunista e que, apesar de grande proprietário de terras, era a favor da Reforma Agrária. Além disso, Jango governava com apoio do velho partidão (que, aliás, ele gostaria de tirar da ilegalidade). Lula/Dilma são líderes brasileiros de centro-esquerda, num Brasil onde a Guerra Fria acabou. Acabou?
Dilma condena bloqueio dos EUA a Cuba
Por Márcia Xavier, no sítio Vermelho:
Em vinte e cinco minutos, a presidenta Dilma Rousseff falou, em seu discurso de abertura da 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (25), em Nova York, sobre os problemas que afligem o mundo. Ela fez críticas fortes e condenações veementes à guerra na Síria, à islamofobia no mundo ocidental até aos reflexos da crise econômica.
Aécio “beirou o ridículo”. Bebeu?
Por Altamiro Borges
Aécio Neves, o cambaleante presidenciável tucano, faz de
tudo para ganhar os holofotes da mídia. Ontem (24), ele visitou Porto Alegre a
convite da ex-governadora Yeda Crusius, um exemplo de ética na política. Ele voltou
a atacar o “mensalão petista” e aproveitou para criticar a nota assinada por
seis partidos em apoio ao ex-presidente Lula e contra a ofensiva golpista no
país. Para o senador mineiro, a iniciativa dos presidentes do PT, PMDB, PSB,
PCdoB, PDT e PRB “beirou o ridículo”.
De @Serra para Valdemar Costa Neto
Por Altamiro Borges
No midiático julgamento do “mensalão” no STF, o
ministro revisor Ricardo Lewandowski acompanhou ontem o voto do ministro
relator, Joaquim Barbosa, e condenou o deputado federal Valdemar Costa Neto pelos
crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Com
seis mandatos, o parlamentar é o principal cacique do PR, partido que possui 36
deputados e integra a coligação que apoia José Serra à prefeitura de
São Paulo. A mídia, por razões óbvias, deu pouco destaque a esta informação.
Equador enfrenta a mídia. E o Brasil?
Por Altamiro Borges
Em pronunciamento neste sábado (22), o presidente Rafael
Correa determinou aos seus ministros que não concedam mais entrevistas para jornais,
revistas e emissoras de rádio e tevê “indecentes”. No mês passado, o governo do
Equador já havia anunciado a suspensão da publicidade oficial nos
veículos monopolizados. “Por que temos de dar informação aos meios que nada
mais querem do que encher os bolsos de dinheiro?... Não vamos beneficiar
empresas corruptas que não pagam impostos”, justificou em seu discurso.
Dilma e a repetição da história
Por Luis Nassif, em seu blog:
São significativas as semelhanças entre os tempos atuais e o período pré-64, que levou à queda de Jango e ao início do regime militar e mesmo o período 1954, que levou ao suicídio de Getúlio Vargas.
Os tempos são outros, é verdade, e há pelo menos duas diferenças fundamentais descartando a possibilidade de um mesmo desfecho: uma economia sob controle e uma presidência exercida na sua plenitude, sem vácuo de poder.
São significativas as semelhanças entre os tempos atuais e o período pré-64, que levou à queda de Jango e ao início do regime militar e mesmo o período 1954, que levou ao suicídio de Getúlio Vargas.
Os tempos são outros, é verdade, e há pelo menos duas diferenças fundamentais descartando a possibilidade de um mesmo desfecho: uma economia sob controle e uma presidência exercida na sua plenitude, sem vácuo de poder.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
O alvo é Dilma em 2014
Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:
O PT vai despertando de um transe que fez com que acreditasse que seria sustentável para a democracia brasileira conviver com monstrengos como esses impérios de comunicação que cada vez mais vão se tornando uma espécie de jabuticaba, porque, em breve, só existirão no Brasil. E há quem acredite que esse despertar já chegou até à presidente da República.
O PT vai despertando de um transe que fez com que acreditasse que seria sustentável para a democracia brasileira conviver com monstrengos como esses impérios de comunicação que cada vez mais vão se tornando uma espécie de jabuticaba, porque, em breve, só existirão no Brasil. E há quem acredite que esse despertar já chegou até à presidente da República.
Renán Vega e a violência na Colômbia
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| areitoimagen.blogspot.com |
“Colombia es un país profundamente contradictorio donde coexisten lo peor y lo mejor para utilizar la célebre frase del Charles Dickens. Lo peor por la violencia desenfrenada que hemos mencionado, por la represión sádica de las clases dominantes, pero también lo mejor por las formas impresionantes de resistencia de los pobres. La violencia en los últimos 30 años está relacionada con eso, con la importante movilización que ha habido en el campo, en las ciudades, en las universidades” Renán Vega Cantor
Pois Renán Vega Cantor, pesquisador e professor titular da Universidade Pedagógica Nacional de Bogotá, na Colômbia, tem sofrido nos últimos meses ameaças sistemáticas por parte de grupos de extrema-direita daquele país. A situação ficou tão arriscada que ele foi forçado a um exílio temporário no exterior.
É preciso vomitar o "sapo barbudo"
Por Roberto Amaral, na CartaCapital:
Quem quiser, no que resta de esquerda brasileira, que construa castelos de areia sobre a ilusão do fim da luta de classes, ou da conciliação dos interesses populares com a burguesia reacionária, rentista, quatrocentona, de nariz arrebitado e cartórios na Avenida Paulista. Nossas ‘elites’ conservadoras têm consciência de classe, mais aguda e mais profundamente que os dirigentes da Força Sindical. A classe dominante (vai a expressão em desuso como homenagem ao sempre saudoso Florestan Fernandes) conhece seus objetivos e sabe escolher os adversários segundo a ‘periculosidade’ que atribui a cada um. Uns são adversários passageiros, ocasionais, outros são inimigos históricos, que cumpre o quanto antes eliminar.
Quem quiser, no que resta de esquerda brasileira, que construa castelos de areia sobre a ilusão do fim da luta de classes, ou da conciliação dos interesses populares com a burguesia reacionária, rentista, quatrocentona, de nariz arrebitado e cartórios na Avenida Paulista. Nossas ‘elites’ conservadoras têm consciência de classe, mais aguda e mais profundamente que os dirigentes da Força Sindical. A classe dominante (vai a expressão em desuso como homenagem ao sempre saudoso Florestan Fernandes) conhece seus objetivos e sabe escolher os adversários segundo a ‘periculosidade’ que atribui a cada um. Uns são adversários passageiros, ocasionais, outros são inimigos históricos, que cumpre o quanto antes eliminar.
Serra e o voto ultraconservador
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Ontem a Folha publicou uma matéria deveras interessante. A pesquisa usa parâmetros norte-americanos, e alguém poderia criticá-la por isso, mas pensando bem pragmaticamente, vivemos numa sociedade tão francamente americanizada, e, de certa maneira até que bem resolvida com isso, que os parâmetros encaixam-se sem grandes problemas por aqui.
De qual lado ficará o STF?
Por Breno Altman, no jornal Folha de S.Paulo:
Ao longo da história, o Supremo Tribunal Federal, além de bons serviços, prestou-se também a várias ignominias, chancelando a violação de paradigmas constitucionais.
O presidente do STF em 1964, Álvaro Moutinho da Costa, foi à posse de Ranieri Mazzilli na noite do golpe militar, quando o presidente João Goulart ainda se encontrava em território nacional. A corte responsável pela guarda da Carta Magna fazia-se avalista de sua ruptura.
Ao longo da história, o Supremo Tribunal Federal, além de bons serviços, prestou-se também a várias ignominias, chancelando a violação de paradigmas constitucionais.
O presidente do STF em 1964, Álvaro Moutinho da Costa, foi à posse de Ranieri Mazzilli na noite do golpe militar, quando o presidente João Goulart ainda se encontrava em território nacional. A corte responsável pela guarda da Carta Magna fazia-se avalista de sua ruptura.
A força eleitoral de Lula
Por Najla Passos e Vinicius Mansur, no sítio Carta Maior:
Há apenas dois anos, o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi determinante para eleger Dilma Rousseff sua sucessora. Hoje, entretanto, seu capital político tem se revelado insuficiente para deslanchar as candidaturas petistas e dos partidos aliados. Há poucos dias das eleições municipais, o cenário ainda opaco faz com que cientistas políticos ouvidos por Carta Maior divirjam sobre os motivos do fenômeno.
Há apenas dois anos, o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi determinante para eleger Dilma Rousseff sua sucessora. Hoje, entretanto, seu capital político tem se revelado insuficiente para deslanchar as candidaturas petistas e dos partidos aliados. Há poucos dias das eleições municipais, o cenário ainda opaco faz com que cientistas políticos ouvidos por Carta Maior divirjam sobre os motivos do fenômeno.
Aumenta a exploração do trabalho
Por Vito Giannotti, no jornal Brasil de Fato:
Há pessoas politicamente cegas, que pensam que o mundo do trabalho mudou. A exploração não é mais aquela dos séculos 19 ou 20. Por isso, é preciso mudar a política. A classe operária não está mais na miséria como antigamente. Esse é o papo de quem quer justificar o abandono da luta pelo socialismo e de sua adesão ao pensamento neoliberal. Isto é a aceitação do pensamento único, há 30 anos hegemônico. É claro que o mundo mudou, que a realidade do trabalho mudou, mas o fundamento do lucro do capital continua a ser a exploração e a opressão dos trabalhadores. A imposição de condições de vida e trabalho absolutamente desumanas. E o capital hoje, como sempre, prende, tortura e mata quem contesta ou faz morrer de miséria e de exploração sem fim.
Há pessoas politicamente cegas, que pensam que o mundo do trabalho mudou. A exploração não é mais aquela dos séculos 19 ou 20. Por isso, é preciso mudar a política. A classe operária não está mais na miséria como antigamente. Esse é o papo de quem quer justificar o abandono da luta pelo socialismo e de sua adesão ao pensamento neoliberal. Isto é a aceitação do pensamento único, há 30 anos hegemônico. É claro que o mundo mudou, que a realidade do trabalho mudou, mas o fundamento do lucro do capital continua a ser a exploração e a opressão dos trabalhadores. A imposição de condições de vida e trabalho absolutamente desumanas. E o capital hoje, como sempre, prende, tortura e mata quem contesta ou faz morrer de miséria e de exploração sem fim.
Lula deveria ter respondido?
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Achei que era óbvio, mas pelo visto não era.
Lula não poderia ter respondido a Marcos Valério. Não em circunstâncias normais, e muito menos quando o próprio Marcos Valério nega que tenha dito o que dizem que ele disse.
Lula teria sido muito bobo se chancelasse o jogo do “disse-que-teria-dito”, e isso ele não é.
O fim do contraditório na mídia
Por Marco Aurélio Mello, no blog DoLaDoDeLá:
No afã de tentar impor o pensamento único e de fazer uma oposição sistemática ao governo, desde a posse de Lula, pessoas que exerciam o importante papel de debater foram banidas da grande imprensa. Esta é a relação apressada que fiz, de cabeça e que, cabe acréscimos, aliás, são todos bem-vindos:
No afã de tentar impor o pensamento único e de fazer uma oposição sistemática ao governo, desde a posse de Lula, pessoas que exerciam o importante papel de debater foram banidas da grande imprensa. Esta é a relação apressada que fiz, de cabeça e que, cabe acréscimos, aliás, são todos bem-vindos:
Agora é a criminalização de Dilma?
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Muitas pessoas ficaram surpresas quando Joaquim Barbosa mencionou Dilma Rousseff no Supremo. Para reforçar a ideia de compra de votos, Joaquim citou um depoimento em que Dilma se confessou surpresa com a rapidez com que o Congresso aprovou o novo marco regulatório de energia elétrica.
A mensagem do voto do ministro, exaustivamente repetida pelas emissora de TV, tem um elemento malicioso.
A mensagem do voto do ministro, exaustivamente repetida pelas emissora de TV, tem um elemento malicioso.
Contagem regressiva na Venezuela
Por Jonatas Campos, no sítio Opera Mundi:
Os venezuelanos iniciaram neste domingo (23/09) contagem regressiva para as eleições presidenciais, que serão realizadas no dia 7 de outubro, quando elegerão o novo líder que governará o país de 2013 a 2019. Os favoritos à Presidência são o atual presidente do país, Hugo Chávez, e o ex-governador de Miranda Henrique Capriles.
Os venezuelanos iniciaram neste domingo (23/09) contagem regressiva para as eleições presidenciais, que serão realizadas no dia 7 de outubro, quando elegerão o novo líder que governará o país de 2013 a 2019. Os favoritos à Presidência são o atual presidente do país, Hugo Chávez, e o ex-governador de Miranda Henrique Capriles.
O "suicídio petista" em Recife
Por Fábio Jammal, na Rede Brasil Atual:
Beneficiado por uma disputa suicida que fragilizou as principais lideranças petistas na cidade, o governador Eduardo Campos (PSB) caminha para se tornar o grande vitorioso das eleições municipais em Recife, capital de Pernambuco. Seu candidato, o até então desconhecido Geraldo Júlio, está há várias semanas em movimento ascendente e aparece na pesquisa Ibope divulgada hoje (24) com 39% das intenções de voto.
Beneficiado por uma disputa suicida que fragilizou as principais lideranças petistas na cidade, o governador Eduardo Campos (PSB) caminha para se tornar o grande vitorioso das eleições municipais em Recife, capital de Pernambuco. Seu candidato, o até então desconhecido Geraldo Júlio, está há várias semanas em movimento ascendente e aparece na pesquisa Ibope divulgada hoje (24) com 39% das intenções de voto.
A "folha corrida" de Celso Russomanno
Por Renato Rovai, em seu blog:
Russomanno é mais velho do que eu, mas a gente já esteve próximo num certo momento da vida. Ele fazia o programa Circuíto Night and Day e eu o Contramão, na TV Gazeta. O programa do qual fui repórter, ia para o ar antes do dele. Eu conheço algumas histórias do atual líder nas pesquisas, mas dando uma googlezada achei outras também bastante interessantes.
"Mensalão" é o Abílio Diniz de 1989
Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada:
O timing do julgamento do mensalão, combinado entre o mervalismo pigânico e o Supremo, in tandem, fará com que o Ministro relator – clique aqui para ler as considerações de Mauricio Dias sobre o Ministro Joaquim Barbosa – peça a condenação de José Dirceu na véspera da eleição.
Ali Kamel e Silvia Faria, de sentinela, divulgarão a notícia a tempo de alertar todos os eleitores sobre a degola de Lula e Dilma (já que a condenação de Dirceu isso significa).
O timing do julgamento do mensalão, combinado entre o mervalismo pigânico e o Supremo, in tandem, fará com que o Ministro relator – clique aqui para ler as considerações de Mauricio Dias sobre o Ministro Joaquim Barbosa – peça a condenação de José Dirceu na véspera da eleição.
Ali Kamel e Silvia Faria, de sentinela, divulgarão a notícia a tempo de alertar todos os eleitores sobre a degola de Lula e Dilma (já que a condenação de Dirceu isso significa).
domingo, 23 de setembro de 2012
A "vida apodrecida" de Bob Civita
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O esgoto da imprensa está assanhado. O julgamento do “Mensalão” e as dificuldades eleitorais do PT (que são reais, mas que não apontam para um avanço dos demo-tucanos, nem para a retomada do programa neoliberal defendido pela velha mídia) animaram, especialmente, a revista editada à beira da marginal e também os blogs que chafurdam em torno do esgoto. Esses dias, um desses blogueiros/jornalistas, de longa carreira, chegou a dizer no site da tal revista que Lula morrerá sem saber o que é ter “vergonha na cara”. Disse ainda que Lula é “uma lenda precocemente no ocaso. Daqui a algum tempo, será um asterisco nos livros de história que nunca leu.”
Esquerda será derrotada nas eleições?
Por Altamiro Borges
As eleições municipais de 2012 ingressam nas suas duas semanas
decisivas. No passado, muitas pesquisas “científicas” caíram no ridículo na
reta final das disputas eleitorais. E muitos jornalões e emissoras de tevê
também tiveram que engolir a língua com seus prognósticos. Tanto os institutos
de pesquisa como a mídia não são neutros. Tem interesses, comerciais e
políticos, nestas batalhas. No caso atual, a mídia insiste na tese de
que as forças de esquerda serão as grandes derrotadas. É mais torcida
do que análise séria!
Serra esconde Kassab e Valdemar
Por Altamiro Borges
O prefeito Gilberto Kassab, o “rejeitado”, e o deputado
Valdemar da Costa Neto, o “mensaleiro”, devem estar magoados com Serra, o
candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo. Eles nem sequer são citados no
horário eleitoral de rádio e tevê e não são destaques nas minguadas atividades
de campanha do tucano. Pelo contrário. Como pragas contagiosas, eles foram
descartados por Serra. Nos últimos dias, a operação esconde ganhou
contornos ainda mais risíveis.
“Privataria tucana” chega à tevê
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Finalmente, o comando da campanha de Fernando Haddad decidiu
sair das cordas, acuado com as denúncias do chamado mensalão do PT, e utilizar
o livro “A privataria tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro, para desmascarar o
falso moralista José Serra. Com isto, a obra que já vendeu mais de 100 mil
exemplares e nunca ganhou qualquer destaque na mídia demotucana vai aparecer
nas telinhas. A equipe do publicitário João Santana já teria produzido um
comercial para a tevê que exibe a capa do livro junto à imagem do rival tucano.
EUA exportam sua crise. Brasil reage
Por Altamiro Borges
No reinado de FHC, com sua política servil do “alinhamento
automático” com os EUA, o império ameaçava e o Brasil afinava. A partir do
governo Lula, porém, houve uma mudança de postura. A política externa, encabeçada por Celso Amorim, passou a ser mais altiva e soberana. No governo
Dilma, os primeiros sinais foram preocupantes, colocando em dúvida a firmeza do
ministro Antonio Patriota. Mas, nos momentos de maior tensão, a política
externa mantém o prumo – como se nota agora em novo confronto com o império.
Mídia jura que não é golpista. Hilário!
Por Altamiro Borges
A nota assinada por seis partidos políticos (PT, PMDB, PSB,
PCdoB, PDT e PRB), denunciando uma nova ofensiva golpista no país, irritou os
barões da mídia e seus serviçais. Em editorial ontem (22), a Folha afirma já no
título que o texto é “ridículo”. A Veja, que até agora não publicou a
entrevista com o Marcos Valério acusando Lula de ser “o chefe do
mensalão”, também atacou a nota dos líderes partidários. E cheirosos “calunistas”,
como Merval Pereira e Eliana Cantanhêde, tentaram desqualificar o
pronunciamento.
Brasil rechaça arrogância dos EUA
Editorial do sítio Vermelho:
O Brasil respondeu à altura ao representante de Comércio Exterior do governo dos EUA, Ron Kirk, que enviou ao Itamarati uma carta impertinente e mal educada criticando as medidas tomadas pelo governo para proteger a economia nacional.
O Brasil respondeu à altura ao representante de Comércio Exterior do governo dos EUA, Ron Kirk, que enviou ao Itamarati uma carta impertinente e mal educada criticando as medidas tomadas pelo governo para proteger a economia nacional.
sábado, 22 de setembro de 2012
Fogo nas favelas: fatalidade ou crime?
Por Rodrigo Martins, na CartaCapital:
Na tarde da quarta-feira 19, a garçonete Rita Aparecida dos Santos, de 50 anos, ainda fazia os cálculos das perdas sofridas durante o incêndio que atingiu a favela do Moinho, no centro de São Paulo. Metade do barraco de madeira foi completamente consumida pelas chamas, mas os bombeiros conseguiram salvar o banheiro e um quartinho apertado, onde ela tratava de ajeitar os poucos pertences resgatados. Panelas e utensílios de cozinha, em sua maioria.
Na tarde da quarta-feira 19, a garçonete Rita Aparecida dos Santos, de 50 anos, ainda fazia os cálculos das perdas sofridas durante o incêndio que atingiu a favela do Moinho, no centro de São Paulo. Metade do barraco de madeira foi completamente consumida pelas chamas, mas os bombeiros conseguiram salvar o banheiro e um quartinho apertado, onde ela tratava de ajeitar os poucos pertences resgatados. Panelas e utensílios de cozinha, em sua maioria.
Os sonhos da oposição demotucana
Por Emir Sader, no sítio Carta Maior:
À falta de programa e de candidato, os setores opositores sonham com descalabros que, talvez, lhes deem alguma chance de evitar que Dilma se reeleja em 2014 e o Brasil siga o caminho que vem trilhando, vitoriosamente (nunca nenhuma força, pela via democrática, governou por tanto tempo no Brasil, como o PT).
À falta de programa e de candidato, os setores opositores sonham com descalabros que, talvez, lhes deem alguma chance de evitar que Dilma se reeleja em 2014 e o Brasil siga o caminho que vem trilhando, vitoriosamente (nunca nenhuma força, pela via democrática, governou por tanto tempo no Brasil, como o PT).
O terror nas redações da TV Globo
Por Marco Aurélio Mello, no blog DoLaDoDeLá:
Quando Silvia foi contratada em Brasília precisou passar por um período de adaptação à linguagem televisiva.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Arthur Virgílio contratou Noblat?
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O tucano Arthur Virgílio está desesperado. Depois da derrota
nas eleições para o Senado em 2010, ele agora corre o risco de perder a disputa
para a prefeitura de Manaus. Pesquisa Ibope divulgada ontem apontou que a candidata
Vanessa Grazziotin (PCdoB) subiu dez pontos nas intenções de voto e empatou com
o rival do PSDB. Já a projeção para o segundo turno indica a vitória da
senadora – 43% a 39%. No desespero, o “valentão” partiu pra baixaria e já conta
com a “assessoria de imprensa” de Ricardo Noblat, do jornal O Globo.
O jornalismo está morrendo?
Por Felipe Bianchi, no sítio do Barão de Itararé:
O jornalismo e a reportagem estão mortos? Esta foi a pergunta que marcou o debate “Tempo de reportagem e o papel do jornalismo”, ocorrido nesta quinta-feira (20), no Barão de Itararé, em São Paulo. Audálio Dantas, jornalista e escritor; Ricardo Kotscho, jornalista da TV Record e autor do blog Balaio do Kotscho; e Natalia Vianna, da Agência Pública, discutiram a influência da Internet, a crise da mídia tradicional e o esvaziamento político da profissão no Brasil.
O jornalismo e a reportagem estão mortos? Esta foi a pergunta que marcou o debate “Tempo de reportagem e o papel do jornalismo”, ocorrido nesta quinta-feira (20), no Barão de Itararé, em São Paulo. Audálio Dantas, jornalista e escritor; Ricardo Kotscho, jornalista da TV Record e autor do blog Balaio do Kotscho; e Natalia Vianna, da Agência Pública, discutiram a influência da Internet, a crise da mídia tradicional e o esvaziamento político da profissão no Brasil.
“Privataria tucana” e o Prêmio Jabuti
Do blog da Geração Editorial:
O livro-reportagem mais polêmico e vendido do ano, A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Junior, está entre os finalistas do Prêmio Jabuti, na categoria Reportagem. Esse é o prêmio mais prestigiado da literatura brasileira.
O livro-reportagem mais polêmico e vendido do ano, A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Junior, está entre os finalistas do Prêmio Jabuti, na categoria Reportagem. Esse é o prêmio mais prestigiado da literatura brasileira.
Dilma responde a Joaquim Barbosa
Nota à imprensa publicada no Blog do Planalto:
“Na leitura do voto, na sessão de ontem do Supremo Tribunal Federal, o senhor ministro Joaquim Barbosa se referiu a depoimento que fiz à Justiça, em outubro de 2009. Creio ser necessário alguns esclarecimentos que eliminem qualquer sombra de dúvidas acerca das minhas declarações, dentro dos princípios do absoluto respeito que marcam as relações entre os Poderes Executivo e Judiciário.
“Na leitura do voto, na sessão de ontem do Supremo Tribunal Federal, o senhor ministro Joaquim Barbosa se referiu a depoimento que fiz à Justiça, em outubro de 2009. Creio ser necessário alguns esclarecimentos que eliminem qualquer sombra de dúvidas acerca das minhas declarações, dentro dos princípios do absoluto respeito que marcam as relações entre os Poderes Executivo e Judiciário.
Os discursos que demonizam as greves
Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:
“Greve é ruim para todo mundo: é ruim para o bancário, é ruim para o banco, é ruim para a população, que já foi muito incomodada pela onda de greves dos funcionários públicos e não merece ser mais incomodada com uma paralisação dos bancários.”
A declaração acima é de Magnus Ribas Apostólico, diretor de Relações do Trabalho da Fenaban, braço sindical da Federação Brasileiros de Bancos responsável pelas questões de disputas trabalhistas.
“Greve é ruim para todo mundo: é ruim para o bancário, é ruim para o banco, é ruim para a população, que já foi muito incomodada pela onda de greves dos funcionários públicos e não merece ser mais incomodada com uma paralisação dos bancários.”
A declaração acima é de Magnus Ribas Apostólico, diretor de Relações do Trabalho da Fenaban, braço sindical da Federação Brasileiros de Bancos responsável pelas questões de disputas trabalhistas.
O rapper Emicida e a bandeira do MST
O rapper Emicida subiu ao palco do VMB 2012, o prêmio promovido pela MTV aos melhores artistas do ano, para receber o prêmio de melhor música do ano e fazer uma apresentação com a bandeira do MST.
Serra ataca de mensalão contra Haddad
Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:
Com Celso Russomanno, do PRB, cada vez mais garantido no segundo turno, voltando aos 35% no novo Datafolha divulgado nesta quinta-feira, a disputa em São Paulo se limita a tucanos e petistas em busca da outra vaga.
Um julgamento para a história
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O ministro Joaquim Barbosa concluiu parte de seu voto neste início de quinta-feira comprometendo a competente análise dos autos com habituais comentários sobre o funcionamento do sistema partidário brasileiro, a revelar, ao lado de algumas observações pertinentes, os preconceitos, desconhecimento, presunção e desprezo, partilhados com alguns de seus pares, que cultiva em relação à política profissional, aos partidos populares e, em especial, o Partido dos Trabalhadores. Seguem comentários sintéticos:
FHC e a recuperação moral
Por Mauro Santayana, em seu blog:
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse em São Paulo, em um encontro com artistas e intelectuais, que esse é o momento de “recuperação moral” da política brasileira. Ele pode ter razão, e a terá ainda mais se, depois do escrutínio judicial da Ação 470, o exame de outras ações pendentes no STF e nos tribunais dos Estados, abrir o véu que cobre o período de 1995 a 2003. Seria importante saber como se deu a privatização da Companhia Vale do Rio Doce, uma empresa construída por mineiros. E seria também importante verificar, em sua intimidade, o processo de privatização da Telebrás e suas subsidiárias.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse em São Paulo, em um encontro com artistas e intelectuais, que esse é o momento de “recuperação moral” da política brasileira. Ele pode ter razão, e a terá ainda mais se, depois do escrutínio judicial da Ação 470, o exame de outras ações pendentes no STF e nos tribunais dos Estados, abrir o véu que cobre o período de 1995 a 2003. Seria importante saber como se deu a privatização da Companhia Vale do Rio Doce, uma empresa construída por mineiros. E seria também importante verificar, em sua intimidade, o processo de privatização da Telebrás e suas subsidiárias.
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