quarta-feira, 20 de agosto de 2014

William Bonner é bom de marketing

Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:

Por um tempo Carlos Nascimento alimentou a ideia de que se tornaria âncora do Jornal Nacional. Na minha primeira passagem pela emissora, nos anos 80, acompanhei de perto a trajetória dele. Boa presença no vídeo, boa voz e, acima de tudo, experiência na rua. É conversando com as pessoas, no dia-a-dia, que nascem os bons entrevistadores. O mesmo aconteceu com Ana Paula Padrão, com quem só tive contato muito mais tarde, na TV Record. Foi correspondente, interagiu com entrevistados mundo afora.

Pastor Everaldo é o Aécio sincero

Por Renato Rovai, em seu blog:

O Pastor Everaldo (PSC) é a grande surpresa destas eleições. Ele foi eleito pela Globo para receber votos evangélicos populares e levar a eleição ao segundo turno. Por isso, ficou hoje à noite 15 minutos no Jornal Nacional e terá destaque no programa todos os dias. Enquanto isso, o candidato ao governo pelo PT, Alexandre Padilha, é absurdamente boicotado pela emissora. E não aparece no regional SP TV.

Os números da manipulação do JN

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Muitos se animaram com a primeira entrevista de candidatos a presidente da série que o Jornal Nacional levaria a cabo até a fatídica terça-feira da semana passada (13/8), quando desastre aéreo ceifou prematuramente a vida de Eduardo Campos.

Aécio Neves, o primeiro entrevistado pelo JN, foi inquirido com certa “dureza” pelos apresentadores do telejornal. Um tucano ser perguntado sobre assunto incômodo justo pela empresa de comunicação que é uma espécie de porta-voz do PSDB fez muita gente pensar que a Globo, finalmente, trataria todos os candidatos a presidente da mesma forma.

A força da comunicação comunitária

Por Érika Cecconi, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Com o objetivo de falar com e para a comunidade, os movimentos populares dos anos 1970 e 1980 pressionaram os governos para garantir um sistema de comunicação democrático e que chegasse àqueles que não tinham voz. Foi assim que nasceu a comunicação comunitária em vários países.

A comunicação comunitária nasceu de uma luta dos movimentos populares, que exigiam a criação de espaços no rádio e na televisão para falar com e para a comunidade. Esta demanda surgiu, principalmente, pela falta de pluralidade e diversidade existentes na radiodifusão comercial.

Dilma e Marina, tão iguais e diferentes

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Quem um dia poderia imaginar, até poucos anos atrás, que teríamos neste momento, a 45 dias das eleições, duas mulheres disputando quem vai ser a próxima presidente da República do Brasil?

Por uma dessas boas sortes do destino, tive a oportunidade de trabalhar com ambas durante os dois primeiros anos do governo Lula, em que elas foram ministras de Estado e eu secretário de Imprensa da Presidência. Aprendi a admirá-las pela força com que defendem suas convicções, muitas vezes opostas, e posso dizer que ficamos bons amigos.

Horário eleitoral: um espaço democrático

Por Laurindo Lalo Leal Filho, na Revista do Brasil:

O horário eleitoral, para começar, de gratuito não tem nada. As emissoras recebem compensações do Tribunal Superior Eleitoral pelo tempo despendido, que acaba sendo um oásis de informação e debate diante do cotidiano partidarizado da mídia eletrônica. Durante 45 dias, entre 19 de agosto e a antevéspera das eleições, as emissoras de rádio e TV abertas (mais as dos poderes legislativos e executivos transmitidas por cabo) são obrigadas a reservar determinados espaços em suas programações para que partidos e candidatos se apresentem.

A privatização tucana no campo em SP

Por Renato Simões, no Jornal GGN:

A Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, está divulgando a intenção do Governo do Estado de São Paulo em dispor ou vender áreas rurais atualmente destinadas à pesquisa científica. Segundo a agência, são 42 unidades, com área total de 16 mil hectares, sendo que 1,2 mil hectares poderiam ser disponibilizados imediatamente, representando uma captação de R$ 900 milhões a R$ 1 bilhão.

O nazilacerdismo de Arnaldo Jabor

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Ontem o dia começou difícil por causa do veneno injetado por Arnaldo Jabor no debate público. Rasgando fantasias democráticas, ele faz um discurso abertamente golpista, com uma defesa enfática da violência política.

Ele diz que não se trata de uma eleição comum, mas de um embate entre democratas e não-democratas.

PT enfrenta a TV Globo em São Paulo


Por Altamiro Borges

O PT finalmente decidiu comprar uma boa briga com a poderosa TV Globo. Nesta terça-feira (19), a direção da sigla em São Paulo ingressou com um processo no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para exigir que a emissora faça cobertura diária da campanha de Alexandre Padilha ao governo estadual. Em mais uma manobra marota para blindar o tucano Geraldo Alckmin, a Rede Globo decidiu que só divulgará a agenda dos candidatos que obtenham mais de 6% das intenções de voto nas estranhas pesquisas de opinião. Para o PT, este critério é arbitrário porque desconsidera o histórico eleitoral da legenda no estado e não cumpre os princípios de isonomia na cobertura dos postulantes ao cargo.

PM reprime grevistas da USP

Por Altamiro Borges

O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) só entende mesmo a linguagem da truculência. Na manhã desta quarta-feira (20), a tropa de choque da PM reprimiu com violência um protesto de professores e funcionários da Universidade de São Paulo (USP), que se encontram em greve desde 27 de maio. O governo tucano se recusa a negociar com os grevistas; já a reitoria congelou os salários dos servidores e insinua que apresentará um drástico plano de demissões na universidade. Diante da revolta da categoria, Geraldo Alckmin apela novamente para a truculência. Ele sabe que conta com a cumplicidade da mídia amiga, que evita tratar da grave crise da USP e divulgar a prolongada greve – que virou uma não-notícia.

Everaldo: “Vou privatizar a Petrobras”

Por Altamiro Borges

Enquanto o cambaleante Aécio Neves esconde as suas “medidas impopulares”, o Pastor Everaldo, o exótico presidenciável do PSC, decidiu se firmar como o candidato da direita mais hidrófoba. Na entrevista que concedeu ao Jornal Nacional nesta terça-feira (19), ele defendeu abertamente a privatização da Petrobras, a demissão de servidores públicos e a redução do papel do Estado – entre outros venenos do destrutivo receituário neoliberal. Além disso, o pastor insistiu nas suas teses conservadoras, posando de “defensor da família”. Até a mídia tucana, que num primeiro momento inflou o “nanico” para viabilizar o segundo turno da eleição presidenciável, agora ridiculariza o fundamentalista.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Gilmar Mendes soltará Abdelmassih?

Por Altamiro Borges

Numa ação conjunta da Polícia Federal brasileira com a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai, o médico-estuprador Roger Abdelmassih foi preso nesta terça-feira (19) em Assunção. Em 2010, ele foi condenado a 278 anos de prisão, mas estava foragido desde 2011 graças a um estranho habeas corpus concedido pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes. Segundo a PF, após o procedimento de deportação sumária, ele dará entrada no país por Foz do Iguaçu (PR), cidade na fronteira com o Paraguai, e depois será transferido para São Paulo, aonde finalmente deverá cumprir a sua pena – caso não pinte mais um providencial habeas corpus, tão comum entre os ricaços.

Dilma ganha mais no horário político

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

O início da propaganda política, hoje, abre uma etapa decisiva da campanha eleitoral de 2014.

A importância do horário político não deriva do excesso de magia da publicidade mas das carências e omissões do jornalismo brasileiro.

Minha opinião é que o horário político irá permitir a Dilma Rousseff ampliar suas intenções de voto. As últimas pesquisas já mostraram que a presidente está em recuperação junto ao eleitorado.

Por uma eleição mais politizada

Por Theófilo Rodrigues, no blog Conexão Cultura e Política:

Marina riu no enterro. Dilma é muito sisuda. Aécio saiu bêbado de um bar em Copacabana. Marina é evangélica. Dilma é solteirona. Aécio não passa de um baladeiro…

Será que mais uma vez o debate político eleitoral estará reduzido às notícias dignas de revistas de fofocas? Será que estamos fadados a nunca termos de fato uma agenda de discussões da grande política, dos grandes projetos em disputa?

Verdades e mentiras no debate eleitoral

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

A entrevista da presidente Dilma Rousseff ao Jornal Nacional, da TV Globo, na sequência das apresentações de candidatos ao Planalto, ocorrida na noite de segunda-feira (18/8), deve ser contada como um ponto favorável ao seu propósito da reeleição.

Dilma desmascara histeria do JN

Por Dayane Santos, no site Vermelho:

Antes de produzir este texto para falar do tribunal de inquisição montado pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, nesta segunda-feira (18) em Brasília, durante entrevista com a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, revimos as entrevistas com os candidatos Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Não que já não tivéssemos percebido a diferença grosseira com as entrevistas anteriores, mas para apontar de forma quantitativa essa diferença.

Criança Esperança: Hipocrisia de Faustão

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Faustão é um fanfarrão. Com todo o respeito.

No último domingo, ele fez a propaganda de uma das ações mais cínicas da Globo, o Criança Esperança, o triunfo do filantropismo farisaico e oportunista.

Já escrevi uma vez e repito: muito melhor que fazer coisas como o Criança Esperança é a Globo, simplesmente, pagar os impostos que sonega.

As eleições e a mídia hegemônica

Por Marcos Coimbra, na revista CartaCapital:

Na próxima terça 19, com o início da propaganda eleitoral na televisão e no rádio, entraremos na etapa final da mais longa eleição de nossa história. Começou em 2011 e nossa vida política gira em torno dela desde então.

A batalha da sucessão de Dilma Rousseff foi iniciada quando cessou o curto período de lua de mel com as oposições, no primeiro ano de governo. Talvez em razão do vexame protagonizado por José Serra na campanha, o antipetismo andava em baixa.

Marina é a comoção; Lula é a emoção

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Daqui a algumas horas, teremos o primeiro ensaio do que passa a ser, a partir de agora, a campanha eleitoral.

Até este momento, falou a mídia, o que seria natural se tivéssemos jornalismo equilibrado no Brasil.

Como não temos, o discurso único que praticam representa uma violação, muito grave, no processo de formação de consciência da população.

A postura imperial de William Bonner

Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:

Trata-se de um simulacro de jornalismo, que nem original é. Nos Estados Unidos, muitos âncoras se promoveram com agressividade em suposta defesa do “interesse público”. Eu friso o “suposta”. Lembro-me de um, da CNN, que fez fama atacando a “invasão do país por imigrantes ilegais”. Hoje muitos âncoras do jornalismo policial fazem o mesmo estilo, como se representassem a sociedade contra o crime.

Programa de Aécio virou coisa de amador

Por Renato Rovai, em seu blog:

O programa eleitoral dos candidatos a presidente da República começou de forma muito surpreendente. O programa de Aécio Neves foi muito ruim. Bem abaixo das expectativas, sendo mais confuso e menos claro que os de Luciana Genro e Pastor Everaldo.

O belo programa de Dilma Rousseff

Marina respeitará acordos de Campos?

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Por Altamiro Borges

A ex-verde Marina Silva deverá ser confirmada como presidenciável do PSB nesta quarta-feira (20), mas já se encontra diante de um enorme dilema: ela será programática, como sempre alardeou a “sonhática” defensora da “nova política”, ou pragmática? Segundo o noticiário da mídia, que não esconde a sua excitação com a candidatura da ex-senadora do Acre, o PSB elaborou um “inventário” com todos os acordos políticos e financeiros firmados por Eduardo Campos. “Como vice, Marina foi mantida à margem destas negociações. Como cabeça da chapa, será convidada a avalizar os entendimentos – inclusive os que foram celebrados com partidos e candidatos que ela rejeita”, descreve Josias de Souza, o blogueiro da Folha.

Produção industrial cai... na Europa!

Por Altamiro Borges

A mídia colonizada, que adora bajular os EUA e a Europa, deu pouco destaque para uma importante notícia na semana passada. Segundo dados oficiais, a produção industrial na zona do euro caiu 0,3% em junho, mantendo a tendência de queda já registrada no mês anterior – que foi ainda pior, com retração de 1,1%. Segundo a agência Reuters, este novo recuo abalou as esperanças na recuperação da economia do velho continente. “Esse é um número bastante decepcionante após a contração já forte em maio”, lamentou o economista chefe da consultoria ING Peter Vanden Houte. O “deus-mercado” tinha uma expectativa de que a produção industrial cresceria 0,3% no mês passado.

Marina sobe, mas Aécio e Dilma não caem

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Como já se podia prever, a primeira pesquisa pós-tragédia mostra um crescimento do PSB, com Marina Silva em lugar de Eduardo Campos. A surpresa foi outra: Dilma Rousseff e Aécio Neves não perderam nenhum voto, ficando exatamente onde estavam na pesquisa anterior.

Politicologos, pesquisólogos, futurólogos e profetas em geral, passaram os últimos dias especulando sobre quem perderia mais votos para Marina, se Dilma ou Aécio. Pois erraram todos, como mostra a pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira. Por isso, acho melhor fazer previsões só depois do fato consumado, como ensinava Marco Maciel, velho sábio pernambucano.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Dilma no JN: "Cala a boca, Bonner"

Bonner quis falar mais que Dilma no JN

Por Renato Rovai, em seu blog:

Uma das primeiras lições num curso de jornalismo é que entrevistador não deve falar muito. Deve ser direto nas perguntas e buscar ser o mais objetivo possível. Não significa que deva ser leniente e bondoso com o entrevistado. Pode interrompê-lo, cortá-lo etc, mas não deve fazer discursos.

O discreto charme de Marina Silva


Marina é um caso de radicalismo improvável de ser posto em prática. Alimenta simultaneamente esperanças nos extremos do nosso espectro político. A extrema esquerda e a direita se unem para apoia-la. “Terceira via” paradoxal, Marina faz oposição ao centro.

Um governo Marina é a garantia da traição a um dos lados que hoje a apoiam.

Campos: uma análise política da mídia

Por João Feres Junior, no site Carta Maior:

Uma capa de jornal pode conter muita coisa. A capa de O Globo do dia 15 de agosto de 2014 contém um resumo da postura da grande mídia perante a cobertura das eleições e, ao mesmo tempo, a encruzilhada onde se encontra.

Jornal Nacional: Dilma demite Bonner!

Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada:

O Bonner achou que a Dilma era o Aécio ou o Eduardo e ia empurrar a Dilma contra a parede no debate de 15′ no jn.

Deu-se mal.

Numa televisão séria, Bonner teria voltado para o Rio sem emprego.

Dilma não se deixou emparedar e assumiu o controle de todas as respostas.

Marina é problema de Aécio, não de Dilma

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial recém-divulgada traz más notícias, sim, mas não para Dilma. Quem se deu mal com a reviravolta no quadro eleitoral foi Aécio Neves e até os “nanicos”, que já chegaram a somar 9 pontos percentuais e agora somam 5.

Para este Blog, nenhuma surpresa. No começo da tarde de sábado, este que escreve já avisava, via Twitter, o que o Datafolha mostraria.

Marina entre a Bíblia e a Constituição

Por Marcelo Hailer, na revista Fórum:

O PSB (Partido Socialista Brasileiro) deve oficializar o nome de Marina Silva como candidata à presidência da República nesta quarta-feira (20). Porém, seu nome já é fato e os setores mais conservadores da sociedade brasileira, que pregam o discurso do voto anti-PT, vitaminam a candidatura da ex-verde pois, como mostra o Datafolha de hoje, é a única com força de levar o embate eleitoral para o segundo turno. Porém, Silva é mais incógnita do que certezas.

Marina passa Aécio e se diz o "novo"

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

Nunca dantes na história desse país, um candidato lançou-se à presidência debruçado sobre um caixão. Deu-se no Recife, com ampla cobertura da Globo, aquilo que Alexandre Cesar Costa Teixeira (blog Megacidadania) chamou de “palancório”: mistura de palanque com velório. Marina apareceu sorrindo nas fotos ao lado do caixão.

Marina e o mito da terceira via


Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Enquanto Marina Silva caminha para sua segunda candidatura presidencial, a ser oficializada pelo PSB nos próximos dias, seus aliados fazem o possível para apresentá-la como concorrente da chamada terceira via.

Imaginar que Marina Silva pode ser enfeitada com características que envolvem uma concepção peculiar de luta política, um método de alcançar seus objetivos - e não apenas traços de personalidade - pode até ajudar o esforço de quem procura transformar a ex-ministra do Meio Ambiente em herdeira natural de Eduardo Campos, político conhecido pela capacidade de agregar e somar.

Quando a política supera o decoro

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

Os jornais fizeram no fim de semana uma intensa cobertura dos funerais do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos e ofereceram abundantes opiniões sobre como sua morte poderá alterar a disputa pela Presidência da República.

No domingo (17/8), concentraram-se as apostas no potencial de votos da ex-senadora Marina Silva, provável sucessora de Campos na cabeça da chapa do Partido Socialista Brasileiro. Na segunda-feira (18), a manchete do Estado de S.Paulo sintetiza o que representou o cortejo que levou o esquife do candidato falecido ao cemitério: “Campos é enterrado em clima eleitoral”.

O que resta à direita latino-americana

Por Emir Sader, na Rede Brasil Atual:

A direita latino-americana já teve várias fisionomias: economias primário-exportadoras e regimes políticos oligárquicos, ditaduras e governos neoliberais. Nenhuma parece suficientemente atraente para fazê-la voltar ao governo onde deixou de sê-lo. O modelo primário exportador sofreu golpe mortal com a crise de 1929. As ditaduras serviram para brecar avanços políticos das esquerdas surgidas ou fortalecidas na reação àquela crise.

Como Marina muda a disputa

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Aos poucos vai ficando mais claro o impacto de Marina nas eleições.

É uma mudança enorme por uma razão básica: sai um candidato fraco e entra um candidato forte.

Perde Dilma e perde Aécio.

A questão é: qual o tamanho da perda de cada um?

O desconforto com o atual governo

Por Marcio Pochmann, no site Brasil Debate:

Neste ano em que o Brasil realiza a sua sétima eleição presidencial desde o fim da ditadura militar (1964-1984), podem ser identificados alguns sinais de desconforto com o governo da presidenta Dilma.

Em geral, localiza-se no segmento detentor do maior nível de renda a parcela significativa de reclamações, o que possivelmente aponta para as dores do parto da nova sociedade fluida em construção no País.

domingo, 17 de agosto de 2014

A máquina abandonou Aécio?

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Há um surdo desespero na campanha do PSDB.

Assistem, sem outra reação que não a do sinceríssimo Reinaldo Azevedo, o movimento da imensa máquina de propaganda da mídia em favor de Marina Silva, tranformada em mater dolorosa de Eduardo Campos, com quem – todos sabem – mantinha uma relação de convivência eleitoral, ao ponto de, mês e meio atrás, ter mandando divulgar nota dizendo que a aliança PSB-Rede tinha data para acabar.

GloboNews esconde emoção de Lula

Por Luiz Carlos Azenha, do Recife, no blog Viomundo:

Observando um resumo da cobertura da GloboNews do velório de Eduardo Campos, em Recife, por volta das 14:30.

Nas imagens, destaque para José Serra, candidato ao Senado em São Paulo, que enfrenta o petista Eduardo Suplicy - que, aliás, conta com o apoio de Marina Silva. Foi mostrado três vezes. Também de forma simpática apareceram Aécio Neves e, ao longe, o governador Geraldo Alckmin.

O adeus a Campos e o sorriso de Marina

Por Renato Rovai, em seu blog:

Poucas vezes na história política brasileira o velório de um homem público causou tamanha comoção popular e teve uma cobertura midiática tão intensa quanto o de Eduardo Campos. Há várias explicações para isso, entre elas o fato de a morte ter se dado de forma trágica e ter interrompido subitamente uma carreira política em ascensão. Eduardo tinha menos de 10% nas pesquisas para presidente da República, mas em 2010 foi reeleito com 82% dos votos em Pernambuco. Ou seja, em seu estado era uma liderança popular inconteste e todas as homenagens que recebeu hoje são, além de merecidas, compreensíveis.

Marina, Aécio e o destino

Por Mauricio Dias, na revista CartaCapital:

Após a morte de Eduardo Campos, só depende de Marina Silva a decisão de participar diretamente da disputa para a Presidência da República. A investidura dela como presidenciável, difícil de ser sabotada pelos adversários internos da coligação, altera o cenário da eleição.

Enterro dá início à campanha de Marina


Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil
Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Com milhares de bandeiras, camisetas, faixas, adesivos e balões, palavras de ordem e punhos erguidos, a missa campal celebrada pela morte de Eduardo Campos, em frente ao Palácio do Campo das Princesas, na praça da República, no Recife, na manhã deste domingo, deu início para valer à campanha eleitoral de 2014.

Mídia encobre atrocidades de Israel

Por Patrick Cockburn, no site da Adital:

Os porta-vozes israelenses já têm muito trabalho tentando explicar como os israelenses assassinaram mais de 1.000 palestinos em Gaza, a maioria dos quais civis, em comparação com apenas 3 civis mortos em Israel por foguetes e fogo de morteiro do Hamas. Mas pela televisão e pelo rádio e pelos jornais, porta-vozes do governo israelense hoje, como Mark Regev, parecem menos enroladores e menos agressivos que predecessores, que eram muito mais visivelmente indiferentes ao número de palestinos mortos.

A crise da indústria no Brasil

Por Wladimir Pomar, no site Correio da Cidadania:

Das questões colocadas para o desenvolvimento brasileiro, a industrial não tem tido o destaque que merece. Embora inúmeros economistas considerem que o processo industrial seja aquele que melhor pode deslindar os principais aspectos do desenvolvimento econômico, isso não tem se transformado em propostas ou políticas efetivas para solucionar a atual inércia desindustrializante do país.

O fim da "dolce vita" de Marina

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Em 2010, como candidata franco atiradora, sem nada a perder, ela foi incensada pela mídia para provocar o segundo turno. Até mesmo seus apelos obscurantistas, como a utilização eleitoral da questão do aborto, passaram incólumes pelos "formadores de opinião". De lá para cá, segue sendo tratada pelo establishment como um bibelô. Afinal, sobre ela sempre repousou a esperança conservadora de a disputa presidencial ser levada para o segundo turno. Mas agora chegou a hora da onça beber água. Marina precisará subir ao ringue e enfrentar o fogo cruzado da política, a luta encarniçada pelo poder, o jogo bruto da disputa. Nesse embate, são grandes as chances de que suas inconsistências, fraquezas e contradições as levem ao nocaute.

Campos e a Teoria da Conspiração

ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br
Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:

Isto não é uma piada.

Dilma e Aécio teriam a perder sem Campos na eleição. Quem ganharia, no entanto, seriam alguns setores da economia que sabem que um segundo turno estava ficando distante. Então, esses setores armaram um plano para trocar Campos por Marina na cabeça da chapa causando o acidente. Prova disso é que, nesta sexta, as ações preferencias da Petrobras saltaram 8%, fruto da expectativa da próxima pesquisa eleitoral que deve apontar Marina embolada com os outros dois.

Os lucros das montadoras de automóveis

Por Marcelino Rocha, no site da CTB:

Os metalúrgicos e as metalúrgicas do Brasil vivem um cenário delicado neste momento. É preciso colocarmos o dedo em uma ferida importante, que a cada semana se agrava mais: resolver a situação de milhares de trabalhadores e trabalhadoras que vêm sendo demitidos por montadoras de veículos e pela cadeia produtiva envolvida nesse processo, em todo o país.

O enterro de Campos e a manipulação

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

O povo brasileiro agora vive um de seus maiores desafios. Enfrentar a manipulação emocional de uma tragédia. Eduardo Campos viveu, lutou e morreu. É um brasileiro cuja memória merece ser respeitada.

Entretanto, temos aqui duas tragédias. A primeira é a morte de um quadro político tão jovem. A segunda é: uma eleição que vinha se desenvolvendo até aqui, entre trancos, barrancos e baixarias, de maneira relativamente normal, com escândalos, pesquisas e debates, recebeu o impacto de um fator externo que não tem nada a ver com política.

Marina e PSB: quem engole quem?

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Por Benedito Tadeu César, no site Sul-21:

Marina Silva é uma inquilina instalada no condomínio político do PSB. Ingressou no partido porque não conseguiu reunir o número necessário de assinaturas para registrar a Rede Solidariedade, o partido que busca ainda criar. Desde o momento de sua filiação ao PSB, Marina Silva deixou claro que não abandonaria o empenho em fundar a Rede e que se transferiria para ela quando o registro do seu partido fosse, finalmente, concretizado.