segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Quando a política supera o decoro

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

Os jornais fizeram no fim de semana uma intensa cobertura dos funerais do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos e ofereceram abundantes opiniões sobre como sua morte poderá alterar a disputa pela Presidência da República.

No domingo (17/8), concentraram-se as apostas no potencial de votos da ex-senadora Marina Silva, provável sucessora de Campos na cabeça da chapa do Partido Socialista Brasileiro. Na segunda-feira (18), a manchete do Estado de S.Paulo sintetiza o que representou o cortejo que levou o esquife do candidato falecido ao cemitério: “Campos é enterrado em clima eleitoral”.

O que resta à direita latino-americana

Por Emir Sader, na Rede Brasil Atual:

A direita latino-americana já teve várias fisionomias: economias primário-exportadoras e regimes políticos oligárquicos, ditaduras e governos neoliberais. Nenhuma parece suficientemente atraente para fazê-la voltar ao governo onde deixou de sê-lo. O modelo primário exportador sofreu golpe mortal com a crise de 1929. As ditaduras serviram para brecar avanços políticos das esquerdas surgidas ou fortalecidas na reação àquela crise.

Como Marina muda a disputa

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Aos poucos vai ficando mais claro o impacto de Marina nas eleições.

É uma mudança enorme por uma razão básica: sai um candidato fraco e entra um candidato forte.

Perde Dilma e perde Aécio.

A questão é: qual o tamanho da perda de cada um?

O desconforto com o atual governo

Por Marcio Pochmann, no site Brasil Debate:

Neste ano em que o Brasil realiza a sua sétima eleição presidencial desde o fim da ditadura militar (1964-1984), podem ser identificados alguns sinais de desconforto com o governo da presidenta Dilma.

Em geral, localiza-se no segmento detentor do maior nível de renda a parcela significativa de reclamações, o que possivelmente aponta para as dores do parto da nova sociedade fluida em construção no País.

domingo, 17 de agosto de 2014

A máquina abandonou Aécio?

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Há um surdo desespero na campanha do PSDB.

Assistem, sem outra reação que não a do sinceríssimo Reinaldo Azevedo, o movimento da imensa máquina de propaganda da mídia em favor de Marina Silva, tranformada em mater dolorosa de Eduardo Campos, com quem – todos sabem – mantinha uma relação de convivência eleitoral, ao ponto de, mês e meio atrás, ter mandando divulgar nota dizendo que a aliança PSB-Rede tinha data para acabar.

GloboNews esconde emoção de Lula

Por Luiz Carlos Azenha, do Recife, no blog Viomundo:

Observando um resumo da cobertura da GloboNews do velório de Eduardo Campos, em Recife, por volta das 14:30.

Nas imagens, destaque para José Serra, candidato ao Senado em São Paulo, que enfrenta o petista Eduardo Suplicy - que, aliás, conta com o apoio de Marina Silva. Foi mostrado três vezes. Também de forma simpática apareceram Aécio Neves e, ao longe, o governador Geraldo Alckmin.

O adeus a Campos e o sorriso de Marina

Por Renato Rovai, em seu blog:

Poucas vezes na história política brasileira o velório de um homem público causou tamanha comoção popular e teve uma cobertura midiática tão intensa quanto o de Eduardo Campos. Há várias explicações para isso, entre elas o fato de a morte ter se dado de forma trágica e ter interrompido subitamente uma carreira política em ascensão. Eduardo tinha menos de 10% nas pesquisas para presidente da República, mas em 2010 foi reeleito com 82% dos votos em Pernambuco. Ou seja, em seu estado era uma liderança popular inconteste e todas as homenagens que recebeu hoje são, além de merecidas, compreensíveis.

Marina, Aécio e o destino

Por Mauricio Dias, na revista CartaCapital:

Após a morte de Eduardo Campos, só depende de Marina Silva a decisão de participar diretamente da disputa para a Presidência da República. A investidura dela como presidenciável, difícil de ser sabotada pelos adversários internos da coligação, altera o cenário da eleição.

Enterro dá início à campanha de Marina


Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil
Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Com milhares de bandeiras, camisetas, faixas, adesivos e balões, palavras de ordem e punhos erguidos, a missa campal celebrada pela morte de Eduardo Campos, em frente ao Palácio do Campo das Princesas, na praça da República, no Recife, na manhã deste domingo, deu início para valer à campanha eleitoral de 2014.

Mídia encobre atrocidades de Israel

Por Patrick Cockburn, no site da Adital:

Os porta-vozes israelenses já têm muito trabalho tentando explicar como os israelenses assassinaram mais de 1.000 palestinos em Gaza, a maioria dos quais civis, em comparação com apenas 3 civis mortos em Israel por foguetes e fogo de morteiro do Hamas. Mas pela televisão e pelo rádio e pelos jornais, porta-vozes do governo israelense hoje, como Mark Regev, parecem menos enroladores e menos agressivos que predecessores, que eram muito mais visivelmente indiferentes ao número de palestinos mortos.

A crise da indústria no Brasil

Por Wladimir Pomar, no site Correio da Cidadania:

Das questões colocadas para o desenvolvimento brasileiro, a industrial não tem tido o destaque que merece. Embora inúmeros economistas considerem que o processo industrial seja aquele que melhor pode deslindar os principais aspectos do desenvolvimento econômico, isso não tem se transformado em propostas ou políticas efetivas para solucionar a atual inércia desindustrializante do país.

O fim da "dolce vita" de Marina

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Em 2010, como candidata franco atiradora, sem nada a perder, ela foi incensada pela mídia para provocar o segundo turno. Até mesmo seus apelos obscurantistas, como a utilização eleitoral da questão do aborto, passaram incólumes pelos "formadores de opinião". De lá para cá, segue sendo tratada pelo establishment como um bibelô. Afinal, sobre ela sempre repousou a esperança conservadora de a disputa presidencial ser levada para o segundo turno. Mas agora chegou a hora da onça beber água. Marina precisará subir ao ringue e enfrentar o fogo cruzado da política, a luta encarniçada pelo poder, o jogo bruto da disputa. Nesse embate, são grandes as chances de que suas inconsistências, fraquezas e contradições as levem ao nocaute.

Campos e a Teoria da Conspiração

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Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:

Isto não é uma piada.

Dilma e Aécio teriam a perder sem Campos na eleição. Quem ganharia, no entanto, seriam alguns setores da economia que sabem que um segundo turno estava ficando distante. Então, esses setores armaram um plano para trocar Campos por Marina na cabeça da chapa causando o acidente. Prova disso é que, nesta sexta, as ações preferencias da Petrobras saltaram 8%, fruto da expectativa da próxima pesquisa eleitoral que deve apontar Marina embolada com os outros dois.

Os lucros das montadoras de automóveis

Por Marcelino Rocha, no site da CTB:

Os metalúrgicos e as metalúrgicas do Brasil vivem um cenário delicado neste momento. É preciso colocarmos o dedo em uma ferida importante, que a cada semana se agrava mais: resolver a situação de milhares de trabalhadores e trabalhadoras que vêm sendo demitidos por montadoras de veículos e pela cadeia produtiva envolvida nesse processo, em todo o país.

O enterro de Campos e a manipulação

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

O povo brasileiro agora vive um de seus maiores desafios. Enfrentar a manipulação emocional de uma tragédia. Eduardo Campos viveu, lutou e morreu. É um brasileiro cuja memória merece ser respeitada.

Entretanto, temos aqui duas tragédias. A primeira é a morte de um quadro político tão jovem. A segunda é: uma eleição que vinha se desenvolvendo até aqui, entre trancos, barrancos e baixarias, de maneira relativamente normal, com escândalos, pesquisas e debates, recebeu o impacto de um fator externo que não tem nada a ver com política.

Marina e PSB: quem engole quem?

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Por Benedito Tadeu César, no site Sul-21:

Marina Silva é uma inquilina instalada no condomínio político do PSB. Ingressou no partido porque não conseguiu reunir o número necessário de assinaturas para registrar a Rede Solidariedade, o partido que busca ainda criar. Desde o momento de sua filiação ao PSB, Marina Silva deixou claro que não abandonaria o empenho em fundar a Rede e que se transferiria para ela quando o registro do seu partido fosse, finalmente, concretizado.

A etapa decisiva da campanha eleitoral

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Editorial do site Vermelho:

A partir desta semana, abre-se nova etapa da campanha eleitoral, com o início da propaganda partidária no rádio e na televisão.

Importante conquista democrática, a propaganda eleitoral de rádio e TV é necessária para que os candidatos fiquem conhecidos do grande público. Não somente os que disputam os cargos majoritários – a Presidência da República, os governos estaduais e as cadeiras do Senado -, mas também os milhares de candidatos a deputado estadual e federal.

sábado, 16 de agosto de 2014

Cartel do Metrô faz doações para Alckmin

Do site SPpressoSP:

Três empresas, que são acusadas de participar de um cartel, que se favorecia de formação de cartel e de fraudes em licitações do metrô paulista e do Distrito Federal, doaram R$ 4 milhões para a campanha à reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Mais grave ainda, uma vez que as investigações indicam que as fraudes ocorreram em governos do PSDB, partido de Alckmin, é que duas das empresas já são rés em processos na Justiça, são elas: Queiróz Galvão, que doou R$ 2 milhões, e CR Almeida, que participou com R$ 1 milhão.

A morte de Campos e a memória de Arraes

Por Mauro Santayana, em seu blog:

A morte de Eduardo Campos é uma dura perda para a democracia, e ocorre na mesma data de agosto em que seu avô, Miguel Arraes, faleceu, há nove anos.

A notícia estarreceu o país. Eduardo era uma das mais marcantes lideranças da nova geração de brasileiros, e entrou para a vida pública logo após a formação universitária, como secretário particular do governador Arraes, cargo em que se destacou, e teve suas lições de política. Essa circunstância o aproximou de Aécio Neves, que também foi secretário do avô, Tancredo, e com ele aprendeu as regras básicas da vida pública.

Marina e o vale tudo para o 2º turno

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Do blog de Zé Dirceu:

Com o anúncio pela cúpula nacional do PSB, de que se reunirá na próxima 4ª feira para decidir sobre o candidato que substituirá o ex-governador Eduardo Campos na disputa pelo Planalto, cresce a pressão, principalmente por parte da mídia para que a candidata a vice, Marina Silva, seja a substituta.

Quem está pior, a economia ou a mídia?

Por Fábio Jammal Makhul, na Revista do Brasil:

Não é improvável um espectador do telejornal noturno ter o sono perturbado com vozes soturnas de apresentadores e analistas. Pelo que se vê e se ouve, não se sabe o que aquele apresentador sério quer dizer com “boa noite”. Afinal, a economia do Brasil pode estar à beira da bancarrota. Tampouco se perdoa o “bom dia” do apresentador da manhã, pois os jornais do dia também trarão o apocalipse. Não é para menos.

O ator sueco e a sonegação da Globo

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Stellan Skarsgard é um ator sueco.

Aos 63 anos, um dos favoritos do cineasta Lars von Trier, tem uma carreira vitoriosa que lhe trouxe fama e dinheiro. Recentemente, ele concedeu uma entrevista na qual reafirmou seu amor pela Suécia.

“Vivo na Suécia porque o imposto é alto, e assim ninguém passa fome. A saúde é boa e gratuita, assim como as escolas e as universidades”, disse ele. “Você prefere pagar imposto alto?”, lhe perguntaram. “Claro. Se você ganha muito dinheiro, como eu, você tem que pagar taxas maiores. Assim, todo mundo tem a oportunidade de ir para a escola e para a universidade. Todos têm também acesso a uma saúde pública de qualidade.”

Marina vai apoiar Serra e Alckmin?

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Por Antônio de Souza, no blog Viomundo:

A direita sabia que Dilma Rousseff (PT) ia ganhar no primeiro turno, como o mercado e os editorialistas da grande imprensa já sinalizavam em letras pequenas nas publicações. Agora, eles estão em festa em cima do cadáver insepulto de Eduardo Campos, pois acham que com Marina levarão a eleição para o segundo turno.

O jornal Estado de S. Paulo dá em manchete o que os tucanos tanto querem: Marina candidata a presidente, desde que ela respeite os acordos regionais.

Cantanhêde e a ofensiva das hienas

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Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Que Marina Silva tem o direito de pretender ser a candidata do grupo que apoiava Eduardo Campos, não há nada a discutir.

Quanto ao direito do PSB de avaliar se alguém que entrou no partido como “carona” possa representá-lo, também não há questionamento moral possível.

A democracia se exerce, aliás, através dos partidos.

A dócil imprensa de Minas Gerais

Por Vinicius Gomes, na revista Fórum:

“Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade” – George Orwell

Segunda-feira (4), 18h52. O portal R7 publica um artigo assinado por Helcio Zolini, diretor institucional da Rede Record de Minas Gerais, com o título “Agora essa: Aeroporto de Cláudio pode ter servido ao tráfico de drogas”. Menos de 24 horas depois, o artigo é retirado do ar. O que aconteceu no ínterim desses dois momentos é uma das mais perfeitas sínteses do relacionamento entre o governo do estado de Minas Gerais e a sua imprensa há mais de 10 anos: algumas ligações da assessoria do ex-governador, senador e agora presidenciável Aécio Neves para o alto escalão da rede de notícias e a matéria é excluída. Não que isso fizesse alguma diferença àquela altura, uma vez que o artigo tornou-se em pouco tempo um viral, com dezenas de milhares de visualizações e pelo menos 12 mil compartilhamentos nas redes sociais antes que os telefonemas acontecessem.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

CartaCapital: Quanto valem os 20 anos?

Por Mino Carta, na revista CartaCapital:

Esta é a edição do 20º aniversário de CartaCapital. A ocasião oferece óbvios motivos de satisfação a quem a publica e aos seus leitores. Mas a fatalidade interfere com indiferença feroz na vida do País e lança uma sombra de profunda tristeza sobre nossa celebração.

Estamos envolvidos no pesar da nação, golpeada pelo desaparecimento de Eduardo Campos, o jovem líder pernambucano herdeiro de notáveis tradições, candidato à Presidência da República nas próximas eleições, já intérprete de um papel importante e certamente destinado a um futuro decisivo na política brasileira.

Marina é o nome do mercado e da mídia

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

De volta à lida política, 48 horas após a tragédia de Santos, dois pontos se destacam no noticiário desta sexta-feira (15) e só o imponderável poderá impedir que sejam confirmados pelos fatos: a ex-senadora Marina Silva será a candidata a presidente em substituição a Eduardo Campos na coligação liderada pelo PSB, e o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, está praticamente reeleito em primeiro turno, segundo o último Datafolha.

Manifesto contra a inquisição na PUC-SP

Do site Outras Palavras:

Uma carta disparada semana passada em apoio aos professores Peter Pál Perlbart, Jonnefer Barbosa e Yolanda Gloria Gamboa Muñoz, perseguidos pela reitora Anna Cintra da PUC-SP e o cardeal de São Paulo Dom Odilo Scherer, já conta com o apoio de mais de 1.500 assinaturas. Os professores são acusados de terem atentado contra o “patrimônio moral” da universidade, e estimulado a “indisciplina entre os discentes” ao convidarem o diretor de teatro Zé Celso a apresentar trecho de uma peça, durante a greve de 2012. Entre as assinaturas, há intelectuais de renome internacional e personalidades progressistas, como Antonio Negri, Tarso Genro, Marilena Chauí, Maria Rita Kehl, Michael Hardt, Maurizio Lazzarato, Tomie Othake, José Miguel Wisnik, Ricardo Musse, Vladimir Safatle, Raquel Rolnik e muitos outros.

Confira a carta e assine você também.

PSB não é um assunto familiar

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Uma tragédia costuma alterar os sentimentos e modificar reações normais da maioria das pessoas. Quando se trata de um episódio como a morte de Eduardo Campos, candidato que mobilizava esperança e simpatia de tantos brasileiros, eleitores e não eleitores, essa situação é ainda mais intensa. A dor pela perda chega a seu ponto máximo, pois fica acima da capacidade de compreensão humana.

Essa situação permite entender a reação de Antônio Campos, irmão do candidato do PSB. Na quinta-feira, 24 horas depois da tragédia, Antonio Campos, divulgou uma carta sobre o futuro do partido na campanha presidencial, onde defendia a escolha de Marina Silva para disputar a presidência.

O poder dissimulado no luto

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

O tabuleiro da política brasileira começa a se reorganizar, mesmo antes que sejam compostos os restos mortais do ex-governador Eduardo Campos para a cerimônia fúnebre. Ainda sob o efeito da tragédia e do espanto, as duas forças hegemônicas do sistema partidário fazem os primeiros movimentos para obter o máximo proveito da tragédia, sem que pareçam estar interessadas no espólio do candidato desaparecido.

Marina: a tábua de salvação da direita

Por Emir Sader, no site Carta Maior:

A campanha eleitoral transcorria modorrenta, com resignação por parte da oposição. Tinha esgotado os graus de manipulação dos resultados de pesquisa, conseguindo, no máximo, passar a ideia de que os escândalos não tinham feito baixar o apoio ao Aécio.

As acusações ao governo já chegavam ao nível patético do caso da Wikipedia, não sobrava muito, nem para as perguntas à Dilma no JN. Tinham conseguido subir o máximo possível ao pastor. Aécio e Eduardo Campos ficavam nos seus patamares consolidados, as entrevistas dos dois no JN não entusiasmavam a ninguém.

O Datafolha e os rumos da eleição

Por Bepe Damasco, em seu blog:

A nova pesquisa do Datafolha sobre a corrida presidencial a ser divulgada provavelmente neste sábado deve ser vista com muita cautela. O açodamento do instituto de pesquisas dos Frias, que decidiu ir a campo em plena comoção pela morte de Eduardo Campos, revela uma mal disfarçada intenção de fazer do resultado mais um instrumento de pressão para que Marina Silva seja ungida candidata à Presidência na vaga do ex-governador de Pernambuco. Para mascarar esse objetivo, o Datafolha avisa que está testando um cenário também com o PSB sem candidatura própria. Me engana que eu gosto.

Sonegação da Globo está na web!

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

A trágica morte de Eduardo Campos fez passar despercebido o vazamento da íntegra do processo de sonegação da Rede Globo.

Os documentos chegaram simultaneamente a diversos blogs e sites no mundo inteiro, e estão disponíveis nos seguintes links:

Todos pela reforma política!

Por Vinícius dos Santos, na revista Teoria e Debate:

Entre os dias 1º e 7 de setembro, partidos como o PT, movimentos sociais, entidades representativas e outros setores organizados da sociedade farão, em todo o Brasil, um plebiscito popular por uma Constituinte exclusiva para a reforma política. Com valor apenas consultivo, o plebiscito contará com uma única pergunta: “Você é a favor da convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva para a reforma política?”

Marina pode atropelar os tucanos?

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Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

Com o olhar compungido, Marina Silva surge numa sala apertada, para o primeiro pronunciamento depois da morte de Eduardo Campos. Não fala de temas eleitorais, oferece “apenas” conforto à família do candidato morto. Não tem pompa nem pose, não quer parecer uma “estadista”…

Assisto à cena na Redação. Uma colega, menos afeita aos temas da política, pergunta: “quando será que ela começa a campanha pra valer? Precisa esperar uns dias, né?”.

Lei da TV paga: uma pequena revolução

Por Felipe Bianchi, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Por mais que este tema raramente seja visto na televisão, acredite: ele está presente na programação diária da sua telinha. O debate e a regulação da TV por assinatura são fundamentais para garantir mais democracia e diversidade no que é oferecido ao consumidor – atualmente, mais de 52 milhões de brasileiros têm acesso ao serviço.

Novas ações subversivas dos EUA em Cuba

Do site Vermelho:

Fontes diplomáticas cubanas informaram que o país solicitou ao secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, a publicação de documentos oficiais com denúncias sobre novas ações subversivas estadunidenses contra a ilha.

Lewandowski preside o STF. O que muda?

Por Altamiro Borges

O ministro Ricardo Lewandowski foi eleito nesta quarta-feira (13) para presidir o Supremo Tribunal Federal (STF) pelos próximos dois anos. Após a votação, que seguiu a tradição da casa que sempre elege o ministro com mais tempo de corte que nunca assumiu a presidência, Lewandowski afirmou que “irá honrar as tradições mais que seculares do STF e cumprir e fazer respeitar a consagrada liturgia”. É certo que o Supremo não tem “tradições” assim tão sadias – foi responsável, entre outros crimes, pela cassação do registro do Partido Comunista em 1947, pela deportação de Olga Benário para a Alemanha nazista e pelo reconhecimento do golpe militar de 1964.

O "aecioporto" e o incêndio em Cláudio

Por Altamiro Borges

O Portal G1, da poderosa Rede Globo, deu uma notinha minúscula, quase imperceptível, nesta quarta-feira: “Um incêndio foi registrado em um lote vago na noite de segunda-feira (11) e atingiu um galpão da Prefeitura de Cláudio, que fica ao lado. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as chamas ficaram confinadas em um cômodo de aproximadamente 9 m² no segundo andar. As chamas destruíram a sala onde ficavam arquivos, computadores, materiais de escritório e tecidos. Apesar disso, ninguém ficou ferido”.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Globo sabota Padilha em São Paulo

Por Altamiro Borges

A TV Globo nem disfarça mais a sua torcida pela reeleição de Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo. Além de camuflar o caos que impera no Estado gerido pelo PSDB há quase duas décadas – falta de água em bairros da capital e da região metropolitana, aumento da violência urbana, superlotação e panes constantes no Metrô e CPTM, entre outras chagas –, a emissora decidiu sabotar explicitamente a campanha do petista Alexandre Padilha. Os seus telejornais foram orientados pelos chefões do império global a não divulgarem as atividades do candidato. A desculpa, bem tacanha, é de que o petista não superou o patamar estabelecido de 6% nas pesquisas de intenção de voto.

O jornalismo no divã do cinema

Jorge Furtado
Por Paulo Donizetti de Souza, na Revista do Brasil:

Em 1625, o dramaturgo inglês Ben Jonson escreveu a peça The Staple of News, sobre uma atividade que começava a nascer: o jornalismo impresso. O texto jamais havia sido traduzido para o português, até o cineasta gaúcho Jorge Furtado descobri-la e decidir montar a peça e levá-la ao cinema. Diretor de grandes títulos nacionais como Ilha das Flores, O Dia em que Dorival Encarou a Guarda, O Homem que Copiava, Meu Tio Matou um Cara e ­Saneamento Básico, Furtado lança neste agosto o documentário O Mercado de Notícias, inspirado na peça do autor contemporâneo de Shakespeare, para discutir a qualidade do jornalismo praticado no Brasil.

O fator Marina Silva nas eleições

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

E agora?

A morte de Eduardo Campos embaralha o quadro das eleições presidenciais.

Já se desenhara, uma vez mais, a polarização entre PT e PSDB, dadas as baixas intenções de voto de Campos.

A provável indicação de Marina para o lugar de Campos muda as coisas.

Desculpas israelenses são insuficientes

Por Mauro Santayana, em seu blog:

O Palácio do Planalto informou, ontem, em nota, que o Presidente eleito de Israel, Reuven Rivlin, telefonou para a Presidente Dilma Rousseff, e pediu desculpas pelas declarações de Yigal Palmor, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores de Israel. Esse funcionário classificou, em entrevista ao Jornal “The Jersusalem Post”, o nosso país como um “anão diplomático”, após a retirada do embaixador brasileiro em Israel, para consultas, em consequência da “desproporcionalidade” da resposta militar israelense, em seus ataques contra a população palestina da Faixa de Gaza.

Campos e a abjeta pesquisa Datafolha

pataxocartoons.blogspot.com.br
Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

O acidente que vitimou Eduardo Campos ocorreu por volta de dez horas. Sua morte foi, infelizmente, confirmada por volta do meio-dia.

Pouco depois, a alta direção do Datafolha, numa atitude abjeta e desprovida de qualquer valor moral e humano preparava, com esmero, as perguntas para registrar uma pesquisa, às pressas, para ver com quem ficaria o espólio eleitoral do morto, para ser colocada nas ruas amanhã.

Nome de Marina não é tão certo assim!

Por Renato Rovai, em seu blog:

Quem conhece um pouco mais do estilo Marina Silva sabe que ela não admitirá que se trate de qualquer coisa que não seja a dor da perda de Eduardo Campos nos próximos dias. A tendência é que a ex-senadora participe das despedidas de Campos e se recolha. O tempo de Marina não será o tempo da política tradicional.

Leda Paulani fala sobre gestão em SP

Campos decidiu ser candidato em 2012

Foto: Breno Laprovitera/ ALEPE
Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Perdeu a política brasileira, já tão pobre. A morte de Eduardo Henrique Accioly Campos, aos 49 anos, é uma tragédia não apenas para a família, os amigos e os seus eleitores, mas também para o país. Meu sempre cordial amigo Eduardo era a melhor expressão das nossas novas lideranças políticas, tão raras neste Brasil do século 21. Descobri isso quando fiz com ele duas longas entrevistas, em 2010 e 2012, as primeiras de repercussão nacional, quando ainda era um líder regional.

Tragédia roubou uma liderança promissora

Foto: ARQUIVO CENTRAL ALEPE
Por Renato Rabelo, em seu blog:

Uma tragédia roubou da nação uma liderança renovadora e promissora. Compartilhamos do espanto e da dor que o Brasil sente pela morte do presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e candidato a presidente da República, Eduardo Campos. Expressamos aos companheiros do PSB nosso apoio e condolências. Enviamos à sua esposa Renata e a seus filhos, à sua mãe Ana Arraes, nossos sentimentos e o abraço afetuoso dos comunistas nesta hora difícil. Condolências extensivas aos familiares das demais vítimas dessa tragédia.

Marina será mesmo a herdeira de Campos?

pigimprensagolpista.blogspot.com.br
Da revista CartaCapital:

Após a morte de Eduardo Campos, candidato do PSB à Presidência da República, a ex-senadora Marina Silva, vice em sua chapa, é apontada como sucessora natural do pernambucano. A entrada de Marina no cenário eleitoral, que causa apreensão nas campanhas de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), é, no entanto, ainda incerta.

O imponderável assombra a imprensa

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

A morte trágica do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos interrompe o processo político iniciado com a série de entrevistas de candidatos à Presidência da República no Jornal Nacional da TV Globo. Campos foi surpreendido pela tragédia quando ainda estava celebrando o que considerava um bom desempenho diante da bancada que conta com a maior audiência entre os telejornais. Alguns analistas já ponderavam que esse seria o ponto zero de sua candidatura, empacada em torno de 8% nas pesquisas de intenção de voto.