terça-feira, 13 de janeiro de 2026
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
O erro do Barão
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| Simón Bolívar, o Libertador |
Com o rapto de Maduro, o flibusteiro que ainda dá as cartas no jogo internacional estendeu a guerra à América do Sul, espaço que Washington sempre julgou reservado para si.
Agora, o Brasil sofre por não ter corrigido o erro cometido pelo Barão do Rio Branco há mais de um século: agregar quase um milhão de quilômetros quadrados ao nosso território brasileiro contando com aparato militar dependente da Alemanha.
O Barão convenceu Hermes da Fonseca a enviar oficiais brasileiros para estagiar no Exército do Kaiser. Inadvertidamente, ou não, nos meteu em marmotagem dispendiosa e enganadora: introduzir modernidade militar em país arcaico.
Defesa Nacional não se compra em balcões. Potência militar que vende material de guerra compra a submissão do cliente.
Não era profecia, senão que sabedoria
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| Fidel Castro e Hugo Chávez. Foto: José Goitia/AP |
Em uma entrevista dada em 2006, o líder da Revolução Bolivariana, Hugo Chávez, já fazia um alerta sobre o uso do pretexto do combate ao narcotráfico por parte dos Estados Unidos, para pôr fim ao processo de busca de soberania que estava incomodando ao grande capital do centro do império. Vale muito a pena rever o vídeo neste momento e fazer as devidas reflexões.
Fiz a tradução e legendagem do vídeo ao português, e ofereço à continuação sua transcrição completa.
Doutrina Donroe: Mistura de Corleone e Monroe
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| Sarah Levy retrata Donald Trump com seu sangue menstrual após comentários sexistas. Nome da obra: "Whatever" (Tanto Faz), 2015. |
O que aconteceu na Venezuela já era esperado há tempos.
O que pode ter causado surpresa aos desavisados (há muitos e são vocais) foi a facilidade com que a operação foi feita e a “franqueza” de Trump.
“Don Trump” deixou claro que agrediu a Venezuela e sequestrou Maduro para ter acesso facilitado ao petróleo e a outros recursos naturais (bauxita, ouro etc.) da Venezuela.
Confessou que a agressão não tem nenhuma relação com defesa da democracia, e dos direitos humanos, escusa esfarrapada que os EUA sempre usaram para derrubar regimes não-alinhados a seus interesses e destruir países.
Trump e os EUA também confessaram que a agressão não tem nada ver com “narcoterrorismo”.
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
O sequestro de Maduro e a Doutrina Donroe
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| Charge: Henrique Monteiro/Cartoon Movement |
1. A crônica de um ataque anunciado
A intervenção militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, culminando no sequestro de Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026, vem sendo preparada há muito tempo. Em artigo publicado na Carta Capital em fevereiro de 2019, intitulado “Donald Trump, o fim do globalismo e a crise na Venezuela”, argumentei que o então presidente revelava com franqueza inédita os verdadeiros objetivos do imperialismo estadunidense: não a defesa da democracia ou dos direitos humanos, nem o respeito (seletivo) de tratados internacionais pautados na ideologia liberal, mas o controle sobre recursos com valor estratégico e econômico. Já naquele momento, Trump criticava abertamente seus antecessores por não terem “tomado o petróleo” da Venezuela ou do Iraque, ou as terras raras do Afeganistão, explicitando uma lógica predatória que o discurso liberal tradicionalmente dissimulava.
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