sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Mapa da desigualdade informacional

Por Marcio Pochmann, no site A terra é redonda:

A Era Digital inaugurou um novo regime informacional. Diferentemente das sociedades agrárias e da sociedade urbano-industrial, onde o Estado media a realidade principalmente por censos, registros administrativos e pesquisas amostrais, hoje grande parte dos sinais sobre comportamento, consumo, mobilidade e operação econômica é produzida continuamente, em alta granularidade, e capturada por empresas privadas.

Isso reorganiza a forma de governar populações e territórios, pois quem mede melhor, decide melhor. O ponto central é a diferença entre dados desenhados para medir (estatística oficial) e dados extraídos por plataformas e infraestruturas pertencentes a oligopólios de grandes empresas estrangeiras.

Trumpismo é uma ameaça a ser rechaçada

Editorial do site Vermelho:

O pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, revelou suas pretensões à onipresença. Além de intimidar a União Europeia, ditou regras para a Groelândia, a Palestina, a Ucrânia e a Venezuela. Se apresentou, enfim, pretensamente como líder de uma nova e tenebrosa era na história, a renúncia ao sistema estabelecido após a Segunda Guerra Mundial para impor a hegemonia estadunidense além do chamado hemisfério ocidental. O orçamento militar dos Estados Unidos, disse, crescerá 50%, atingindo US$ 1,5 trilhão em 2027, com ordem para construir “mais fábricas” para atender ao complexo militar-industrial. Leia-se mais guerras, agressões e chantagens.

Trump refaz o mundo à sua imagem e semelhança

FNDC e a participação pública na EBC

Um ano de Trump no poder

A luta dos trabalhadores no Brasil

A cartada de Trump para anexar a Groenlândia

Trump: Um ano de agressão contra o mundo

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Trump caça criança e protege assassino do ICE

Liam Ramos preso pelo ICE. Divulgação
Por Altamiro Borges


O fascista Donald Trump – que a mídia vira-lata brasileira evita chamar de “ditador” – segue esbanjando sadismo e crueldade. Nesta semana, sua temida polícia migratória, o famigerado ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA), prendeu uma criancinha de cinco anos que regressava da escola, no estado de Minnesota. O caso foi revelado pelo jornal britânico The Guardian e gerou críticas de autoridades educacionais e defensores de direitos de imigrantes.

“O menino, identificado como Liam Ramos, aluno do distrito escolar de Columbia Heights, subúrbio de Minneapolis, foi abordado por agentes federais na terça-feira (20), juntamente com o pai, no momento em que chegavam à própria residência. Segundo o distrito escolar, pai e filho foram levados posteriormente a um centro de detenção no estado do Texas. A abordagem ocorreu logo após a criança desembarcar do transporte escolar”, descreve o jornal O Globo.

Se queres a paz, prepara-te para a guerra

Grafite anti-Trump em Londres
Por José Maurício Bustani e Paulo Nogueira Batista Jr.

A ninguém escapa que vivemos atualmente uma fase de imensos riscos no mundo inteiro. Desde a Segunda Guerra Mundial, não se via um quadro geopolítico e militar tão problemático e perigoso.

A fonte principal de instabilidade, ameaças e agressões é conhecida. Seria um equívoco, entretanto, atribuir a Donald Trump a responsabilidade exclusiva pelo que vem ocorrendo. Antes pudéssemos fazê-lo. Trump é passageiro. Mas o problema é de natureza estrutural e será, portanto, mais duradouro. 

A tradição imperial dos Estados Unidos

Duas observações. Primeira: o Império Americano sempre foi intervencionista e violento. O seu desprezo pela ordem internacional não é de hoje e vem se manifestando sob diversas formas, até na direção de organizações internacionais, ao orquestrar o afastamento do primeiro Diretor-Geral da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ). E as invasões do Iraque, da Líbia e da Síria, entre outras, ocorreram sempre com base em alegações forjadas, impostas ao resto do mundo como verdades.

Eleição 2026: a mais suja de todos os tempos

Por Bepe Damasco, em seu blog:


Eu já sabia, mas acabo de reler uma notícia preocupante: o Tribunal Superior Eleitoral, a partir de junho deste ano, será presidido pelo ministro Nunes Marques e terá como vice André Mendonça.

Com dois juízes indicados por Bolsonaro, nuvens carregadas pairam sobre o processo eleitoral que se aproxima.

Vamos lembrar que o pulso firme e o zelo pela democracia do ministro Alexandre de Moraes à frente da justiça eleitoral em 2022 foram decisivos para levar a bom termo o último pleito presidencial.

O TSE barrou várias ações eleitorais da candidatura Bolsonaro com a marca registrada da extrema direita: a mentira, a calúnia, a difamação e toda sorte de sujeira.

Moraes evitou inclusive cair na armadilha preparada para o dia da eleição, quando, a serviço de Bolsonaro, a Polícia Rodoviária Federal, então comandada pelo agora presidiário Silvinei Vasques, montou um esquema criminoso nas estradas do Nordeste para prejudicar o voto em Lula.

A hora certa para o sindicalismo

Por João Guilherme Vargas Netto


O movimento sindical brasileiro tem, em 2026, um encontro marcado com a política partidária durante as campanhas e eleições gerais de outubro. Nelas o Brasil vai decidir seu futuro imediato com as escolhas do presidente da República, dos governadores de Estados, dos deputados estaduais e federais e dos senadores. Ele participará a seu modo desse grande acontecimento.

É praxe constitucional que o sindicalismo não tenha a postura político-partidária. Mas, levando-se em conta a polarização já existente e as disputas reais, torna-se necessário que os dirigentes sindicais de todas as entidades tomem posição e orientem seus associados e representados sobre o que está em jogo e como devem votar.

Lavagem do Master passou pela Igreja Lagoinha

Delação de Vorcaro pode atingir o Centrão

O absurdo está se tornando normal?

Zema explode em novo escândalo

Marcha de Nikolas vira piada nas redes sociais

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Decifrando Trump via Mcklinley

Ilustração do site Heritage Auctions
Por Marcelo Zero, no site Viomundo:


Em seu primeiro dia do seu segundo mandato, Trump tomou uma decisão, que embora apenas simbólica, é reveladora do seu modo de pensar os EUA e seu papel no mundo.

Ele mandou mudar o nome do ponto culminante da América do Norte de “Denali” (o nome que o povo nativo do Alaska lhe havia atribuído) de novo para Mount McKinley, o nome que os brancos anglo-saxônicos haviam usado durante décadas. Ademais, Trump mencionou, com ênfase muito elogiosa, McKinley em seu discurso de posse.

Mas, afinal, quem foi McKinley?

Willian McKinley, nome pouco conhecido internacionalmente, foi o vigésimo-quinto presidente dos EUA.

No caminho do caos

Moradores de Nuuk protestam contra os plano de Trump
de assumir o controle da Groenlândia
Foto: Sean Gallup/Gettyimages
Por José Luís Fiori, no site Outras Palavras:

Na última semana de 2025, o sistema mundial entrou em estado de hipertensão caótica. Em apenas sete dias, e quase simultaneamente, os Estados Unidos fecharam o cerco marítimo e proibiram a circulação aérea sobre a Venezuela, sem que ambos os países estivessem em guerra. A China cercou a ilha de Taiwan e realizou um exercício de guerra com fogo real, incluindo a interdição de alguns segmentos de seu espaço aéreo, em resposta às ameaças militaristas do Japão.

A Ucrânia atacou a casa do presidente russo Vladimir Putin, na região de Novgorod, utilizando 91 drones e com apoio da inteligência inglesa e norte-americana. A Rússia anunciou que seu novo sistema de mísseis Oreshnik - indefensáveis e com capacidade nuclear - estava pronto para uso imediato, em resposta ao ataque da Ucrânia, a poucos minutos de distância de Berlim, Paris e Londres. Os Estados Unidos bombardearam o território da Nigéria e anunciaram novos ataques aéreos em caso de necessidade, segundo seu arbítrio. 

O que os EUA fizeram com a Venezuela