quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Marina, Heloísa e quem mais?
Por Altamiro Borges
Marina Silva, a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente que obteve quase 20 milhões de votos nas eleições presidenciais de 2010, apresentou ontem as bases programáticas do novo partido que ela pretende fundar em breve. O evento ocorreu na capital paulista e reuniu, segundo os organizadores, cerca de 350 pessoas. De forma bastante genérica, ela afirmou que a sigla representará “uma nova cultura política, com novos ideais”. A ex-filiada do PT e do PV também defendeu “novas estruturas partidárias”.
Marina Silva, a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente que obteve quase 20 milhões de votos nas eleições presidenciais de 2010, apresentou ontem as bases programáticas do novo partido que ela pretende fundar em breve. O evento ocorreu na capital paulista e reuniu, segundo os organizadores, cerca de 350 pessoas. De forma bastante genérica, ela afirmou que a sigla representará “uma nova cultura política, com novos ideais”. A ex-filiada do PT e do PV também defendeu “novas estruturas partidárias”.
A mídia brasileira segundo Mino Carta
Por Pedro Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:
Fuçando em velhos arquivos do computador, eis que me deparo com uma entrevista que fiz, dois anos atrás, com o jornalista ítalo-brasileiro Mino Carta, diretor de redação da Carta Capital e fundador da Veja. Escrevi a matéria em parceria com minha amiga Cátia Cananea para o jornal Diretriz, da faculdade em que eu estudava na época, o Mackenzie. Ao relê-la, percebi que suas ideias continuam bastante atuais e decidi publica-la aqui no Diário. Segue abaixo.
A palhaçada da pesquisa Ibope
Por Antônio Mello, em seu blog:
Que importância teria uma pesquisa que quisesse saber a opinião da população sobre a segurança das viagens marítimas se fosse feita nos dias imediatamente posteriores ao naufrágio do Titanic?
E uma outra, se o Brasil deveria ou não adotar a pena de morte, feita imediatamente após casos que chocaram a opinião pública, como o assassinato de Daniela Perez, o do menino João, etc?
E uma outra, se o Brasil deveria ou não adotar a pena de morte, feita imediatamente após casos que chocaram a opinião pública, como o assassinato de Daniela Perez, o do menino João, etc?
Empresário não acredita na imprensa
Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:
"Presidentes de empresas brasileiras ficam em 4º lugar em ranking de otimismo", revela o sempre bem informado e competente Clóvis Rossi, enviado especial da "Folha" ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suiça.
Obama: as palavras e os atos
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| http://www.cartoonmovement.com |
Há um axioma da oratória política norte-americana, o de que os discursos de despedida são sempre mais importantes do que os de início de mandato, mesmo quando se trata de reeleição. Os dois melhores discursos de despedida, como projetos políticos para a nação, foram os de Washington, no início da República, e de Eisenhower, em 1961. Washington aconselha o seu povo a não intrometer-se nas guerras europeias, e a aproveitar-se, ao máximo, do comércio pacífico com o mundo. Eisenhower adverte contra o “complexo industrial militar” que, depois de sua saída, assenhoreou-se do poder nos Estados Unidos.
A mídia e o pessimismo desmentido
Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:
O leitor crítico e observador deve estranhar algumas reportagens publicadas nas edições de quarta-feira (23/1) do principais jornais brasileiros. Depois de semanas martelando na tecla do “pibinho” e repetindo projeções de piora no cenário econômico nacional, o Estado de S. Paulo, a Folha de S. Paulo e o Globo trazem um retrato contraditório com a tendência que vinham apontando.
Obama e os propósitos imperialistas
Editorial do sítio Vermelho:
Com grande pompa, mas sem as ilusões e a euforia que se seguiu à sua primeira eleição, Barack Obama foi empossado neste início de semana para cumprir seu segundo mandato à frente do país que, sendo a maior potência mundial, é também uma força em relativo declínio, num mundo marcado por dilacerantes crises, explosivas contradições, instabilidade e transições acidentadas nos aspectos econômico e geopolítico.
Com grande pompa, mas sem as ilusões e a euforia que se seguiu à sua primeira eleição, Barack Obama foi empossado neste início de semana para cumprir seu segundo mandato à frente do país que, sendo a maior potência mundial, é também uma força em relativo declínio, num mundo marcado por dilacerantes crises, explosivas contradições, instabilidade e transições acidentadas nos aspectos econômico e geopolítico.
As cidades precisam de bons conselhos
Por Laurindo Lalo Leal Filho, no sítio Carta Maior:
Uma nova oportunidade de discussão da democratização do acesso e da produção de informação surge agora com a posse dos prefeitos eleitos em todo o país. Deles deve ser cobrada a criação de Conselhos Municipais de Comunicação, imprescindíveis para o debate e a implementação de políticas públicas nessa área.
Uma nova oportunidade de discussão da democratização do acesso e da produção de informação surge agora com a posse dos prefeitos eleitos em todo o país. Deles deve ser cobrada a criação de Conselhos Municipais de Comunicação, imprescindíveis para o debate e a implementação de políticas públicas nessa área.
A partidarização da imprensa
Por Venício A. de Lima, na revista Teoria e Debate:
Se o leitor (a) ainda precisa de alguma comprovação sobre o comportamento partidário dos jornalões brasileiros, sobretudo nos períodos eleitorais, recomendo a leitura do excelente A Ditadura Continuada – Fatos, Factoides e Partidarismo da Imprensa na Eleição de Dilma Rousseff, resultado de uma cuidadosa pesquisa realizada por Jakson Ferreira de Alencar, recentemente publicado pela editora Paulus.
Se o leitor (a) ainda precisa de alguma comprovação sobre o comportamento partidário dos jornalões brasileiros, sobretudo nos períodos eleitorais, recomendo a leitura do excelente A Ditadura Continuada – Fatos, Factoides e Partidarismo da Imprensa na Eleição de Dilma Rousseff, resultado de uma cuidadosa pesquisa realizada por Jakson Ferreira de Alencar, recentemente publicado pela editora Paulus.
Os idosos “devem se apressar e morrer”
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| Ilustração: Taro Aso cometendo harakiri |
Num lapso de sinceridade, o ministro das Finanças do Japão,
Taro Aso, escancarou nesta segunda-feira o que muitos rentistas pensam, mas não
falam. Para ele, os idosos devem “se apressar e morrer” para salvar a economia
capitalista. Em pleno debate sobre as novas medidas de arrocho contra os
trabalhadores, inclusive com mais uma contrarreforma da Previdência no país, o porta-voz
dos banqueiros no governo insinuou que os aposentados e pensionistas são um
dreno desnecessário às finanças do país e só geram prejuízos.
Fórum de Davos e a gula dos ricaços
Por Altamiro Borges
Desta quarta-feira até domingo, os maiores ricaços do
planeta e inúmeros chefes de estado estarão reunidos no 43º Fórum Econômico
Mundial, na cidade suíça de Davos. A crise econômica nas potências capitalistas
será o principal tema dos debates. Como nas edições anteriores, haverá muitas
bravatas humanitárias, mas os presentes tentarão salvar a pele do capital – e danem-se
os trabalhadores. A forte participação de neoliberais convictos indica que nada
de proveitoso para a humanidade sairá do Fórum de Davos.
Ato mundial contra demissões da GM
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| Foto: Tanda Mello |
Metalúrgicos do Brasil, Argentina, Colômbia, EUA, Alemanha, Espanha, França e Itália realizam hoje (23) um protesto mundial contra as demissões e o desrespeito aos direitos trabalhistas na montadora GM. Estão previstas greves, passeatas e atos políticos. As mobilizações simultâneas fazem parte do "Dia de ação global contra os ataques da GM". Segundo a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, no interior paulista, a jornada unitária visa intensificar a pressão contra os abusos da poderosa multinacional.
Sem mexer com os grandes no campo
Por Pedro Rafael, no jornal Brasil de Fato:
Em uma guinada pragmática, o governo Dilma Rousseff (PT) começa a por em marcha uma nova política agrária, centrada na ideia de desenvolvimento e eliminação dos focos de miséria dos assentamentos rurais. No discurso, a redistribuição das terras por meio das desapropriações continua, mas é tratada como um capítulo à parte na estratégia federal.
Em uma guinada pragmática, o governo Dilma Rousseff (PT) começa a por em marcha uma nova política agrária, centrada na ideia de desenvolvimento e eliminação dos focos de miséria dos assentamentos rurais. No discurso, a redistribuição das terras por meio das desapropriações continua, mas é tratada como um capítulo à parte na estratégia federal.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Lula, Dilma e a próxima novela
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| http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/ |
Em breve você vai participar de um encontro de família no final de semana e o papo vai começar pela última convocação do Felipão, vai passar pela porcaria do Big Brother e em algum momento vai chegar no desgaste da relação entre Lula e Dilma. Quando isso acontecer, aquele parente ou amigo reaça da família não vai ter dúvida em dizer: “Tá vendo, nem a Dilma aguenta mais o Lula”. Ao que um outro ainda mais politizado pelo PIG acrescentará: “Mas quem aguenta o PT e o Lula? Só o fulano mesmo..”. E vai apontar, morrendo de rir, pra você. Que terá o direito de ficar calado ou então o de ser chamado de encrenqueiro. Afinal, nesses casos, ser bem educado é fazer de conta que o melhor para o Brasil é ser o que era nos tempos de FHC.
Os equívocos da internação compulsória
Por Maurício Fiore, na revista CartaCapital:
Pouco tempo depois da prefeitura do Rio de Janeiro, agora é a vez do governo paulista adotar uma política de atenção aos dependentes de drogas baseada na internação compulsória.
O “problema do crack” parece ter se tornado um dividendo eleitoral de peso e, assim, motivado as esferas federais, estaduais e municipais a se movimentar, infelizmente, em busca de soluções rápidas que ignoram evidências e afrontam direitos. As ações recentes são, na verdade, focalizadas em grupos específicos de pessoas que ocupam regiões degradadas das cidades e faz uso da forma fumada e barata de cocaína.
Pouco tempo depois da prefeitura do Rio de Janeiro, agora é a vez do governo paulista adotar uma política de atenção aos dependentes de drogas baseada na internação compulsória.
O “problema do crack” parece ter se tornado um dividendo eleitoral de peso e, assim, motivado as esferas federais, estaduais e municipais a se movimentar, infelizmente, em busca de soluções rápidas que ignoram evidências e afrontam direitos. As ações recentes são, na verdade, focalizadas em grupos específicos de pessoas que ocupam regiões degradadas das cidades e faz uso da forma fumada e barata de cocaína.
Obama: Um gerente de luxo
Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:
Vivemos num mundo habituado mentalmente a voltar-se para a Casa Branca em busca de referências. O declínio político do império americano é um dado real de nosso tempo, quando países de vários pontos do planeta questionam sua hegemonia e capacidade de liderança.
Mas até críticos da diplomacia norte-americana agem, assim, como se fosse um reflexo condicionado de Pavlov.
Mas até críticos da diplomacia norte-americana agem, assim, como se fosse um reflexo condicionado de Pavlov.
Patentes: novo modelo de colonização
Por Dr. Rosinha, no blog Viomundo:
Sobre este tema sou considerado um chato, mas insisto: as patentes são o novo modelo de colonização. As grandes empresas e os países ricos sabem disso e disputam nos tribunais e nos acordos internacionais. Disputam e exigem privilégios.
Sobre este tema sou considerado um chato, mas insisto: as patentes são o novo modelo de colonização. As grandes empresas e os países ricos sabem disso e disputam nos tribunais e nos acordos internacionais. Disputam e exigem privilégios.
'Grande imprensa': Obama seja louvado
Por Cadu Amaral, em seu blog:
É lugar comum afirmar que a “grande imprensa” não gosta do Brasil, do seu povo e sua cultura. Se gostasse, não teria tido (e tem!) o papel que de porta-voz da desgraça e ajudou a elite nacional a acentuar nossas desigualdades econômicas, sociais e políticas. O melhor exemplo disso foi seu papel durante a ditadura (civil) militar.
É lugar comum afirmar que a “grande imprensa” não gosta do Brasil, do seu povo e sua cultura. Se gostasse, não teria tido (e tem!) o papel que de porta-voz da desgraça e ajudou a elite nacional a acentuar nossas desigualdades econômicas, sociais e políticas. O melhor exemplo disso foi seu papel durante a ditadura (civil) militar.
Os autores da enquete contra Lula
Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:
Uma notícia se espalhou pelos mais importantes veículos da grande imprensa brasileira no fim de semana: enquete de um Movimento que se intitula “31 de julho” – segundo o site, o nome vem do dia e mês do primeiro ato público do “movimento”, em 2011 – promoveu no Facebook enquete que resultou em “vitória” de Lula para o “Troféu Algemas de Ouro”.
OIT prevê 202 milhões de desempregados
Por Altamiro Borges
O Relatório Tendências Mundiais de Emprego-2013, divulgado ontem pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), confirma a gravidade da crise capitalista e atesta que este sistema não serve à humanidade. Segundo a entidade, mais 5,1 milhões de pessoas devem ficar desempregados neste ano, totalizando 202,3 milhões de trabalhadores sem trabalho no mundo. Para os próximos cinco anos, a OIT ainda projeta que o contingente de desempregados deve chegar a 210 milhões.
A Venezuela que a mídia esconde
Por Altamiro Borges
O Instituto Nacional de Estatísticas (INE) da Venezuela
divulgou nesta semana que a pobreza extrema no país vizinho caiu de 11,36%, em 2001,
para 6,97% no ano passado. Já os lares considerados “pobres” – a metodologia utilizada
inclui superlotação, crianças fora das escolas, moradia precária e ausência de
serviços básicos – caíram de 21,64% para 17,60%. Para Elías
Eljuri, presidente do INE, a nova sondagem confirma os significativos avanços
sociais nesta nação latino-americana.
A posse de Obama e a mídia colonizada
Por Altamiro Borges
A imprensa nativa parece uma sucursal rastaquera da mídia
estadunidense. Ontem, as emissoras “privadas” de televisão deram um show na transmissão
da posse de Barack Obama. Comentaristas embasbacados gastaram horas para endeusar
a “democracia nos EUA”. Hoje, os principais jornalões deram total destaque para
o ritual. O Globo utilizou quase toda a sua capa. “Obama prega igualdade para
gays e imigrantes”, foi a sua manchete. Folha e Estadão repetiram a bajulação,
num típico pensamento único imperial.
A fortuna de Silas Malafaia
Por Altamiro Borges
A controvertida revista Forbes, destinada ao mundo dos
ricaços, divulgou nesta semana um estudo sobre o patrimônio financeiro dos
principais pastores brasileiros. Ela aponta Edir Macedo, da Igreja Universal do
Reino de Deus, com uma fortuna estimada de US$ 950 milhões. Já o pastor Silas
Malafaia, presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, surge com uma
riqueza calculada em US$ 150 milhões. O primeiro não se pronunciou sobre a
matéria, já o segundo reagiu indignado e disparou: “Vou ferrar estes caras”.
Como o PSDB se tornou irrelevante
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| http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/ |
Alguma surpresa com o esfacelamento do prestígio do PSDB dramaticamente exposto numa pesquisa do Ibope?
No sul do Brasil, sua maior base, o número de pessoas que disseram votar no PSDB caiu pela metade entre 1995 e 2012. Situa-se hoje na esquálida faixa de 7%. É uma marcha rumo à insignificância.
No sul do Brasil, sua maior base, o número de pessoas que disseram votar no PSDB caiu pela metade entre 1995 e 2012. Situa-se hoje na esquálida faixa de 7%. É uma marcha rumo à insignificância.
A luta pela paz na Colômbia
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| http://areitoimagen.blogspot.com.br/ |
A semana começa com uma questão crucial para o avanço dos diálogos de paz em curso na capital cubana, Havana, entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc-EP).
No domingo (20), a força insurgente reiterou o pedido de um cessar-fogo bilateral com o Exército do país. Como se sabe, nesse mesmo dia, venceu o prazo do cessar-fogo unilateral decretado pelos guerrilheiros há dois meses.
Chacina de Unaí. Cadê a Justiça?
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| Imagens do sitio Notícia Regional |
Era dia 28 de janeiro de 2004, 8h20 da manhã, em uma emboscada, cinco jagunços dispararam rajadas de tiros em quatro fiscais da Delegacia Regional do Ministério do Trabalho, perto da Fazendo Bocaina, município de Unaí, Noroeste de Minas Gerais. Passaram-se 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 anos. Já foi aprovada a Lei 12.064, que criou o dia 28 de janeiro como Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Mas e a Justiça? Por onde anda? No dia 28 de janeiro de 2013 completam 9 anos da chacina.
O agravamento da questão prisional
Por Maurício Caleiro, no blog Cinema & Outras Artes:
A crença atávica no encarceramento como punição ao crime, retroalimentada pela mídia, somada à abordagem criminalista da questão das drogas e à criminalização da pobreza tem levado à saturação do ambiente prisional brasileiro, com cadeias não dando conta da demanda por vagas e se transformando em verdadeiros depósitos de presos, comprimidos em um espaço físico planejado para abrigar um número bem menor de indivíduos e sujeitos a toda sorte de violência e violação de direitos – e, pior: sem que se assista à contrapartida de tal processo, na forma de redução dos índices de criminalidade
A crença atávica no encarceramento como punição ao crime, retroalimentada pela mídia, somada à abordagem criminalista da questão das drogas e à criminalização da pobreza tem levado à saturação do ambiente prisional brasileiro, com cadeias não dando conta da demanda por vagas e se transformando em verdadeiros depósitos de presos, comprimidos em um espaço físico planejado para abrigar um número bem menor de indivíduos e sujeitos a toda sorte de violência e violação de direitos – e, pior: sem que se assista à contrapartida de tal processo, na forma de redução dos índices de criminalidade
O Brasil que passa longe da mídia
Por Bepe Damasco, em seu blog:
Feliz do país cuja imprensa cumpre o papel de ecoar o debate sobre seus avanços, carências, dilemas, dificuldades, potencialidades, urgências, conquistas e gargalos. Claro que não estamos falando do Brasil. Por essas plagas, em nome de um ativismo de oposição movido a ódio, preconceito de classe e compromissos com a Casa Grande, o monopólio midiático abandonou faz tempo seu papel de indutor das discussões sobre os rumos da nação. Aliás, não existe receita melhor para se desinformar sobre o país do que abrir seus jornalões e revistonas, nos quais matérias editorializadas e contaminadas por um moralismo udenista de fancaria tentam desesperadamente passar a sensação de que o país está à beira do caos. Ainda distantes de uma Ley de Medios, que tal, pelo menos de vez em quando, deixarmos de lado o caso perdido que é a mídia brasileira e usarmos nossos espaços alternativos para debater o verdadeiro Brasil ?
Feliz do país cuja imprensa cumpre o papel de ecoar o debate sobre seus avanços, carências, dilemas, dificuldades, potencialidades, urgências, conquistas e gargalos. Claro que não estamos falando do Brasil. Por essas plagas, em nome de um ativismo de oposição movido a ódio, preconceito de classe e compromissos com a Casa Grande, o monopólio midiático abandonou faz tempo seu papel de indutor das discussões sobre os rumos da nação. Aliás, não existe receita melhor para se desinformar sobre o país do que abrir seus jornalões e revistonas, nos quais matérias editorializadas e contaminadas por um moralismo udenista de fancaria tentam desesperadamente passar a sensação de que o país está à beira do caos. Ainda distantes de uma Ley de Medios, que tal, pelo menos de vez em quando, deixarmos de lado o caso perdido que é a mídia brasileira e usarmos nossos espaços alternativos para debater o verdadeiro Brasil ?
Atraso do Brasil na regulação da mídia
Considerado o principal líder político e econômico da América Latina e a sexta potência mundial, mais uma vez o Brasil fica para trás no debate sobre a regulação das comunicações. Na última semana, o governo mexicano anunciou o envio para o Parlamento de um novo projeto de lei para as telecomunicações como a única forma de combater o difícil acesso à telefonia celular e à radiodifusão, de fortalecer a capacidade do órgão antimonopólio e de estabelecer tribunais para agilizarem as constantes disputas legais.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
A internação compulsória de Alckmin
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Entrou em vigor nesta segunda-feira (21) o programa de
internação compulsória de viciados em drogas do governador Geraldo Alckmin
(PSDB-SP). Após o fiasco da desocupação da Cracolândia, no centro da capital, e
do aumento da violência no estado, o tucano decidiu endurecer ainda mais na repressão.
A medida demagógica e truculenta visa conter a acentuada queda de popularidade
do tucano. Mas ela já ocasiona os primeiros protestos das entidades de defesa
dos direitos humanos e dos movimentos sociais.
Estadão e a politização da imprensa
Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:
A edição de domingo (20/1) do Estado de S.Paulo trouxe como manchete levantamento feito pelo Ibope a pedido do jornal paulista, no qual se revela que a maioria dos brasileiros não tem preferência partidária: no final de 2012, época da consulta, 56% declararam não apoiar nenhum partido específico, enquanto 44% tinham algum partido preferido. Em 1988, os números eram invertidos, com 61% partidarizados e 38% sem preferência.
A edição de domingo (20/1) do Estado de S.Paulo trouxe como manchete levantamento feito pelo Ibope a pedido do jornal paulista, no qual se revela que a maioria dos brasileiros não tem preferência partidária: no final de 2012, época da consulta, 56% declararam não apoiar nenhum partido específico, enquanto 44% tinham algum partido preferido. Em 1988, os números eram invertidos, com 61% partidarizados e 38% sem preferência.
Por que Lula não será candidato
Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:
Na falta de um candidato competitivo da oposição até agora, setores da mídia resolveram lançar dois candidatos do PT, Dilma e Lula, em mais uma tentativa de jogar um contra o outro.
Estão perdendo seu tempo. Dilma é a candidata de Lula à reeleição desde a sua vitória em outubro de 2010, quando já começavam as especulações na imprensa sobre a sua possível volta em 2014.
Estão perdendo seu tempo. Dilma é a candidata de Lula à reeleição desde a sua vitória em outubro de 2010, quando já começavam as especulações na imprensa sobre a sua possível volta em 2014.
A mídia como exército regular
Quando se analisa a ligação entre comunicação e política, a tendência é olhar para a cobertura do período eleitoral ou para os escândalos políticos. São, de fato, dois bons termômetros. Mas entre uma eleição e um escândalo há o noticiário do dia a dia, aquele que fala dos fatos de hoje que serão esquecidos depois de amanhã, mas que ajudam a consolidar o entendimento de cada um sobre o mundo.
As preferências partidárias no Brasil
Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:
O Estadão publicou no domingo e hoje os resultados de uma pesquisa, encomendada ao Ibope, sobre a preferência partidária dos brasileiros. Pesquei lá dois infográficos legais:


O Estadão publicou no domingo e hoje os resultados de uma pesquisa, encomendada ao Ibope, sobre a preferência partidária dos brasileiros. Pesquei lá dois infográficos legais:
Obras do governo e joguinho da mídia
Por José Dirceu, em seu blog:
Não é novidade, mas é sempre bom alertar e mostrar como a grande mídia age contra o governo. Temos um exemplo hoje na capa do Estadão: “Dilma cobra metas para viabilizar reeleição”.
Para começar, o que Dilma faz é o que vem fazendo desde o início do governo: cobrar e garantir que as ações e obras do governo estejam sendo realizadas. Ou seja, o que Dilma faz é governar.
Não é novidade, mas é sempre bom alertar e mostrar como a grande mídia age contra o governo. Temos um exemplo hoje na capa do Estadão: “Dilma cobra metas para viabilizar reeleição”.
Para começar, o que Dilma faz é o que vem fazendo desde o início do governo: cobrar e garantir que as ações e obras do governo estejam sendo realizadas. Ou seja, o que Dilma faz é governar.
Lula e as “algemas de ouro”
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O blogueiro Josias de Souza retornou das suas férias com sangue nos olhos. Já num dos seus primeiros textos, ele deu destaque para o resultado da “pesquisa” que apontou o ex-presidente Lula como o maior corrupto do Brasil. “Lula venceu neste domingo uma enquete promovida no Facebook pelo grupo anticorrupção Movimento 31 de Julho. Foi considerado o político mais corrupto de 2012. Levou o Troféu Algemas de Ouro, que está em sua segunda edição. Obteve 65,69% dos 14.547 votos”.
Noblat defende Dilma. Desespero?
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Será que Ricardo Noblat, o blogueiro favorito da famiglia
Marinho, não acredita mais na oposição tucana, que ele vive chamando de
inapta e incompetente? Será que o seu ódio a Lula o levou a torcer por Dilma
Rousseff? Ou ele continua fazendo o jogo das intrigas para afastar o
ex-presidente da sua sucessora? O texto de hoje do jornalista levanta tais
dúvidas. De maneira inesperada, Noblat faz uma defesa “apaixonada” da atual presidenta.
“Respeitem Dilma!”, é o título do seu risível artigo.
Mídia tucana morre de medo de Lula
Por Altamiro Borges
Na semana passada, após um curto período de férias, o
ex-presidente Lula retomou sua agenda política. Foi o que bastou para a mídia
tucana ficar ouriçada. Um simples encontro do líder petista com o novo prefeito
da capital paulista gerou reações hidrófobas. A Folha
serrista foi a mais agressiva. “Lula encontra Haddad e dá diretrizes a seus
secretários”, foi o título da matéria de 17 de janeiro. O Globo e o Estadão
também trataram o prefeito como marionete, sem autonomia e personalidade. Um
baita desrespeito!
Pinheirinho e as promessas de Alckmin
Por Altamiro Borges
No dia 22 de janeiro de 2011, a PM de São Paulo investiu com
fúria contra os moradores do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP). Bombas
de gás, tiros e pancadaria para expulsar as famílias que ocupavam a área há
vários anos. Tudo para defender os interesses do agiota Naji Nahas. A ordem
partiu diretamente do tucano Geraldo Alckmin. A repercussão das cenas de
violência foi imensa. O PSDB perdeu a prefeitura da cidade e o governador foi
forçado a fazer inúmeras promessas para os moradores do Pinheirinho.
Os desafios da comunicação em 2013
Por Bruno Marinoni, no Observatório do Direito à Comunicação:
Entidades e militantes da luta pelo direito à comunicação apontam como principais tarefas para 2013 se apropriar do conceito da liberdade de expressão, enfrentar os interesses dos grandes grupos empresarias – nacionais e multinacionais - e pressionar o Governo Federal para a criação de uma nova legislação que atenda as demandas da sociedade. 2012 foi avaliado por atores da sociedade civil como ano positivo do ponto de vista das mobilizações, mas limitado no que diz respeito a avanços estruturais.
Entidades e militantes da luta pelo direito à comunicação apontam como principais tarefas para 2013 se apropriar do conceito da liberdade de expressão, enfrentar os interesses dos grandes grupos empresarias – nacionais e multinacionais - e pressionar o Governo Federal para a criação de uma nova legislação que atenda as demandas da sociedade. 2012 foi avaliado por atores da sociedade civil como ano positivo do ponto de vista das mobilizações, mas limitado no que diz respeito a avanços estruturais.
PSDB caminha para a extinção
Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada:
Saiu no Estadão texto de Julia Duailibi e José Roberto de Toledo com a análise de uma pesquisa do Ibope.
“Apartidários são maioria do país pela primeira vez desde a redemocratização.”
“Pesquisa do Ibope revela que 56% dos brasileiros afirmaram no final de 2012 não possuir preferência por nenhuma legenda política- eram 38% em 1988; … ; todas as siglas perderam, mas o PT ainda lidera com 24%.”
Saiu no Estadão texto de Julia Duailibi e José Roberto de Toledo com a análise de uma pesquisa do Ibope.
“Apartidários são maioria do país pela primeira vez desde a redemocratização.”
“Pesquisa do Ibope revela que 56% dos brasileiros afirmaram no final de 2012 não possuir preferência por nenhuma legenda política- eram 38% em 1988; … ; todas as siglas perderam, mas o PT ainda lidera com 24%.”
França e as riquezas minerais do Mali
Por João Novaes, no sítio Opera Mundi:
O Mali, país localizado na região da costa oeste africana, está desde o dia 11 de janeiro sob intervenção das Forças Armadas da França, país de quem foi colônia até 1959. O país enfrenta uma guerra civil iniciada no ano passado por rebeldes separatistas de origem tuaregue e que, posteriormente, teve o envolvimento de uma coalizão de milícias de orientação religiosa que se aproximava rapidamente da capital, Bamako, sudoeste do país.
O Mali, país localizado na região da costa oeste africana, está desde o dia 11 de janeiro sob intervenção das Forças Armadas da França, país de quem foi colônia até 1959. O país enfrenta uma guerra civil iniciada no ano passado por rebeldes separatistas de origem tuaregue e que, posteriormente, teve o envolvimento de uma coalizão de milícias de orientação religiosa que se aproximava rapidamente da capital, Bamako, sudoeste do país.
O imperialismo e o crime organizado
Por Filipe Diniz, no sítio português O Diário:
O branqueamento de capitais está, como é sabido, presente em várias das sucessivas “bolhas especulativas” cujo rebentamento é um dos nós centrais na eclosão da atual crise capitalista. Nas operações financeiras com que o grande capital vem gerando super-lucros, muito do dinheiro em causa nem tem passado, nem traz marcas. Se tivesse, é muito provável que seria o rasto de todo o gênero de tráficos criminosos.
Carlos Dornelles enfrenta a TV Globo
Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:
Carlos Dornelles é um verbete grande no espaço de memórias do site da Globo.
Ali ficamos sabendo que Dornelles, gaúcho de Cachoeira do Sul nascido em 1954, fez muitas coisas na Globo.
Vou transcrever um trecho para conhecermos melhor Dornelles na Globo segundo a própria Globo:
Carlos Dornelles é um verbete grande no espaço de memórias do site da Globo.
Ali ficamos sabendo que Dornelles, gaúcho de Cachoeira do Sul nascido em 1954, fez muitas coisas na Globo.
Vou transcrever um trecho para conhecermos melhor Dornelles na Globo segundo a própria Globo:
Facebook, twitter e os dez mandamentos
Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:
Eu sei que a ideia de “mandamentos” pode soar um tanto quanto arrogante. Mas, vivendo em uma sociedade com forte influência cristã, não há nada melhor para chamar a atenção e, indiretamente, fomentar uma certa culpa em nós pecadores. Resgato um debate que já passou aqui por este blog, quando me referi particularmente ao Twitter.
A hegemonia e os zumbis da história
| Foto: João Zinclar |
Adestrado, cevado no cocho neoliberal, quer trotar seus dotes; reclama serviço.
'É preciso travar Lula!" - antes que ele destrave o país, os investimentos, os empresários... etc.
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