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| Charge: Miguel Paiva/247 |
A derrota de Lula na indicação de Jorge Messias para o STF não é episódio isolado. É o capítulo mais recente de uma operação que envolve lobbies bilionários, o poder inédito de Alcolumbre e Motta, e o mesmo padrão de desestabilização institucional da Lava Jato original.
Quando o Senado recusou Jorge Messias, o governo perdeu uma batalha. Quando o mesmo movimento colocou sob ameaça o STF, o governo e o pouco que resta de disciplina institucional brasileira - todos ao mesmo tempo -, o que estava em jogo passou a ser maior do que uma vaga no Supremo.
A manobra tem roteiro conhecido. Começou com a campanha d’O Globo em torno do caso Master - um episódio de crédito privado transformado em crise sistêmica pelo jornalismo de interesse -, avançou pela sabatina do STF transformada em tribunal político, e chegou à configuração de poder inédita que hoje existe no Congresso: David Alcolumbre no Senado, Hugo Motta na Câmara, ambos com mandato renovado e agenda própria. É a Lava Jato 2.




