terça-feira, 7 de julho de 2026

Ofensiva digital de Trump na América Latina

Por Miguel Manso, no site da Fundação Maurício Grabois:

A declaração de Trump de que a eleição do Brasil é o seu próximo desafio na recente rodada de eleições na América Latina coloca enormes responsabilidades para todos os nossos povos e, em especial, para nós brasileiros.

Mais do que a influência política tradicional, o que se observa é a construção de uma intervenção imperialista da extrema direita americana, em que a desregulação, a vigilância por IA e a disputa de narrativas contra os candidatos e políticos que defendem a democracia e a soberania dos Estados nacionais foram elevadas a outro patamar.

Sob pretexto de combate à influência geopolítica da China, a intervenção direta das plataformas, data centers, think tanks e softwares de inteligência, chantagem financeira e diplomacia hostil, além de todos os demais e conhecidos meios de manipulação de pesquisas e controle das mídias, novos métodos são usados para remodelar e desarticular democracias frágeis e para criar uma extensão dos interesses dos conglomerados americanos na América Latina.

O poderoso Senado

Por Manuel Domingos Neto

Senado é um tipo de assembleia criado por oligarcas no império romano para garantir o domínio sobre a plebe. O artifício foi copiado pelos barões ingleses e adaptado por muitos países para barrar mudanças reclamadas pela sociedade.

No Brasil, foi imposto por Dom Pedro I, que imperava apoiado por senhores de terra, gado e gente. Só os muito ricos podiam votar e ser eleitos para o Senado.

Atualmente, todos podem votar nos candidatos ao Senado, mas a maioria vê o senador apenas como alguém que pode trazer pequenos benefícios às comunidades.

Formalmente, o Senado é poderosíssimo: tem responsabilidade direta ou indireta sobre o que ocorre de bom e de ruim no país; revisa leis propostas por deputados e presidentes da República. Se as leis prejudicam o pobre e favorecem o rico, não protegem quem trabalha, deixam sem defesa a mulher, o idoso, as crianças, os afrodescendentes, a culpa é, sobretudo, do Senado.

Irã que derrotou Trump se despede de Khamenei

Por Laura Capriglione, no site da TVT News:

Milhões de pessoas estão em Teerã para o último adeus ao aiatolá Ali Khamenei, naquela que já é considerada a maior manifestação de massas do Irã. Comprova-se assim que foi um erro fenomenal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacar o Irã no dia 28 de fevereiro e assassinar o então líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. O propósito escancarado por Trump era gerar uma “mudança do regime”, colocando no lugar da Revolução Islâmica, no poder desde 1979, um fantoche qualquer, desde que submisso aos Estados Unidos e Israel. Deu tudo errado.

domingo, 5 de julho de 2026

Flávio Bolsonaro derrete no eleitorado feminino

Charge: Aroeira/247
Por Altamiro Borges


O vídeo bombástico de Michelle Bolsonaro, afirmando que foi “humilhada”, “desrespeitada” e “maltratada” pelo enteado, e o vídeo nojento do jagunço bolsonarista Paulo Figueiredo, dizendo que mulher não sabe votar, estão produzindo estragos na campanha do fascista à presidência da República. Matéria de Daniela Lima no site UOL nesta sexta-feira (3) relata que “monitoramentos diários de eleitores feitos para políticos e agentes do mercado financeiro detectaram a ampliação do fosso entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o voto feminino após a briga pública entre ele e a madrasta, Michelle, e a declaração misógina do aliado Paulo Figueiredo”.

PT propõe tipificar crime de traição à pátria

Charge: desenhodorodrigo
Por Altamiro Borges


Parlamentares do PT apresentaram na semana passada um projeto de lei para incluir no Código Penal o crime de traição à pátria. Ele prevê pena de reclusão de 8 a 20 anos e multa para condutas que atentem contra a soberania nacional, a independência econômica, a estabilidade institucional e os interesses estratégicos do Brasil. A iniciativa foi protocolada pelos deputados federais Rogério Correia (MG), Lindbergh Farias (RJ) e Alencar Santana (SP).

Segundo a justificativa, o objetivo do PL é atualizar a legislação penal para responsabilizar agentes nacionais que atuem em articulação com interesses estrangeiros em prejuízo do Estado brasileiro. Pelo texto, passariam a ser enquadradas como traição à pátria ações como a entrega de informações sigilosas ou estratégicas, a cessão ou alienação de recursos naturais, patrimônio público e infraestrutura crítica em condições consideradas lesivas ao país.

Fim da escala 6x1 cobra urgência

Charge: CrisVector
Por Adilson Araújo, no site da CTB:

A última terça-feira (30) foi marcada por vigorosas manifestações em várias capitais e cidades brasileiras pelo fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário. Milhares de cidadãos saíram às ruas e os protestos invadiram vias cruciais como a Avenida Paulista, em São Paulo, e o Terminal Gentileza no Rio de Janeiro, ecoando um sentimento generalizado de exaustão e urgência.

O recado das ruas ao Senado foi claro: tempo é vida e a classe trabalhadora está cansada de comprometer a maior parte do seu tempo de vida com uma jornada exaustiva imposta com o propósito de maximizar os lucros capitalistas e enriquecer uma minoria de ricaços ociosos, numa lógica perversa que aprofunda as desigualdades sociais.

Mutretas de aliados afundam Flávio Bolsonaro

Charge: Nando Motta
Por João Filho, no site do Intercept-Brasil:

Faltando poucos meses para o início da eleição, a pré-candidatura à presidência da República do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, não para de rolar ladeira abaixo. Além da Vaza Flávio e das pendengas familiares com a esposa do seu pai, Michelle, o filho mais velho de Jair não para de ver gente do seu entorno envolvida com mutretas de todo tipo. Dia sim, dia não, aparece o nome de algum bolsonarista nas páginas policiais.

Depois de trabalhar para o governo americano classificar o Comando Vermelho, o CV, como grupo terrorista, Flávio vê agora parte do seu grupo político rodando em investigações contra o mesmo Comando Vermelho.

O inquérito que não pode fracassar

Por Moisés Mendes, no site Brasil-247:


O ministro Flávio Dino já tem o que mostrar como relator da roubalheira das máfias das emendas. Nessa sexta-feira, a Polícia Federal chegou aos quadrilheiros que deram sumiço a pelo menos R$ 90 milhões em Roraima. Eles se juntam a suspeitos já alcançados pela PF em outros Estados.

Os rolos de Roraima são de verbas liberadas pelo deputado federal Nicoletti (PL-RR), senador Dr. Hiran (PP-RR), ex-senador Telmário Mota e pelo ministro do TCU Jhonatan de Jesus na época em que era deputado. Todos até agora de fora das investigações. Os investigados são os que receberam e torraram o dinheiro nos municípios.

Se o inquérito das emendas fosse encerrado hoje, haveria o que comemorar, mesmo que a devassa esteja apenas começando e tenha enquadrado uma maioria de bagrinhos municipais. Mas Dino não tem o que mostrar e dizer sobre outro inquérito aberto pela PF.

Cuba, novas medidas da Revolução

Reprodução
Por Frei Betto, no site do Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba:

Em junho fiz minha terceira viagem a Cuba este ano. Duas a serviço da FAO, para assessorar o Plano de Soberania Alimentar e Educação Nutricional do país. Devido ao bloqueio imposto por Trump, a Ilha do Caribe sofre uma criminosa asfixia energética, já que depende de petróleo importado. Nenhum país ousa furar o bloqueio com receio de sofrer represálias dos EUA, nem mesmo a China. Em março a Rússia fez chegar um petroleiro com 740 mil barris. Dias depois, o segundo petroleiro russo foi forçado a desviar, rumo ao Brasil, ao cruzar as águas do Haiti.

Michelle Bolsonaro ganha apelido maldoso

SUS: maior revolução na história da medicina

Os impactos da PEC do trabalho flexível