Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:
Dados do sistema de Justiça dão a dimensão e a urgência do enfrentamento ao feminicídio em nosso país. Em 2025, a Justiça brasileira julgou, em média, 42 casos de feminicídio por dia, totalizando 15.453 julgamentos, um aumento de 17% em relação ao ano anterior. No mesmo período, foram concedidas 621.202 medidas protetivas, o equivalente a 70 por hora, segundo o Conselho Nacional de Justiça. Já o Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, coordenado pelo Ministério das Mulheres, registrou, em média, 425 denúncias por dia em 2025.
Trata-se de uma epidemia que assola toda a sociedade, disseminando-se por todas as regiões do país, sem diferenciar classe sociais e níveis culturais. Esses números do sistema de Justiça são impressionantes, mas infelizmente não representam a totalidade dos crimes cometidos contra as mulheres. Quantos acontecem sem que cheguem ao conhecimento das autoridades públicas.
Dai a importância do recém-lançado Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, uma ação conjunta dos três poderes da República. Mas para que ele realmente funcione e, principalmente, consiga conter a possibilidade desse tipo de crime antes que ele se torne fatal, a ampla difusão das formas de enfrentá-lo é decisiva.
Dai o apoio total do Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé ao Pacto Nacional. Na luta há 15 anos pela democratização da comunicação no país, o Barão constituiu uma ampla rede de relacionamento com a mídia progressista e, agora, diante da dimensão dessa tragédia que assola o país, conclama esses parceiros para que se associem a essa luta.
A divulgação das formas e dos canais existentes para conter as possibilidades de ataques à mulheres e meninas, diante dos seus primeiros sintomas, passa a ser um dever de todos nós. O Barão está nessa luta. Contem conosco.
São Paulo, 18 de fevereiro de 2026
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