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| Charge: Fraga |
Um dos bordões prediletos do mercado financeiro é a “lição de casa”. Pedro Malan, Antonio Palocci repetiam a todo instante: para crescer o país tinha que fazer a “lição de casa”. Que consistia, geralmente, em contenção dos salários, reforma da Previdência, redução dos gastos sociais, cortes na educação, na pesquisa científico-tecnológica.
Fazia-se o que o mercado queria. Não apareciam resultados. No final do ano, o diagnóstico invariável era que a lição de casa não havia sido suficiente.
São décadas nesse jogo retórico, endossado por apenas dois tipos de especialistas:
- os papagaios, cabeças-de-planilha, incapazes de análise mínima sobre a realidade;
- os cínicos.
