Por Franklin Selva, especial para o Centro de Estudos Barão de Itararé:
Desde que Nayib Bukele chegou à presidência de El Salvador, em junho de 2019, tem sido surpreendente a sua forma particular de lidar com o campo midiático, desde o uso, com inteligência, das redes sociais, aproveitando sua popularidade e o desgaste do resto dos partidos políticos, até o apelo ridículo a uma permanente vitimização política.
Desde que Nayib Bukele chegou à presidência de El Salvador, em junho de 2019, tem sido surpreendente a sua forma particular de lidar com o campo midiático, desde o uso, com inteligência, das redes sociais, aproveitando sua popularidade e o desgaste do resto dos partidos políticos, até o apelo ridículo a uma permanente vitimização política.
Em um chamado irresponsável à insurreição, Bukele passou de ser o presidente “cool” e “millenial” ao tradicional e obsoleto político que, nas décadas de 1960 e 1970, utilizou o assédio militar para amedrontar o povo. O atual mandatário, porém, usa o expediente para intimidar deputados da Assembleia Legislativa, como neste domingo (9), tomando o controle do Palácio Legislativo, após falta de quórum para realizar uma sessão extraordinária convocada pelo presidente. A ausência de deputados contrastou com uma enorme quantidade de militares. Ao invés de estarem patrulhando as inúmeras zonas perigosas de San Salvador, os soldados concentraram-se em ocupar o centro do governo na capital do país.












