terça-feira, 17 de setembro de 2013

A falência da guerra às drogas

Por Júlio Delmanto, na revista Teoria e Debate:

“O proibicionismo infringe garantias fundamentais previstas na Constituição da República, corrompe todas as esferas da sociedade, impede a pesquisa, interdita o debate e intoxica o pensamento coletivo.” Expressa em carta assinada por centenas de especialistas na questão das drogas, essa foi uma das principais conclusões de um congresso internacional sobre o tema realizado no início de maio em Brasília. O documento, entregue aos Três Poderes e à presidenta Dilma, conclui que legalizar, regulamentar e taxar todas as drogas, “priorizando a redução de riscos e danos, anistiando infratores de crimes não violentos e investindo em emprego, educação, saúde, moradia, cultura e esporte” é a única saída capaz “de acabar efetivamente com o tráfico, com a violência e com as mortes de nossos jovens. É um imperativo ético e científico de nosso tempo, em defesa da razão e da vida humana”.

Desfeita de Dilma aos EUA é correta

Por José Antonio Lima, na revista CartaCapital:

O Palácio do Planalto anunciou na tarde desta terça-feira 17 que está cancelada a visita de Estado que a presidenta Dilma Rousseff faria aos Estados Unidos a partir de 23 de outubro. A decisão pode provocar alguma turbulência doméstica, mas o governo brasileiro escolheu a melhor alternativa possível diante do impasse que produziu ao exigir um pedido de desculpas formal por parte de Washington.

Dilma: Mais Médicos, internet e EUA

Por Renato Rovai, em seu blog:

Quem imaginou que as ruas de junho seriam uma tragédia para o governo pode estar começando a perder aposta. Apesar do desgaste que o movimento causou para a presidenta Dilma Roussef num primeiro momento, agora seus efeitos parecem começar a lhe render dividendos políticos. E não por acaso, mas porque um setor do governo que estava sem espaço por conta dos altos índices de aprovação da presidenta começou a ter mais protagonismo.

"Mensalão": por que reabrir o caso

Por Antonio Martins, no sítio Outras Palavras:

Se o voto do ministro Celso de Mello encerrar, nesta quarta-feira (18/9), o julgamento do chamado “Mensalão” pelo Supremo Tribunal Federal (STF), milhões de brasileiros irão sentir-se aliviados e engrandecidos. Tendo acompanhado o episódio, durante oito anos, por meio dos jornais e da TV, eles acreditarão que surgiu, enfim, um caso em que o desvio de verbas públicas não ficará impune. Certas circunstâncias ampliarão seu júbilo. Entre os condenados, haverá “peixes graúdos”. Não será poupado o PT, partido no governo há dez anos. E, glória máxima, parte dos réus irá para a cadeia – o símbolo maior e mais humilhante dos sistemas punitivos modernos. Ficará aberto caminho, pensarão estes milhões, para moralizar a vida política e resgatar a República.

Chega ao fim a vida mansa da Globo

Do blog Diário do Centro do Mundo:

Está no site Consultor Jurídico, hoje: “As organizações Globo perderam recurso administrativo contra uma cobrança de R$ 713 milhões do Fisco federal. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda, que julga contestações a punições fiscais, rejeitou argumentos contra autuação da Receita Federal sobre em mudanças societárias entre as empresas do grupo.”

"Opinião pública" ou "opinião da mídia"?

Por Venício A. de Lima, no Observatório da Imprensa:

Aqueles que ainda acreditam que “a grande mídia é diversa e democrática” ou que “a opinião pública é formada livremente” no nosso país, certamente terão nos editoriais e no “enquadramento” único da cobertura política que tem sido oferecida sobre a aceitação ou não dos “embargos infringentes” da Ação Penal nº 470 pelo Supremo Tribunal Federal, uma oportunidade concreta de reavaliarem realisticamente suas crenças.

Dilma não vai a Obama!

Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada:

A presidenta Dilma Rousseff mandou avisar ao presidente Obama que não vai a Washington no dia seguinte a uma reunião importantíssima no Palácio do Planalto com ministros de Estado e representantes do Comitê Gestor da Internet.

Uma tem a ver com a outra.

Lei Dirceu e lei Fleury

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Em 1973, com a ditadura militar no apogeu, o general-presidente Emílio Médici assinou um decreto que deu origem à Lei Fleury.

Sua finalidade era proteger o delegado Sérgio Paranhos Fleury, homem forte do porão militar, acusado de torturar presos políticos, que corria o risco de ir para a cadeia em função de crimes ligados ao Esquadrão da Morte e tráfico de drogas. A lei evitava que réus primários, com endereço conhecido e os chamados bons antecedentes, cumprissem pena de prisão na cadeia.

Os desafios da liberdade expressão

Do sítio do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Na quinta-feira (26), o Memorial da América Latina, em São Paulo, sedia o Seminário Velhos e Novos Desafios da Liberdade da Expressão, promovido pela Artigo 19. A programação do evento, que acontece pela manhã e ao longo da tarde, conta com discussões sobre diversos temas relacionados à liberdade de expressão, como neutralidade da rede, Internet, direitos autorais, censura e direitos humanos.

Dilma cancela viagem aos EUA

Por Umberto Martins, no sítio da CTB:

A presidenta Dilma cancelou a visita de Estado aos Estados Unidos, que estava agendada para 23 de outubro. A decisão, tomada nesta terça-feira (17), é um protesto contra o programa de espionagem global montado pelo governo Obama, que elegeu o Brasil como principal alvo no continente. O chefe da Casa Branca chegou a ligar para Dilma, mas não conseguiu demovê-la da decisão.

As falácias contra os infringentes

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

A ministra Carmen Lúcia agarrou-se com leviandade à tábua de salvação oferecida pelo jornal O Globo, que na véspera de seu voto publicou um artigo de Tânia Rangel, professora da FGV, segundo o qual o STF perderia a isonomia em relação ao STJ se aceitasse o embargo infringente.

A falácia causou impacto por 24 horas, tempo máximo durante o qual a mídia conseguiu bloquear o contraditório. Suficiente, porém, para conquistar o precioso voto de uma Carmen Lúcia aflita para se ver livre de pressões.

Espionagem isola e ridiculariza os EUA


adivinhe

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

A imagem aí de cima, com o impagável título de ”Adivinhe quem NÃO vem para o jantar” é a capa da editoria internacional do Huffington Post, o mais importante blog dos Estados Unidos. Fui ler os comentários – de americanos, claro – e impressiona o apoio que tem a atitude de Dilma.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Acabou o flerte entre Obama e Dilma?

Colagem: http://voiceofrussia.com
Por Dario Pignotti, no sítio Carta Maior:

Acabou o flerte de Obama e Dilma: os jornais deste domingo confirmam aquilo que se escutou durante toda a semana, nos bastidores de Brasília, sobre uma possível suspensão da viagem à Washington, a visita de Estado que, com pompa e tapete vermelho, havia sido publicitada pela imprensa dominante como uma boda política entre o Brasil e os Estados Unidos, depois de anos de divórcio engendrado pela parceria Lula-Amorim.

Quando a mídia promove julgamentos

Por Charles Carmo, no blog Viomundo:

Se você receber uma multa de trânsito, poderá se defender junto ao Detran e mostrar, por exemplo, que seu carro nunca transitou na cidade indicada, que tudo não passou de um caso de clonagem de placa, em que você é a vítima. Depois você ainda pode recorrer da decisão e será julgado por outro órgão, outros “juízes”. É um direito seu, um direito de todos nós.

No caso do chamado “mensalão”, o Brasil parou para discutir se, para esses réus específicos, o direito ao duplo grau de jurisdição desaparecerá, a fórceps, por meio das mãos do oligopólio midiático e de poderosos grupos de pressão.

As empresas que lucram com as guerras

Por Marco Antonio Moreno, no jornal Brasil de Fato:

O Instituto de Investigação da Paz de Estocolmo (SIPRI) resume no seu anuário de 2013 as vendas mundiais de armas e serviços militares das cem maiores empresas de armamento e equipamento bélico para o ano de 2011. As vendas destas empresas atingiram 465.770 bilhões de dólares em 2011, contra 411 bilhões em 2010, o que representa um aumento de 14%.

O apoio da mídia à ditadura militar

Por José Dirceu, em seu blog:

O jornal O Globo publicou editorial em que faz uma espécie de “mea-culpa” pelo apoio dado ao Golpe de 1964, que estabeleceu a ditadura militar no Brasil, regime que, nos 21 anos seguintes, promoveria perseguições políticas, torturas e assassinatos de cidadãos brasileiros, deixando profundas marcas e sequelas até hoje difíceis de sanar em nossa sociedade.

Dilma ainda não decidiu se vai aos EUA

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Informação do Palácio do Planalto no começo da manhã desta segunda-feira: a presidente Dilma Rousseff só decidirá amanhã, após encontro com o chanceler Luiz Alberto Figueiredo, se confirma ou não viagem oficial aos Estados Unidos marcada para o dia 23 de outubro. O resto é especulação.

O motivo da espera: Figueiredo esteve na semana passada nos Estados Unidos e manteve longa reunião com Susan Rice, subsecretária de Estado, para saber que providências o governo americano tomará em relação às denúncias de espionagens feitas no Brasil pela NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos).

STF: mídia finge que não viu

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Na madrugada de sexta (13) para sábado (14), este blog recebe e-mail de uma das fontes espontâneas que ajudam a alimentá-lo com informações. A mensagem foi enviada sob a rubrica “URGENTE” e trazia link de uma reportagem publicada discreta e exclusivamente no site do jornal O Globo poucas horas antes – até porque, tratava-se de uma bomba.

A blindagem da corrupção tucana

http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/
Por Cida de Oliveira, na Rede Brasil Atual:

Não nasceram em julho, quando a revista IstoÉ ­pu­­bli­cou reportagem sobre o caso, as denúncias da empresa alemã Siemens de prática criminosa de cartel em diversas licitações para o transporte ferroviário do estado. O que os executivos da companhia detalharam ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) envolve um esquema de pagamento de propinas para viciar concorrências públicas desde o governo Mário Covas (1995-2001), passando pelas administrações de José Serra (2007-2010) e de Geraldo Alckmin (2001-2006 e desde 2011).

Publicidade de alimentos para crianças

Por Ekaterine Karageorgiadis, no sítio Vermelho:

Atualmente no Brasil, 30% das crianças de 5 a 9 anos estão com sobrepeso e 15% estão obesas (POF 2008-2009). Os dados revelam uma epidemia, que acomete as cinco regiões do país e todas as classes sociais. Com o excesso de peso, surgem as doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, diabetes, problemas renais e alguns tipos de câncer.

domingo, 15 de setembro de 2013

11 de setembro e os vexames históricos

Por Hildegard Angel, em seu blog:

Dedico o advento deste 11 de setembro - para os americanos, o fatídico September 11, para os chilenos o da morte do presidente Salvador Allende sob o cerco do golpe militar - dia por predestinação aziago, para lembrar os vexames históricos daqueles que ousaram julgar ao arrepio das leis e das provas. Vestiram suas togas como instrumento de sujeição, não de equilíbrio. Para inspirar prepotência e temor, não confiança e Justiça.

Testemunha coagida do caso Amarildo

Da revista Fórum:

O major da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Edson Santos, que era comandante da UPP da Rocinha, pagou o aluguel de uma casa fora da favela para uma das principais testemunhas do caso Amarildo. Segundo a mulher que foi favorecida, o agente a pediu que mentisse dizendo que a culpa pelo desaparecimento do pedreiro era de um traficantes da região.

Jornais pressionam Celso de Mello

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Por Lino Bocchini, na revista CartaCapital:

No alto da primeira página da Folha de S. Paulo desta sexta-feira, um diálogo entre os ministros do STF Luís Roberto Barroso e Marco Aurélio Mello é reproduzido, com balões de diálogo: “Eu não estou aqui subordinado à multidão, estou subordinado à Constituição. O que vai sair no jornal do dia seguinte não faz diferença pra mim”, diz Barroso. Ao que Marco Aurélio responde: “Pois pra mim faz! Devo conta aos contribuintes”. Ou seja, na opinião de Marco Aurélio, "prestar contas aos contribuintes" significa preocupar-se com o que os jornais vão dizer no dia seguinte. Tudo isso logo abaixo do logo, a parte mais nobre do diário.

A alma pequena do leitor dos jornalões

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Que tipo de leitores a mídia está atraindo? Um bom exercício para responder a esta questão, como repararam amigos do Diário, é a mera leitura dos comentários deixados nos seus sites.

Tinha feito isso algumas semanas atrás com os blogs da Veja. Notei, ali, que Reinaldo Azevedo atraía leitores tão repulsivos quanto aquilo que ele escreve. O mesmo quadro vale para os outros dois colegas de Azevedo, Augusto Nunes e Ricardo Setti.

Não se iludam com Celso de Mello

Por Luis Nassif, no Jornal GGN

Não se iludam com Celso de Mello.

Suas atitudes mais prováveis serão:

1. Votar pela aceitação dos embargos de infringência.

2. No segundo julgamento, ser o mais severo dos julgadores, fortalecido pelo voto anterior.

Rumo a uma nova crise financeira?

Por Antonio Martins, no sítio Outras Palavras:

Num artigo recente, sobre as mobilizações de junho e suas consequências eleitorais em 2014, o cientista político André Singer sugere: o pleito será definido, fundamentalmente, pelo estado da economia no próximo ano e pelo debate sobre seu futuro. Mas de que dependerá a situação econômica?

Luiz Gushiken e o massacre midiático

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Conheci Luiz Gushiken quando ele era gordo, tinha cabelos imensos e um bigode de estilo mexicano. Na última vez que nos encontramos, num quarto no Sírio Libanês, pesava menos de quarenta quilos, os cabelos tinham ficado brancos e ralos. Falava com dificuldade mas a mente seguia continuava alerta.

Conversamos sobre a conjuntura. Longe de qualquer atividade política, Gushiken estava preocupado com o resgate da história do Partido dos Trabalhadores e com o esforço dos adversários para esconder os méritos da legenda no progresso da maioria dos brasileiros.

A infinita estupidez dos neogolpistas

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Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Quão certo estava Einsten quando afirmou que apenas duas coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana. Quer dizer, se ainda não existem provas sobre o tamanho do universo, a estupidez do homem cria diariamente provas de sua infinitude.

Hoje no Globo, por exemplo, esbarro com um artigo escrito a quatro mãos, por dois professores da FGV. É um texto visivelmente encomendado. Alguém do Globo ligou para FGV e pediu: quero um artigo contra os infringentes. E o artigo veio. Mas é grotesco de tão idiota.

A juventude e o direito à comunicação


O Estatuto da Juventude (lei 12.852/2013), sancionado pela Presidência da República no último dia 5 de agosto, é a primeira lei brasileira a reconhecer, expressamente, o direito à comunicação. Apesar de termos em diversas normativas nacionais, internacionais e na própria Constituição Federal elementos que integram tal direito – como a liberdade de expressão, o acesso à informação, a proibição da censura e dos monopólios e oligopólios de mídia – essa é a primeira vez que a expressão “direito à comunicação” aparece em um de nossos marcos legais.

Merval ameaça o próprio STF

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Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Merval Pereira, derrotado, investe com ódio contra o Supremo Tribunal Federal.

Diz, textualmente, que se forma uma suspeita de manipulação do Supremo Tribunal Federal, que estaria sendo operada pelo Ministro Luís Roberto Barroso, em “dobradinha” com o Ministro Teori Zavascki, sob a batuta de Ricardo Lewandowsky.

A disputa pelo voto de Celso de Mello

Por Najla Passos, no sítio Carta Maior:

Só o tempo dirá se o ministro Celso de Mello sucumbirá à intensa pressão midiática que recai sobre ele desde o final da sessão desta quinta (12), quando a votação pela admissibilidade ou não dos embargos infringentes na ação penal 470 fechou o placar em 5X5 e o presidente da corte, Joaquim Barbosa, encerrou a sessão. Em coletiva à imprensa, indicou que irá manter a posição expressa no primeiro dia de julgamento, pela validade do recurso. Será?

O tempo corre contra Dilma

Por Antônio David, no blog Viomundo:

I – Manifestações e manifestantes

“O gigante acordou”. Mais do que um bordão repetido durante os protestos de junho pelo Brasil, a expressão parece corresponder à representação que os manifestantes fizeram de si mesmos, como se naquele momento tivéssemos testemunhado não a expressão de um conflito no interior da sociedade, mas um grito da sociedade contra algo ou alguém.

sábado, 14 de setembro de 2013

Banco Central repudia mentira da Época

Por Altamiro Borges

Numa nota dura divulgada neste sábado (14), o Banco Central repudiou "reporcagem" da Época desta semana, assinada pelo jornalista Felipe Patury. A revista, pertencente às Organizações Globo - que no final de agosto admitiu o seu "erro" no apoio ao golpe de 1964, mas que segue defendendo criminosos, inclusive os agiotas financeiros -, acusou o BC de se omitir no combate às fraudes bancárias. Na nota oficial, o banco rechaça a acusação e ainda deixa implícito que a revista defende os interesses de banqueiros falidos e fraudulentos. "É lamentável que um profissional de um órgão de imprensa de reconhecida referência se deixe pautar por esses interesses escusos", afirma. Vale conferir a porrada:

Rede Globo e o apoio à ditadura

Editorial do jornal Brasil de Fato:

Em editorial, publicado no dia 31 de agosto, o jornal da família Marinho, O Globo, reconheceu que foi um erro ter apoiado o golpe militar de 1964, como o fizeram também todos os grandes jornais do país.

Seriam sinais de novos tempos na Globo? Nem o mais ingênuo dos mortais acredita nessa possibilidade.

As manobras rasteiras de Barbosa

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Por Bepe Damasco, em seu blog:

É impressionante que não cause nenhum constrangimento a um presidente de suprema corte o apelo a manobras tão baixas e vis. Primeiro, na sessão do STF de quarta-feira, que votava o acolhimento ou não dos embargos infringentes, na Ação Penal 470, Barbosa suspende a sessão monocraticamente, atordoado com o placar de 4 a 2 favorável aos embargos. O objetivo mal disfarçado foi ganhar 24 horas para acionar a matilha da mídia golpista e pressionar a próxima a votar, a ministra Carmem Lúcia.

O legado de Luís Gushiken

Foto: http://www.spbancarios.com.br
Por José Dirceu, em seu blog:

Gushiken, nos deixou. O sindicalista, ex-deputado e ex-ministro Luís Gushiken não esta mais entre nós, para nos alegrar e sempre nos fazer refletir. Não dará mais suas broncas homéricas e não nos ensinará mais como viver com dignidade e feliz. Sim isso mesmo, Gushiken sabia, como poucos, ser feliz mesmo nos duros meses finais, quando o visitamos há dias, eu, Aloizio Mercadante, Vagner Freitas, Arthur Henrique e João Felício…

Maioria quer democracia na mídia

Por Laurindo Lalo Leal Filho, na Revista do Brasil:

O debate em torno da democratização da comunicação acaba de ganhar um reforço importante. Uma pesquisa sobre o tema promovida pela Fundação Perseu Abramo permite agora discutir o papel da mídia em cima de dados concretos. Sabia-se, por exemplo, que a TV aberta – apesar do avanço da internet – continuava sendo o meio mais utilizado pelos brasileiros para informação e entretenimento. Agora temos números: 94% fazem isso, 82% deles todos os dias.

FHC e o "crime sem castigo" do PSDB

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Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

"O mais importante que aconteceu neste julgamento é que ficou claro que não há crime sem castigo", comentou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre as discussões no STF em relação aos embargos infringentes no processo do chamado mensalão.

Não é verdade. Nem é preciso ir longe. Sabemos todos que no Brasil há milhares de crimes sem castigo. Basta pegar, entre outros, o do mensalão tucano, chamado na imprensa de "mensalão mineiro", que é de 1998, mesmo ano do caso da compra de votos para a reeleição do próprio FHC para o segundo mandato, um caso denunciado, comprovado e logo depois esquecido pela imprensa, sem que sequer tivesse sido aberto processo, sem falar em práticas pouco republicanas no processo de privatização promovido pelo governo do PSDB.

Eu acuso o STF, os políticos e a mídia

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

“O grau de cultura de um povo se mede sobretudo pelo
modo com que se salvaguardam os direitos e a liberdade
do imputado em um processo penal”

Gian Domenico Pisapia


A citação é oportuna ante a mancha vergonhosa e inapagável que se alevanta sobre a Nação à luz da mutilação da Lei e do Estado Democrático de Direito que os dias que correm veem ser gravada com letras de fogo pelo julgamento da Ação Penal 470, vulgarmente conhecido como “julgamento do mensalão”.

EUA adiam agressão militar à Síria

Editorial do sítio Vermelho:

À medida que os Estados Unidos se deparam com a crescente oposição à sua nova empreitada imperialista, a promoção histérica de uma intervenção militar pintada de “humanitária” contra a Síria, as opções diplomáticas continuam sobre a mesa.

A pressão reacionária no STF

Por Mauricio Dias, na revista CartaCapital:

Quase ao final de um voto de aproximadamente uma hora, na quarta 11, o ministro Luís Roberto Barroso, primeiro a se manifestar no Supremo Tribunal Federal, sobre a aceitação ou rejeição dos “embargos infringentes”, em continuidade à Ação Penal 470, invocou um princípio básico da democracia: o direito de a minoria tornar-se maioria.

Morre Gushiken, o guerreiro visionário

Foto: http://www.spbancarios.com.br
Por Renato Rovai, em seu blog:

Gushiken foi uma das lideranças sindicais mais capazes da história recente do Brasil. Acha exagero? Pergunte ao Lula qual é a opinião dele acerca dessa frase. Sua liderança não estava apenas associada ao seu carisma ou à sua capacidade de articulação. E ele tinha os dois. Mas Gushiken era maior que isso. Era um intelectual.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Rock In Rio e os interesses da Globo

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

O Rock In Rio é notícia? Sim. Mas e quando quem noticia é também quem patrocina? Mais: e quando quem noticia não avisa que também patrocina?

O festival começa na sexta (13) e durará uma semana. A Globo tem os direitos exclusivos de transmissão. Vai dedicar quatro horas diárias aos shows. É mais ou menos como no futebol e na Fórmula 1. Ela paga (ou deveria pagar) pelos direitos. Em contrapartida, pode vender cotas de patrocínio.

Novatos, velhos e velhacos no STF

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

O inesquecível "doutor" Ulysses Guimarães certa vez foi acusado – por um idiota qualquer – de ser aquilo que de fato era: "velho". Ulysses saiu-se com a sagacidade de sempre: "posso ser velho, mas não sou velhaco".

Esta semana, o ministro do STF Marco Aurelio Mello pensou que poderia diminuir a importância de outro ministro se o chamasse de “novato”. Transitando entre o escárnio e o tom falsamente professoral, Marco Aurelio defendia a tese de que os ”embargos infringentes” não devem ser aceitos.

O jogo no STF até quarta-feira

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

A manobra protelatória que permitiu o encerramento da sessão de quinta-feira sem o voto decisivo de Celso de Mello foi um aperitivo do que virá por aí. Os pronunciamentos chegaram a ser arrogantes. O esforço para ganhar tempo de forma bisonha, teatral, foi ofensivo num tribunal onde a denuncia de chicanas é feita com tanta facilidade.

Manobras num julgamento de exceção

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Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

No desespero por condenar petistas a todo custo, os ministros que defenderam a revogação dos embargos infringentes entraram em contradição consigo mesmos e negaram não apenas o Regimento Interno do STF como mais de 300 anos de tradição humanista de proteção do indivíduo contra o afã justiceiro do Estado.

É o caso de lhes opor uma citação latina: Allegans contraria non est audiendus.

Aquele que dá declarações contraditórias não merece ser ouvido.

Demora do Cade beneficiou a Globo

Por Antônio Mello, em seu blog:

Em 2005, Jornal do Brasil e O Dia, ambos diários do Rio de Janeiro, entraram com uma ação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra a Infoglobo Comunicações e Participações S/A, que publica os jornais "O Globo" "Extra" e "Expresso" [negrito meu]:

Fux "mata no peito" seu próprio voto

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Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

O ministro Luiz Fux, aquele que disse que “matava no peito” casos difíceis quando cabalava apoios para se tornar ministro do Supremo, não mentiu.

Ele realmente vira qualquer questão jurídica de acordo com os ventos políticos.

Muda, inclusive, suas próprias opiniões, escritas e assinadas, se achar que é mais “adequado”.

Os desafios ao crescimento no Brasil

Por Amir Khair, no sítio Carta Maior:

Entre 1901 e 1980, o Brasil, juntamente com o Japão, foi o país que mais cresceu em sua economia. Esse período pode ser dividido em duas partes: de 1901 a 1930 cujo motor foi o modelo primário exportador, aproveitando a posição de destaque do País no café. De 1931 a 1980 o modelo foi baseado na substituição de importações industriais com proteção à indústria nascente.

Mídia dá caneladas no Supremo

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Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

Nas edições de sexta-feira (13/9), os jornais fazem a crônica do jogo de futebol em que se transformou o julgamento da Ação Penal 470 no Supremo Tribunal Federal. Não faltam ofensas pessoais, ironias de nível mediano, meias verdade e principalmente demonstrações explícitas de partidarismos nos debates que acompanham as declarações de voto. Tudo detalhadamente publicizado pela televisão e pela internet, ao vivo e sem cortes.