O ano de 2016 virou história. Cada um fará a seleção afetiva daquilo que vale transformar em memória. Para mim, uma certeza. A categoria política e analítica “gênero” entrou definitivamente no léxico político nacional. Todas as vezes que um parlamentar ocupava a tribuna da Câmara para falar da ordem natural do ser homem e ser mulher, contribuía para provar que as masculinidades e feminilidades não são assunto da natureza, mas dizem respeito às relações de poder.
O que assistimos em 2016? À batalha das identidades femininas. Muitos desqualificavam a presidente Dilma Rousseff por não ter um comportamento adequado ao seu gênero. Outros, ao contrário, afirmavam que ela tinha a força e a sensibilidade que a tornavam sob medida para o cargo para o qual havia sido eleita.


















