sexta-feira, 22 de julho de 2011

Vitória de Humala desfaz planos dos EUA

Por Immanuel Wallerstein, no sítio Carta Maior:

Ollanta Humala foi eleito presidente do Peru em 5 de junho de 2011. O único verdadeiro derrotado nestas eleições foram os Estados Unidos, cuja embaixadora, Rose Likins, mal conseguiu disfarçar o fato de ter feito campanha pela adversária de Humala no segundo turno, Keiko Fujimori. Que estava em jogo nestas cruciais eleições latino-americanas?

América Latina para além dos dados

Por Roberta Traspadini, no jornal Brasil de Fato:

Segundo a Cepal, somos 594 milhões de latinoamericanos. Em nosso fértil território com profundas possibilidades de inclusão e de pertença, vivem 183 milhões de pobres e 74 milhões de indigentes, fruto do histórico modo de produção capitalista.

Na divisão por idade somos compostos por uma maioria jovem: 27,3% (até 14 anos); 33,6% (15 a 34 anos), 19% (35 a 49), 11,8% (50 a 64 anos), e 8,3% com 65 anos para cima.

O golpe de Estado está intacto em Honduras

Por Raúl Fitipaldi, no sítio da Adital:

Qualquer conversa sobre os direitos humanos em Honduras é um tema que não se fecha nunca. A ferida aberta pelo Golpe de Estado e perpetrado em 28 de junho de 2011 pelo trio Oligarquia–Militares-Estados Unidos está sangrando e percorre Nossa América, de norte a sul. Nem só os 18 departamentos territoriais de Honduras, nem seu Departamento 19 (assim se chama os hondurenhos no exterior), como nenhum habitante do continente de Morazán, Bolívar e Artigas, pode ter sentido paz com esta agressão, baseada em um estilo de intervenção que parecia sepultado a mediados dos anos 80 na região.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Aznar, Murdoch e a direita midiática

Por Iroel Sánchez, no blog cubano La Pupila Insomne:

A proximidade do José Maria Aznar com Rupert Murdoch pode ter seus inconvenientes. Aznar está incluído na ação judicial de um banco norte-americano contra a News Corporation, o império midiático de Murdoch, do qual o ex-primeiro-ministro da Espanha é membro do seu Conselho de Administração.

Amalgamated Bank, que pertence a um sindicato estadunidense com ações na News Corporation, apresentou denúncia contra o conglomerado de Murdoch por ele ter aprovado a compra de uma empresa da filha do magnata por 600 milhões de dólares, preço 13 vezes maior que os benefícios desta entidade.

Murdoch e os bastidores do covil midiático

Por Renato Rovai, em seu blog:

As revelações dos bastidores das empresas do magnata da mídia, Rupert Murdoch, têm sido muito interessantes para desvelar os métodos e padrões éticos das organizações de comunicação.

Há muito tempo que o vale-tudo neste setor tem sido utilizado como verdadeiro manual das redações. Em nome do interesse do veículo e daqueles que se beneficiarão em nome do veículo, pseudo-jornalistas têm autorização para agir como bestas-feras e destruir reputações.

E não é só na terra da rainha, onde o esgoto está subindo pelos ralos, que a podridão campeia. No Brasil, há casos e mais casos de denúncias baseadas em investigações a partir de métodos criminosos. Afora casos de reportagens inventadas sem sequer uma fonte em on ou qualquer documento que ateste veracidade.

Murdoch a nu e as lendas urbanas

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Esta é, nunca me canso de repetir, a grande conquista da internet: a interação entre emissores e receptores de informações. Aqui todo mundo lê e escreve, participa do jogo, tem direito de reclamar e pode ajudar a encontrar soluções.

Um dos fiéis comentaristas deste Balaio, o Pardalzinho, por exemplo, enviou-me mensagem às 20h42 de segunda-feira fazendo uma cobrança, cheio de razão, sobre um assunto que deixei passar batido:

A seleção brasileira da TV Globo

Por Valério Cruz Brittos e Anderson David Gomes dos Santos, no Observatório da Imprensa:

Já são conhecidas as barreiras estabelecidas pela Rede Globo de Televisão junto à transmissão do futebol no país, influenciando até a formatação do Campeonato Brasileiro deste esporte. Mas pouco tem sido comentado acerca do monopólio de transmissão em território nacional dos jogos da seleção brasileira de futebol, que há décadas são veiculados apenas por uma emissora, a mesma Rede Globo de Televisão, líder do oligopólio midiático nacional. Na melhor das hipóteses, quando não possui interesse em exibir, a Globo decide e repassa a outro operador.

Cidadão Murdoch e a regulação da mídia

Por Pedro de Oliveira, no sítio Vermelho:

“O melhor agente regulador (em se tratando de regulação de imprensa, N.A.) será o que estiver morto”. Com esta frase, Rupert Murdoch – um dos maiores barões da imprensa mundial, tão bem caracterizado pelo filme dirigido por Orson Welles em 1941, “Cidadão Kane” – definiu seu pensamento a respeito de organismos reguladores de imprensa.

O pensamento colonizado do Estadão

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

O Estadão, hoje, tem um daqueles momentos de sinceridade antológicos.

É o editorial intitulado “A Vale ainda não entrou na produção de aço, felizmente“.

Depois de algumas lágrimas por Roger Agnelli, o jornalão começa a entregar o seu pensamento colonial.

Por ele, o Brasil ainda seria um pequeno país atrasado, que nem mesmo produziria aço.

É hora de enfrentar a mídia

Por Antônio Mello, em seu blog:

Carta aberta à Presidenta Dilma:

É hora de enfrentar o tigre-de-papel-impresso

Presidenta Dilma, leu 'O medo que não ousava dizer o nome', de Timothy Ash, no Estadão?

Publicado no domingo, o artigo do professor Timothy Garton Ash (traduzido por Celso Paciornik) comenta o escândalo dos tabloides de Murdoch na Grã-Bretanha, especialmente do medo que eles provocavam em políticos, celebridades, policiais e até nos primeiro-ministros britânicos.

DF: território livre do analfabetismo

Por Beto Almeida

O governador Agnelo Queiroz assumiu o corajoso compromisso de erradicar o analfabetismo na Capital da República e no Distrito Federal (DF) até 2014. Este compromisso deve ser apoiado por todos os brasileiros - não apenas pelos moradores do DF -, por todas as forças progressistas, movimentos sociais, intelectuais, movimento estudantil, pois trata-se, simbolicamente, de uma atitude que revela claramente o potencial de que o Brasil, com todos os seus recursos, tem seguramente todas as condições para ver-se livre desta mazela social.

Lei Azeredo só pode ser vetada por Dilma

Por Ana Rita Cunha, no Observatório do Direito à Comunicação:

A “Lei Azeredo”, como ficou conhecido o projeto de Lei 84/1999, está na última fase de discussão no Congresso Nacional. Ele já foi aprovado nas duas Casas e agora volta para Câmara. Durante audiência pública, na semana passada, o projeto foi bastante criticado. Os parlamentares demonstraram preferência em votar o Marco Civil da internet antes de definir os tipos penais das infrações na rede. Já em última instância de avaliação, os deputados não podem fazer muitas modificações e para barrar o projeto será preciso o veto da presidenta Dilma Roussef.