quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Trump e a insanidade do capitalismo
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| Charge: Aroeira/247 |
Um dos temas mais veiculados nos meios de comunicação nos últimos dias refere-se a uma suposta insanidade mental que estaria acometendo o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Não há dúvidas de que a gestão do atual mandatário da potência estadunidense está se caracterizando pela consecução de crimes abomináveis contra os povos de outras nações, assim como contra a população de seu próprio país. Porém, creio que atribuir a culpa principal por todas essas perversidades à insanidade mental de seu dirigente máximo é muito mais uma rota de fuga das verdadeiras causas do que uma preocupação real na busca de eliminar os problemas.
Cadastramento no Território Mídias Brasil
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| https://territoriomidiasbrasil.com.br |
A partir desta segunda-feira, 19 de janeiro, começa o cadastramento de mídias periféricas, comunitárias e independentes na plataforma do Território Mídias Brasil (TMB). A iniciativa chega para fortalecer quem faz comunicação na base, enfrentando diariamente os desafios de informar, registrar e defender os territórios.
Em parceria com o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e a Fundação Banco do Brasil, o TMB está crescendo e agora, além de reunir comunicadoras e comunicadores populares do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul, a rede também inclui iniciativas de Minas Gerais, Mato Grosso, Pernambuco, Pará e do Distrito Federal.
RedeTV! demite a bolsonarista Luciana Gimenez
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| Foto: Divulgação |
Na sexta-feira passada (16), a combalida RedeTV! demitiu a apresentadora Luciana Gimenez, que comandou por 25 anos o programa SuperPop – um dos principais palanques do fascista Jair Bolsonaro na televisão brasileira. Ela estava curtindo suas férias em Nova York, quando foi comunicada da dispensa sumária. Em um vídeo postado no Instagram no domingo (18), a celebridade midiática tão paparicada pelos bolsonaristas aparece aos prantos e desabafa:
“[Tô aqui] pra agradecer todas as mensagens de carinho, motivacional, de amor que me mandaram. Quero dizer que o SuperPop foi um marco na minha vida e eu fiz sempre com muito carinho, com muita dedicação, alegria e muita vontade. Eu ia pra RedeTV! com meu coração cheio de vontade de fazer a diferença, de conhecer pessoas, e uma coisa que sempre me propus a fazer é mostrar a realidade de forma leve, despretensiosa, clara, humilde”.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
domingo, 18 de janeiro de 2026
As agressões de Trump ao Irã e à Venezuela
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| Charge do site Instaforex |
Os acontecimentos simultâneos no Irã e na Venezuela que se somam a um conjunto de outros países agredidos, são produtos do mesmo ato, a ofensiva belicosa e neocolonial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Não é mera coincidência que Irã e Venezuela, a agressão da vez, respectivamente, tenham a 3ª e a 1ª reserva de petróleo do mundo.
Trump age sem pudor e apostando na impunidade ao pisotear a Carta das Nações Unidas, elaborada sob os escombros da Segunda Guerra Mundial. E vai além ao passar por cima até de aliados históricos dos Estados Unidos, como a chamada Europa Ocidental, ameaçando se apossar da Groelândia de uma forma ou de outra, forçando, inusitadamente, Alemanha, França, Suécia, Noruega, Holanda e Inglaterra a enviarem tropas à região para se juntarem a efetivos da Dinamarca.
A jogada de Tarcísio com o boné da Faria Lima
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| Charge: Gilmal/BNC |
A grande sacada de Tarcísio de Freitas, desde que chegou ao governo paulista, não foi aquela foto desastrosa com o boné de Trump. Aconteceu agora, com a declaração em vídeo de que o Brasil precisa de um novo CEO para se ver livre do PT.
A primeira-dama, Cristiane Freitas, em jogada ensaiada, foi lá, curtiu o vídeo e deixou esse comentário: “Nosso país precisa de um novo CEO, meu marido!”. Tarcísio teria produzido uma eureca em família.
Comentaristas de ponta da direita nos jornalões captaram o recado como algo excepcional. Enquanto Michelle fala de Lúcifer, com a linguagem do povo evangélico, Cristiane vem aí com a fala do pessoal da Faria Lima.
Recauchutam e tentam ressuscitar a ideia gasta do político gestor, que com certeza saiu da cabeça de algum marqueteiro reciclador de sacadas usadas.
Breves anotações sobre Defesa Nacional
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| Ilustração e montagem: Klawe Rzeczy/Político |
A capacidade militar do Brasil, desde a Segunda Guerra Mundial, é concebida como extensão do poderio do Pentágono. Uma nova conflagração generalizada se desenha e, seja qual for o seu desenrolar, obedecendo ou contrariando Washington, seremos afetados.
Se, na melhor hipótese, forem usadas armas convencionais a carnificina se prolongará por tempo indeterminável.
Na pior, armas nucleares encurtarão a guerra e o resultado será inimaginável.
Nas últimas décadas, orientações de nossa Defesa Nacional (DN) foram reescritas sem novidades substantivas. Consistem em generalidades e truísmos sobre o quadro geopolítico acompanhadas de proposições rotineiras das Forças Armadas.
Esses documentos mostram a DN como matéria da alçada militar.
Revelam que as armas mais complexas são importadas e o desenvolvimento de tecnologia própria não acompanha o ritmo frenético dos grandes atores internacionais. Parcerias tradicionais são preservadas. As fileiras estão prontas para preservar a Lei e a Ordem e cumprir múltiplas funções. Finalmente, concluem que a DN estaria melhor, não fosse a avareza do Estado.
A política externa do império
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| Charge: Osama Hajjaj/Cartoon Movement |
Nada do que estamos assistindo é estranho à história da formação da sociedade estadunidense, marcada pela violência da colonização, que é a semente de suas relações com o mundo, dos tempos ingleses e espanhóis dos primeiros aventureiros até aqui: animus de beligerância à beira da barbárie sem descanso, que, aos olhos da humanidade de hoje, apenas se aprofunda, pragmaticamente desapartada de limites éticos ou de cuidados semânticos, aposentado o vencido cinismo liberal do discurso “politicamente correto”.
O big stick permanece a postos; variável é tão-só a fala.
O far west não é um só momento da saga dos pioneiros. É uma ideologia de expansão e domínio. É o direito (ou a força que se transforma em direito) que se legitima pela efetividade. Ou, para usar termos mais amenos, que se efetiva pela sua naturalização. Frantz Fanon já nos falou sobre a alienação do colonizado, reproduzindo como seus os interesses do colonizador. Há pouco nos foi dado conhecer as incursões mais ou menos bem-sucedidas de políticos brasileiros de extrema-direita obrando junto à Casa Branca contra interesses nacionais. Igualmente são públicas as tratativas de plantadores de soja e exportadores de carne negociando, em nosso nome, em Washington, o tarifaço de Trump.
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