sexta-feira, 19 de julho de 2013

O protesto irreverente na Globo

Sai Marinho, entra Brizola

Foto do facebook de Carla Santos
Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Dessa vez foi uma manifestação quase poética, que reuniu de oitenta a cem pessoas. Fizemos um protesto pequeno, mas gigante em sentido, beleza e contexto histórico. Havia uma bandinha que tocou marchas famosas. Um carro de som onde as pessoas faziam discursos. Substituímos o nome da rua Irineu Marinho para Leonel Brizola. Lançamos grandes bolinhas de papel jornal na parede do edifício. Um operador seguia no alto do carro projetando vídeos de discursos do Brizola nas fachadas dos prédios. Ao final, foi realizada uma assembléia popular para discutir objetivamente o que deve ser feito para modernizar e democratizar a mídia nacional.

Um dia, a Globo terá que pagar

Por Márcio Zonta, no jornal Brasil de Fato:

Centenas de pessoas protestaram contra a Rede Globo em diversos pontos do país, em frente às sedes da empresa. Isso ocorreu no dia 11 de julho, uma quinta-feira, no Dia Nacional de Lutas, chamado pelas centrais sindicais e pelo MST.

Com o tema da democratização da mídia ganhando fôlego nas ruas, a emissora mergulha em uma série de denúncias sobre suas relações promíscuas com figurões da política brasileira, benefícios ilícitos adquiridos desde os tempos ditatoriais, além do mais recente escândalo de sonegação de impostos, que ultrapassa os R$ 600 milhões.

A mídia contra os interesses nacionais

Por Leandro Severo, no sítio da Adital:

Em 1941, enquanto milhões de homens e mulheres derramavam seu sangue pela liberdade nos campos da Europa e da União Soviética, a elite dos círculos financeiros dos Estados Unidos já traçava seus planos para o pós-guerra. Como afirmou Nelson Rockefeller, filho do magnata do petróleo John D. Rockefeller, em memorando que apresentava sua visão ao presidente Roosevelt: "Independente do resultado da guerra, com uma vitória alemã ou aliada, os Estados Unidos devem proteger sua posição internacional através do uso de meios econômicos que sejam competitivamente eficazes...” (Colby, p.127, 1998).

Mídia especula sobre disputa em 2014

Por José Dirceu, em seu blog:

A imprensa continua alimentando a especulação de que o ex-presidente Lula poderia ser candidato em 2014, embora ele mesmo já tenha afastado diversas vezes essa hipótese. Mesmo assim, essa história se mantém na imprensa.

Hoje, o Estadão dá na manchete que “Lula supera Dilma em votos”, referindo-se à mais recente pesquisa Ibope.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Curso debate papel da mídia

Por Felipe Bianchi, no sítio do Centro de Estudos Barão de Itararé:

A luta pela democratização da comunicação foi tema de debate que inaugurou, nesta quarta-feira (17), a segunda turma do Curso Nacional de Comunicação do Barão de Itararé. A coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) Rosane Bertotti, o jornalista Paulo Henrique Amorim (blog Conversa Afiada) e a secretária-geral do Barão de Itararé, Renata Mielli, participaram da atividade. O curso vai até o próximo sábado (20), em São Paulo.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O ódio que transtorna Serra

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

A natureza perversa de José Serra é algo incontrolável.

Faz tempo, o ódio substituiu-lhe a razão e a ambição, o caráter.

Ontem, ao deambular, sombrio, no Senado, ao que parece sem ser convidado, Serra disse que "a medida provisória que cria o programa 'Mais Médicos' e visa ampliar a presença de profissionais estrangeiros no país é um 'tiro no pé' do governo", segundo noticia o G1:

Escândalo da Globo terminará em pizza?

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Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Na última terça-feira, a Procuradoria da República do Distrito Federal (PR-DF) confirmou instauração de apuração criminal “preliminar” de suspeitas de sonegação e outros crimes que teriam sido praticados pela Rede Globo, após denúncia de 17 movimentos sociais, tais como o Centro de Estudos das Mídias Alternativas Barão de Itararé, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

O Vaticano e o pecado da usura

Por Carlos Pompe, no sítio Vermelho:

O papa Francisco participou, dia 10, da primeira reunião do comitê que investiga negócios obscuros do Instituto para as Obras da Religião (IOR), o Banco do Vaticano. Os problemas multiplicaram-se desde que o papa criou o comitê, em 26 de junho último.

O que Gurgel está escondendo?

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Por Altamiro Borges

Saiu hoje na coluna de Mônica Bergamo, na Folha tucana:

Caixa aberta

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, teve nova derrota na tentativa de impedir a divulgação de detalhes sobre gastos de sua gestão com itens como carros e iPads. A ministra Cármen Lúcia indeferiu, no STF (Supremo Tribunal Federal), pedido dele para que não seja obrigado a mostrar as informações para o Conselho Nacional do Ministério Público, que fiscaliza a procuradoria.

O Brasil na TV paga

Por Laurindo Lalo Leal Filho, na Revista do Brasil:

A lei da TV paga, em vigor desde o final do ano passado, criou cotas para a produção nacional e independente. A cada seis canais estrangeiros, os pacotes de TV têm de oferecer um canal brasileiro que exiba, em horário nobre, três horas e meia semanais de conteúdo nacional qualificado. A metade desse tempo deve ser ocupada por produtores independentes.

As novas vozes no Brasil

Por Luiz Inácio Lula da Silva, no sítio do Instituto Lula:

A juventude, conectada nas redes sociais e com os dedos ágeis em seus celulares, tem saído às ruas para protestar em diversas regiões do mundo.

Parecia mais fácil explicar as razões de tais protestos quando eles aconteciam em países sem democracia, como o Egito e a Tunísia em 2011, ou onde a crise econômica levou o desemprego juvenil a níveis assustadores, como na Espanha e na Grécia, por exemplo. Mas a chegada dessa onda a países com governos democráticos e populares, como o Brasil, quando temos as menores taxas de desemprego da nossa história e uma inédita expansão dos direitos econômicos e sociais, exige de todos nós, líderes políticos, uma reflexão mais profunda.

Voz das ruas contra a mercantilização

Por Emir Sader, no sítio Carta Maior:

As demandas dos movimentos que povoaram o Brasil por várias semanas se dirigiam diretamente a favor dos direitos de todos e contra a mercantilização que invadiu tantas esferas da nossa sociedade.

O passe livre é a conquista do direito ao transporte como direito público, contra sua transformação em meio de enriquecimento indiscriminado de empresas privadas do setor. A mercantilização representa a transformação numa necessidade básica das pessoas em fonte de lucro para empresas privadas, à custa dos direitos de todos aqueles que dependem do transporte público.

Os médicos, o veneno e a doença

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Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Já escrevi aqui que o debate sobre o projeto Mais Médicos tem sido embaralhado por dados falsos e visões preconceituosas.

Nestas horas, o melhor a fazer é procurar informações consolidadas.

Os desdobramentos da guerra da mídia

http://latuffcartoons.wordpress.com/
Por Luis Nassif, em seu blog:

Na semana passada, o Globo publicou série de matérias sobre a espionagem na Internet pela NSA, do governo norte-americano. Havia um gancho, o vazamento de informações sobre a espionagem por Snowden, técnico que trabalhava para a NSA. Mas, a rigor, o monitoramento não era fato novo.

Os "hitlernautas" estão chegando

Por Mauro Santayana, em seu blog:

Para quem acha que Dani Shwery, Thismir Maia e Carla Dauden são o máximo que a direita “espontânea” conseguiu preparar para mobilizar seus simpatizantes - no contexto do quadro reivindicatório das manifestações de junho - podemos dizer que entre os servidores do Google e da Microsoft e os mouses dos internautas comuns há muito mais coisas que a nossa vã filosofia possa imaginar.

Queda de Dilma antecede aos protestos

Por Maria Inês Nassif, no Jornal GGN:

A presidente Dilma Rousseff registrou enorme perda de intenções de votos em um mês – de 52,8% para 33,4% no primeiro turno, num cenário em que disputaria com os candidatos Marina Silva (Rede), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) –, segundo a 114ª Pesquisa CNR/DMA divulgada hoje (16). Uma variação eleitoral tão abrupta deve ser atribuída ao efeito contágio das manifestações que ocuparam as ruas do país e as redes sociais no período. Todavia, se forem considerados os indicadores de expectativas dos entrevistados para os próximos seis meses da 113ª Pesquisa (de junho de 2012) e da atual, é possível chegar à conclusão de que a corrosão das expectativas era parte de um processo que antecedeu as manifestações, e podem ajudar a entender a razão de manifestações com reivindicações tão difusas e variadas terem adquirido uma força de contágio tão rápida e tão grande.

Globo quer censurar a internet

Por Sergio Amadeu da Silveira, na revista Fórum:

Na calada da noite, lobistas da emissora inseriram um parágrafo no projeto de lei que permite a retirada de blogs, textos, imagens e vídeos sem ordem judicial, por suposta violação do direito autoral.

Isso gerará uma indústria da censura privada.

Por que a Globo faz o que faz

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Existe uma passagem no livro Dossiê Geisel – uma compilação de papeis do arquivo pessoal de Geisel – que conta muito sobre o espírito da Globo.

O governo militar – que criara a Rede Globo para receber apoio maciço na televisão – começara a ficar preocupado com o monopólio da emissora. Os militares não queriam que a emissora crescesse mais.

Quem topa a aventura em 2014?

Por Marcos Coimbra, na revista CartaCapital:

Constitui verdade acaciana afirmar que é ruim a imagem dos políticos no Brasil. Até as criancinhas do grupo o sabem e, aliás, compartilham a opinião. Não é idiossincrasia nossa, tampouco decorre de alguma peculiaridade da evolução política brasileira. Mundo afora o mesmo ocorre em países ricos e pobres, de democracia mais ou menos consolidada. Os políticos andam em baixa em todos os lugares.

terça-feira, 16 de julho de 2013

O ato contra a Globo em São Paulo

Alerta para o Marco Civil da Internet

Do sítio do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC):

As entidades que lutam pela democratização da comunicação estão atentas e acompanhando a possível votação, prevista para esta terça-feira (16/7), do Marco Civil da Internet, projeto de lei que estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da rede mundial de computadores no país.

Lula rompe o silêncio

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Enquanto no Brasil ganham força as especulações de que Lula poderá voltar a ser candidato a presidente, caso o governo Dilma entre enfraquecido no próximo ano, tentando jogar um contra o outro, Hélio Campos Mello e Luiza Villaméa, da "Brasileiros", revista mensal de reportagens onde também trabalho, foram até Adis Adeba, na Etiópia, para ouvir o próprio sobre os seus planos para 2014.

Brasil de Fato faz 10 anos

História em Quadrinhos do escândalo

Do blog Conversa Afiada:

O Conversa Afiada encomendou a seu Departamento de Design Gráfico uma versão romanceada da fábula do crime na Baixada fluminense.

O Chefe do Departamento, o austro-húngaro Hans Bonner ofereceu a versão que se segue.




Ministério Público investigará a Globo

Por Débora Zampier, no sítio da Agência Brasil:

A Procuradoria da República no Distrito Federal (PR-DF) confirmou hoje (16) que abriu apuração criminal preliminar para investigar suspeitas de sonegação envolvendo a Rede Globo. O procedimento foi iniciado na segunda-feira (15), com a distribuição do caso para um procurador responsável.

A apuração foi solicitada na última sexta-feira (12) por 17 entidades da sociedade organizada, entre elas, o Centro de Estudo das Mídias Alternativas Barão de Itararé, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. Eles alegam que o Ministério Público deve agir porque há indícios de lesão a bens federais.

A mídia e a soberania nacional

Por Leonardo Wexell Severo, no sítio da CUT:

“O controle dos meios de comunicação é essencial para o domínio da classe hegemônica mundial. Como esses meios são formuladores ideológicos, servem para a elaboração de conceitos, para levar sua posição e visão de mundo. Daí a razão da democratização da mídia ser uma questão prioritária”, afirmou o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães no debate “O Brasil frente aos grandes desafios mundiais”, realizado nesta terça-feira na Universidade Federal do ABC.

Mídia abafa corrupção no Metrô/SP

Por Altamiro Borges

No domingo passado, a Folha de S.Paulo deu capa para um ruidoso e antigo escândalo de corrupção que a mídia tucana evita investigar mais a fundo. Segundo a reportagem, “Empresa alemã Siemens delata cartel de licitações do metrô de SP”. O assunto bombástico, porém, não mereceu qualquer repercussão nos outros jornalões e, na sequência, o próprio diário da famiglia Frias abortou a continuidade da denúncia. A tendência, como sempre, é que a mídia tucana – que adora escandalizar a política, principalmente contra o chamado “lulopetismo” – abafe novamente o caso.

O "pânico espontâneo" do Bolsa Família

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

A conclusão da investigação da Polícia Federal sobre o pânico que engolfou ao menos 12 Estados do Norte e do Nordeste durante dois dias de maio (18 e 19) devido a boato de que o programa Bolsa Família iria acabar insere-se naquela categoria de coisas de todo tipo que costumam ser comparadas à jabuticaba, que, apesar de também dar na Bolívia, no Paraguai, em Honduras e em El Salvador, dizem que só dá aqui.

O "tapa na cara" de Aecinho

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Aécio Neves, ontem, ao participar da convenção tucana , estava inspirado na hipocrisia.

Além de desejar que José Serra “seja feliz” na eleição de 2014 (o amor é lindo, não é?), o tucano mineiro partiu pra cima do governo federal pelo que disse ser ”quase um tapa na cara” do país: os 22 mil cargos comissionados da União.

Será que Aecinho não lê o Estadão? A gente lê para ele:

O 11 de julho em Porto Alegre

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Cartel no Metrô e silêncio de Alckmin

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Por José Dirceu, em seu blog:

Nesta história dada ontem pela Folha de S.Paulo sobre a multinacional alemã Siemens ter delatado a existência de um cartel em licitações do Metrô de São Paulo, duas coisas chamam atenção, além, claro, da gravidade que a própria denúncia já representa: a tentativa do próprio jornal de esconder quem governava na época e o silêncio de Geraldo Alckmin e de José Serra.

Crise da mídia eleva tensão no país

Por Saul Leblon, no sítio Carta Maior:

"Grandes jornais perdem inexoravelmente leitores no papel, mas não param de ganhá-los na Web (43 milhões de internautas leem o New York Times); (porém) quando os sites dos grandes jornais passaram a ser pagos (como o Times), a visitação despencou (de 22 milhões para 200 mil)”.

O esforço para silenciar Dilma

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Amadores e profissionais do mundo político parecem de acordo num ponto: Dilma Rousseff tem problemas de comunicação.

A razão dessa dificuldade é menos clara, porém.

Casamento expõe sociedade fraturada

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

Talvez tenha sido um dos menores, em número de participantes, na série de protestos que acontecem em cidades brasileiras desde junho, no rastro da campanha pela redução das tarifas de ônibus. Não mais do que sessenta pessoas se postaram diante da igreja do Carmo, no centro do Rio, para se manifestar durante a cerimônia de casamento de dois herdeiros de empresas de transporte público. No entanto, talvez tenha sido também o evento mais representativo da realidade perversa em que degenerou a democracia brasileira.

"Desculpe, presidente Evo Morales"

Por Boaventura de Sousa Santos, no sítio Outras Palavras:

Esperei uma semana que o governo do meu país lhe pedisse formalmente desculpas pelo ato de pirataria aérea e de terrorismo de Estado que cometeu, juntamente com a Espanha, a França e a Itália, ao não autorizar a escala técnica do seu avião no regresso à Boli­via depois de uma reunião em Moscou, ofendendo a dignidade e a soberania do seu país e pondo em risco a sua própria vida. Não esperava que o fizesse, pois conheço e sofro o colapso diário da legalidade nacional e internacional em curso no meu país e nos países vizinhos, a mediocridade moral e política das elites que nos governam, e o refúgio precário da dignidade e da esperança nas consciências, nas ruas e nas praças, depois de há muito terem sido expulsas das instituições. Não pediu desculpa. Peço eu, cidadão comum, envergonhado por pertencer a um país e a um continente que são capazes de cometer esta afronta e de o fazer de modo impune, já que nenhuma instância internacional se atreve a enfrentar os autores e os mandantes deste crime internacional.

Levante contra a Globo em Sergipe

O eterno candidato Serra

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Serra está parecendo cada vez mais Maluf.

Não apenas pelo conservadorismo, mas pela compulsão patológica em disputar eleições mesmo quando são nulas as chances.

Maluf foi competitivo em eleições para prefeito de São Paulo. Depois, quando já era pouco mais de um traço nas pesquisas e estava condenado apenas ao primeiro turno, continuou a insistir.

Dilma, a gestora na encruzilhada

Roberto Stuckert Filho/PR
Por Mauricio Dias, na revista CartaCapital:

Nos próximos dias, novas pesquisas indicarão se Dilma Rousseff desceu mais a ladeira da intenção de voto e a da aprovação do governo. No primeiro caso, uma nova queda a deixará abaixo do patamar histórico do PT nas eleições presidenciais, quase sempre em torno de 30%. Essa situação poderia provocar uma desavença interna difícil entre os petistas sobre a candidatura dela em 2014.

A poesia do “pelego” Josias de Souza

Por Altamiro Borges

O jornalista Josias de Souza, da Folha, é conhecido por seu ódio aos movimentos sociais e por suas intimas ligações com o alto tucanato. Na semana passada, ele até posou de poeta para atacar o Dia Nacional de Lutas convocado pelas centrais sindicais. Para ele, o protesto “das centrais e seus penduricalhos (UNE, MST, PT, PCdoB, PDT e etecetera)” serviu para mostrar as diferenças entre “a rapaziada e a pelegada”. O jornalista, que evita falar sobre o “mensalão” ou a “privataria” tucanos, afirma que a principal diferença “é a forma como os dois grupos se relacionam com os cofres públicos. Um entra com o bolso. Outro usufrui”. Ele até publica uma “poesia” para desqualificar o sindicalismo.

Aécio, o senador "meio expediente"

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Por Altamiro Borges

Atendendo aos apelos da mídia oposicionista, o senador Aécio Neves está deixando de lado seu perfil mais moderado, "mineiro", para adotar uma atitude mais agressiva. Todos os dias ele eleva o tom do seu discurso e beira a histeria. Na semana passada, ele atacou duramente o ministro da Educação. "O descaso de Dilma com a educação é tal que Mercadante é ministro de meio expediente", disparou. Neste ritmo, o cambaleante presidenciável tucano corre o risco de cair no ridículo. Basta recordar uma notinha recente do Estadão sobre as viagens constantes do cambaleante presidenciável tucano ao Rio de Janeiro.

A mídia odeia o sindicalismo

Por Altamiro Borges

O Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações, na quinta-feira passada, teve vários saldos positivos. Os trabalhadores entraram em cena, de forma organizada e com suas pautas bem definidas, na onda de protestos que agita o país. As centrais sindicais deixaram de lado suas divergências e se uniram na defesa da democracia e dos direitos trabalhistas. Fábricas, bancos, lojas e outros estabelecimentos foram paralisados; estradas foram bloqueadas; e milhares de trabalhadores saíram às ruas em atos e passeatas. Afora tudo isto, as mobilizações serviram para revelar a postura raivosa da mídia patronal e para indicar a urgência da luta pela democratização da comunicação. Esta é uma bandeira estratégica para o avanço das lutas sindicais. Os editoriais dos jornalões e os comentários venenosos na tevê reforçaram esta necessidade.

Aécio se despede de Serra

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Por Altamiro Borges

Aécio Neves, o cambaleante presidenciável tucano, parece que já desistiu do apoio de José Serra para as eleições de 2014. Na convenção do PSDB de Santa Catarina, neste domingo, ele jogou a toalha na difícil tarefa de unir a direita. “Desejo que Serra seja feliz”, choramingou em tom de despedida. Nos últimos dias, cresceram os boatos de que o ex-governador paulista trocará de legenda para disputar a próxima sucessão. Ele poderá ingressar no raquítico PPS, do amigo Roberto Freire, ou até no PSD, do antigo aliado Gilberto Kassab. O racha tucano parece inevitável, conforme notícia hoje (15) a própria Folha serrista:

domingo, 14 de julho de 2013

Entidades acionam MP contra a Globo

Do sítio do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Por iniciativa do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, núcleo do Distrito Federal, e com a adesão de 16 entidades do movimento social, foi protocolado no Ministério Público Federal - Procuradoria da República no Distrito Federal um documento apresentando a denúncia de sonegação de impostos, pela Rede Globo, amplamente divulgada nas redes sociais, nas últimas semanas, solicitando ação do MP em relação ao processo.

A reforma política começa na televisão


Muito se fala sobre a crise de representatividade do sistema político brasileiro. O debate sobre a reforma política ganhou força e o país se debruça em propostas de como fazer a população se sentir novamente parte da política, e não mera espectadora. Essa crise de representatividade não atinge apenas a classe política. Atinge também os meios de comunicação de massa. A mudança brusca de opinião, regada a pedidos de desculpas, só evidenciou a velha desconfiança: o que sai nas telas, nos auto-falantes e nas folhas de papel jornal soa bem diferente da voz das ruas. A comunicação ponto a ponto e cara a cara, promovida pela internet, trouxe a relativização do intermediário que, historicamente, sempre falou pelo povo: a grande mídia.

Tomates na cara da Globo

Por Cadu Amaral, em seu blog:

Somente pessoas ingênuas, do mesmo tipo das que acreditam em papai noel e em personagem mascarado de filme hollywoodiano baseado em um gibi, acreditam que exista imprensa imparcial e que a Globo está nesse meio. Quando se iniciou as manifestações no mês de junho, a primeira reação global foi de tachar todos de vândalos. Em seguida, ao perceber que ninguém dirigia aquilo e que dava para pautar e direcionar os atos, passou a apoiar. Sobre os atos do dia 11 de julho, convocado pelas centrais sindicais, de forma mais sutil, os “vândalos” voltaram.

A mídia e a batalha pela democracia

Por Joanne Mota, no sítio Vermelho:

“Pensar o processo de comunicação no Brasil, entender como a informação atua na esfera política, olhar atentamente para os modelos desbravadores que equilibraram esse campo e fortalecer a frente de luta contra uma comunicação imperialista”. Essa foi a receita apresentada por Laurindo Leal Filho, professor da Universidade São Paulo (USP), ao falar sobre os desafios que ainda temos que enfrentar para democratizar os meios de comunicação.

Derrotar o oligopólio informacional

Por Elaine Tavares, no jornal Brasil de Fato:

O Primeiro Seminário Unificado de Imprensa Sindical, promovido por um grupo de sindicatos de Florianópolis, partiu de uma pergunta, praticamente retórica: por que os trabalhadores não são notícias? Ora, essa questão tem uma resposta óbvia. Vivemos em processo de luta de classe no sistema capitalista que é predador. E, nesse sistema, quem detém o poder é quem determina o que sai na imprensa.

América Latina na era da cyberguerra

Por Julian Assange, no sítio Outras Palavras:

O que começou como meio para preservar a liberdade individual pode agora ser usado por Estados menores, para frustrar as ambições dos maiores.

O cypherpunks [1] originais eram, na maioria, californianos libertaristas [2].  Eu vim de tradição diferente, onde todos nós buscávamos proteger a liberdade individual contra a tirania do Estado. Nossa arma secreta era a criptografia. Já se esqueceu o quanto isso foi subversivo. A criptografia, então, era propriedade exclusiva dos Estados, para uso em suas muitas guerras. Ao escrever nossos próprios programas e distribuí-los o mais amplamente possível, liberamos a criptografia, a democratizamos e a espalhamos pelas fronteiras da nova internet.

A publicidade oficial na berlinda

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Por Renata Mielli, no blog Janela sobre a palavra:

O debate sobre a distribuição das verbas publicitárias do governo federal gira em torno de algumas falsas polêmicas, entre elas a de que incluir critérios de promoção da diversidade e pluralidade informativas na alocação destes recursos seria contraditório ao princípio do uso eficiente destes recursos para que as mensagens do governo cheguem a um público amplo.