domingo, 28 de abril de 2013

As mãos dos EUA sobre a AL

Por Mark Weisbrot, no sítio da Adital:

Acontecimentos recentes indicam que a administração Obama intensificou sua estratégia de "mudança de regime" contra os governos latino-americanos à esquerda do centro, promovendo conflito de maneiras que não eram vistas desde o golpe militar apoiado pelos EUA na Venezuela em 2002.

Mercadante declara amor ao "seu Frias"

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Uma das frases de Sêneca que mais me agradam fala o seguinte: “Quando penso em certas coisas que disse, tenho inveja dos mudos.”

Ela me ocorreu ao ter ciência da carta que o ministro Aloízio Mercadante escreveu para a Folha de S. Paulo.

O golpe da informação

Por Mauro Santayana, em seu blog:

Há 48 anos, quando o Brasil vislumbrava reformas constitucionais necessárias a seu desenvolvimento, os Estados Unidos financiaram e orientaram o golpe militar. E interromperam uma vez mais um projeto nacional proposto em 1930 por Vargas. Os acadêmicos podem construir teses sofisticadas sobre a superioridade dos países nórdicos para explicar o desenvolvimento da Europa e dos norte-americanos e as dificuldades dos demais povos em acompanhá-los, mas a razão é outra. Com superioridade bélica, desde sempre, impuseram-se como conquistadores do espaço e saqueadores dos bens alheios, os quais lhes permitiram o grande desenvolvimento científico e militar nos séculos 19 e 20 e sua supremacia sobre o resto do mundo.

Estadão e a estratégia do encolhimento

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

Pode-se afirmar que há muita sinceridade no anúncio publicado pelo Estado de S.Paulo na segunda-feira (22/04) e repetido na edição de terça-feira: o jornal paulista realmente acaba de produzir “a maior menor mudança de sua história”. Tão menor que provavelmente o leitor típico nem vai notar.

Mídia e a corrupção, tudo a ver

Por Osvaldo Bertolino, no sítio Vermelho:

Os corruptos verdadeiros, os que não aparecem na mídia corrupta como tal, normalmente são pessoas que entregam seu dinheiro apenas para instituições bancárias muito bem enfronhadas nas malandragens do mundo financeiro. Se não fosse assim, já teriam perdido tudo ou grande parte do que possuem.

Os departamentos de private banking das mais conhecidas instituições financeiras do Brasil recrutam profissionais com a tarefa exclusiva de atender a esse seleto público — essa categoria de pessoas, os chamados high net worth clients (HNWC), só aceita conselhos de consultores que consideram do seu próprio nível. No extrato mais rico da população estão indivíduos acostumados a obter as melhores informações em relação às diversas formas de investir na ciranda financeira.

A central de grampos de Marconi Perillo

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Do sítio da revista CartaCapital:

Reportagem de capa de CartaCapital desta semana, assinada por Leandro Fortes, revela como um jovem estudante de Medicina prestou serviços como hacker a pessoas ligadas ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

Por meio de dois jornalistas e dois integrantes do primeiro escalão da administração goiana, ele operou entre 2011 e 2012 – época em que Perillo foi investigado na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal – uma rede ilegal de grampos telefônicos em favor do tucano. O hacker tinha como missão invadir contas de adversários – e até aliados – do governador por meio de perfis falsos na internet.

As sanções dos EUA contra Cuba

Por Salim Lamrani, no sítio Opera Mundi:

A visita da estrela estadunidense da música Beyoncé e de seu marido Jay-z à Havana voltou a levantar polêmica sobre a manutenção das sanções contra Cuba, em vigor há mais de meio século. Eis aqui alguns dados sobre o mais extenso estado de sítio econômico da história.

1) A administração republicada de Dwight D. Eisenhower impôs as primeiras sanções econômicas contra Cuba em 1960, oficialmente por causa do processo de nacionalizações que o governo revolucionário de Fidel Castro empreendeu.

Blogueiros entrevistam Amaury

Mercadante, Frias e o servilismo

Por Altamiro Borges 

A carta enviada pelo ministro Aloizio Mercadante à Folha, bajulando o falecido fundador do jornal Octavio Frias de Oliveira, causou indignação nas redes sociais. Ela confirma que a mídia hegemônica exerce um estranho domínio sobre os políticos pragmáticos: entre a sedução – no desejo de ganhar um espacinho nos jornais, revistas e emissoras de tevê –, e o medo – no temor de ter a sua história destruída pelos jagunços midiáticos. Houve quem desconfiasse que a sua mensagem tivesse um caráter puramente eleitoreiro, já que o ministro andou insinuando que desejaria ser candidato ao governo paulista pelo PT. Ontem, porém, ele jurou que não deixará o Ministério da Educação do governo Dilma. Se isto for verdade, a carta de Aloizio Mercadante apenas demonstra o seu total servilismo diante dos barões da mídia.

Origem e significado do 1º de Maio

Por Altamiro Borges

“Se acreditais que enforcando-nos podeis conter o movimento operário, esse movimento constante em que se agitam milhões de homens que vivem na miséria, os escravos do salário; se esperais salvar-vos e acreditais que o conseguireis, enforcai-nos! Então vos encontrarei sobre um vulcão, e daqui e de lá, e de baixo e ao lado, de todas as partes surgirá a revolução. É um fogo subterrâneo que mina tudo”. Augusto Spies, 31 anos, diretor do jornal Diário dos Trabalhadores.

sábado, 27 de abril de 2013

Dias de Abril: o piloto sumiu?

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Por Saul Leblon, no sítio Carta Maior:

Há três semanas, o conservadorismo comanda as expectativas do país.

O carnaval do tomate e a furor rentista marcaram a segunda quinzena de abril.

Deu certo.

No dia 17, o BC elevou os juros.

STF e Congresso: quem intimida quem?

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Por Maria Inês Nassif, no Jornal GGN:

A reação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de parlamentares oposicionistas à aprovação da admissibilidade da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de número 33, que define poder recursal do Congresso a leis declaradas inconstitucionais pelo STF, pode ser tirada da catalogação de fato político e inserida na lista de manipulação de informação. Com toda certeza, os ministros que estão reagindo desproporcionalmente a uma tramitação absolutamente trivial de uma emenda constitucional no Congresso, e os parlamentares que entraram com um mandato de segurança para a Câmara interromper uma tramitação de matéria constitucional, estão fazendo uso político desses fatos. Vamos a eles:

Mafalda e a poderosa crítica de valores

Por Carlos Eduardo Rebuá Oliveira, no sítio Outras Palavras:

Difícil encontrar alguém que não conheça uma baixinha argentina chamada Mafalda. Seja como souvenir, estampando camisas e cartazes do movimento estudantil, ou através dos já clássicos livros-coletânea, a quase “cinquentona” menina insiste em se fazer presente. Apesar da curta trajetória (1964 a 1973), trata-se da personagem de histórias em quadrinhos (hq’s) mais popular da Argentina e uma das mais conhecidas no mundo.

Mercadante bajula a Folha

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Na semana que finda, o ex-delegado da Polícia Civil Cláudio Guerra delatou o comparsa de atrocidades durante a ditadura militar, o fundador do jornal Folha de São Paulo, Octavio Frias de Oliveira (1912-2007). Revelou que ele visitava “frequentemente” o Dops (Departamento de Ordem Política e Social), que, como se sabe, era um centro de torturas.

Fenaj repudia ação contra Emiliano José

Do sítio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj):

A emergência de uma nova e democrática Lei de Imprensa vem se afirmando cotidianamente com ações judiciais contra os jornalistas e o jornalismo. Um dos casos mais recentes foi a ação penal por crime de calúnia impetrada pelo pastor e advogado Átila Brandão de Oliveira contra o jornalista e suplente de deputado federal Emiliano José da Silva Filho. A ação deve-se ao fato de Emiliano ter publicado matérias sobre torturas sofridas no Rio de Janeiro e na Bahia pelo professor de História Renato Afonso de Carvalho durante a repressão militar.

Democratizar a mídia: tarefa urgente

Por José Genoino, na revista Teoria e Debate:

Em novembro de 2011, o governo Dilma sancionou a Lei nº 12.527, Lei de Acesso à Informação, que altera os prazos de sigilo de documentos e dados guardados pelo poder público e estabelece procedimentos para acessá-los. Durante mais de oito anos, período em que o projeto de lei tramitou na Câmara dos Deputados, houve um intenso debate sobre a democracia brasileira, tendo como pano de fundo a construção do consenso de que a informação é um bem público e não pode ser nem propriedade do Estado, nem privada. E, como bem público, é condição essencial para o exercício da cidadania.

A pressão para democratizar a mídia

Reforma agrária: urgente e esquecida

Editorial do jornal Brasil de Fato:

O governo Dilma está em dívida com os trabalhadores rurais sem terra. Seu desempenho nesta área é tão pífio que corre o risco de entrar para a história como o pior governo para a reforma agrária desde a redemocratização do país. Os movimentos sociais seguem fazendo sua parte, com pressão. Na última semana houve a jornada nacional de luta pela reforma agrária, em que o MST e outros movimentos da Via Campesina se mobilizaram em 18 estados. Em Brasília, mais de 500 trabalhadores estão acampados desde 8 de março, fazendo vigílias e pressões.

João Zinclar e o MIS de Campinas

Do sítio do MST:

O projeto do vereador Gustavo Petta (PCdoB) que modifica a denominação do Museu da Imagem do Som de Campinas (MIS) para Museu da Imagem do Som de Campinas João Zinclar, deve chegar à mesa do prefeito de Campinas Jonas Donizete nesta semana.

A Câmara Municipal de Campinas votou no dia 1º de abril o projeto e aprovou a proposta, que depende da sanção de Jonas Donizete. O MST apoia a homenagem e pede a sanção do projeto pelo prefeito. Os dirigentes do Movimento João Pedro Stedile e Gilmar Mauro, o editor do Brasil de Fato Nilton Vianna e o fotógrafo Douglas Mansur assinaram uma moção em defesa da homenagem.

Operário morto, pedreiro reposto!

Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:

Um protesto envolvendo milhares de trabalhadores da construção civil parou ruas do centro da capital paulista na manhã desta sexta (26). Eles reclamam contra os altos índices de acidentes fatais em canteiros de obras e cobram mais investimentos em segurança por parte dos empregadores e mais estrutura para a fiscalização do trabalho pelo governo federal. De acordo com a Força Sindical, foram 12 mortes na capital paulista, em 2012, e outra cinco neste ano.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A autodesmoralização do STF

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Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Uma das teses mais idiotas que circulam nos círculos de sempre no Brasil afirma haver uma “tentativa de desmoralização” do STF.

Vocês me dão uma pausa para risada?

Ora, não existe propósito em desperdiçar tempo e energia para desmoralizar nada que se autodesmoralize.

O oportunismo político de Aécio Neves

Por José Dirceu, em seu blog:

Pré-candidato de uma parte dos tucanos à Presidência da República em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) agora está defendendo o fim da reeleição e mandatos de cinco anos. Ele antecipou ao Estadão que está elaborando e vai apresentar projeto que proíbe a reeleição, estende os mandatos executivos para cinco anos e estabelece uma coincidência geral das eleições porque não aguenta mais e acha "uma loucura" eleições a cada dois anos.

Frias e o ministro que mercadeja

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

Quando os blogueiros foram processados, pela Globo e pela Folha, Aloisio Mercadante não apareceu para prestar solidariedade. Nem em público, nem em privado. Requião (PMDB-PR) foi à tribuna. Paulo Pimenta (PT-RS) também foi. Outros tiveram a atitude (discreta, mas compreensível pelo cargo que ocupam) de mandar mensagens por telefone ou internet, manifestando solidariedade.

Nasce o núcleo do Barão de Itararé/RJ

Do sítio Vermelho:

Nesta quinta-feira, 25 de abril, foi lançado no Rio de Janeiro o Núcleo Estadual do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé. O lançamento aconteceu no Sindicato dos Jornalistas do Rio, na Cinelândia, e contou com um auditório cheio. O Barão de Itararé nacional foi lançado em 2010 e, desde então, tem desempenhado um papel protagonista no debate sobre a democratização dos meios de comunicação no Brasil, construindo e fomentando espaços alternativos de comunicação e atuando fortemente na construção de um novo modelo de comunicação, não monopolizada e plural.

Amaury já é candidato à ABL

Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada:

Quem é ele, quem é ele, diz aí você.
É o maldito FHC.

Chega de Privataria,
de demagogia intelectual.

Na nossa literatura, FHC é do mal.

Na nossa academia, a voz do povo é imortal.

Ele é tucano do bico de pau.

Foi chicote da ditadura e filho de general.

Viajou o mundo para chamar aposentado de vagabundo!


O que Pinochet disse a Alexandre Garcia?

Por Luiz Antonio Cintra, na revista CartaCapital:

Prezado jornalista Alexandre Garcia, eu já sabia da sua proximidade com o regime militar brasileiro.

Você foi porta-voz do general João Batista Figueiredo, não se pode esquecer este detalhe do seu extenso currículo profissional.



O telegrama do governo britânico sobre Alexandre Garcia

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Dilma e a mídia: um olhar critico

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Por Maurício Caleiro, no blog Cinema & Outras Artes:

No futuro, quando os historiadores forem examinar o período que hoje vivemos no Brasil, irão se deparar com uma questão das mais contraditórias: a relação do governo Dilma Rousseff com a mídia.

A administração Lula, diretamente afetada pela condição de primeiro governo de centro-esquerda do país desde a deposição de João Goulart, em 1964, não teve disposição ou não foi capaz de implementar uma Lei de Meios que democratizasse as comunicações e, assim, coibisse a transformação de parte da mídia em usina de escândalos, factoides e desqualificações. A inação talvez se explique, parcialmente – embora não se justifique -, pela própria virulência de tal transformação, que manteve durante boa parte do mandato o governo nas cordas, bombardeado por uma sucessão de denúncias, reais ou fabricadas, num processo de permanente chantagem que atinge seu ápice – mas de modo algum seu fim - durante o "mensalão".

Aécio Neves não passa de um grilo

Por Cadu Amaral, em seu blog:

O provável candidato do PSDB à presidência da república, Aécio Neves, deveria propôr que o mascote de seu partido mude de tucano para grilo. Mais uma vez ele acusou o PT de agir contra o Brasil. Como um partido cujo os governos tiram milhões da miséria; elevam o poder de compra do trabalhador; ampliam como nunca o acesso ao ensino superior e, entre tantas outras ações, garantem ao país respeito internacional podem “torcer contra o Brasil”?

Supremo X Congresso: o clima esquenta

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Ao terminar meu comentário de terça-feira no Jornal da Record News, com o Heródoto Barbeiro, fiz a previsão óbvia sobre a novela da criação dos novos partidos: "O projeto das restrições aprovado por 240 votos a 30 na Câmara vai agora ao Senado. E, pelo jeito, o caso vai parar, mais uma vez, no Supremo Tribunal Federal".

A corrupção do financiamento privado

Por Emir Sader, no sítio Carta Maior:

Como é uma democracia em que os candidatos concorrem de forma absolutamente desigual? Em que uns conseguem ocupar incontáveis espaços de propaganda, enquanto outros não conseguem sequer informar que são candidatos?

O Congresso deveria ser o espelho da sociedade. Enquanto os governos refletem as maiorias, os parlamentos deveriam representar todos os setores a sociedade, na sua devida medida.

Os desafios da Venezuela de Maduro

Por Roberto Amaral, em seu blog:

A convite do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, uma espécie de nosso TSE, mas sadiamente sem acumular poder de polícia, tive a oportunidade de acompanhar as eleições presidenciais de 14 deste abril e compartilhar opiniões com outros companheiros de missão, Samuel Pinheiro Guimarães, Olívio Dutra, Fernando Moraes e o ministro Dias Tóffoli, além de representantes da Unasul e do Mercosul, e de instituições internacionais de quase todos os países do mundo – americanos, mexicanos como Cuauhtémoc Cárdenas, coreanos, ingleses, suíços, argentinos, franceses, canadenses, jornalistas (gente das mais diversas agencias noticiosas internacionais), observadores, especialistas, juristas, escritores… O Mundo estava em Caracas.

A relação religião-mídia-política

Por Magali do Nascimento Cunha, no sítio da Adital:

Nestes meses de março e abril de 2013 temos lido, ouvido e assistido a um episódio sem precedentes no Congresso Nacional, que coloca em evidência a relação religião-política-mídia. Em 5 de março foi anunciada pelo Partido Social Cristão (PSC) a indicação do membro de sua bancada o pastor evangélico deputado federal Marco Feliciano (SP) como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal (CDH). Foram imediatas as reações de grupos pela causa dos Direitos Humanos ao nome de Marco Feliciano, com a alegação de que o deputado era conhecido em espaços midiáticos por declarações discriminatórias em relação a pessoas negras e a homossexuais. 

Golpe de 1964 e o projeto interrompido

Por Mauro Santayana, na Revista do Brasil:

Quando relembramos o golpe de abril de 1964, nesse novo aniversário de constrangimento, é preciso vê-lo dentro do processo histórico brasileiro. Tratou-se de um ato antinacional, na intenção e nos resultados. Desde a ocupação, apesar do modelo imperial português, o Brasil demonstrava identidade própria. Enquanto os funcionários da Metrópole exerciam a soberania formal sobre o território, fosse ele separado em capitanias ou regiões administrativas, a nação, com seus sentimentos e na disposição de ocupar os grandes espaços desconhecidos, formava-se à parte de Portugal. Nisso, é notável a autonomia das primeiras cidades, que se governavam mediante a eleição dos homens “bons” da comunidade.

EUA por trás da "valentia" do PIG?

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Ao longo do mês que finda, veio se fazendo notar uma subida de tom de grandes grupos de mídia contra Dilma, quem, até há pouco, gozava de condescendência por parte desses grupos, os quais, ao longo dos dois primeiros anos do governo dela, concentraram a artilharia em Lula e no PT, poupando-a.

Barbosa será vice de Aécio Neves?

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Por Rogério Tomaz Jr., no blog Conexão Brasília-Maranhão:

Um dia após Joaquim Barbosa ser a estrela de um evento tucano – deveria ser um evento apartidário, mas o PSDB aparelhou a solenidade e a transformou num palanque a favor de Aécio Neves [*] – em Minas Gerais, as redes sociais na Internet são inundadas com propagandas (com as cores amarelo e azul em destaque) “lançando” o ministro do STF à presidência da República em 2014.

Comissão da Verdade convocará Frias?

Por Altamiro Borges 

Numa pequena nota publicada na edição desta quinta-feira (25), “a direção da Folha nega que a empresa tenha colaborado com a repressão política e que Octavio Frias de Oliveira tenha mantido relações com o delegado Fleury”. A notinha evidencia que o maior jornal do país foge do assunto como o diabo da cruz. A famiglia Frias quer evitar que a Comissão da Verdade apure os reais vínculos do jornal e do seu fundador, o falecido Octavio Frias de Oliveira (1912-2007), com os torturadores e assassinos da ditadura militar.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Bernardo defende regulação da mídia

Por Altamiro Borges

Em audiência nesta quarta-feira (24) na Câmara Federal, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, surpreendeu os deputados presentes ao defender a necessidade de uma regulação democrática da mídia. Segundo relato de Pedro Peduzzi, da Agência Brasil, o ministro pregou que é fundamental "garantir punição para quem cometer excessos e direito de resposta àqueles que se considerarem injustamente prejudicados por matérias veiculadas". Ele fez questão de realçar que tais medidas não podem ser tratadas como censura.

Fantástico show de mentiras da Globo

Por Carlos Lopes, no jornal Hora do Povo:

A principal estrela dos 16 minutos que a Globo, no último "Fantástico", dedicou às ferrovias, portos e ao (suposto) terrível descaso de Lula e Dilma para com eles, foi o sr. Bernardo Figueiredo, presidente da Empresa de Planejamento de Logística (EPL).

O show (pois reportagem aquilo não foi) constituiu-se de mentiras, falsificações e estelionatos informativos, além de uma burrice indecente por parte da repórter – o que não é surpresa – e de uma senhora algo avantajada que apresentou o programa.

No tabuleiro da sucessão de 2014

Por Ricardo Musse, na revista Fórum:

Um ano e meio antes da eleição presidencial de 2014, as peças começam a se movimentar no tabuleiro da sucessão. Continuando na metáfora esportiva, nessa fase classificatória os pré-candidatos buscam garantir sua presença no grid de largada.

Roberto Carlos, o Rei da Censura

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Roberto Carlos é o chamado control freak. Sempre foi, mas piorou nos últimos anos. Sua obsessão por controlar sua imagem é notória e o leva a tomar decisões absurdas, na melhor das hipóteses, ou autoritárias, na pior. Cercado de agentes e aspones que o protegem de tudo, ou tentam protege-lo, Roberto vive num mundo de fantasia, uma casca de ovo que ele pretende inexpugnável.

O tratoraço de Alckmin no PSDB

Por José Dirceu, em seu blog:

Enquanto carrega nas tintas no editorial "Trilhos tortos", aproveitando uma questão relacionada à Ferrovia Norte-Sul para incursionar pelo mensalão e julgar os governos Lula e Dilma (assuntos desconectados um do outro), a Folha de S.Paulo é toda cheia de dedos ao noticiar o tratoraço desfechado pelo governador tucano Geraldo Alckmin contra o presidente regional do PSDB paulista, deputado Pedro Tobias, para impedi-lo de se reeleger.

"FHC vai privatizar a ABL"

Por Vanessa Silva, no sítio Vermelho:

“O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, se eleito, vai privatizar a Academia Brasileira de Letras. Para evitar que isso ocorra, defendemos a candidatura de Amaury Ribeiro Júnior para imortal”. Com bom-humor, os jornalistas e blogueiros presentes na coletiva de imprensa oferecida nesta terça-feira (23) na sede do Barão de Itararé pelo autor de A Privataria Tucana sintetizaram o teor da campanha lançada no último dia 8 de abril: “Amaury para a Academia porque A Privataria é Imortal”.

O pacote de maldades na comunicação

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Quando o tema é comunicação, o governo Dilma, tão progressista em algumas áreas, converte-se no Dr.Jekyll de si mesmo. Se a metáfora de “O Médico e o Monstro” pode ser aplicada a qualquer indivíduo ou instituição, em virtude da inevitável dialética do ser, o problema das políticas públicas de comunicação social é que elas agem sobre o que há de mais nobre e mais duradouro numa sociedade: o espírito, a cultura, os valores, a moral.

Amaury Ribeiro versus FHC na ABL

Por Leonardo Wexell Severo, no sítio da CUT:

A campanha “Amaury Ribeiro Júnior na Academia Brasileira de Letras” ganhou novo impulso após a entrevista coletiva realizada com nomes pesados da globosfera e da mídia alternativa - transmitida ao vivo pelo TVT -, na noite desta terça-feira (23), no Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé, em São Paulo. Durante uma hora e meia, o autor de “A privataria tucana” demonstrou as razões pelas quais sua candidatura à “imortalidade” vem mobilizando tanta gente, em contraposição à indicação de Fernando Henrique Cardoso.

Apoio ao jornalista Emiliano José

Do sítio do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba):

A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba) vem a público manifestar seu repúdio e protesto contra ação penal por crime de calúnia impetrada pelo pastor e advogado Átila Brandão de Oliveira contra o jornalista e suplente de deputado federal Emiliano José da Silva Filho que, em sua prática profissional publicou em 11/02/2013 o artigo no Jornal A Tarde, “Premonições de Yaiá” e, no site da Carta Capital, a matéria “Corpo amputado querendo se recompor”.

O governo Dilma e o "midiaduto"

Por Leandro Fortes, na revista CartaCapital:

Depois da popularização da internet, a partir de 1996, essa história de “mídia técnica” baseada em audiência faz tanto sentido como a obrigação de as empresas publicarem seus balanços anuais em jornais impressos: nenhum.

O problema é que tem muita cabeça velha tratando de coisas novas, e não apenas no governo federal. A audiência da internet é zilhões de vezes superior à da mídia tradicional, aí incluída da TV Globo, suas afiliadas, assemelhadas e assimiladas, país afora.

Regulação da mídia: campanha na rua

http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/
Por Bruno Marinoni, no Observatório do Direito à Comunicação:

Uma nova lei para a comunicação social no Brasil. Esse deve ser um dos temas que entra na agenda da sociedade brasileira a partir do próximo 1º de maio. A campanha “Para Expressar a Liberdade” decidiu em sua plenária realizada em São Paulo, no dia 19 de abril, que a data seria a escolhida para levar às ruas o Projeto de Lei de Iniciativa Popular a ser discutido com a população e para o início da coleta de assinaturas ao documento.

Kroton, Anhanguera e a soberania

Por Marco Piva

Guardada a sete chaves como todo negócio que envolve ações na Bolsa de Valores, a aquisição da Anhanguera pela Kroton foi tratada pela grande imprensa como “fato relevante”, o que é, e como “fusão”, o que não é. Numa só canetada, ditada pelo interesse econômico, a educação brasileira foi elevada à mesma categoria de distribuidora de combustíveis e produtos alimentícios. A Kroton é o braço educacional da Adviser, um dos maiores fundos globais de investimento, especializado no ditado popular “quem pode, manda, quem tem juízo, obedece”.

RJ lança núcleo do Barão de Itararé


Repórter: pior profissão (para tucanos)

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

Leio no Portal Terra que, num levantamento realizado por consultoria dos Estados Unidos, a categoria “repórter (jornal)” aparece no topo da lista das “piores profissões”. Ser repórter é “pior” do que ser “soldado” ou “lenhador”. Não entrei nos detalhes: pior, por que? pelos riscos? pelo estresse? pela cobrança desmedida e o salário em baixa? ou pelo fato de ser obrigado a brigar com os fatos e expor as notícias da maneira que o patrão decide?