terça-feira, 17 de julho de 2012

CPI deve investigar Delta/Serra

Por Altamiro Borges

A assessoria técnica do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo analisou os dados publicados pelo "Portal da Transparência Estadual", que é gerenciado pelo governo tucano no estado. O resultado é muito instigante. Eles revelam que, entre 2002 e 2011, a construtora Delta - acusada de ser empresa "laranja" da quadrilha de Carlinhos Cachoeira - assinou pelo menos 27 contratos com estatais e órgãos públicos em São Paulo. Eles totalizam quase R$ 1 bilhão em obras.

Mensalão: PSDB abre o jogo

Por Altamiro Borges

No desespero para defender o governador Marconi Perillo, que está mais sujo do que pau de galinheiro e corre o sério risco de sofrer impeachment, o PSDB divulgou hoje uma nota oficial em que abre o jogo sobre as suas intenções eleitoreiras no julgamento do chamado "mensalão do PT". Após rechaçar a proposta da CPI do Cachoeira de convocar novamente o tucano de Goiás, com base nas pesadas denúncias publicadas pela revista Época, a direção da sigla confessa que o julgamento no STF visa desgastar eleitoralmente o PT.

Pedágio urbano e mentiras de Alckmin

Por Altamiro Borges

A mídia ontem deu destaque para a decisão do governador Geraldo Alckmin (PSDB) de implantar até 2014 um sistema integrado de pedágios em todas as rodovias privatizadas de São Paulo. A notícia caiu como uma bomba e revoltou os paulistas. No início do mês, o governo tucano já havia aumentado o valor dos pedágios. A nova investida elevará ainda mais o lucro das concessionárias privadas - generosas financiadoras de campanhas eleitorais.

Manning: preso político dos EUA

Criador da Mafalda completa 80 anos

DEM: fadado a morrer nas urnas

Por José Dirceu, em seu blog:

A eleição de 7 de outubro próximo pode ser a última que o DEM disputará. O Democratas – que já se chamou PFL, Frente Liberal, PDS e ARENA (de hoje para o passado), sendo que este último foi o partido criado para abrigar os parceiros civis do golpe militar de 1964 –, está prestes a mudar novamente. Agora, algumas de suas principais lideranças confirmaram ao jornal Correio do Brasil que, enquanto marcha para o fim aparentemente inexorável nas urnas de outubro, o partido já negocia a fusão com outra legenda. No momento, a mais provável é o PMDB.

Globo, Collor e o túmulo do jornalismo

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Há pouco que falar sobre a extensa matéria do Fantástico que promoveu um massacre de injúrias e difamações contra o ex-presidente Fernando Collor de Mello no último domingo. Aliás, além de xingar e difamar, a Globo pode ter dado curso a calúnias.

Serra e Demóstenes: sempre unidos

Cachoeira, escolas chinesas e a Veja

Por Vinicius Mansur, no sítio Carta Maior:

No dia nove de junho de 2011, em ligação telefônica interceptada pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal (PF), às 14:59, o contraventor Carlos Cachoeira revelou a Gleyb Ferreira da Cruz, um de seus auxiliares, de acordo com a PF, o seu projeto para construção de escolas em Goiás. “Comenta com ninguém não, mas o Thiago passou modelo pra nós, tá? Vai alugar várias escolas no estado, entendeu? E vamos construir, porque na hora que sair, tá pronta, é só oferecer”, disse Cachoeira. O nome do secretário de educação de Goiás é Thiago Peixoto.
 

Collor na TV Globo. Pipocou?

Por Marco Aurélio Mello, no blog DoLaDoDeLá:

Minha passagem pelo Jornal da Globo durou três anos. Foi logo após Ana Paula Padrão assumir a bancada do telejornal em 2000, ao substituir Lilian Witte Fibe, com quem também tive a honra de trabalhar interinamente. No início, acumulei as funções de editor de política e economia, aproveitando-me da experiência adquirida no Bom Dia Brasil e fazendo jus à extensão no Curso de Formação de Governantes da Fundação Escola de Governo, curso do qual fui bolsista.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Eugênio Sales: o cardeal da ditadura

Por José Ribamar Bessa Freire, no sítio Sul 21:

O tratamento que a mídia deu à morte do cardeal dom Eugênio Sales, ocorrida na última segunda-feira, com direito à pomba branca no velório, me fez lembrar o filme alemão “Uma cidade sem passado”, de 1990, dirigido por Michael Verhoven. Os dois casos são exemplos típicos de como o poder manipula as versões sobre a história, promove o esquecimento de fatos vergonhosos, inventa despudoradamente novas lembranças e usa a memória, assim construída, como um instrumento de controle e coerção.

Washington, capital da guerra perpétua

Por Tom Engelhardt, na revista Mirante:

Os estadunidenses podem se sentir mais distantes da guerra do que em qualquer época desde que começou a II Guerra Mundial. Certamente, uma porcentagem menor de nós – menos de 1% – serve nas forças armadas nesta época de voluntários e, em face disso, as guerras constantes empreendidas por Washington em terras distantes parecem não tocar nas vidas da maioria dos estadunidenses.