terça-feira, 30 de junho de 2026
A China não improvisa
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| Foto: Reuters |
“Subjugar o inimigo sem lutar é o acme da habilidade.” Sun Tzu, em A Arte da Guerra
Tomo a visita de 10 dias que fiz a Shanghai como ponto de partida para este artigo. Acabei de chegar e ainda luto com o fuso horário (a viagem de volta foi de 39 horas porta a porta). Assim, o artigo será talvez ainda mais incoerente do que de costume. Mas, enfim, vamos lá.
A China está em pleno processo de redefinição das suas relações com o resto do mundo, com o Ocidente em particular. Nas primeiras três ou quatro décadas do período de reforma e abertura econômica iniciado por Deng Xiaoping em 1979, a China buscava uma “ascensão pacífica” no interior do quadro internacional estabelecido sob a égide dos Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial. E foi inicialmente muito bem-sucedida nesse propósito. Evitava sistematicamente confrontações com os Estados Unidos e outras nações, posicionando-se com prudência e paciência estratégicas. Deng adotava como lema uma máxima chinesa clássica – “esconda a força, espere a hora”.
'Povo escolhido' no capitalismo e socialismo
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| Charge: Maíra Colares |
Em base de uma análise evolutiva da história, faz muito sentido considerar que as características do sistema capitalista tenham representado um significativo avanço positivo no desenvolvimento da capacidade produtiva da humanidade.
É inegável que, em comparação com o que predominava com anterioridade, o vigoroso aumento na capacidade de produzir bens e riquezas proporcionou condições de vida mais favoráveis para o conjunto das pessoas inseridas nas sociedades em que as relações de tipo capitalista iam prevalecendo.
Temos plena consciência do enorme desequilíbrio na apropriação do crescente volume de riquezas que passaram a ser geradas. É evidente que a distribuição dos ganhos continuava longe de ser feita com base em parâmetros equitativos de justiça social, visto que os proprietários dos meios de produção abocanhavam para si um percentual imensamente mais elevado do que o que sobrava para o restante da sociedade.
Dois projetos do sindicalismo
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| Imagem gerada por Gemini do Google |
O movimento sindical brasileiro tem dois projetos (aceitem o termo) para este segundo semestre de 2026 (entremeado, é óbvio, pelas campanhas salariais das datas-bases das categorias respectivas): a luta pela redução constitucional da jornada e as eleições gerais de outubro.
Após a vitória esmagadora na Câmara dos Deputados a PEC da redução deve ser votada no Senado. É preciso, portanto, que o movimento sindical tenha como primeiro e imediato projeto fazer avançar sua discussão e fazer aprovar a PEC no Senado.
Para tanto, é preciso, aumentar a pressão sobre os senadores (até mesmo porque os adversários buscam confundir e atrasar a votação) com visitas, conversas e manifestações.
segunda-feira, 29 de junho de 2026
quinta-feira, 25 de junho de 2026
quarta-feira, 24 de junho de 2026
Campanha da Colômbia merece ser observada
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| Reprodução |
As eleições colombianas ainda serão objeto de muitos estudos. Haverá quem faça análises sobre o cenário político, as alianças construídas, a conjuntura econômica, o desempenho dos adversários ou os elementos ideológicos que ajudaram a explicar o crescimento de cada candidatura, principalmente o da extrema direita.
Não é essa a análise que pretendo fazer aqui.
Escrevo a partir de um lugar específico: o de quem trabalha com mobilização digital, comunidades digitais e campanhas políticas na América Latina. E, observando a campanha de Abelardo de la Espriella ao longo dos últimos meses, algo me chamou atenção.
Não foi uma tecnologia inédita. Muito menos uma inteligência artificial revolucionária.
Foi o “arroz com feijão” bem feito.
Defender Cuba é defender a América Latina
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| Gerardo Vieyra/NurPhoto/Gettyimages.ru |
Há mais de 60 anos, o povo cubano, seu governo e seu estado enfrentam uma perseguição, ilegal e injusta, da maior potência militar do planeta, o governo dos Estados Unidos. Democratas e republicanos disputaram no governo quem perseguia mais a pequena ilha socialista, alguns de forma mais explícita e outros, de modo mais dissimulado.
Esse bloqueio, cerco e perseguição foi operacionalizado sem os dois países estarem formalmente em guerra. Durante esses anos, os Estados Unidos aplicaram todas as táticas de cerco e destruição da guerra híbrida, descritas em detalhes no livro “Guerras híbridas – das revoluções coloridas aos golpes”, do analista geopolítico Andrew Korybko, tendo como fontes documentos das Forças Armadas estadunidenses.
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