quinta-feira, 2 de julho de 2026

AtlasIntel confirma maior vantagem de Lula

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Por Altamiro Borges


Divulgada nesta quarta-feira, 1º de junho, a nova pesquisa AtlasIntel confirma a sólida ampliação da vantagem eleitoral do presidente Lula – que já tinha sido constatada em outras sete sondagens publicadas nas duas últimas semanas. Na simulação do primeiro turno, o líder petista surge com 46,3% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 36,6%, uma diferença de quase dez pontos percentuais – o dobro da vantagem apontada em abril. Já no provável segundo turno, Lula tem 48,8%, contra 42,3% do primogênito do fascista preso. Em abril, os dois tinham 48% das intenções de voto cada, o que indica que Flávio Bolsonaro perdeu 5,7 pontos percentuais.

O instituto também testou os nomes de Michelle Bolsonaro e do seu maridão condenado e preso em um eventual segundo turno. A ex-primeira-dama, que não é pré-candidata, surge com 38,9% dos votos e Lula com 48,7%. Já diante do “capetão”, que está inelegível, o petista aparece com 48,6% das intenções de voto contra 43,1% do fascista. Diante dos demais concorrentes – todos de extrema-direita, como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) – a vantagem de Lula é sempre bem maior.

Razões da queda de Flávio Rachadinha

Em entrevista ao programa "Veja em Foco", Yuri Sanches, analista da AtlasIntel, atribuiu o aumento da vantagem do presidente principalmente à repercussão do áudio sobre as “relações amorosas” entre Rachadinha e o mafioso do Banco Master. Segundo ele, o episódio segue como o fator de maior desgaste da candidatura do senador do PL. “O principal impacto até aqui continua sendo a divulgação do áudio entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro”, afirmou. Ele também citou a repercussão negativa da tarifaço imposto por Donald Trump, imperador dos EUA, após a visita do traidor da pátria e o vídeo protagonizado por Michelle Bolsonaro detonando o enteado misógino.

Por outro lado, Yuri Sanches destaca a agenda positiva do presidente Lula, com várias “entregas” realizadas no último período – como o Desenrola 2.0 e outros programas sociais. Para ele, a recente operação da Polícia Federal envolvendo o senador Jaques Wagner, que já foi afastado da liderança do governo, não produziu maiores abalos na pré-candidatura governista. Ele avalia que o episódio foi ofuscado pelo vídeo bombástico de Michelle Bolsonaro e pela Copa do Mundo.

Salto alto pode ser fatal

Esses números positivos, porém, não devem levar a qualquer salto alto, a qualquer subestimação da extrema-direita no Brasil. A própria pesquisa AtlasIntel também apresenta dados preocupantes para o atual governo. Ela mostra que a desaprovação do presidente Lula chegou a 52,3%. O índice de aprovação ficou em 45,9%, enquanto 1,8% dos entrevistados não souberam responder.

Na comparação com a pesquisa anterior, de maio, a desaprovação subiu um ponto percentual. Já a aprovação caiu 1,5 ponto, indicando leve piora nos indicadores pessoais de Lula. A avaliação do governo também mostrou desgaste. Para 48,3% dos eleitores, a gestão é ruim ou péssima. Outros 39,7% classificam o governo como ótimo ou bom, enquanto 12% avaliam a gestão como regular. Em relação à rodada anterior, a avaliação ruim ou péssima ficou estável, com variação negativa de 0,1 ponto. Já o grupo que considera o governo ótimo ou bom caiu 3,2 pontos percentuais.

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