quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Neofascismo e a manipulação da linguagem

Ilustração: Aya Shaqalean
Por Jair de Souza

Ao redor do planeta, o capitalismo está transitando uma etapa crucial de sua existência. Uma vez mais, a conjuntura geral prevalecente não permite que este sistema de exploração se mantenha incólume dentro de suas características habituais. Assim, para não sucumbir e ser substituído por outro de caráter diferente, as forças sociais que o sustentam e dele se beneficiam precisam encontrar maneiras de levá-lo a superar as enormes dificuldades com que se depara.

Ao recorrermos a nossa memória histórica, vemos que o fascismo, em alguma de suas variantes, é um dos recursos extremos aos quais as forças do grande capital costumam apelar com vistas a aniquilar a resistência popular e quaisquer outras ameaças a seus interesses em momentos de crises como a que estamos vivenciando na atualidade. Podemos mesmo considerar como enigmática a maneira como, em boa parte da Europa da primeira metade do século passado, o nazismo-fascismo foi a principal alternativa com a qual a burguesia procurou sair da situação desesperadora em que se encontrava. Com base numa análise retrospectiva, podemos concluir com muito fundamento que os capitalistas estão sempre dispostos a passar por cima de todos os pruridos, sejam eles de cunho moral ou ético, quando se trata de preservar seus privilégios de classe.

Campos Neto incendeia país no fim do mandato

Por Jeferson Miola, em seu blog:

Nos dois meses finais no Planalto, o hoje indiciado e futuro réu em ação criminal Jair Bolsonaro dedicou-se a conspirar e armar bombas-relógio para inviabilizar o governo eleito.

O plano de assassinato de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes, os atentados terroristas em 12 e 24 de dezembro de 2022 e os atos bárbaros de 8 de janeiro de 2023 integraram esta estratégia.

Agora no final do seu mandato no Banco Central, Roberto Campos Neto repete a atitude de Bolsonaro e incendeia a economia do país com bombas armadas para a segunda metade do mandato de Lula.

A sinalização de elevação de juros para as duas próximas reuniões do Copom, já sob a presidência de Galípolo, e com o falso pretexto de dificuldades fiscais, é uma dessas bombas.

Braga Netto sinaliza delatar Bolsonaro

A reação das redes à manipulação da Globo

A comunicação nas mãos de quem nos detesta

2024: Ano de genocídios

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Fantástico dá rasteira em Lula

Balanço do segundo ano do governo Lula-3

General Heleno pode ser o próximo na jaula

O fiasco na negociação com a União Europeia

O que acontece após a prisão de Braga Netto

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Braga Netto é a 'cavalaria' do ensaio golpista

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Punição de golpistas é obrigação histórica

Charge: Miguel Paiva/247
Por Paulo Moreira Leite, no site Brasil-247:

Num país onde golpes de Estado e quarteladas constituem uma permanente ameaça ao regime republicano, a prisão do general Braga Netto representa um passo importante para a preservação da Constituição e do regime democrático. Mas isso não basta.

É preciso julgar e condenar, com os rigores da lei, os crimes cometidos contra a democracia.

Com uma história de frequentes ataques à República, que produziram traumas de longa duração e fraquezas crônicas, a quartelada lembra que o golpismo militar tornou-se uma doença permanente, ainda que oculta, muitas vezes.

BC ergue barreira contra o desenvolvimento

Charge do site Gazetinha da Guanabara
Editorial do site Vermelho:


Anunciada na quarta-feira (11), a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de elevar a taxa básica de juros, a Selic, em um ponto percentual (p.p.) – um salto de 11,25% para 12,25% ao ano – é errada e danosa ao País. Cada ponto da Selic aumenta em R$ 40 bilhões os gastos da União com os títulos da dívida, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Uma pesquisa do Valor Pro com 117 instituições financeiras apontou, antes da decisão, que apenas 24 esperavam um aumento de 1 ponto percentual, 89 anteviam alta de 0,75 p.p., enquanto quatro projetavam um crescimento de 0,5 p.p. O Copom foi, portanto, mais realista que o rei – no caso, o pretenso soberano mercado financeiro.

O teste de sobrevivência de Braga Netto

Charge: Aroeira/247
Por Moisés Mendes, em seu blog:

O general Braga Netto não conta com uma só defesa incisiva, categórica e incondicional que o console na condição de golpista encarcerado. Todas as figuras públicas que o defendem fazem volteios para dizer que ele deveria estar em liberdade.

Há manifestações protocolares, noticiadas sem destaque por não terem nem o componente de uma certa indignação. São defesas sem vitalidade, como as que partiram de Bolsonaro e de Hamilton Mourão.

Todos seguem a mesma linha de que é uma prisão injusta, o que não diz nada. E alguns até admitem, como Mourão, que um grupo de generais pode ter sonhado com o golpe, mas apenas como delírio, e esse pessoal todo era da reserva.

O elo de ruralistas com Braga Netto

Por Jeferson Miola, em seu blog:

O áudio de 20 de novembro de 2022 transmitido pelo ministro do TCU João Augusto Nardes para o “pessoal do agronegócio” é uma chave indispensável para se elucidar o papel dos ruralistas no financiamento do empreendimento golpista; e, também, para esclarecer o envolvimento direto dele, ministro Nardes, na conspiração [escutar o áudio].

No inquérito que indiciou a organização criminosa integrada por Bolsonaro e altos oficiais do Exército, a Polícia Federal descreveu em detalhes a cronologia dos preparativos da tentativa de golpe.

Esta cronologia tem importância capital, e deixa claro que quando transmitiu o áudio, Nardes demonstrava algum conhecimento sobre as articulações e iniciativas ocorridas antes daquele 20 de novembro de 2022, quando enviou o relato para seu “amigo Sartori” e o “time do agro”.

Síria e Líbano sob ataque de Israel

O mundo caminha para uma guerra total?