quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
As lições de Hugo Chávez
Por Beto Almeida
Desde que foi eleito em 1998, o presidente Hugo Chávez vem estimulando uma série de debates, seja em razão das amplas transformações sociais que promove na Venezuela, seja em razão do medo pânico que causa nos governos imperiais e nas oligarquias de cada país, vassalas e zeladoras dos interesses deste imperialismo em cada país. Certamente, sobre cada um destes aspectos é possível retirar profundas lições.
Desde que foi eleito em 1998, o presidente Hugo Chávez vem estimulando uma série de debates, seja em razão das amplas transformações sociais que promove na Venezuela, seja em razão do medo pânico que causa nos governos imperiais e nas oligarquias de cada país, vassalas e zeladoras dos interesses deste imperialismo em cada país. Certamente, sobre cada um destes aspectos é possível retirar profundas lições.
Não haverá controle de armas nos EUA
Por José Antonio Lima, na revista CartaCapital:
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, divulgou nesta quarta-feira (16) uma série de propostas para tentar reduzir a violência provocada por armas de fogo no país. As medidas estão em um relatório montado pelo vice-presidente, Joe Biden, após reuniões com diversos setores da sociedade, mobilização iniciada após o massacre de Newtown, em dezembro. As propostas incluem, entre outras, o banimento da venda de rifles de assalto, a redução do tamanho dos cartuchos e a ampliação das verificações de identidade de donos de armas. No improvável caso de serem aprovadas pelo Congresso, as medidas terão impacto reduzido, pois são apenas paliativas. Obama não conseguirá, na verdade nem está tentando fazer isso, impor um controle eficiente de pequenas armas, como revólveres e pistolas, as que provocam mais mortes, pois o debate está completamente dominado por direitistas paranoicos.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, divulgou nesta quarta-feira (16) uma série de propostas para tentar reduzir a violência provocada por armas de fogo no país. As medidas estão em um relatório montado pelo vice-presidente, Joe Biden, após reuniões com diversos setores da sociedade, mobilização iniciada após o massacre de Newtown, em dezembro. As propostas incluem, entre outras, o banimento da venda de rifles de assalto, a redução do tamanho dos cartuchos e a ampliação das verificações de identidade de donos de armas. No improvável caso de serem aprovadas pelo Congresso, as medidas terão impacto reduzido, pois são apenas paliativas. Obama não conseguirá, na verdade nem está tentando fazer isso, impor um controle eficiente de pequenas armas, como revólveres e pistolas, as que provocam mais mortes, pois o debate está completamente dominado por direitistas paranoicos.
Ofensiva contra as leis trabalhistas
Editorial do jornal Brasil de Fato:
Esse ano poderá ser marcado por uma perigosa ofensiva patronal contra as conquistas trabalhistas. Projetos de lei propondo a flexibilização de direitos apresentados em 2011 poderão ir à votação e contam com muita pressão da bancada patronal.
Esse ano poderá ser marcado por uma perigosa ofensiva patronal contra as conquistas trabalhistas. Projetos de lei propondo a flexibilização de direitos apresentados em 2011 poderão ir à votação e contam com muita pressão da bancada patronal.
Kamel e a judicialização da política
Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:
O melhor indicador de que a dita grande imprensa e a blogosfera progressista se tornaram atrizes do palco político reside em um dos processos que o diretor de Jornalismo da Globo, Ali Kamel, moveu contra vários blogueiros por conta de um episódio que integra um processo de confrontação entre estes e aqueles mega veículos de comunicação e seus profissionais.
FHC, Lacerda e a lata de lixo
Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:
Fernando Henrique Cardoso está diminuindo com o correr dos anos. Não na mesma velocidade de José Serra, é certo, mas com constância.
Dona Rute faz falta? É possível. Talvez ela mitigasse a dificuldade com que a vaidade de FHC enfrenta a vantagem que Lula vai levando no combate pelo tamanho na história do Brasil diante da posteridade.
Fernando Henrique Cardoso está diminuindo com o correr dos anos. Não na mesma velocidade de José Serra, é certo, mas com constância.
Dona Rute faz falta? É possível. Talvez ela mitigasse a dificuldade com que a vaidade de FHC enfrenta a vantagem que Lula vai levando no combate pelo tamanho na história do Brasil diante da posteridade.
Caravanas de Lula e reação da mídia
Por Saul Leblon, no sítio Carta Maior:
Reportagens publicadas nos últimos dias pelo 'Estadão' e 'O Globo' revisitaram marcos do governo petista.
Alguns títulos pinçados desse primeiro arranque:
Jornais: mais um prego no caixão
Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:
Jornais de todo o mundo registraram na quarta-feira (16/1) que o Facebook lançou seu próprio serviço de busca, chamado em português de Busca Social, mas enfrenta uma nova desvalorização de suas ações, por conta de reações negativas do público a mudanças feitas na rede social de imagens Instagram e pelas expectativas exageradas criadas em torno do anúncio do novo aplicativo.
O Globo: exemplo de manipulação
Por Mário Augusto Jakobskind, no sítio Direto da Redação:
O Globo está cada vez mais extremado em matéria de pensamento único. Continua inconformado com a decisão da Suprema Corte de Justiça da Venezuela confirmando que o presidente Hugo Chávez não precisava tomar posse necessariamente no último dia 10. Mas é impressionante, o jornal da família Marinho a cada dia se supera em matéria de jornalismo ideologizado.
O Globo está cada vez mais extremado em matéria de pensamento único. Continua inconformado com a decisão da Suprema Corte de Justiça da Venezuela confirmando que o presidente Hugo Chávez não precisava tomar posse necessariamente no último dia 10. Mas é impressionante, o jornal da família Marinho a cada dia se supera em matéria de jornalismo ideologizado.
Marta rechaça elitismo da Folha
Por Altamiro Borges
Na quinta-feira passada (10), a Folha publicou um editorial
raivoso contra o chamado “Vale-Cultura”, rotulado de “vale-populismo” já no
título, e abusou dos adjetivos para desqualificar a ministra Marta Suplicy. Na
visão elitista do jornal, a nova lei “é mais um exemplo do uso equivocado de
dinheiro público na área cultural do país”. A Folha prefere que a grana dos
impostos seja usada somente para bancar os juros dos rentistas. Ela também adora os
milhões de reais que recebe de publicidade do governo – que só serve para
alimentar cobras!
O "injusto" ministro da Previdência
Por Altamiro Borges
Para a alegria dos rentistas e da mídia tucana, na semana passada o ministro Garibaldi Alves (PMDB-RN) defendeu de forma marota uma nova contra-reforma da Previdência Social. Para ele, o atual sistema é "injusto", porque o trabalhador se aposenta "muito cedo". O ministro também aproveitou para anunciar que o fim do nefasto "fator previdenciário", criado no governo FHC para arrochar pensões e aposentarias, não é prioridade do governo Dilma. "Não há possibilidade do fator ser extinto simplesmente", afirmou.
Para a alegria dos rentistas e da mídia tucana, na semana passada o ministro Garibaldi Alves (PMDB-RN) defendeu de forma marota uma nova contra-reforma da Previdência Social. Para ele, o atual sistema é "injusto", porque o trabalhador se aposenta "muito cedo". O ministro também aproveitou para anunciar que o fim do nefasto "fator previdenciário", criado no governo FHC para arrochar pensões e aposentarias, não é prioridade do governo Dilma. "Não há possibilidade do fator ser extinto simplesmente", afirmou.
Números brutais do trabalho escravo
Por Altamiro Borges
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou ontem novos dados, ainda bem alarmantes, sobre o trabalho escravo no Brasil. Em 2012 foram registrados 278 casos de utilização de trabalho em condições análogas à escravidão em todo o país, com a libertação de 2.723 trabalhadores. O balanço é parcial e pode sofrer ainda pequenas alterações, mas ele indica a gravidade da situação e confirma a importância da Campanha Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, da qual a CPT faz parte. Ele aponta que houve um aumento de quase 10% no número de trabalhadores resgatados na comparação com 2011.
Dilma, luz e oposição sem discurso
Por Cadu Amaral, em seu blog:
Com a sanção da redução da tarifa de energia, Dilma marcou mais um gol junto ao povo brasileiro. Especialmente, porque a oposição partiu em defesa dos acionistas das empresas transmissoras, colocando-se na linha de frente contra a decisão presidencial.
Com a sanção da redução da tarifa de energia, Dilma marcou mais um gol junto ao povo brasileiro. Especialmente, porque a oposição partiu em defesa dos acionistas das empresas transmissoras, colocando-se na linha de frente contra a decisão presidencial.
Perry Anderson e o balanço do lulismo
Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:
No ano passado o historiador Perry Anderson publicou um ensaio sobre Lula na London Review of Books (íntegra em inglês, aqui). Tirando um ou outro erro factual (por exemplo, quando diz que Dilma implantaria um sistema nacional de saúde), o artigo trouxe à tona, lá fora, um debate recorrente dentro da esquerda brasileira, aquele sobre o lulismo.
No ano passado o historiador Perry Anderson publicou um ensaio sobre Lula na London Review of Books (íntegra em inglês, aqui). Tirando um ou outro erro factual (por exemplo, quando diz que Dilma implantaria um sistema nacional de saúde), o artigo trouxe à tona, lá fora, um debate recorrente dentro da esquerda brasileira, aquele sobre o lulismo.
Começo do ano mostra embates à vista
Editorial do sítio Vermelho:
A pauta política deste início de ano é apenas uma pequena mostra dos embates políticos que teremos pela frente. O governo da presidenta Dilma faz tentativas tópicas para abrir caminho ao desenvolvimento nacional desvencilhando-se do tripé perverso constituído pelos juros altos, o arrocho fiscal e o câmbio flutuante. Não têm sido poucas as críticas do capital monopolista-financeiro nacional e internacional, veiculadas pela mídia privada a seu serviço, à gestão da política macroeconômica a cargo do titular do Ministério da Fazenda, Guido Mantega. Um desses veículos da mídia, porta-voz do capital financeiro internacional, chegou a esboçar uma campanha no final de 2012, pela demissão do ministro.
A pauta política deste início de ano é apenas uma pequena mostra dos embates políticos que teremos pela frente. O governo da presidenta Dilma faz tentativas tópicas para abrir caminho ao desenvolvimento nacional desvencilhando-se do tripé perverso constituído pelos juros altos, o arrocho fiscal e o câmbio flutuante. Não têm sido poucas as críticas do capital monopolista-financeiro nacional e internacional, veiculadas pela mídia privada a seu serviço, à gestão da política macroeconômica a cargo do titular do Ministério da Fazenda, Guido Mantega. Um desses veículos da mídia, porta-voz do capital financeiro internacional, chegou a esboçar uma campanha no final de 2012, pela demissão do ministro.
Péssimas notícias para a oposição
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| http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br |
Boas notícias para o Brasil, más notícias para a oposição. São duas: a presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei que reduz a tarifa de energia elétrica em 20% e os níveis dos reservatórios voltou a subir.
É uma vergonha para os jornalões e o Jornal Nacional. Eles fizeram de tudo para não sair a redução da conta de luz e só faltaram antecipar o carnaval, de tanta alegria com o alarmismo sobre o risco de falta de água nos reservatórios.
É uma vergonha para os jornalões e o Jornal Nacional. Eles fizeram de tudo para não sair a redução da conta de luz e só faltaram antecipar o carnaval, de tanta alegria com o alarmismo sobre o risco de falta de água nos reservatórios.
Dilma e os desafios da comunicação
Por Maurício Caleiro, no blog Cinema & Outras Artes:
Os graves problemas de comunicação da presidência Dilma Rousseff não se restringem a uma situação circunstancial, solucionável com uma mera troca de nomes na Secom. Pelo contrário: para além das dificuldades da administração em se fazer ouvir na arena midiática, tais problemas dizem respeito, em primeiro lugar, a uma questão estrutural do setor comunicacional no país, extremamente concentrado nas mãos de poucos; em segundo lugar, e parcialmente em decorrência disto, verifica-se uma deficiência atávica do poder público em relação à comunicação; e, por fim, há uma questão de fundo, diretamente relacionada à postura pública do atual governo e de sua presidente e do grau de diálogo por eles estabelecido com a sociedade.
A direita se divide na Venezuela
Por Claudia Jardim, no sítio da BBC Brasil:
A polêmica em torno da decisão do Supremo Tribunal de Justiça de adiar indefinidamente a posse do novo mandato do presidente venezuelano, Hugo Chávez - que convalesce em Cuba – colocou em evidência uma antiga fratura na coalizão opositora venezuelana.
A polêmica em torno da decisão do Supremo Tribunal de Justiça de adiar indefinidamente a posse do novo mandato do presidente venezuelano, Hugo Chávez - que convalesce em Cuba – colocou em evidência uma antiga fratura na coalizão opositora venezuelana.
Capitalismo, "austeridade" e saídas
Por Immanuel Wallerstein, no sítio Outras Palavras:
A austeridade está, em todo o mundo, no centro das politicas. Há aparentes exceções, em alguns países – China, Brasil, os Estados do Golfo e talvez outros. Mas são exceções a algo que permeia o sistema mundial, hoje – e que equivale, em parte, a uma grande impostura. Quais são as questões?
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
GM ameaça demitir 1.500 metalúrgicos
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| Foto: Flávio Pereira |
Na quinta-feira passada, cerca de 4 mil metalúrgicos de São
José dos Campos, no interior paulista, realizaram um protesto em frente ao
portão da GM. Com a manifestação, o sindicato da categoria deu início à jornada
denominada “Janeiro Vermelho”, contra as demissões anunciadas pela
multinacional estadunidense. Também houve uma passeata até a sede da prefeitura,
na qual os presentes cobraram uma intervenção mais direta do novo prefeito, Carlinhos
de Almeida (PT), que derrotou o longo reinado tucano no município.
Assentados do MST ocupam sede do Incra
Do sítio do MST:
Nesta terça-feira (15/1), 70 famílias e apoiadores do Assentamento Milton Santos, localizado em Americana e Cosmópolis, ocuparam o prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em São Paulo.
UNE lança a sua Comissão da Verdade
Por Artênius Daniel, no sítio da UNE:
O silêncio é alimentado pelo tempo, tem sede da própria velhice. Quanto mais demora, mais forte e poderoso se torna. A UNE e os estudantes brasileiros juntam forças para, a partir da próxima sexta (18), matar o silêncio de quase cinco décadas nubladas que paira sobre os jovens perseguidos, torturados e mortos pela ditadura civil-militar no país.
O silêncio é alimentado pelo tempo, tem sede da própria velhice. Quanto mais demora, mais forte e poderoso se torna. A UNE e os estudantes brasileiros juntam forças para, a partir da próxima sexta (18), matar o silêncio de quase cinco décadas nubladas que paira sobre os jovens perseguidos, torturados e mortos pela ditadura civil-militar no país.
Saudades de 1964: A nova direita
Financial Times pedirá desculpa a Lula?
Do jornal Correio do Brasil:
O diário conservador inglês Financial Times (FT) precisará se retratar, publicamente, em relação à matéria publicada nesta sexta-feira, sob o título Lula’s ‘loot’: not much to look at (‘O butim de Lula: não há muito o que se observar‘, em tradução livre), em que atribui ao ex-presidente brasileiro imóveis que nunca lhe pertenceram. A resposta chegou nesta terça-feira, pela equipe de comunicação do Instituto Lula.
O diário conservador inglês Financial Times (FT) precisará se retratar, publicamente, em relação à matéria publicada nesta sexta-feira, sob o título Lula’s ‘loot’: not much to look at (‘O butim de Lula: não há muito o que se observar‘, em tradução livre), em que atribui ao ex-presidente brasileiro imóveis que nunca lhe pertenceram. A resposta chegou nesta terça-feira, pela equipe de comunicação do Instituto Lula.
Dilma e o harakiri midiático
Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:
Harakiri (腹切り) foi um ritual suicida japonês do período medieval que consistia em pessoas que queriam pôr fim à própria vida estriparem-se com uma espada samurai. A frieza e a metodologia daquela forma de suicídio a torna perfeita, como analogia, para caracterizar o que a mídia vem fazendo consigo mesma na questão da geração de energia hidrelétrica.
Chacina de Unaí segue sem julgamento
Por Vitor Nuzzi, na Rede Brasil Atual:
A procuradora da República Mirian Moreira Lima, do Ministério Público Federal em Minas Gerais, acredita que o julgamento da chamada chacina de Unaí (noroeste de Minas Gerais) pode começar em fevereiro ou março, mas o fato de nenhum dos nove denunciados ter sido intimado até agora provoca, segundo ela, “angústia” no MPF. “Não há nenhuma pendência mais no processo”, afirma. “A insatisfação do Ministério Público com a demora é muito grande. Já houve pedidos de julgamento imediato". O caso refere-se ao assassinato de quatro servidores do Ministério do Trabalho e Emprego, durante uma fiscalização, na manhã de 28 de janeiro de 2004. Há poucos dias, o MPF fez novo apelo para que o julgamento seja realizado, enviando ofício à Corregedoria Nacional de Justiça.
OIT e o azar da nossa direita
Por Flávio Aguiar, no sítio Carta Maior:
Como se não bastassem as declarações da cúpula do FMI em favor de uma robusta intervenção do Estado na economia para favorecer o crescimento, agora a OIT lança um relatório em que o Brasil sai bem de modo singular – com todos os seus (nossos) problemas.
Como se não bastassem as declarações da cúpula do FMI em favor de uma robusta intervenção do Estado na economia para favorecer o crescimento, agora a OIT lança um relatório em que o Brasil sai bem de modo singular – com todos os seus (nossos) problemas.
O lucrativo negócio da saúde
Por Mauro Santayana, em seu blog:
Não há melhor negócio no mundo do que a saúde. Não há maior prova de humanismo do que o exercício honrado da medicina. São duas visões conflitantes da mesma ideia, a que une a vontade de viver e o medo permanente da morte.
Justiça do RJ: TV Globo joga em casa
Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:
Na praça Clóvis/Minha carteira foi batida/Tinha vinte e cinco cruzeiros/E o teu retrato…
Vinte e cinco/Eu, francamente, achei barato/Pra me livrarem/Do meu atraso de vida
(Paulo Vanzolini, “Praça Clóvis”)
Um advogado amigo costuma dizer: “no Rio, a Globo joga em casa”.
Hoje, tivemos mais uma prova. Ano passado, fui condenado em primeira instância, num processo movido pelo diretor de Jornalismo da Globo, Ali Kamel. Importante dizer: a juíza na primeira instância não me permitiu apresentar testemunhas, laudos, coisa nenhuma. Acolheu na íntegra a argumentação do diretor da Globo – sem que eu tivesse sequer a chance de estar à frente da meritíssima para esclarecer minhas posições.
Vinte e cinco/Eu, francamente, achei barato/Pra me livrarem/Do meu atraso de vida
(Paulo Vanzolini, “Praça Clóvis”)
Um advogado amigo costuma dizer: “no Rio, a Globo joga em casa”.
Hoje, tivemos mais uma prova. Ano passado, fui condenado em primeira instância, num processo movido pelo diretor de Jornalismo da Globo, Ali Kamel. Importante dizer: a juíza na primeira instância não me permitiu apresentar testemunhas, laudos, coisa nenhuma. Acolheu na íntegra a argumentação do diretor da Globo – sem que eu tivesse sequer a chance de estar à frente da meritíssima para esclarecer minhas posições.
Venezuela: notícias fabricadas nos EUA
Por Altamiro Borges
O sítio espanhol Rebelión publicou hoje uma nota que serve
para desmascarar alguns “calunistas” da mídia nativa. Segundo levantamento feito
nos últimos dois meses do ano passado, 56% das notícias divulgadas pelo jornal
El País (que é referência para muitos jornalistas brasileiros) foram produzidas
em Miami, famoso antro das forças mais reacionárias dos EUA e de ativos terroristas
da CIA. Com base nestas informações plantadas, a mídia colonizada analisa a
situação venezuelana, inclusive o estado de saúde de Hugo Chávez.
Haddad manterá privatização da saúde?
No início da sua gestão em São Paulo, o prefeito Fernando
Haddad parece que ainda não sabe o que fazer com a bomba das chamadas
Organizações Sociais (OSs), que gerenciam boa parte das unidades de saúde na
capital paulista. Na semana passada, ele prorrogou por um ano contratos de três
delas. Os aditamentos somam R$ 135,5 milhões. Durante a campanha eleitoral,
vários setores que apoiaram a sua candidatura defenderam o fim desta forma de privatização.
Já o tucano José Serra, derrotado, pregou a continuidade das OSs.
Governo deve apoiar mídia alternativa
Por Venício A. de Lima, no Observatório da Imprensa:
Em audiência pública na Comissão de Ciência & Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, realizada em 12 de dezembro último, o presidente da Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom), Renato Rovai, defendeu que 30% das verbas publicitárias do governo federal sejam destinadas às pequenas empresas de mídia.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
A decepção com a política agrária
Por Eduardo Sales de Lima, no jornal Brasil de Fato:
Completados dez anos da presença do Partido dos Trabalhadores (PT) no comando do governo federal ainda existem cerca de 150 mil famílias de trabalhadores rurais sem-terra acampadas em dezenas de acampamentos Brasil afora, lutando por seu pedaço de terra. Surpreendentemente, nos oito anos do governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso foram criados 4.410 assentamentos. Na década de Lula/Dilma o número foi de 3.711. Os dados são do Dataluta/Unesp – Banco de dados da Luta pela Terra.
Completados dez anos da presença do Partido dos Trabalhadores (PT) no comando do governo federal ainda existem cerca de 150 mil famílias de trabalhadores rurais sem-terra acampadas em dezenas de acampamentos Brasil afora, lutando por seu pedaço de terra. Surpreendentemente, nos oito anos do governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso foram criados 4.410 assentamentos. Na década de Lula/Dilma o número foi de 3.711. Os dados são do Dataluta/Unesp – Banco de dados da Luta pela Terra.
Quem ganha com o “tripé” neoliberal?
Editorial do sítio Vermelho:
Os oráculos do neoliberalismo e da especulação financeira estão em polvorosa. O tripé desmorona – este é o mantra repetido pelos especialistas dos jornalões contra a orientação econômica da presidenta Dilma Rousseff, do ministro da Fazenda Guido Mantega e do presidente do Banco Central Alexandre Tombini.
Os oráculos do neoliberalismo e da especulação financeira estão em polvorosa. O tripé desmorona – este é o mantra repetido pelos especialistas dos jornalões contra a orientação econômica da presidenta Dilma Rousseff, do ministro da Fazenda Guido Mantega e do presidente do Banco Central Alexandre Tombini.
Economia: Muito barulho por nada
Para se manter na moda, up to date, o Brasil concebeu o seu próprio “abismo fiscal”. A encrenca foi criada na Lei de Diretrizes Orçamentárias, que obriga a fixação do superávit primário em valores correntes. Esse inconveniente poderia ser contornado pelo envio ao Congresso Nacional de um projeto de lei que alterasse a LDO. Uma manobra que provavelmente suscitaria os mesmos gritos e sussurros da turma brava.
Aécio e inflação. Ao vencedor, o filé
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O senador Aécio Neves, em sua coluna semanal para a Folha, mostra-se justamente preocupado com a inflação. Seu artigo, todavia, peca pelo convencionalismo vazio, artificial, típico de quem escreve como que procurando se livrar, rapidamente, de uma obrigação. A noite é uma criança, não é mesmo?
Atitudes face à crise atual
Por Leonardo Boff, no sítio da Adital:
Ninguém face à crise pode ficar indiferente. Urge uma decisão e encontrar uma saída libertadora. É aqui que se encontram várias atitudes para ver qual delas é a mais adequada a fim de evitarmos enganos.
A primeira é a dos catastrofistas: a fuga para o fundo: estes enfatizam o lado de caos que toda crise encerra. Veem a crise como catástrofe, decomposição e fim da ordem vigente. Para eles a crise é algo anormal que devemos evitar a todo custo. Só aceitam certos ajustes e mudanças dentro da mesma estrutura. Mas o fazem com tantos senões que desfibram qualquer irrupção inovadora.
Ninguém face à crise pode ficar indiferente. Urge uma decisão e encontrar uma saída libertadora. É aqui que se encontram várias atitudes para ver qual delas é a mais adequada a fim de evitarmos enganos.
A primeira é a dos catastrofistas: a fuga para o fundo: estes enfatizam o lado de caos que toda crise encerra. Veem a crise como catástrofe, decomposição e fim da ordem vigente. Para eles a crise é algo anormal que devemos evitar a todo custo. Só aceitam certos ajustes e mudanças dentro da mesma estrutura. Mas o fazem com tantos senões que desfibram qualquer irrupção inovadora.
Dilma baixa conta de luz. Cadê o Aécio?
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Foi publicada hoje no Diário Oficial da União a Lei 12.783, de 11 de janeiro de 2013, que prorroga as concessões das empresas de geração de energia e reduz as tarifas para os consumidores. Sancionada pela presidente Dilma Rousseff, ela faz parte do pacote de iniciativas do governo para aquecer a economia, afastando os riscos de maiores impactos da crise mundial do capitalismo. A lei beneficiará empresas e residências, com cortes de até 20% nas contas de luz.
A mídia no papel da oposição
Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:
Uma das teses mais esquisitas que surgiram no Brasil moderno sugere que a imprensa livre, aspas, deve fazer o papel da oposição na política, dada a suposta fraqueza desta.
A ideia foi claramente formulada pela primeira vez, ao que parece, por uma executiva da Folha, Judith Brito, que ocupou a presidência da Associação Nacional de Jornais. Disse ela: “Os meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada.”
A ideia foi claramente formulada pela primeira vez, ao que parece, por uma executiva da Folha, Judith Brito, que ocupou a presidência da Associação Nacional de Jornais. Disse ela: “Os meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada.”
O fiasco do ato contra Lula em SP
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| Foto: Eduardo Knapp/Folhapress |
Claro que foi risível o fiasco dos 20 gatos pingados que foram à avenida Paulista no domingo para insultar o ex-presidente Lula e o PT. A quantidade de piadas possíveis sobre essa iniciativa ridícula é imensurável e está fazendo a festa de quem se indignou com aquela cretinice.
Uma direita à procura de um país
Por Saul Leblon, no sítio Carta Maior:
"A história nos oferece duas lições claras: reduzir a dívida é incrivelmente difícil sem crescimento, e aumentar o crescimento é incrivelmente difícil sem uma pesada carga de dívida pública" (Christiane Lagarde, diretora-executiva do FMI; 12-01-2013).
"Não se pode melhorar a situação fiscal sem que haja crescimento antes" (Shinzo Abe, líder direitista do conservador Partido Liberal, recém indicado primeiro ministro do Japão com uma agenda que inclui: pacote de US$ 115 bi em investimentos públicos; afrouxamento monetária e elevação da meta de inflação; 12-01-2013).
"A história nos oferece duas lições claras: reduzir a dívida é incrivelmente difícil sem crescimento, e aumentar o crescimento é incrivelmente difícil sem uma pesada carga de dívida pública" (Christiane Lagarde, diretora-executiva do FMI; 12-01-2013).
"Não se pode melhorar a situação fiscal sem que haja crescimento antes" (Shinzo Abe, líder direitista do conservador Partido Liberal, recém indicado primeiro ministro do Japão com uma agenda que inclui: pacote de US$ 115 bi em investimentos públicos; afrouxamento monetária e elevação da meta de inflação; 12-01-2013).
Folha e o preço da manipulação
Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:
Quanto vale uma manchete de jornal?
Observe-se, por exemplo, a manchete da Folha de S.Paulo de segunda-feira (14/1): “Brasil perde investimento para outros emergentes”. No texto interno, o jornal afirma que “fundos de investimento estrangeiros estão trocando o Brasil por outros mercados emergentes, em um movimento que tem entre suas causas os impostos mais altos e a maior interferência do governo na economia”.
Observe-se, por exemplo, a manchete da Folha de S.Paulo de segunda-feira (14/1): “Brasil perde investimento para outros emergentes”. No texto interno, o jornal afirma que “fundos de investimento estrangeiros estão trocando o Brasil por outros mercados emergentes, em um movimento que tem entre suas causas os impostos mais altos e a maior interferência do governo na economia”.
Mídia pede a volta da ortodoxia
Por José Dirceu, em seu blog:
Soa como piada, embora das mais graves, o discurso sobre a inflação que vem sendo reforçado na imprensa nos últimos dias. Reportagens, editoriais e artigos pedem nada mais nada menos do que a volta da ortodoxia. A alienação é enorme.
Soa como piada, embora das mais graves, o discurso sobre a inflação que vem sendo reforçado na imprensa nos últimos dias. Reportagens, editoriais e artigos pedem nada mais nada menos do que a volta da ortodoxia. A alienação é enorme.
Mídia exerce papel de partido
Por Daniele Lopes, no sítio Linha Direta:
Em entrevista exclusiva, José Genoíno, deputado federal que tomou posse na última quinta-feira (03), fala sobre o papel da grande mídia brasileira e destaca a transformação que o projeto petista tem feito no país nesses 10 anos de governo.
Confira abaixo a entrevista na íntegra.
Confira abaixo a entrevista na íntegra.
Jabor não tolera a democracia
No Jornal da Globo de ontem, 12, Arnaldo Jabor fez mais um de seus espetáculos circenses.
Recheado de afirmações vagas, números tirados da cartola e conclusões sem fundamento, seu discurso teve como alvo o presidente venezuelano, democraticamente reeleito, Hugo Chávez, e todo o povo venezuelano.
Recheado de afirmações vagas, números tirados da cartola e conclusões sem fundamento, seu discurso teve como alvo o presidente venezuelano, democraticamente reeleito, Hugo Chávez, e todo o povo venezuelano.
Um diagnóstico das greves no Brasil
Por Nivaldo Santana, em seu blog:
O Dieese - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - divulgou em novembro de 2012 mais um estudo importante para o movimento sindical brasileiro. Dessa vez, a entidade fez um balanço das greves em 2010 e 2012 (íntegra nowww.dieese.org.br).
Jornalismo e diversidade
Por Dênis de Moraes, no sítio da Editora Expressão Popular:
Em memória de Juan Díaz Bordenave
O cenário que envolve o jornalismo atual é complexo e intrincado. De um lado, há uma profusão de conteúdos industrializados na proporção exigida por canais multimídias em crescimento contínuo. De outro, há uma perversa concentração das informações nas mãos de poucos conglomerados empresariais, em sintonia com a meta de ampliar o valor mercantil e os padrões de acumulação e lucratividade do setor. Se apontamos essa concentração em torno de estruturas de industrialização de notícias pertencentes a megagrupos, o que é produzido obedece a uma escala de valores e de visões geralmente restrita às avaliações e conveniências das fontes controladoras. A "diversidade" apregoada pelos arautos do neoliberalismo está, quase sempre, sob forte controle das fontes de emissão, responsáveis pela mercantilização generalizada da produção simbólica.
Em memória de Juan Díaz Bordenave
O cenário que envolve o jornalismo atual é complexo e intrincado. De um lado, há uma profusão de conteúdos industrializados na proporção exigida por canais multimídias em crescimento contínuo. De outro, há uma perversa concentração das informações nas mãos de poucos conglomerados empresariais, em sintonia com a meta de ampliar o valor mercantil e os padrões de acumulação e lucratividade do setor. Se apontamos essa concentração em torno de estruturas de industrialização de notícias pertencentes a megagrupos, o que é produzido obedece a uma escala de valores e de visões geralmente restrita às avaliações e conveniências das fontes controladoras. A "diversidade" apregoada pelos arautos do neoliberalismo está, quase sempre, sob forte controle das fontes de emissão, responsáveis pela mercantilização generalizada da produção simbólica.
Choveu e a luz não apagou
Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:
"Bem verdade que a mídia, a impressa e a eletrônica, aprecia a poeira, dando mais importância ao pó do que à ideia em si" (Quincas Borba, o grande personagem de Machado de Assis, citado na coluna dominical de Carlos Heitor Cony, na "Folha").
De volta ao batente esta semana, depois de uma breve folga, alguns leitores do Balaio reclamaram, com razão, do meu pessimismo, só vendo problemas nas coisas e não falando das coisas boas da vida nas minhas primeiras colunas.
De volta ao batente esta semana, depois de uma breve folga, alguns leitores do Balaio reclamaram, com razão, do meu pessimismo, só vendo problemas nas coisas e não falando das coisas boas da vida nas minhas primeiras colunas.
A falta de quórum do antilulismo
Do blog Viomundo:

Os protestos acima foram em 2007 (aqui), no mesmo período em que aquele psicanalista acusou o então presidente Lula, na capa da Folha de S. Paulo, de ter derrubado o avião da TAM em São Paulo (aqui).
Leiam a legenda.
Viu? Adiantou. O comunismo não foi implantado no Brasil e eles puderam se reunir, de novo, hoje, na av. Paulista. Mas o quórum caiu.

Os protestos acima foram em 2007 (aqui), no mesmo período em que aquele psicanalista acusou o então presidente Lula, na capa da Folha de S. Paulo, de ter derrubado o avião da TAM em São Paulo (aqui).
Leiam a legenda.
Viu? Adiantou. O comunismo não foi implantado no Brasil e eles puderam se reunir, de novo, hoje, na av. Paulista. Mas o quórum caiu.
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