segunda-feira, 13 de abril de 2015

Por que Aécio não foi ao protesto em BH

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:



Pode parecer que a foto que ilustra este texto basta para explicar por que Aécio Neves exortou as pessoas a irem à rua a protestar neste domingo, 12 de abril, e não deu as caras no protesto do Estado pelo qual é senador e que governou duas vezes.

Dez fatos curiosos dos atos golpistas

Da revista Fórum:

1 – O protesto solitário

Em Paris, manifestante chega ao local marcado para o protesto e não encontra ninguém.



Foto: reprodução/Facebook

O golpe ficou mais difícil

Por Nirlando Beirão, em seu blog:

Convocado pela Rede Globo, insuflado pela manchete marota da Folha de S. Paulo e legitimado por aqueles PMs que só baixam o cacete quando os manifestantes têm cheiro de povo, os protestos deste domingo foram constrangedoramente minguados pela expectativa de seus organizadores-negociantes.

Ficou claro que muita gente que foi à manifestação anterior, do 15 de março, movida por um sentimento até que sincero de revolta e de esperança, tratou de debandar.

CPI do HSBC e o "trensalão tucano"

Por Hylda Cavalcanti, na Rede Brasil Atual:

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do HSBC programou para a próxima quinta-feira (16) audiência na qual vai ouvir o ex-diretor do Metrô paulistano Paulo Celso Mano Moreira da Silva e o doleiro Henry Hoyer. O ex-diretor da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) Ademir Venâncio de Araújo também foi convocado para prestar depoimentos, mas em data ainda a ser marcada. O Ministério Público apura denúncias de cartel e pagamento de propinas em contratos das duas empresas – num caso que tem sido chamado de "trensalão paulista" – e os senadores descobriram que, além do doleiro, os ex-dirigentes são correntistas de contas secretas do HSBC na Suíça.

Atos contra o governo encolhem no Brasil

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Por Marcelo Pellegrini, na revista CartaCapital:

Ao contrário do que os movimentos organizadores dos atos anti-governo esperavam, as manifestações deste domingo 12 foram bastante menores do que as ocorridas no dia 15 de março. Com protestos em 24 estados e no Distrito Federal, 700 mil pessoas saíram às ruas para protestar contra o governo Dilma, segundo a Polícia Militar. O número é a metade do estimado no ato de março, quando 1,4 milhão de pessoas se manifestaram, segundo a PM.

domingo, 12 de abril de 2015

Apesar da mídia, marcha golpista reflui!

Por Altamiro Borges

A mídia tucana bem que se esforçou ao máximo. Nos últimos dias, percebendo a queda do interesse nas redes sociais pelas marchas golpistas marcadas para domingo (12), ela tratou de produzir factóides contra o governo. As manchetes dos jornalões foram incendiárias. As emissoras de rádio, ocupadas por vários jagunços midiáticos – como a CBN e a Jovem Pan (já batizada de Ku Klux Pan) –, convocaram explicitamente os protestos. Já a TV Globo, que manda e desmanda no futebol, alterou até o horário das partidas do campeonato paulista. Todo este empenho, porém, não surtiu o resultado esperado. Os organizadores esperavam dobrar a presença nas marchas na comparação com as realizadas em 15 de março – que o jornal O Globo garantiu terem reunido 2,3 milhões de brasileiros “pela democracia”. Agora, o próprio UOL afirma que “protestos contra Dilma reúnem cerca de 560 mil”.

As hordas fascistas voltam às ruas

Por Altamiro Borges

As hordas fascistas voltaram às ruas neste domingo (12). No meio de desinformados, típicos otários, os líderes dos três principais grupelhos golpistas – Movimento Brasil Livre (MBL), Vem pra Rua e Revoltados Online – discursaram coléricos em defesa do impeachment da presidenta Dilma. Alguns radicalizaram ainda mais, exigindo um novo golpe militar. Houve até confronto, em Brasília, entre as duas gangues golpistas. Os mais patéticos, com suas mentes colonizadas, expuseram em cartazes e faixas as suas pregações em inglês – como que apelando para uma “intervenção cirúrgica” da Quarta Frota dos EUA. No geral, o que predominou foi a agressividade dos que perderam as eleições do ano passado. Kim Kataguiri, o infantil líder do MBL, chegou a esbravejar no carro de som na Avenida Paulista: “Não tem que fazer o PT sangrar, tem que dar um tiro na cabeça do PT”.

Impeachment na ‘Folha’: 50 demitidos!

Por Altamiro Borges

A Folha tucana, a mesma que apoiou o golpe e a ditadura militar, fez de tudo para dar uma mãozinha aos novos golpistas e às suas marchas pelo impeachment da presidenta Dilma. Nos últimos dias, ela só estampou manchetes inflamáveis. Neste domingo (12), data do protesto, a jornal usou o Datafolha – do mesmo grupo empresarial – para atiçar os recalcados: “Reprovação a Dilma estaciona; maioria apoia o impeachment”. Os jornalistas mais domesticados do diário, porém, nem puderam comemorar os resultados da nova “pesquisa”. Dois dias antes, muitos deles é que sofreram impeachment. A empresa da famiglia Frias – a mesma que até agora não explicou as contas secretas de um herdeiro no HSBC da Suíça – anunciou a demissão de inúmeros profissionais. De acordo com o sempre dócil Portal Imprensa, o facão deverá atingir até 50 repórteres.

Imagens grotescas das marchas golpistas

São Paulo, Av. Paulista. Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil


O lucrativo negócio dos golpistas

Por Altamiro Borges

O jornal Estadão, que não esconde a sua simpatia pelas marchas golpistas contra o governo Dilma, publicou neste domingo (12) uma curiosa reportagem – assinada pelos jornalistas Ricardo Galhardo, Vamar Hupsel, Ricardo Chapola e Fábio Leite. Ela questiona as fontes de arrecadação dos grupos que organizaram os recentes protestos – que pedem desde o impeachment da presidenta até o retorno dos militares. “Embora cobrem transparência e lisura do governo federal, Vem Pra Rua, Movimento Brasil Livre e Revoltados On Line não fornecem nota fiscal de venda das camisetas que levam suas marcas e serão usadas por muitos manifestantes nos protestos de hoje. A comercialização das peças, bem como as doações recebidas, são as justificativas usadas por eles para financiar suas atividades”.

Marcelo Tas e a mentira terceirizada

Por Altamiro Borges

O apresentador Marcelo Tas, que abandonou o CQC antes das demissões da sua ex-equipe, nunca escondeu o seu ódio ao atual governo. Ele até ajudou a convocar o ato golpista de 15 de março. Nesta semana, porém, ele exagerou na dose do seu oposicionismo. Em sua conta no Twitter, ele responsabilizou a presidenta Dilma pela aprovação do projeto de lei 4330. “Os terceirizados agora poderão terceirizar, diz a nova lei da Pátria Educadora #DilmãoLiberouGeral”, postou o mentiroso terceirizado. De imediato, muitos internautas reagiram à patifaria do apresentador.

Professores debatem conjuntura e mídia

Do site da Contee:

A atual conjuntura política brasileira e o papel da comunicação dos movimentos sociais e sindical no enfrentamento à onda conservadora que assola o país foi o tema de abertura do 3º Seminário de Comunicação da Contee, que teve início hoje (10), em Belo Horizonte. O debate, que abordou também o papel das redes sociais no diálogo com a categoria e com a sociedade, estendeu-se por mais de quatro horas e possibilitou uma troca de experiências entre as dezenas de representantes das entidades filiadas à Confederação presentes no evento, de jornalistas a diretores.

O câmbio e a crise dos jornalões

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Nos próximos dias haverá nova rodada de demissões nos principais jornais brasileiros – especialmente Estadão e Folha.

Em outros momentos, as demissões resultaram de erros estratégicos para se adaptar às novas tecnologias. Deste vez, é câmbio na veia.

A mídia e os roedores no Congresso

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

A semana termina em tom de pacificação. Na sexta-feira (10/4), os principais diários brasileiros acomodam melhor o noticiário sobre a crise política, registrando as primeiras ações do presidente do PMDB e vice-presidente da República, Michel Temer, no seu novo papel de mediador entre as várias correntes que formam a base aliada do governo no Congresso Nacional. Por outro lado, o noticiário se aprofunda na proposta de novas regras para contratações de funcionários terceirizados e há um desvio sutil no escândalo da Petrobras.

Os golpistas perderam a vergonha

Por Miguel do Rosário, do blog O Cafezinho:

Às vésperas das marchas do dia 12, a Folha publica uma malandríssima pesquisa em que aponta um suposto apoio da população ao “impeachment” da presidenta Dilma.

Malandríssimo por duas razões: para tentar estimular as manifestações de domingo, e porque a própria pesquisa induz as respostas.

Os 100 dias do governo Dilma

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Os governos, por melhores ou piores que sejam, passam. Os países ficam.

É nisso que deveríamos pensar neste dia 10 de abril de 2015, uma sexta-feira: o que está em jogo no momento não é o destino de um governo, mas o futuro do nosso país.

Na nossa jovem democracia, que acaba de completar 30 anos, nunca tivemos os primeiros 100 dias de um novo governo tão tumultuados, com tantas crises e conflitos ao mesmo tempo, como neste Dilma-2.

A grande lambança e o sono dos justos

Por Saul Leblon, no site Carta Maior:

Na semana seguinte à vitória da Presidenta Dilma nas eleições de 26 de outubro de 2014 endinheirados intensificaram tratativas para mandar parte de sua riqueza para fora do país.

Dez dias após o pleito, o jornal Valor Econômico, na edição de 05/11/2014, publicava uma reportagem com o seguinte título: ‘Eleição impulsionou interesse em enviar dinheiro para fora’.

A busca da normalidade política

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

A normalidade da disputa política – que pode ser estridente, mas dentro das regras do jogo – começou a ser quebrada no Brasil poucos dias antes das eleições.

Até ali, assistimos à parcialidade escandalosa da mídia, o que não chega a ser uma novidade em nosso país.

Mas quando a Veja valeu-se da declaração de um criminoso contumaz, que jamais chegou sequer perto de Lula e de Dilma Rousseff para afirmar que “eles sabiam” dos casos de corrupção na Petrobras, sem nada mais senão uma declaração marota, genérica de um bandido.

As ameaças da onda conservadora

Editorial do site Vermelho:

A vitória de Dilma Rousseff em novembro de 2014 foi a vitória de uma agenda política que propugnava por mais direitos e mais democracia.

Diversos fatores obstaram até agora esta agenda. Uma insistente ofensiva golpista e antidemocrática do consórcio oposicionista formado pelo grande capital, mídia empresarial e partidos de direita, além de erros de condução política do próprio governo, estão entre estes elementos desestabilizadores.

A Globo e seu ovo de serpente

http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/
Editorial do jornal Brasil de Fato:

Em 2010, quando Maria Judi­th Brito, então presidente da Asso­ciação Nacional de Jornais (ANJ) e executiva do grupo Folha de S. Pau­lo, anunciou que a imprensa deveria assumir, de fato, “a posição oposi­cionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada”, es­cancarou o ovo de serpente que es­tava sendo chocado.

Datafolha confirma a força de Lula

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Só há uma surpresa na pesquisa Datafolha feita e divulgada com o propósito evidente de vitaminar os protestos deste domingo. Perguntados sobre em quem votariam se Dilma caísse e fossem convocadas novas eleições, 33% declararam voto em Aécio Neves e 29% no ex-presidente Lula.

Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, o tucano e o petista estão tecnicamente empatados.

ENDC reúne 700 ativistas em BH

Foto: Sonia Corrêa
Por Felipe Bianchi, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Com 682 inscritos e todos os estados do país presentes, a cerimônia de abertura do 2º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (ENDC) contou com muita representatividade na manhã deste sábado (11/4), no teatro do Instituto Metodista Izabela Hendrix, em Belo Horizonte. O ato contou com a presença de cerca de 30 representantes da política e de movimentos sociais que, em uníssono, ressaltaram a importância da luta pela democratização da comunicação no país.

sábado, 11 de abril de 2015

Globo, PM, FPF e a marcha golpista

Por Renato Rovai, em seu blog:

É impressionante como se perdeu completamente qualquer limite na tentativa apear a presidenta Dilma do governo. Neste domingo, os que pedem impeachment vão às ruas de novo em diversas partes do país. A mobilização pelas redes está muito menor do que nas vésperas de 15 de março e tudo indica que ao menos os atos de São Paulo e do Rio de Janeiro serão bem menores. Mas para que eles não sejam um vexame, principalmente em São Paulo, um vergonhoso esquema foi preparado para impulsioná-lo.


São Paulo, locomotiva em marcha lenta

Por Cida de Oliveira, na Revista do Brasil:

Não foi à toa que São Paulo passou a ser chamada de locomotiva do progresso. O estado que saiu na frente no processo de industrialização responde hoje por um terço da economia brasileira. Maior produtor industrial, com cerca de 30% do parque fabril em seu território, é dono da maior rede de comércio e serviços e detém a segunda maior produção agropecuária. Sedia ainda grandes universidades, como USP, Unicamp e Unesp, institutos de pesquisa onde é desenvolvida grande parte da pesquisa científica nacional, e o coração do setor financeiro e empresarial brasileiro.

O golpe branco do parlamentarismo

Por Roberto Amaral, na revista CartaCapital:

Antes da crise que está nos jornais, há a Crise da Política (assim com P maiúsculo para significar a grande política, a política maior, a política geral), pano de fundo de tudo o mais - das crises econômicas, até -, mãe das crises institucionais, que levam à ingovernabilidade. Num determinado momento, navegando por mares que se autocomunicam, as crises também se autocontaminam de tal sorte que passam a constituir um só fenômeno.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Golpe da terceirização: Veta, Dilma!

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Numa época que convive com denúncias frequentes de trabalho escravo, que envolvem até grandes empresas multinacionais, supostamente modernas e socialmente responsáveis - numa lista bem lembrada pela deputada Janete Capiberibe (PSB-AP) em discurso na tarde de ontem - o projeto de lei 4330, que libera as terceirizações, é um erro histórico e um abuso. O projeto foi aprovado ontem por 324 votos a 137. Em breve será encaminhado para o Senado. Minha opinião é que, se for aprovado também nesta Casa, a presidente Dilma Rousseff não terá alternativa além do veto.

Aécio e o golpe da terceirização

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Certas situações deixam subitamente claras coisas que pouca gente enxergava.

A votação da terceirização, por exemplo.

Ela expôs espetacularmente o retrocesso social que significaria a eleição de Aécio.

Os deputados do PSDB votaram pela terceirização.

Nove motivos contra a terceirização

Por Piero Locatelli, no site Repórter Brasil:

O número de trabalhadores terceirizados deve aumentar caso o Congresso aprove o Projeto de Lei 4.330. A nova lei abre as portas para que as empresas possam subcontratar todos os seus serviços. Hoje, somente atividades secundárias podem ser delegadas a outras empresas, como por exemplo a limpeza e a manutenção de máquinas.

Entidades de trabalhadores, auditores-fiscais, procuradores do trabalho e juízes trabalhistas acreditam que o projeto é nocivo aos trabalhadores e à sociedade.

Descubra por que você deve se preocupar com a mudança.


Câmara ameaça os direitos do povo

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Entre perplexo e indignado, cheguei à seguinte conclusão depois de assistir, nesta terça (7/4), pela TV Câmara, aos debates sobre o PL 4330, o das terceirizações: a atual composição da Câmara dos Deputados, presidida por um parlamentar do nível de um Eduardo Cunha, é a mais grave ameaça aos direitos sociais, políticos e econômicos conquistados pelo povo brasileiro ao longo de décadas.

A herança maldita do PSDB em Minas

Do blog de Zé Dirceu:

A herança maldita de 12 anos de tucanato em Minas Gerais – 8 anos do governador Aécio Neves e 4 do governador Antônio Anastasia – é o tema desta nossa entrevista com o deputado Rogério Correia (PT-MG). Nesta conversa com o blog, Correia denuncia a tentativa do tucanato – pasmem! - de jogar nas costas do governo federal a responsabilidade pelo déficit de mais de R$ 7 bi acumulado em Minas.

Contra PL 4330, Brasil cruza os braços

Por Luiz Carvalho, no site da CUT:

As respostas da classe trabalhadora e dos movimentos sociais para o mais recente ataque do Congresso Nacional aos direitos trabalhistas começam no próximo dia 15 de abril.

Em dia nacional de paralisação, CUT, CTB e as principais sindicais brasileiras se unirão a parceiros dos movimentos sociais, como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e Fora do Eixo-Mídia Ninja, para cobrar a retirada do Projeto de Lei 4330.

Quem votou contra os trabalhadores

Por Guilherme Franco, na revista Fórum:

A Câmara dos Deputados aprovou na noite de ontem (8) o texto-base do projeto de lei 4.330/04, que regulamenta a atividade de terceirização no país. Dos 463 deputados presentes na sessão, 324 votaram sim ao PL, contra 137 votos pelo não e duas abstenções. Os petistas foram os que mais criticaram a regulamentação, enquanto os peemedebistas foram os que mais apoiaram a aprovação do projeto.

Centrais convocam paralisação nacional

Por Daiana Lima, no site da CTB:

Em resposta às tentativas conservadoras e golpistas de retirada de direito e precarização do trabalho, a CTB, em parceria com a CUT e movimentos sociais organizados, vai realizar, na próxima quarta-feira (15), uma paralisação nacional nas principais capitais do país.

O movimento popular e democrático é principalmente contra o Projeto de Lei 4330/2004, aprovado na noite desta quarta-feira (8), pelo Plenário da Câmara dos Deputados. Após 11 anos em tramitação, o texto base da proposta que escancara a terceirização no país de forma irrestrita recebeu 324 votos favoráveis, 137 contra e 2 abstenções. Os destaques do texto serão votados na próxima terça-feira (14).


O jornalista tem o que comemorar?

Por Thiago Cassis, no site da UJS:

A data 07 de Abril marca o dia do jornalista. Mas o que podemos entender como jornalismo atualmente?

Quando um estudante decide ingressar no curso de jornalismo muitos ideais e sonhos permeiam sua mente. Do jornalismo investigativo ao esportivo. De coberturas de guerra a informar a população local sobre dicas de saúde e trânsito. As possibilidades são infinitas.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Câmara aprova volta da escravidão

Por Altamiro Borges

Às 21h14 desta quarta-feira (8), a Agência Brasil deu uma trágica notícia: "A Câmara dos Deputados acaba de aprovar, por 324 votos a favor, 137 contra e duas abstenções, o texto principal do projeto de lei que trata da regulamentação do trabalho terceirizado. Os destaques e sugestões de alterações serão discutidos na próxima semana". Na prática, os deputados aprovaram a volta da escravidão ao Brasil. Com a terceirização das chamadas atividades-fim, o assalariado não terá mais os direitos garantidos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e terá ainda maiores dificuldade para se organizar em sindicatos na luta contra o desemprego, o arrocho salarial e a precarização. Já a sociedade como um todo sofrerá com os péssimos serviços prestados pelas terceirizadas.

O tempo pressiona o governo Dilma

Por Maria Inês Nassif, no site Carta Maior:

O grande risco de tomar um momento por outro, e de tratar como iguais coisas que são apenas semelhantes, é não entender o ritmo próprio que a história impõe aos acontecimentos. Uma noção distorcida do governo sobre o tempo que dispõe para deter a corrosão da popularidade da presidenta Dilma Rousseff acaba anulando os resultados de qualquer eventual ação política para reverter esse processo.

Desconstrução do choque de gestão em MG

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Nas eleições norte-americanas de 1877, o magnata William Henry Smith, um dos principais acionistas da Western Telegraph (o monopólio estatal de telégrafo sem fio) e da Associated Press (única agência de notícias do país), aliou-se ao New York Times para promover a candidatura de Rutherford Hayes à presidência da República.

A estratégia adotada foi a de enaltecer cada espirro de Hayes e desconstruir cada declaração do adversário.

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O choro de Villa é o sorriso de Dilma

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

“Por trás de um homem triste, há sempre uma mulher feliz”, diz a canção de um dos mais ilustres cabos eleitorais de Dilma Rousseff.

A letra de Chico Buarque encaixa-se como luva no desespero de Marco Antonio Villa, historiador ultra-tucano e pau para toda a obra da mídia corporativa.

Desde meados do governo Lula, quando a mídia tentou derrubar o governo transformando o mensalão, um caso vulgar de caixa 2, num escândalo quase metafísico, Villa tornou-se num de seus pitbulls mais constantes. Digamos que ele passou a viver disso. Tornou-se um dos primeiros pistoleiros profissionais na guerra da mídia contra o PT.

Globo prega redução da maioridade

Da coluna "Notas Vermelhas", no site Vermelho:

O jornal O Globo publicou nesta segunda-feira (6) um editorial intitulado “Destravar o debate”, defendendo a redução da maioridade penal. Nada demais um jornal defender uma opinião sobre um tema que faz parte da pauta nacional. Mas chamam a atenção os fracos argumentos que embasam a posição de O Globo na questão da maioridade penal. Tão fracos que nos fazem pensar que O Globo só defende a redução por uma questão de coerência histórica.

Terceirização: o que está em jogo?

Por Sávio M. Cavalcante, no blog Escrevinhador:

O Congresso Nacional está prestes a iniciar a votação do Projeto de Lei 4330/04 que, se aprovado – na íntegra ou mesmo parcialmente – representará uma modificação estrutural das relações trabalhistas no país. Seus formuladores defendem o projeto porque ele regulamentaria a terceirização no Brasil, uma prática já largamente utilizada por empresas de todos os ramos e que teria por objetivo principal a busca de eficiência, agilidade e qualidade com aumento da oferta de empregos.

Carta Mundial da Mídia Livre

Do site do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC):

Nós, comunicadores/as e ativistas, engajados/as em múltiplas práticas de comunicação emancipatória em diferentes regiões do mundo, livremente reunidos/as em março de 2015 em Túnis, por ocasião do 4º Fórum Mundial de Mídia Livre, organizado nos marcos do Fórum Social Mundial 2015, adotamos a presente Carta Mundial da Mídia Livre, como resultado de nossa reflexão coletiva iniciada em 2013 e como expressão da nossa voz de resistência e engajamento em defesa de uma comunicação justa e emancipatória, comprometida com as evoluções do mundo e da humanidade.


A terceirização será liberada no Brasil?

Por Samantha Maia, na revista CartaCapital:

Depois de 11 anos de trâmite no Congresso, o projeto de lei que libera a terceirização da contratação de serviços no Brasil deve ir para votação na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira 8. O projeto é defendido pelos empresários, que afirmam que a lei acabará com a insegurança jurídica na contratação de terceirizados e aumentará a competitividade das companhias. “A terceirização é uma forma moderna de organização, o mundo inteiro terceiriza para ganha eficiência”, diz Alexandre Furlan, vice-presidente da Confederação Nacional das Indústrias.

O jornalismo sem sutilezas

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

O texto jornalístico vem perdendo qualidade há muitos anos e a imprensa brasileira se caracteriza hoje, entre outras coisas, pela pobreza homogênea dos recursos linguísticos. Nos estudos acadêmicos sobre a questão, destaca-se a produção do falecido repórter Marcos Faerman, que segue sendo tema de livros e teses de pós-graduação, passados mais de quinze anos de sua morte. Entre os jornalistas vivos, destaca-se a também gaúcha Eliane Brum, que atua no site brasileiro do diário espanhol El País.

Democracia requer cuidado permanente

Da Revista do Brasil:

Um antigo hábito da política estabelece certa "trégua" aos governantes em seus 100 primeiros dias de gestão. No caso de Dilma Rousseff, que chega a essa marca em 10 de abril, não houve calmaria. Uma combinação de erros de gestão, medidas impopulares, situação econômica difícil e sanha oposicionista, ainda com inconformismo pela derrota eleitoral, deixou o governo na defensiva. No final do mês passado, o Planalto anunciou medidas de combate à corrupção e acenou com diálogo, mas ainda enfrenta impopularidade e uma reação turbulenta com o Congresso. Fora e dentro do governo, a avaliação é de que o Executivo terá de se comunicar melhor e ouvir mais.

Terceirização é retrocesso civilizatório

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Marcada para hoje, na Câmara de Deputados, a votação do projeto de lei 4330, que permite a terceirização sem limites dos contratos de trabalho, representa um encontro dos brasileiros com sua história. Ao contrário de outros momentos da evolução de um país, porém, desta vez o encontro representa uma tentativa do obrigar o Brasil e os brasileiros a andar para trás.

A corrosão da credibilidade da Veja

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

E eis que Erenice Guerra irrompeu espetacularmente na Veja no sábado passado.

Ela seria nada menos que o chefão no caso Zelotes. Numa interpretação livre de muita gente nas redes sociais, ali estava o elo perdido.

Em Erenice você chegava a ela, sempre ela: Dilma.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Quem ainda confia em Aécio Neves?

Por Altamiro Borges

Na segunda-feira (6), em seu palanque na “Folha”, o cambaleante senador Aécio Neves escreveu que o principal problema da presidenta Dilma é o da falta de confiança. “Muita gente tem se perguntado qual é a crise mais grave, a econômica ou a política? Do meu ponto de vista, a que agrava todas as demais é a crise de confiança que se instalou entre a população e o governo. Ela é tão perceptível que não é preciso sequer esperar pelos resultados das pesquisas para constatá-la”, decretou o tucano triplamente derrotado nas eleições de outubro do ano passado – perdeu na disputa presidencial, perdeu ainda mais feio no pleito para o governo mineiro e dançou também no Rio de Janeiro. Baita confiança no senador mineiro-carioca! Cadê o bafômetro na redação da “Folha”?

Caiado “rouba, mente e trai” será punido?

Por Altamiro Borges

No final de março, o ex-senador Demóstenes Torres – o “mosqueteiro da ética” da revista Veja que foi cassado devido a seus estreitos vínculos com o mafioso Carlinhos Cachoeira – fez duras denúncias contra o seu ex-colega do DEM de Goiás, o senador Ronaldo Caiado. Entre outros petardos, afirmou que o histérico líder dos ruralistas “rouba, mente e trai” e garantiu que suas campanhas foram financiadas pelo mafioso contraventor. A mídia venal, que adora promover a escandalização da política e ama bajular os falsos moralistas, simplesmente sumiu com as denúncias. Nada de manchetes, chamadas de capa ou reportagens sensacionalistas. O Judiciário também fez um silêncio ensurdecedor. E no Congresso Nacional, nenhum parlamentar tratou da explosiva denúncia.

Dia do Jornalista e o facão no Estadão

Por Altamiro Borges

No calendário de homenagens, 7 de abril é o Dia dos Jornalistas. Mas a categoria, tão explorada e desunida, não teve muito que comemorar nesta terça-feira. Um dia antes, o Grupo Estado, que edita o decadente jornal Estadão, confirmou a dispensa de dezenas de profissionais. Não há ainda números oficiais do doloroso facão, mas há boatos de que as demissões podem vitimar até 120 funcionários – destes, 40 são jornalistas. O sindicato da categoria protestou contra as dispensas e marcou para esta semana uma assembleia de urgência com o objetivo de analisar quais os caminhos da reação. Segundo a entidade, o Grupo Estado está intransigente e não aceita sequer abrir o diálogo para negociar a situação dos dizimados.

O fim dos programas infantis na TV

Por Laurindo Lalo Leal Filho, no blog de Zé Dirceu:

Os programas infantis estão desaparecendo da TV aberta brasileira. Nas redes comerciais resta apenas o Bom Dia e Cia, exibido pelo SBT. O motivo não está na resolução do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), de abril do ano passado, proibindo a exibição de comerciais voltados para o público infantil como chegou a ser apregoado.