quinta-feira, 10 de outubro de 2013

PSB retruca Marina; confusão criada

Por Altamiro Borges

Como já alertou o "imortal" Merval Pereira, porta-voz da Globo, a verde Marina Silva pode morrer pela língua. Quando mais fala, mais ela se complica. Desde sábado, quando anunciou a sua adesão ao PSB e lamentou a "clandestinidade" da Rede, a ex-senadora virou a queridinha da mídia. É manchete dos jornalões e estrela nas emissoras de tevê - mereceu até festança no programa do Jô Soares. A forte exposição, porém, tem seus custos. Em entrevista à Folha na quarta-feira, Marina Silva afirmou que ela e Eduardo Campos são "possibilidades" para 2014 - colocando em dúvida a candidatura do presidente do PSB. A reação foi imediata, o que indica que haverá muita confusão no novo polo oposicionista.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A impunidade da imprensa britânica

Por Gianni Carta, na revista CartaCapital:

A última barbaridade jornalística foi obra do Daily Mirror, mais um tabloide marrom que faz parte de uma potência financeira com um volume de negócios de 1,2 bilhão de euros. O objetivo do diário é entreter com histórias permeadas de inaudito reacionarismo a chamada Middle England, a classe média de comerciantes tão bem descrita por Napoleão.

Marina no PSB: Jogo aberto em 2014

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Por Frédi Vasconcelos, na revista Caros Amigos:

O anúncio, no último final de semana, da entrada de Marina Silva no PSB de Eduardo Campos pegou o mundo político de surpresa. Depois de negado pelo TSE o registro da Rede Sustentabilidade, pelo qual pretendia disputar as eleições presidenciais no ano que vem, Marina teve convites para ser a cabeça de chapa em 2014 por diversos partidos, entre eles o PPS de Roberto Freire, de olho nos 20 milhões de votos que a ex-senadora e ambientalista teve nas eleições de 2010.

Metrô-SP à beira da tragédia

Por Tadeu Breda, no sítio Outras Palavras:

A composição do Metrô de São Paulo que descarrilou no dia 5 de agosto, nas proximidades da estação Palmeiras-Barra Funda, na Linha 3 Vermelha, voltou a sofrer uma pane “grave” na última quarta-feira (2/10). A falha colocou novamente a vida dos usuários em risco. Por volta das 18h30, na estação Santa Cecília, também na Linha 3 Vermelha, o trem abriu sozinho todas as suas portas, em todos os vagões, de ambos os lados – inclusive do lado oposto da plataforma, onde se encontra o trilho energizado. A composição está recolhida desde então. A ocorrência não foi divulgada publicamente, mas está registrada nos sistemas de segurança da Companhia do Metrô. A informação foi obtida junto a fonte interna, que não pode se identificar por razões óbvias.

BC dá mais carne para os leões

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Como se esperava, o Comitê de Política Monetária aumentou em mais meio ponto a taxa pública de juros, a Selic.

Passou, agora, a 9,5% ao ano, frente aos 9% anteriores.

É, certamente, ainda muito baixa frente à história de juros monstruosos pagos por este sofrido país. Mas é muito alta – e agora mais ainda, como o declínio da inflação – seja qual for o critério de comparação internacional que se utilize.

Jogo eleitoral e falta de programas

Editorial do jornal Brasil de Fato:

Os partidos políticos no Brasil, ao longo da história republicana, como regra nunca representaram os interesses de uma classe social em específico, e muito menos tinham como objetivo um programa de mudanças socioeconômicas para a sociedade brasileira. Sua natureza sempre foi de disputar cargos para ascender ao controle do Estado, e assim se locupletarem com recursos públicos para interesses específicos de grupos e frações de classe. E o Estado, com sua natureza burguesa, sempre funcionou na lógica de reprodução dos interesses das classes proprietárias, os capitalistas.

46 anos do assassinato de Che Guevara

Um balanço negativo da comunicação

Por Theófilo Rodrigues, no sítio do PCdoB:

A avaliação que a tese para o 13º Congresso Nacional do PCdoB realiza na área das políticas públicas de comunicação social ainda é muito benevolente com os governos de Lula e Dilma. Pretendo aqui de forma breve e direta apontar as debilidades que comprovam a covardia ou conservadorismo do governo federal nesta área.

Mosquitos transgênicos no Sertão

Pelo Coletivo Nigéria, no sítio da Agência Pública:

No começo da noite de uma quinta-feira de setembro, a rodoviária de Juazeiro da Bahia era o retrato da desolação. No saguão mal iluminado, funcionavam um box cuja especialidade é caldo de carne, uma lanchonete de balcão comprido, ornado por salgados, biscoitos e batata chips, e um único guichê – com perturbadoras nuvens de mosquitos sobre as cabeças de quem aguardava para comprar passagens para pequenas cidades ou capitais nordestinas.

É difícil saber o que Marina quer

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Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Três dias após o anúncio da sua chapa com Eduardo Campos, em longas entrevistas exclusivas para os três principais jornais nacionais (Folha, Estadão e Globo) publicadas nesta quarta-feira, Marina Silva ocupou todos os principais espaços da mídia, como se ainda fosse candidata a presidente, para explicar a inesperada aliança da sua Rede Sustentabilidade, que não conseguiu registro no TSE, com o PSB do governador de Pernambuco, quarto colocado nas pesquisas.

Novo ciclo eleitoral na América Latina

Por Rafael Cuevas Molina, no sítio da Adital:

Após vários anos nos quais forças nacional-progressistas puderam assumir a gestão governamental em vários países da América Latina, aproxima-se um novo ciclo de eleições, que possui distintas conotações em função de cada um dos países; porém, em termos gerais, constitui um momento importante, que possibilitará fazer um balanço do nível de fortaleza de tais projetos.

Alckmin quer demitir metroviários

Marina no PSB e a reforma política

Por Cadu Amaral, em seu blog:

E Marina Silva optou por se filiar ao PSB, um partido, dito por ela, tradicional que não tem diferenças do PT ou do PSDB. Resolveu jogar o jogo com a regra que está posta. Pelo gesto em si, não há o que condenar.

O problema é a nossa legislação política-eleitoral. Todos os partidos, em maior ou menor grau, realizaram movimentações como essa para garantir filiações de prováveis candidatos ano que vem.

Artistas contra a terceirização

Kátia Abreu nega trabalho escravo

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Por Antônio Mello, em seu blog:

Numa entrevista à Folha e ao UOL, comandada pelo jornalista Fernando Rodrigues, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) disse que há muito preconceito contra o agronegócio no Brasil. Um dos maiores, segundo ela, é aquele que diz que o agronegócio se utiliza muitas vezes de trabalho escravo.

O antichavismo de Marina Silva

Editorial do sítio Vermelho:

Quando Marina Silva declarou, no último sábado (5), que sua briga, “neste momento, não é para ser presidente da República, é contra o PT e o chavismo que se instalou no Brasil”, ela indicou com clareza o rumo e o campo de sua opção política: o campo da direita. E da direita mais retrógrada que tem, hoje, no “chavismo” um dos alvos de seu ataque. E revelou o caráter da sua estratégia. Tem por alvo Dilma e a esquerda e revelou que está disposta a tudo para organizar uma frente de luta com esse sentido.

Constituição: Bodas de prata sem festa

Por Venício A. de Lima, no Observatório da Imprensa:

Decorridos 25 anos de promulgação da Constituição de 1988, e apesar da batalha travada ao logo do processo Constituinte de 1987-88 em torno das questões relacionadas ao setor de comunicações, a maioria das normas e princípios, tanto incisos do artigo 5º (capítulo 1, do Título II, “Dos Direitos e Garantias Fundamentais”) quanto artigos do capítulo V, “Da Comunicação Social” (do Título VIII, “Da Ordem Social”), não logrou ser regulamentada.

O mal-estar de Marina Silva

Por Antonio Lassance, no sítio Carta Maior:

Um mal-estar tomou conta de Marina Silva nesta segunda-feira (dia 7) e a levou ao hospital. A informação oficial divulgada é que a "pré-vice-candidata" de Eduardo Campos sofreu uma reação alérgica a uma mistura de chocolate com aspargos, um cardápio tão surpreendente e indigesto quanto sua pregação “antichavista”.

Serra deu abraço de afogado em Freire

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

José Serra deu o abraço do afogado em Roberto Freire, o presidente do PPS, seu amigo de fé e irmão camarada.

Serra era a grande esperança branca de Freire e do PPS. Depois que JS voltou para o lugar de onde nunca saiu, o PSDB, Freire tentou a qualquer custo trazer Marina Silva para sua legenda. Era sua chance de permanecer respirando politicamente. Fez questão de deixar público seu apelo: “Estou à disposição. Ela [Marina] diz o que quer fazer. Temos abertura. Não tem problema vir a Rede apenas em um período. Não há impedimento nenhum”.

Nada será como antes em 2014

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Está certo que não é da cultura do eleitorado brasileiro optar pelo candidato A ou B com base nos seus respectivos vices. Por isso, a transmissão de votos de Marina para Eduardo Campos é uma operação sujeita a chuvas e trovoadas, pois em política 1 + 1 quase sempre não é igual a 2. Também parece cristalino que Dilma saiu ganhando com a adesão da sonhática Marina ao projeto pragmático do governador de Pernambuco. Simples : o número de candidatos competitivos de oposição caiu de três para dois. Já Aécio foi quem mais perdeu com Campos posando de terceira via. O fato é que Dilma tem boas possibilidades de vencer as eleições, quem sabe até no primeiro turno. Contudo, ela e os estrategistas do PT e aliados têm de entender que o desafio de 2014 será diferente das duas últimas eleições presidenciais, quando o discurso da continuidade seduziu o eleitorado. Agora, o xis da questão é mostrar quem tem mais credibilidade para aprofundar as mudanças que o Brasil vem sofrendo desde 2002.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Não existe "chavismo" no Brasil

Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:

Estamos vivendo, desde o chamado “mensalão”, um preocupante processo de judicialização da política no Brasil, que cria uma situação paradoxal: enquanto a oposição manobra para tentar mudar no tapetão o que não consegue nas urnas, começam a se levantar vozes aludindo a um suposto “chavismo” imposto pelo PT ao mesmo Judiciário que condenou membros do partido. Foi essa expressão –”chavismo” ou “bolivarianismo”– a utilizada pelo ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ao demonstrar falta de esportiva, para dizer o mínimo, quando sua tese foi derrotada no mês de setembro pela maioria da Corte, que optou pela aceitação dos embargos infringentes e pela defesa do Estado de Direito.

O jogo de xadrez de Marina e Campos

Por Luis Nassif, na revista CartaCapital:

O jogo político eleitoral tem tantas nuances que é impossível prever todos seus desdobramentos. Tome-se o episódio da aliança Eduardo Campos e Marina Silva. Dependendo da forma como se enxerga, o grande derrotado é Aécio Neves. Dependendo da forma, não é.

Bola de cristal em cinco pontos

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

O acordo Marina Silva-Eduardo Campos continua no centro das análises políticas e vai seguir assim por vários meses. Representa, na prática, uma tentativa de formar uma chapa competitiva para enfrentar Dilma Rousseff, até hoje com 38% das intenções de voto, contra 32% da soma dos adversários. Ninguém sabe o que vai acontecer com essa aliança. Ninguém imaginava uma operação dessas há uma semana. É possível avaliar alguns pontos:

FHC e Gilmar: “esqueçam o que escrevi”

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

O jornalista Frederico Vasconcelos, que mantém o blog Interesse Público na Folha, ironiza, sem usar adjetivos, o comportamento de Fernando Henrique Cardoso e do Ministro Gilmar Mendes.

Fred, como é conhecido, extrai trechos do artigo publicado no jornal “O Estado de S. Paulo” pelo ex- presidente, com lamúrias pelo STF ter acolhido os embargos infringentes, “recurso de que só os doutos se lembravam e sabiam dizer no que consistia”, diz que isso caiu sobre a opinião pública “como ducha de água fria”.

O antichavismo insustentável de Marina

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

No mesmo dia em que Marina Silva e Eduardo Campos celebravam seu casamento, circularam notícias de que a agora aliada de Ronaldo Caiado havia feito um desabafo durante a madrugada:

“A minha briga, neste momento, não é para ser presidente da República, é contra o PT e o chavismo que se instalou no Brasil – disse Marina.”

Marina-Campos: começam os problemas

Por José Dirceu, em seu blog:

A mídia e boa parte de seus articulistas, apanhados de surpresa pelo “casamento” Marina Silva-Eduardo Campos (Rede Sustentabilidade-PSB) na sexta-feira passada, inicialmente falaram de apoio da ex-senadora à candidatura do governador de Pernambuco ao Palácio do Planalto no ano que vem.

Agora, alimentados por líderes dos dois lados, vêm com outras histórias, de que Marina será a vice de Campos; ou ele vice numa chapa dela; ou ainda que nada impede que a aliança feita agora seja rompida mais à frente para a ex-senadora apoiar outra força ou tomar outro rumo.

Publicidade trata mulher como objeto

Por Bia Barbosa, no Observatório do Direito à Comunicação:

A pesquisa "Representações das mulheres nas propagandas na TV", realizada pelo Data Popular e Instituto Patrícia Galvão e lançada nesta segunda-feira (30), em São Paulo, revela que uma das principais bandeiras do movimento feminista e dos defensores da democratização da mídia agora também é abraçada pela maioria da população brasileira. O estudo, que ouviu 1.501 homens e mulheres maiores de 18 anos, em 100 municípios de todas as regiões do país, mostrou que 56% dos brasileiros e brasileiras não acreditam que as propagandas de TV mostram a mulher da vida real. Para 65%, o padrão de beleza nas propagandas é muito distante da realidade da nossa população, e 60% consideram que as mulheres ficam frustradas quando não conseguem ter o corpo e a beleza das mulheres mostradas nos comerciais.

Marina, chavismo e PT

Por Beto Almeida

A declaração de Marina Silva considerando-se vítima de “chavismo” do PT tem sintonia com declarações, sempre conservadoras, do Ministro Gilmar Mendes, que ataca o partido de Lula por semelhanças em suas políticas sociais com a venezuelanas que beneficiam evidentemente a maioria do povo e, também, uma política externa, de não submissão aos EUA.

O discreto casamento de Aécio Neves

Por Altamiro Borges

Numa discreta nota, o jornalista Bruno Astuto, da revista Época, noticiou no sábado (5) o casamento de Aécio Neves, o cambaleante presidenciável tucano: “Provável candidato do PSDB à sucessão de Dilma em 2014, Aécio Neves casou-se esta semana no Rio de Janeiro com a namorada, a ex-modelo gaúcha Letícia Weber. Entre idas e vindas, o romance já dura cinco anos. A loura tem as iniciais A. N. tatuadas atrás da orelha direita. O padrinho da discreta cerimônia foi o melhor amigo do político, o empresário Alexandre Accioly”.

O salto alto do marqueteiro de Dilma

Por Altamiro Borges

Poucas semanas antes dos protestos de junho, o jornalista João Santana, marqueteiro da presidenta Dilma Rousseff, garantiu que ela seria reeleita no primeiro turno em 2014 com facilidade. As manifestações de rua agitaram o país, fizeram despencar a popularidade da ocupante do Palácio do Planalto e silenciaram o publicitário. Agora, poucos dias antes do anúncio da aliança pragmática entre Marina Silva e Eduardo Campos, o marqueteiro exibiu novamente seu salto alto. Esbanjando soberba, ele voltou a apostar na vitória fácil de Dilma e afirmou que os candidatos da oposição agem como se estivessem numa “antropofagia de anões”.

Marina, Caiado e os “sonháticos”

Por Altamiro Borges

Nem os “sonháticos” da Rede sonhavam com esta possibilidade. O ruralista Ronaldo Caiado, líder do DEM na Câmara Federal, declarou o seu apoio entusiástico à aliança entre a "verde" Marina Silva e o governador Eduardo Campos. O demo já havia embarcado na canoa do cacique do PSB em Goiás e briga para que o seu partido o apoie nacionalmente. Pragmático, ele festejou a adesão da ex-rival ambientalista. “Marina prega ética e transparência, o que combina com minha biografia”, afirmou ao blog da jornalista Fabiana Pulcineli, hospedado no jornal goiano O Popular.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Os fiascos de Roberto Freire

Por Altamiro Borges

O estridente oposicionista Roberto Freire, chefão do PPS, não para de colecionar fracassos. O resultado é que a sua legenda míngua a cada dia que passa. No troca-troca partidário encerrado neste final de semana – que resultou na migração de 57 parlamentares –, o seu partido perdeu mais três deputados federais e sua bancada – que já era de apenas oito – caiu para cinco. Na sua histeria contra o que chama de “lulopetismo”, o parlamentar – que era de Pernambuco, mas se transferiu para São Paulo com a generosa ajuda dos tucanos - fica ainda mais isolado e comete um erro atrás do outro.

Internet livre sempre, censura nunca!

Do sítio do movimento Marco Civil Já:

A Internet está ameaçada. Vivemos o confronto entre os que a concebem apenas como um lucrativo modelo de negócios e aqueles que a defendem como uma rede preciosa à criação colaborativa, à liberdade de expressão, à mobilização social e ao fortalecimento de diversos direitos fundamentais como a comunicação, a cultura e o acesso à informação. O Marco Civil da Internet é elemento crucial nessa defesa.

Um novo polo antiprogressista

Editorial do sítio Vermelho:

O mundo político brasileiro foi surpreendido no último sábado (5) pelo anúncio da filiação da ex-senadora Marina Silva ao Partido Socialista Brasileiro, um ato que representa, até aqui, a jogada política de maior envergadura do cenário pré-eleitoral.

O novo velho jogo eleitoral

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

O governo, a imprensa e os demais partidos políticos parecem ter sido surpreendidos pela aliança da ex-ministra e ex-senadora Marina Silva com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Mesmo dirigentes do PSB, partido de Campos, foram deixados de lado nas negociações que podem mudar o cenário das eleições de 2014, especialmente a disputa pela Presidência da República.

O impacto do calote nos EUA

Gianfranco Uber
Por Mauro Santayana, em seu blog:

Vez ou outra, os jornais, com base em cálculos astronômicos, anunciam que, em tal dia e a tal hora, um determinado asteróide irá passar raspando a órbita da Terra, e que todos podem ficar tranqüilos, porque não há perigo de ele ser atraído pela gravidade terrestre e acabar com o mundo.

Cuba e o desafio da imparcialidade

Por André Garand, no sítio da Adital:

Salim Lamrani, professor da Universidade de La Reunión e jornalista especialista de Cuba, acaba de publicar um novo livro em Ediciones Estrella, com um título eloquente: ‘Cuba. A mídia ante o desafio da imparcialidade’. Este livro de 230 páginas se divide em nove capítulos. Tem um prefácio do grande escritor uruguaio Eduardo Galeano, autor do famoso livro ‘As veias abertas da América Latina’. Lamrani, como bom historiador e investigador, sempre enriquece seu trabalho com abundantes fontes, com mais de 350 notas neste livro.

Todos contra Dilma

Por Emir Sader, no sítio Carta Maior:

O fenômeno tem se repetido – na Bolívia, na Argentina, no Equador, no Brasil. Setores que saem dos governos – ou que sempre tinham se oposto – supostamente pela esquerda, percorrem uma trajetória que os leva a se situarem como oposições de direita.

Evo Morales, Rafael Correa, os Kirchner, Lula e Dilma – teriam “traído”. E seriam piores que outros contendores, porque seguiriam fingindo que defendem as mesmas posições que os projetaram como grandes líderes nacionais. Por isso tem que ser frontalmente combatidos, derrotados, destruídos, sem o que os processos políticos seguiriam retrocedendo e não poderia avançar.

A sinceridade da ombudsman da Folha

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

O jornalismo chapa branca, hoje, se pratica no interior das grandes empresas de jornalismo. Já escrevi sobre isso. Os jornalistas, lá, estão numa gaiola: só podem escrever o que os patrões querem que eles escrevam.

Isso quer dizer o seguinte: eles defendem os interesses particulares das empresas para as quais trabalham. Eles são, portanto, a voz do 1%.

O que levou Campos-Marina para oposição

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Nas voltas que a vida dá, tive a oportunidade de acompanhar de perto os episódios que levaram dois ministros do governo Lula, Eduardo Campos (Ciência e Tecnologia) e Marina Silva (Meio Ambiente), líderes políticos muito próximos ao fundador do PT, a trilhar caminhos que os levaram no último fim de semana a surpreender o país ao formar a mais competitiva chapa de oposição para disputar as eleições presidenciais de 2014 contra Dilma Rousseff.

Brilhante Ustra irá para a cadeia?

Por Antônio Mello, em seu blog:

É um fato histórico: pela primeira vez um militar de alta patente da ditadura, já reconhecido como torturador em ação cível, pode ser condenado numa ação criminal, que pode mandá-lo à prisão pelo sequestro e desaparecimento do militante Edgar de Aquino Duarte.

2014 está mais perto

Por Marcos Coimbra, na revista CartaCapital:

Do sábado 5 ao dia da próxima eleição, um ano exato vai se passar. No domingo 5 de outubro de 2014, os brasileiros vão às urnas escolher o presidente da República, governadores, senadores e deputados.

Ao longo de 2013, a eleição presidencial apresentou-se de três maneiras. No primeiro trimestre, o favoritismo da presidenta Dilma Rousseff era imenso. Sozinha, ela alcançava algo em torno de 60% nas pesquisas, enquanto a soma de Marina Silva, Aécio Neves e Eduardo Campos, seus adversários mais prováveis, mal chegava a 25%.

Marina-Campos: Que renovação é essa?

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

No mesmo dia em que a Veja dava uma contribuição específica ao culto à personalidade de Marina Silva, dizendo que na véspera ela fora dormir com a esperança de “ter um sonho” que pudesse ajudar a decidir o rumo na campanha presidencial, a líder da Rede deu provas de que passou os últimos dias acordadíssima.

Pirueta de Marina desorientou a mídia

Por Miguel do Rosário, no blog Tijolaço:

Foi engraçado ler os jornais hoje. Nota-se um sentimento de total desorientação diante do novo cenário.

Alguns analistas bem que tentaram forçar a barra e dizer que a nova chapa desestabiliza a reeleição de Dilma Rousseff. Mas todos concordaram que o principal prejudicado é Aécio Neves e o PSDB, que periga ficar de fora, pela primeira vez em décadas, de um segundo turno presidencial. E se isso acontecer, o PSDB não perde apenas 2014; perde 2018 também.

Você sabia que ficou mais rico?

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Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Durante a primeira década do século XXI, centenas de brasileiras e brasileiros de todas as idades e regiões do país criaram páginas na internet para denunciar que os meios tradicionais de comunicação (jornais, revistas, rádios, televisões e grandes portais de internet) tentam ludibriar a sociedade a fim de fazerem prevalecer suas preferências políticas.

O fracasso da direita no Brasil

Por José Dirceu, em seu blog:

É preciso esperar as pesquisas eleitorais e esperar as convenções para saber quem será candidato na chapa Marina Silva/Eduardo Campos (PSB). Para mim, não foi surpresa. Mesmo que Marina conseguisse legalizar a Rede, essa hipótese sempre era um caminho.

As chagas do trabalho infantil

Por Altamiro Borges

A partir da próxima terça-feira (8), o Brasil sediará a 3ª Conferência Global sobre Trabalho Infantil. Realizado pela primeira vez num país fora da Europa, o evento reunirá em Brasília, durante três dias, especialistas e representantes de governos e da sociedade civil para discutir as políticas públicas de combate à exploração das crianças e adolescentes. A conferência será aberta pela presidenta Dilma Rousseff e pelo diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, e terá muito a discutir sobre esta chaga do capitalismo.

domingo, 6 de outubro de 2013

FHC e a ética do príncipe da privataria

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Por Altamiro Borges

O ex-presidente FHC deve ter ficado meio desnorteado com a aliança pragmática entre Eduardo Campos e Marina Silva, que pode afundar de vez a cambaleante candidatura de Aécio Neves e debilitar ainda mais o seu decadente PSDB. Num dos seus artigos mais rancorosos, publicado neste domingo (6) no Estadão e intitulado “A responsabilidade do STF”, ele destila veneno e pede a imediata prisão dos chamados “mensaleiros do PT”. O “Príncipe da Privataria”, segundo o bombástico livro recém-lançado do jornalista Palmério Dória, posa de ético e carrasco. Patético!

Andrea Matarazzo sumiu da mídia

Por Altamiro Borges

A revista IstoÉ desta semana revela que o grão-tucano Andrea Matarazzo, ministro do ex-presidente FHC e secretário estadual nas gestões de Mario Covas e José Serra, foi peça-chave no esquema de corrupção envolvendo poderosas multinacionais, como a Alstom e a Siemens, e vários governos do PSDB em São Paulo. Apesar da farta documentação, o grosso da mídia continua evitando tratar do explosivo assunto. O propinoduto tucano sumiu das manchetes dos jornalões, não é sequer citado na revista Veja e não causa comentários histéricos nas emissoras de televisão.

842 milhões de pessoas passam fome

Por Altamiro Borges

Um em cada oito habitantes do mundo sofreu de fome crônica entre 2011 e 2013, com dificuldades de acesso a alimentos suficientes para levar uma vida digna e saudável. Em todo o planeta, 842 milhões de pessoas passaram fome neste período. Estes dados deprimentes fazem parte do relatório anual "O Estado da Insegurança Alimentícia no Mundo (SOFI)", publicado na semana passada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA). Eles evidenciam que o capitalismo - sistema econômico hegemônico na atualidade - não serve à humanidade.