segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Movimento: mídia livre na era do papel

Por Antonio Martins, na rede Outras Palavras:

Nos últimos anos, a explosão da websfera começou a abalar o controle da opinião pública pela velha mídia. Tentativas de manipular as eleições em favor de candidatos conservadores (como José Serra), ou de forjar fatos políticos (como o suposto “grampo” contra o então presidente do STF, Gilmar Mendes) naufragaram. Manipulações como as do falecido império Murdoch (ou as da recente “reportagem” de capa de Veja contra José Dirceu) escorregaram ou para o terreno do ridículo, ou para o noticiário policial. Mas houve épocas em que era muito mais difícil enfrentar o monopólio da mídia e os governos. Ainda assim, este combate foi feito — e as publicações resultantes alcançaram padrões de qualidade que merecem ser examinados pelas novas mídias.

O jornalismo, a corrupção e o PT

Por Edmilson Lopes Júnior, no Terra Magazine:

Uma narrativa recorrente em certos ambientes, e reproduzida à exaustão em não poucos veículos de comunicação, aponta a ascensão do Partido dos Trabalhadores a cargos de mando no país como o ponto inicial da corrupção no país. Tudo se passa como se tivéssemos vivido, até 2002, em uma ilha de administradores probos e políticos campeões da moralidade pública.

Um novo papel para o jornalismo

Por Silvia Kochen, na revista Problemas Brasileiros:

O policial canadense Michael Sanguinetti, numa palestra sobre segurança em um campus universitário de Toronto, em 24 de janeiro, fez uma recomendação que repercutiu em todo o mundo. Ele disse que as mulheres, para evitar estupro, não deviam usar roupas que pudessem sugerir que fossem vadias. A infeliz declaração foi o estopim para um movimento conhecido como a Marcha das Vadias (ou Slutwalk, no original em inglês), que se alastrou por todo o mundo nos últimos meses.

11 de setembro e o papel da mídia

Por Altamiro Borges

Os bárbaros atentados de 11 de setembro de 2001 continuam gerando intensas polêmicas. Há divergências sobre as suas causas e sobre a resposta dos EUA. Há suspeitas, até, sobre a postura de George W. Bush. Infelizmente, porém, pouco se fala sobre o papel que a mídia desempenhou neste episódio que abalou o mundo. Na verdade, a mídia prefere evitar este tema tão constrangedor.

Múltis mandam na publicidade nativa

Por Altamiro Borges

O sempre bem informado Nelson de Sá, comentarista de mídia da Folha, publicou na semana passada artigo preocupante sobre a invasão estrangeira na publicidade nacional. Segundo informa, as multinacionais deste bilionário negócio já controlam o setor no Brasil. Das 20 maiores agências em funcionamento no país, 15 são total ou parcialmente de estrangeiros.

domingo, 11 de setembro de 2011

Direita controla a imprensa no Chile

Por Christian Palma, no sítio Carta Maior:

Marcelo Castillo é jornalista há 25 anos. Sua trajetória é diversificada e extensa. Trabalhou em publicações tão diferentes como El Mercurio e a revista Punto Final, o Diário Financeiro e a revista Cauce, todas de diferentes enfoques políticos. Também foi repórter de agências de notícias como a UPI e a Reuters.

Foi diretor do jornal La Nación até março de 2010, quando Sebastián Piñera assumiu a presidência do Chile, o que terminou com mais de 60 jornalistas demitidos e o desaparecimento da versão impressa desse importante meio de comunicação chileno. Além disso, Castillo é professor na escola de Jornalismo da Universidade de Santiago há 16 anos. Há um ano foi eleito presidente do Colégio de Jornalistas do Chile. E desde esse posto, ele faz uma análise, para a Carta Maior, da situação da imprensa no Chile.

O último discurso de Salvador Allende



.

Pablo Milanes e o 11/9 no Chile



.

11 de setembro no Chile e Victor Jara



.

Regulação da mídia e o erro do governo

Por Daniel Cassol, no sítio Sul21:

A “ameaça à liberdade de imprensa” voltou a ser pauta nacional nesta semana, depois de o PT ter defendido, em seu 4º Congresso, o marco regulatório da comunicação. Debate travado há décadas no Brasil, a regulação do mercado das comunicações não avança pelo interesses das grandes empresas mas, também, pela ausência de uma proposta concreta do atual governo federal, que debate o tema há nove anos. A avaliação é do sociólogo e jornalista Venício Artur de Lima, professor aposentado da Universidade de Brasília (UnB).

A Líbia e a "revolução" de Murdoch

Por John Pilger, no sítio português Resistir:

Em 13 de Setembro é inaugurada em Londres uma das maiores feiras de armas do mundo, com o apoio do governo britânico. Em 8 de Setembro, a Câmara de Comércio e Indústria de Londres apresentou uma antevisão intitulada "Médio Oriente: Um mercado vasto para companhias britânicas de defesa e segurança". O patrocinador foi o Royal Bank of Scotland, um grande investidor em bombas de estilhaçamento (cluster).

11 de setembro e o terrorismo no Chile

Por Augusto Buonicore, no sítio da Fundação Lauro Campos:

Em janeiro de 1970 a Unidade Popular ainda não tinha decidido quem seria o seu candidato à presidência da República. Existia certa resistência ao nome do socialista Salvador Allende que havia sido derrotado por três vezes consecutivas. Enquanto se desenvolviam as negociações, o Partido Comunista lançou o seu próprio candidato: o poeta Pablo Neruda. No entanto, a situação exigia a unidade das forças de esquerda e, finalmente, chegou-se a um acordo em torno do nome do candidato socialista.