terça-feira, 16 de março de 2010

Contra Dilma, Veja apela para bandidos

A Casa Millenium, que reúne a lama da direita midiática nativa, deveria instituir um prêmio para os seus freqüentadores mais sádicos. A revista Veja já é uma forte concorrente. Logo após o seu convescote, ela já produziu duas capas espalhafatosas contra a campanha de Dilma Rousseff. Na primeira, utilizou como “fonte primária” o promotor José Carlos Blat, que foi desautorizado pela Justiça de chofre. Já nesta semana, ela acionou Lúcio Bolonha Funaro, famoso doleiro do rentista Naji Nahas e “sócio” do ex-governador José Roberto Arruda, que permanece preso em Brasília.

As denúncias requentadas do promotor não duraram uma semana. O juiz Carlos Eduardo Franco negou o pedido de Blat de bloqueio das contas da Cooperativa Habitacional dos Bancários e até recusou a quebra do sigilo bancário do ex-presidente da Bancoop, João Vaccari. No despacho, o juiz argumenta que as denúncias de Blat não podem ser “contaminadas” pelo ambiente eleitoral e nem servir à manipulação da sociedade. A revista Veja, que já havia arquivado a sua reportagem de fevereiro de 2005 com relatos dos podres de Blat, preferiu agora ocultar a bronca do juiz.

A ficha suja de Funaro

Mas a famíglia Civita não dará sossego a Dilma Rousseff e seguirá a estratégia traçada nas orgias da Casa Millenium. Para isto, usará os expedientes mais torpes, como ouvir notórios bandidos. A “fonte primária” da Veja desta semana, Lúcio Funaro, tem vastíssima ficha policial. No passado, esteve metido no escândalo do Banestado. Já na Operação Satiagraha, a Polícia Federal o acusou de ser doleiro de Naji Nahas, responsável por remessas ilegais de dinheiro ao exterior. Só não foi preso porque Gilmar Mendes, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, deu-lhe habeas corpus.

Lúcio Funaro também se lambuzou no escândalo do “mensalão do DEM” de Brasília. Em duas investigações assumidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, ele é citado como pivô da remessa de altas somas para contas de firmas de fachada. A Operação Tucunaré revelou que sacolas de dinheiro eram distribuídas em hotéis do Distrito Federal. A empresa Royster Serviços, de Lúcio Funaro, seria uma das beneficiadas no esquema de corrupção do ex-governador demo José Roberto Arruda – o badalado “vice-careca” do tucano José Serra.

Ligações do doleiro com Serra

Apesar da sua ficha suja, a Veja requentou as denúncias de Funaro contra a Bancoop. Temendo a prisão, ele as apresentou em 2005, mas elas foram rejeitadas pela Justiça. Segundo João Vaccari, que novamente não foi ouvido pela Veja, “passados cinco anos, nunca fui chamado para prestar esclarecimentos no Ministério Público Federal, que não propôs ação contra mim”. Para ele, a nova “reporcagem” é mais um ataque “sem fundamentos ou provas”, que visaria influenciar a eleição presidencial deste ano – conforme a tática traçada no convescote da Casa Millenium.

Mas o desespero da famíglia Civita pode respingar no seu próprio candidato. A “fonte primária” da Veja pode reabrir antigas feridas de José Serra, que teria repassado informações privilegiadas ao doleiro Naji Nahas na venda de ações da empresa paulista de energia. Na ocasião, uma escuta telefônica da Polícia Federal ouviu o doleiro se jactando de que poderia ganhar “80 paus” (R$ 80 milhões) com a venda de ações. Sem papa na língua, ele revelou que “soube pelo próprio Serra a confirmação de que a Cesp seria privatizada”. Será que a Veja irá atrás desta história?

3 comentários:

Dolphin di Luna disse...

Oi Miro!

Sempre leio seus posts e esse é o meu primeiro comentário aqui.

Parabéns pelo texto perfeito, é preciso que as pessoas fiquem atentas as manipulações dessa mídia "oficiosa".

Tomei a liberdade de reproduzir o seu texto com os devidos créditos na rede MobilizaçãoBR: http://www.mobilizacaobr.com.br/profiles/blogs/contra-dilma-veja-apela-para?xg_source=activity

Abraços e continue com esse maravilhoso trabalho de desmascarar os abusos cometidos por essa imprensa francamente golpista.

ZedoToko disse...

O GOLPE SE REPETE.
Diante do que já foi dito e o que ainda dirão, os mesmos representantes empresariais,entre outros mais novos, à época,do golpe de 1964 é fundamental que nos mantenhamos alerta.
Pois estes atores visam, sobretudo, sem o maior pudor, e sem nenhum senso ético desqualificar a candidata progressista indicada à presidência da república, pelo presidente Lula.
Portanto, em se tratando de quem são não nos surpreende o comportamento destes integrantes do tão badalado - Forum Democracia e Liberdade de Expressão -. A história se repete. Segue abaixo trechos do que significou o papel da grande imprensa, de 01/04/1964 a 02/04/1964. A grande imprensa brasileira, à época, teve um papel de destaque na criação do clima de histeria golpista, na preparação da opinião pública para a quebra da legalidade democrática. O editorial do JB, que rigorosamente não diz nada além de baboseiras, deixa tudo bem claro: “Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade ... Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem. (...) A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas.(...)“Golpe? ─ crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada.” [JB, 01/04/1964] O editorial de O Globo não fica para trás em seu empenho na derrocada da ordem democrática: “Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas (...) para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas (...) o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições. (...) Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente (...) Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. (...) Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo.(...) A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo.(...) Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos(...).” [O Globo, 02/04/1964] Textos golpistas, que proclamam em alto e bom som o compromisso antidemocrática da grande imprensa brasileira. Pois é essa mesma imprensa que não soube respeitar a legalidade democrática e a liberdade dos brasileiros que hoje se arvora em defensora da liberdade de imprensa. É de se perguntar: afinal, que liberdade é essa? A liberdade de fazer uso do monopólio da informação com o objetivo de manipular a opinião pública para promover golpes de Estado? Como já disse são os mesmos vícios de comportamento, avançaram na ciência e na tecnologia, porém em se tratando de valores éticos nada mudou, pois, ainda, somos refém de uma política que é mera legitimadora da economia vigente, ou seja, a economia de mercado. Infelizmente, ainda, não modificamos esta hegemonia perversa que protege ricos e penaliza pobres. Ainda prevalece o: consenso de Washington, pregando: ..............

ZedoToko disse...

O GOLPE SE REPETE. NÃO NOS ILUDAMOS.
Diante do que já foi dito e ainda o que dirão é fundamental que nos mantenhamos alerta já que estes mesmos que já participaram do golpe de 1964, não terão nenhum pudor, nem senso ético, em desqualificar a candidata, progressista, Dilma indicada para presidência pelo presidente Lula.
Portanto não nos surpreende o comportamento dos integrantes do tão badalado - Forum Democracia e Liberdade de Expressão.
A história se repete.
Segue abaixo trechos do que significou o papel da grande imprensa, de 01/04/1964 a 02/04/1964. A grande imprensa brasileira, à época, teve um papel de destaque na criação do clima de histeria golpista, na preparação da opinião pública para a quebra da legalidade democrática. O editorial do JB, que rigorosamente não diz nada além de baboseiras, deixa tudo bem claro: “Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade ... Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem. (...) A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas.(...)“Golpe? ─ crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada.” [JB, 01/04/1964] O editorial de O Globo não fica para trás em seu empenho na derrocada da ordem democrática: “Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas (...) para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas (...) o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições. (...) Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente (...) Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. (...) Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo.(...) A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo.(...) Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos(...).” [O Globo, 02/04/1964] Textos golpistas, que proclamam em alto e bom som o compromisso antidemocrática da grande imprensa brasileira. Pois é essa mesma imprensa que não soube respeitar a legalidade democrática e a liberdade dos brasileiros que hoje se arvora em defensora da liberdade de imprensa. É de se perguntar: afinal, que liberdade é essa? A liberdade de fazer uso do monopólio da informação com o objetivo de manipular a opinião pública para promover golpes de Estado? Como já disse são os mesmos vícios de comportamento, avançaram na ciência e na tecnologia, porém em se tratando de valores éticos nada mudou, pois, ainda, somos refém de uma política que é mera legitimadora da economia vigente, ou seja, a economia de mercado. Infelizmente, ainda, não modificamos esta hegemonia perversa que protege ricos e penaliza pobres. Ainda prevalece o: consenso de Washington, pregando: .......
Saudações Comunistas