terça-feira, 10 de dezembro de 2024

Movimentos sociais exigem prisão de Bolsonaro

Por Altamiro Borges


Nesta terça-feira (10), em todos as capitais e em várias cidades do Brasil, os movimentos sociais irão às ruas para exigir a prisão de Jair Bolsonaro e de seus milicianos, fardados e civis, que planejaram um golpe sanguinário no país – inclusive com os assassinatos do presidente Lula, do seu vice, Geraldo Alckmin, e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A mobilização nacional foi convocada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e pela Coalizão Negra por Direitos, que reúnem o grosso dos movimentos sociais brasileiros. “Sem anistia! Prisão para todos os golpistas!” é o mote do protesto, que exigirá o arquivamento do projeto de lei (PL) da Anistia e a punição de todos os fascistas que conspiraram contra a democracia. Os manifestantes também exigirão o fim da escala 6X1, a taxação dos mais ricos e a rejeição da PEC do Estuprador.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Só há espaço para o ultraliberalismo nas TVs

Armandinho, Alexandre Beck

Por Bepe Damasco, em seu blog:


A radiodifusão é uma concessão pública, já que as ondas eletromagnéticas pertencem ao Estado, ao povo brasileiro. Então, a família Marinho não é dona do canal aberto da Globo, nem da Globonews e tampouco da rádio CBN, mas sim concessionária.

Em um país diverso como o nosso, seja do ponto de vista social, regional, econômico, político, cultural ou racial, as concessões de rádio e TV teriam que abrir espaços para as representações das partes que formam o complexo mosaico da sociedade brasileira.

Mas não é nada disso que acontece. Ao contrário, via de regra os veículos de comunicação oligopolizados usam a concessão do Estado para emplacar sua ideologia ultraliberal, sua visão de mundo excludente e elitista.

O extremista que decidiu ser moderado

Charge: Geuvar
Por Moisés Mendes, em seu blog:

Não será fácil a vida dos extremistas moderados ou de centro ou apenas cordiais. Precisam manter a base bolsonarista, mas sem saber direito como calibrar seus extremismos. É um exorcismo de alto risco.

O exemplar mais vistoso e atormentando do momento, assim vendido pela grande imprensa, é Tarcísio de Freitas. Um burocrata que não passou pelos estágios iniciais da política e sentou-se logo na janelinha do Estado mais poderoso do país.

Para vislumbrar alguma coisa maior mais adiante, terá de lidar com as emergências. O bolsonarismo cobra fidelidade, mas pode devorá-lo. E as falas e práticas bolsonaristas que o identificam podem, pelo excesso, inviabilizá-lo como nome para 2026.

Economia fortalece o campo progressista

Inauguração da fábrica de celulose da Suzano, em Ribas
do Rio Pardo/MS. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Editorial do site Vermelho:


O crescimento de 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre de 2024 e a redução da pobreza são indicadores de que o Brasil vem superando a herança mais do que maldita do governo Bolsonaro. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que 8,7 milhões de pessoas saíram da situação de pobreza no país entre 2022 e 2023. São 59 milhões de brasileiros nessa condição. No mesmo período, 3,1 milhões deixaram a extrema pobreza, situação que ainda afeta 9,5 milhões.

Segundo a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2024, com análises sobre as condições de vida da população brasileira, em 2023 o Brasil alcançou os menores níveis de pobreza e extrema pobreza da série histórica iniciada em 2012 pelo IBGE.

Queda de Assad pode produzir banho de sangue

Charge: Latuff/MintPress News
Por Marcelo Zero, no site Brasil-247:


Como sempre, a mídia ocidental comemora, como se grande avanço fosse, a queda de mais uma “ditadura” do Oriente Médio. A de Assad, na Síria.

Foi assim no Iraque, no Afeganistão, na Líbia etc. Obviamente, “ditaduras” que não eram alinhadas aos interesses dos EUA e do Ocidente. Em todos esses casos, centenas de milhares de pessoas morreram e os países foram destruídos. Tudo, é claro, em nome da democracia e dos direitos humanos.

Já as ditaduras aliadas da região, como a da Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar, Kuwait etc. continuam protegidas e prestigiadas. Isso também vale, é claro, para o governo genocida de Netanyahu.

Como sempre, as análises sobre o tema na mídia brasileira e ocidental são, em geral, superficiais e baseadas numa visão maniqueísta, moralista, simplória, desinformada e francamente estúpida sobre a dinâmica dos conflitos do Oriente Médio.

Desafios no PT, pacote fiscal e comunicação

Agora, vai! Governo vai mudar comunicação

Militares e golpismo, uma visão histórica

O uso do dinheiro público para trair o Brasil

As armadilhas do ajuste fiscal de Haddad

Os cuidados diante do acordo Mercosul-UE

República das milícias: fé e fuzil

A luta pelo fim da escala 6x1 no trabalho

STF e a responsabilização das big techs

Os assalariados rurais e a escala 6x1

domingo, 8 de dezembro de 2024

Rumos para o quartel atordoado

Charge: Miguel Paiva/247
Por Manuel Domingos Neto

Como o general arranjou o dinheiro entregue aos facínoras que abateriam autoridades?

O rol dos delatores premiados deve crescer. Mais denúncias corrosivas surgirão. Caixas pretas podem ser abertas. O sensacionalismo dos jornais manterá a prolongada tritura da imagem do militar. O festival de ambições mesquinhas, rivalidades deletérias, rixas pessoais, expedientes sórdidos e infindáveis procedimentos à margem da lei não tem prazo para terminar.

A ignomínia dos que pretendiam incendiar o país e assumir o poder de costas para a Lei nutrirá cotidianamente a fereza do brasileiro mediano.

O mal-estar democrático, hoje

Operários, 1933, Tarsila do Amaral
Por Roberto Amaral


“Não há, nunca houve, aqui, um povo livre, regendo seu destino na busca da própria prosperidade. [...] Nós, brasileiros, somos um povo em ser, impedido de sê-lo.” – Darcy Ribeiro, O povo brasileiro.

A precipitação de muitos nas celebrações à “vitória das instituições” sobre os atentados do terrorismo que nos assola levou-os a deixar de lado o mínimo de reflexão sobre a tragédia do homem-bomba que, num simbolismo do qual por certo não guardou consciência, se imolou aos pés da estátua da Justiça que vigia a entrada do STF, aquele poder que, hoje, por um capricho histórico, ocupa o espaço que nas democracias é representado ora pela vigilância do Congresso (aqui, porém, comprometido com a direita e o neofascismo), ora pelo Executivo, hoje mais preocupado com o mantra do “ajuste fiscal” – que o governo originalmente comprometido com o desenvolvimento e o combate às desigualdades assimilou por não ter forças, políticas e ideológicas, para enfrentar a pressão desencadeada pelo financismo predador da produção e do desenvolvimento social.

Ganhar as mentes para impor seu domínio

Ilustração do site CubaInformación
Por Jair de Souza

Muito se fala de como os países imperialistas recorrem a seu imenso poderio militar para fazer valer seus desígnios sobre os países de menor potencial bélico. De igual maneira, sabemos que o imperialismo também se impõe através de seu avassalador controle dos mecanismos econômicos vigentes no mundo.

No entanto, além disso, a hegemonia imperialista se utiliza de outras ferramentas de subjugação que, à primeira vista, são muito mais difíceis de detectar. Porém, na verdade, é preciso ter consciência de que nenhum processo que mantém umas nações submetidas a outras pode se estender ao longo do tempo com base tão somente em sua superioridade militar e econômica.

Participação nos lucros e resultados

Chargedo site: Contraf-Cut
Por João Guilherme Vargas Netto

Em uma reunião nacional da Força Sindical o companheiro Marcio, presidente do sindicato dos borracheiros de São Paulo, fez uma exposição detalhada e abrangente da evolução das lutas e conquistas no pagamento da participação nos lucros e resultados (PLRs) aos trabalhadores e propôs a realização de um balanço de tal evolução.

Destacou que a participação nos lucros das empresas era prevista desde a Constituição de 1946, passando pela Constituição da ditadura militar e pela Constituição de 1988, mas sua regulamentação apenas se deu na virada do século, precedida por sua obtenção em inúmeras categorias (em destaque os bancários) e intensificada a partir de 2004.

Pacote de Haddad sob pressão do mercado