quinta-feira, 24 de março de 2016

O golpismo além-mar do Gilmar

Por Jeferson Miola, no site Carta Maior:

Gilmar Mendes é um personagem com impressionante poder de ubiqüidade.

Além de Juiz do STF, onde atua como líder do PSDB e seus satélites, ele é sócio-fundador do Instituto de Direito Público [IDP]. E é provável que seja ainda mais versátil: segundo seu ex-colega Joaquim Barbosa, Gilmar tem “capangas no Mato Grosso”, com o que se pode deduzir que ele também se dedica a outras atividades ou negócios naquele estado do faroeste [quer dizer, do centro-oeste] do País.

Wikileaks mostra ligação entre Moro e EUA

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Olha o que eu descobri: uma mensagem diplomática norte-americana, vazada pelo Wikileaks, com citações sobre Sergio Moro, o Judiciário brasileiro e a Polícia Federal.

O bilhete fala de um seminário de cooperação, realizado em outubro de 2009, com a presença de membros seletos da PF, Judiciário, Ministério Público, e autoridades norte-americanas, no Rio de Janeiro.

Não é classificado. Não tem aparentemente nada de explosivo (a menos que tenha me passado despercebido).

Moro faz 'choque de mídia' com os autos

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

O Judiciário pode nos obrigar a quase todas as coisas e devemos cumprir as suas ordens.

Mas juiz nenhum no mundo pode exigir que sejamos imbecis, que nos privemos de usar aquele bom-senso do qual Descartes falava que “inexiste no mundo coisa mais bem distribuída”.

É possível crer que Sérgio Moro tenha recebido um processo onde são citados 316 “agentes políticos”, mais da metade deles passíveis de investigação apenas em tribunais superiores” e “não tenha reparado”, deixando isso em aberto para consultas de qualquer um?

As contradições de Gilmar Mendes

Da revista CartaCapital:

A medida cautelar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, de cancelamento da posse de Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil viola, segundo vários juristas, os princípios garantidores do Estado Democrático de Direito. A liminar, além disso, é contraditória também com posturas anteriores do próprio Gilmar Mendes.

A prerrogativa de foro, o direito ao julgamento na instância máxima da Justiça, teoricamente mais equidistante das disputas, existe para contrapor o uso costumeiro de acusações de improbidade e corrupção contra inimigos políticos, antes mesmo da apuração e comprovação dos crimes imputados, na política brasileira e também naquelas de outros países.

Em defesa do ministro Teori Zavascki

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:



Na última terça-feira, o Blog da Cidadania publicou entrevista do jurista Pedro Serrano que contém uma tese extremamente importante: a Operação Lava Jato, bem como setores do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal vêm tratando os investigados – sobretudo os petistas, Lula à frente – como “inimigos do Estado”.

Para o jurista, trata-se de uma aberração institucional porque o Estado não pode ter pessoas como inimigas; Estado só pode ser inimigo de Estado, pois a desproporção entre o Estado e o indivíduo converte em ditadura um regime que persegue pessoas.

Globo mente sobre móveis de Lula

Do site do Instituto Lula:



Em texto não assinado publicado anteontem (21) em sua versão digital, o jornal O Globo cometeu vários erros e incongruências para tentar associar notas fiscais encontradas na residência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com um apartamento triplex no Guarujá que as Organizações Globo insistem em dizer que é do ex-presidente.

Obama em Cuba e os ignorantes

Por Bepe Damasco, em seu blog:                                                




"A classe média é uma abominação política porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante." A declaração da filósofa Marilena Chauí, dada em maio de 2013, ecoa mais do nunca nos dias de hoje.

Vale a pena pinçar dois dos mantras prediletos dos que vão às ruas vociferar pelo fim do regime democrático : 1) "Vai pra Cuba", expressando um anticomunismo tosco e anacrônico, típicos de uma guerra fria que ficou para trás; 2) "O PT implantou o bolivarianismo no Brasil", buscando estabelecer uma conexão difusa e preconceituosa entre os governos petistas e a Venezuela.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Globo brinca com fogo. Pode se queimar!

Por Altamiro Borges

Nesta quinta-feira (24), a Frente Povo Sem Medo, que reúne diversos movimentos sociais, fará um ato em São Paulo com o slogan "Em defesa da democracia. A saída é pela esquerda". Segundo Guilherme Boulos, da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a marcha deverá reunir mais de 50 mil pessoas e terá o seu desfecho na porta da Rede Globo, na zona sul da capital paulista. "Este monopólio midiático comanda o golpe e o retrocesso no Brasil", afirmou durante entrevista coletiva concedida na sede do Centro de Estudos Barão de Itararé nesta terça-feira.

Operários da Ford rejeitam o golpe

Foto: João Cayres
Por Isaías Dalle, no site da CUT:

Trabalhadores e trabalhadoras da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo decidiram lutar contra o golpe e em defesa dos direitos trabalhistas. A decisão foi votada em assembleias realizadas na manhã desta terça, dia 22. A fábrica emprega 4 mil pessoas.

As assembleias aconteceram entre 9h e 11h. A primeira foi realizada na unidade de caminhões e estamparia. A segunda, na planta de montagem de carrocerias e pinturas.

Sindicalistas com Lula pela democracia

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Do site da Agência Sindical:

Sindicalistas de diversas categorias profissionais e diferentes correntes promovem nesta quarta (23), às 15 horas, encontro com o ex-presidente Lula. O evento será na Casa de Portugal, na avenida Liberdade, 602, região central de São Paulo.

Além de manifestar apoio a Lula, o encontro visa reafirmar posições em defesa da democracia e contra tentativas de ruptura da ordem jurídica nacional. Para os sindicalistas, os trabalhadores serão os mais prejudicados se houver abalos na democracia.

Reginaldo: mãos limpas e alma guerreira!

Teori Zavascki enquadra Moro e Gilmar

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Ao dar um cala-boca em Moro e Gilmar Mendes a um só tempos, o ministro Teori Zavascki escreveu uma das mais belas e mais corajosas páginas da história do STF.

O STF e a Justiça em geral tinham sido sequestrados por Gilmar e Moro – mais a Globo – para impor ao país um golpe que representaria um retrocesso brutal das instituições nacionais.

Teori pediu satisfações a Moro por seu grampo indecente e fez letra morta da decisão abjeta de Gilmar de entregar a cabeça de Lula na bandeja de Moro.

A "exceção" é o golpe. Ele já está dado

Por Tarso Genro, no site Sul-21:

Para popularizar a defesa política, ainda em curso, sobre a legalidade e legitimidade obtida nas urnas pelo Governo Dilma, o campo de apoio de apoio da Presidenta cunhou a expressão “não vai ter golpe”. Correta, por sinal, mas que agora precisa ser interpretada de maneira diversa no plano estrito da política, face às formas originais que vem adquirindo os contenciosos políticos, dentro da crise econômica e do próprio Estado de Direito pervertido, que estamos vivendo.

Odebrecht sugere delação "definitiva"

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Muita gente do mundo político dormiu mal na noite passada, pensando na “colaboração definitiva” de todos os executivos da Construtora Odebrecht com a Operação Lava Jato. Uma pergunta vai incomodar mais que um pernilongo: eles farão uma delação seletiva, atingindo apenas o PT e autoridades do atual governo ou vão espalhar o foto, revelando a antiguidade e a extensão da conexão entre financiamento eleitoral e contratos com o setor público?

Teori Zavascki reduz poder de Moro

Foto: Wilson Dias/ABr
Do site Vermelho:

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, determinou na noite desta terça (22) que o juiz de Curitiba Sérgio Moro remeta ao STF as investigações da Operação Lava Jato que dizem respeito ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, atende, assim, ao pedido da Advocacia-Geral da União, que apontou que Moro cometeu irregularidades ao divulgar conversas telefônicas entre o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff.

Quatro sombras afligem o Brasil

Por Leonardo Boff, em seu blog:

Em momentos de crise, assomam quatro sombras que estigmatizam nossa história cujos efeitos perduram até hoje.

A primeira sombra é nosso passado colonial. Todo processo colonialista é violento. Implica invadir terras, submeter os povos, obriga-los a falar a língua do invasor, assumir as formas políticas do outro e submeter-se totalmente a ele. A consequência no inconsciente coletivo do povo dominado: sempre baixar a cabeça e levado a pensar que somente o que é estrangeiro é bom.

Editor da Globo ameaça Teori Zavascki

Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada:

Os vândalos da Globo foram para o ataque descarado.

O chefe de redação da revista Época, da Globo, conclama pelo twitter violência contra Teori.

O Lobão, que não consegue montar um show para dez pessoas, divulga o endereço do filho de Teori.

Ato pela democracia e contra a Globo

Por Lúcia Rodrigues, na revista Caros Amigos:

A Frente Povo Sem Medo, que reúne entidades e organizações sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e a Intersindical, realiza manifestação, nesta quinta (24), em defesa da democracia e contra a Rede Globo, a quem chamam de artífice do golpe que está em marcha no país.

Em São Paulo, os manifestantes se concentram a partir das 17h no Largo da Batata, zona oeste da capital, e dali seguem em passeata até a sede da emissora, localizada na avenida Chucri Zaidan, na zona sul. “Será uma marcha longa, de aproximadamente duas horas”, antecipa Guilherme Boulos, da coordenação nacional do MTST.

Alunos da PUC-SP repudiam violência da PM

Foto: Brasil de Fato
Por Júlia Dolce e Rute Pina, no jornal Brasil de Fato:

Os estudantes da Pontíficia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) se reuniram em assembleia na manhã desta terça-feira (22) para repudiar a ação da Polícia Militar de São Paulo (PM) e exigir que a reitoria se posicione contra a truculência da corporação durante protesto realizado na noite anterior na universidade.


Periferias lançam campanha contra o golpe

Da Rede Brasil Atual:

Um grupo de 115 movimentos sociais, coletivos culturais, organizações da sociedade civil e ativistas que atuam nas periferias de diversas cidades brasileiras iniciaram hoje (22) uma campanha para alertar moradores locais sobre a movimentação política atual e sobre o aumento da intolerância nas periferias.

O lançamento oficial da campanha #PeriferiaContraOGolge será nesta quinta-feira (24), durante edição especial do Sarau do Binho, um dos mais representativos espaços de luta nas periferias de São Paulo, em Taboão da Serra.

Brasil vive um golpe de Estado

Por Renato Rovai, em seu blog:

Não há nada mais simbólico do que receber um convite para falar num ato contra o golpe organizado por estudantes do Mackenzie e que vai acontecer nesta quarta, dia 23, às 18h, na histórica rua Maria Antônia.

Infelizmente não poderei ir, mas pedi licença para escrever um texto, que desde já disponibilizo para ser lido em qualquer canto e por qualquer voz.

terça-feira, 22 de março de 2016

Moro investigará mulher e filha de Cunha?

Por Altamiro Borges

Na semana passada, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que as investigações sobre as contas ilegais no exterior de Cláudia Cruz e a Danielle Dytz, mulher e filha do deputado Eduardo Cunha, fossem encaminhadas ao juiz Sergio Moro. Segundo relato da Folha, "Teori Zavascki atendeu ao pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República). Esse desmembramento era um dos temores de Eduardo Cunha nos bastidores, porque, sem o foro privilegiado no STF, é mais fácil na primeira instância a decretação de prisões cautelares".

A hipocrisia da grande mídia

Por Venício A. de Lima, no site Carta Maior:

Uma das características da grave crise política que o país atravessa tem sido a questionável relação estabelecida entre os responsáveis pela operação Lava Jato e os meios de comunicação.

A estratégia de vazamento seletivo de documentos e informações sigilosas, ou a suspensão do sigilo seguida da entrega seletiva de informações à mídia foi descrita e defendida pelo juiz Sérgio Moro em artigo de 2004. Para ele, trata-se de “(manter) o interesse do público elevado e os líderes partidários na defensiva” e “(garantir) o apoio da opinião pública às ações judiciais, impedindo que as figuras públicas investigadas (obstruam) o trabalho dos magistrados” mesmo sob “o risco de lesão indevida à honra do investigado ou acusado (...) pois a publicidade tem objetivos legítimos e que não podem ser alcançados por outros meios”. [cf. http://ferreiramacedo.jusbrasil.com.br/artigos/187457337/consideracoes-sobre-a-operacao-mani-pulite-maos-limpas ].


Lava-Jato tenta manter o terror na mídia

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Dificilmente o país deixará de viver o clima de sobressalto hoje – como vinham sentindo os belgas, antes da tragédia de hoje, brutal e terrível.

Moro desfecha outra megaoperação “gestapiana”, cujos números falam por si da falta de critérios: 110 ordens judiciais, sendo 67 de busca e apreensão, 28 de condução coercitiva, 11 de prisão temporária e 4 de prisão preventiva.

Unido pelo impeachment, PSDB corteja Temer

Da revista CartaCapital:

O noticiário dos últimos dias demonstrou ser verdadeira a resolução anunciada pelo PSDB no início de dezembro: o partido está mesmo fechado a favor da derrubada de Dilma Rousseff por meio do processo de impeachment tramitando na Câmara.

A fala mais simbólica nesta direção veio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que até o ano passado defendia a renúncia de Dilma em vez do impeachment, por considerar este processo "muito doloroso".

'Jornal Nacional' edita, esconde e manipula

Do site do Instituto Lula:

Nas últimas edições do Jornal Nacional, a Rede Globo tem insistentemente reproduzido trechos editados de grampos telefônicos envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao perceber que esses áudios são mais uma prova de que o ex-presidente jamais praticou nenhum ato ilegal, a emissora não se contentou em fazer apenas jornalismo isento. Vendo fracassada a tentativa de incriminar o ex-presidente, restou à emissora atacar a imagem de Lula, suprimindo o outro lado, fazendo interpretações ilógicas e sensacionalistas das conversas e, pior, editando os áudios para eliminar trechos fundamentais das falas de Lula.

O ministro da Justiça e o Estado Policial

Por Jeferson Miola

O condomínio jurídico-midiático-policial atua monoliticamente na inteligência e na direção estratégica do golpe. Quando um elo da sua estrutura se fragiliza, toda a estrutura socorre e regenera este elo fragilizado, para manter compacto e hígido o conjunto do condomínio.

Nos últimos dias, dois elos da estrutura golpista-fascista foram avariados: o justiceiro Sérgio Moro, que somou ao seu currículo de abusos e arbitrariedades o crime de interceptação e divulgação ilegal de conversas da Presidente da República – “ele simplesmente deixou de lado a Lei”, nas palavras de Marco Aurélio Mello, Juiz do STF; e a Polícia Federal, que finalmente foi notificada que não mais contará com a leniência do ex-ministro José Eduardo Cardozo, que incrivelmente tolerou a transformação da instituição em Polícia Política para a perseguição e destruição de inimigos ideológicos.

Lava-Jato investigará a Paraty House?

Do blog Viomundo:

Documentos apreendidos pela Polícia Federal no “evento 26″ da Operação Lava Jato, a Triplo X, identificam quem está por trás de uma offshore que é dona da Paraty House e envolvem uma certa Paula Marinho Azevedo, que investigadores terão de determinar se se trata da filha de João Roberto Marinho, um dos controladores do Grupo Globo.

A apreensão foi feita na sede da empresa Mossack & Fonseca, na avenida Paulista, em São Paulo.

Destino de Lula é termômetro do país

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

O destino de Luiz Inácio Lula da Silva, a ser resolvido pelo Supremo Tribunal Federal, num pedido de habeas corpus entregue a ministra Rosa Weber, será um bom termômetro para se medir o alcance do ataque às liberdades democráticas e direitos individuais em curso no país em fins de março de 2016.

Em 1981, quando Lula foi preso pelo regime militar durante as greves no ABC, o ato serviu para definir os limites da democratização, que avança sob a ditadura militar. Em 2016, assistimos a um movimento no mesmo estágio, mas que avança na direção inversa.

Os impasses no jogo do impeachment

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

A segunda-feira foi de preparativos, com os dois lados acumulando forças.

O cenário central que traçamos contempla os seguintes movimentos:

Do governo - Lula avançando na remontagem do pacto político, juntando a antiga base de apoio, tendo o presidente do Senado Renan Calheiros como fiel da balança.

Os "vândalos" acampados na Fiesp

Por Mauro Donato, no blog Diário do Centro do Mundo:

Eles bloqueiam avenidas, aglomeram-se em manifestação sem comunicar previamente as autoridades, agridem pessoas.

Um carro tenta passar e um de seus ocupantes profere um pensamento divergente e sem ofensas aos manifestantes. É imediatamente cercado por pessoas ensandecidas, raivosas, que espumam enquanto gritam “ladrão”, “filho da puta”, “sua mãe ta na zona”. “Filho da puta” é repetido centenas de vezes. Uma senhora dá um tapa no braço do motorista. Calma, isso não é vandalismo, é gente do bem.

Globo não aprende com seus próprios erros

Por Jean Wyllys, em seu página no Facebook:

Eu já falei da diferença gritante entre as coberturas feitas pela maior parte das emissoras de televisão, em especial a Rede Globo e a Globo News, das duas últimas grandes manifestações realizadas em diversas cidades do país: a pró-impeachment e a que defendeu a democracia.

Agora eu quero falar de um outro aspecto que tem me incomodado bastante: a forma insistente e rasa com que esta cobertura tenta, de forma equivocada, comparar a estimativa de público entre as diferentes manifestações como se, para determinar os rumos da política do país, tivéssemos que eleger como uma única manifestação legítima aquela que tivesse o maior número de pessoas.

Ser de esquerda hoje é lutar contra o golpe

Do blog do Levante Popular da Juventude:

Os acontecimentos que se sucederam nas últimas semanas colocaram a público o que os movimentos populares vêm denunciando desde o ano passado: está em curso um golpe em nosso país. As forças neoliberais incapazes de eleger seu programa nas urnas em quatro eleições seguidas resolveram virar a mesa. Desta vez, contudo, a elite ao que parece não lançará mão das forças armadas. Estão utilizando de uma estratégica mais sofisticada, a ruptura institucional está sendo operada principalmente nos espaços de poder sob os quais não há nenhum controle democrático: o Judiciário e a Mídia.

Golpe é para tirar direitos trabalhistas

Por Érica Aragão e Isaías Dalle, no site da CUT:

Num momento em que a classe trabalhadora declara vigília permanente sobre a situação política no Brasil, um instrumento fundamental para o trabalhador faz aniversário. É uma data simbólica, pois são 84 anos de luta, resistência e de ampliação de direitos.

Foi em 21 de março de 1932 que o ex-presidente da República Getúlio Vargas instituiu a carteira de trabalho, pelo decreto nº 21.175, com objetivo de espelhar a vida profissional do trabalhador. Depois de dois anos, Getúlio tornou obrigatório o uso deste instrumento com objetivo de consolidar os direitos básicos e fundamentais da classe trabalhadora.

EUA e Cuba fumam o charuto da paz

Foto: Ismael Francisco/Cubadebate
Por Frei Betto, no site da Adital:

Hoje, amanhã e terça-feira, o presidente Barak Obama visita Cuba. Em fevereiro último, quando estive com Fidel, ele indagou reflexivo: "O que deseja Obama?” No ano anterior, o líder cubano me dissera que Obama mudara "de métodos, mas não de objetivos.” Agora arrisquei um palpite: retocar sua foto biográfica, já que deu continuidade ao belicismo usamericano no Oriente Médio e, internamente, é acusado de ter sido omisso em relação à América Latina.

Serra age nas sombras e já discute cargos

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

Este homem é conhecido por sua ambição desmedida.

Este homem foi duas vezes candidato a presidente da República. E nas duas vezes perdeu no voto: em 2002, foi derrotado por Lula; em 2010, por Dilma.

Este homem abandonou dois cargos para o qual foi eleito (a Prefeitura de São Paulo e o Governo de São Paulo), porque sua ambição desmedida o fez desrespeitar os votos recebidos, sempre para buscar “voos mais altos”.

Armínio e a agenda econômica dos golpistas

Por Joana Rozowykwiat, no site Vermelho:

Em entrevista à Folha de S. Paulo, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga se coloca mais uma vez ao lado dos que não aceitam o resultado das urnas. Adepto do terrorismo econômico, ele se antecipa e já apresenta o receituário neoliberal para o pós-golpe. A agenda que propõe atenta contra políticas sociais e direitos trabalhistas. Deixa claro que o projeto defendido pela oposição, ignorando as regras democráticas, é anti-povo, concentrador de renda e riqueza.

Serra e Temer articulam o impeachment

Por Lúcia Rodrigues, na revista Caros Amigos:

O senador José Serra (PSDB-SP) é um dos principais articuladores do impeachment para derrubar a presidente Dilma Rousseff do cargo, em parceria com o atual vice-presidente, Michel Temer. Os dois já discutem, sem nenhum pudor, nomes para o ministério de um eventual novo governo, caso Dilma seja destituída da Presidência da República.

Os "escrachos" contra a Rede Globo

Por José Eduardo Bernardes, no jornal Brasil de Fato:

Durante as manifestações a favor da democracia realizadas em todo o país na última sexta-feira (18), o Levante Popular da Juventude, com o apoio de outros movimentos populares urbanos, promoveu um “escracho” em frente à TV Sergipe, afiliada da Rede Globo no estado, lembrando a ligação da emissora com a ditadura militar.

José Serra assume a face do golpe

http://pataxocartoons.blogspot.com.br/
Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

A possibilidade de um golpe de Estado contra o governo Dilma Rousseff é real e inegável, mas a reação da sociedade civil está crescendo e a possibilidade de barrar as conspirações também aumenta. Essa opinião é compartilhada pela historiadora Maria Victoria Benevides e pelo cientista político Francisco Fonseca, da Fundação Getúlio Vargas. “Estou com medo de golpe. Estou com medo da convulsão social que pode vir, mas acredito que existe resistência, que há saídas jurídicas se houver um mínimo de espírito público e bom senso no Supremo Tribunal Federal”, diz Maria Victoria.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Dono do "helicoca" confia na PF. Patético!

Da revista Fórum:

O senador Zeze Perrella (s/part.-MG), aquele que é dono da empresa em que está registrado o helicóptero apreendido em novembro de 2013 com 450 kg de pasta base de cocaína, entrou para a campanha #euconfionaPF. Em seu perfil do Facebook, o aliado político de Aécio Neves (PSDB-MG) postou uma foto em que segura uma placa com a hashtag e postou um texto explicando que defende a autonomia da Polícia Federal – a mesma instituição que apreendeu o seu helicóptero e que enterrou uma história, no mínimo, controversa.

Quem é a cabeça do golpe

Por Celso Vicenzi, em seu blog:

Primeiro, a esquerda identificou na revista Veja o principal agente da desestabilização do governo Dilma, embora os ataques já ocorriam desde os dois mandatos de Lula. Nitidamente, a revista tornou-se, mais que um panfleto, uma publicação capaz de fazer ataques fascistas, sem que o Judiciário pusesse um freio a esses abusos, perpetrados em nome de uma equivocada interpretação do direito à liberdade de expressão que o país nunca teve, pela enorme concentração da propriedade dos meios de comunicação.

Quando espumam nossas bocas

Por Marco Piva

Na manifestação do dia 18 de março, na avenida Paulista, um cartaz colado num poste dizia: “Em tempos de ódio, amar é um ato revolucionário”. Em artigo no Globo, Luiz Fernando Veríssimo cravou que há um defunto esperando logo ali. No futebol, dois momentos nervosos. Enquanto no Pacaembú, que recebeu um Fla x Flu inédito em São Paulo, parte do público das numeradas gritava “Fora PT!”, no Itaquerão a PM, para não perder o costume, desceu a borracha nos corintianos que ousaram, de novo, colocar faixas na arquibancada contra a Rede Globo e o caso do desvio de dinheiro da merenda escolar do governo do estado. Em Belo Horizonte, Claudio Botelho improvisou um “Fora Dilma” à sua maneira e foi enxotado do palco por parte da plateia que gritava “Não vai ter golpe”. De quebra, o ator perdeu o direito de seguir apresentando o musical sobre a obra de Chico Buarque. Talvez se acerte agora com Lobão e Roger.

O impeachment e as frações de classe

Por Theófilo Rodrigues, na Revista Escuta:

Muito já se falou sobre a correlação de forças presente no Congresso Nacional em torno da possibilidade do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Cálculos e mais cálculos foram realizados para apontar quantos partidos ou parlamentares estão posicionados em cada lado dessa disputa, que vem paralisando o Brasil nos últimos dois anos.

Contudo, se do lado de cima, muito já sabemos sobre os posicionamentos de cada um dos atores envolvidos, pouca atenção demos para o lado de baixo da sociedade. Afinal de contas, como estão posicionadas as classes e suas respectivas frações nesse conflito social?

Manifestantes versus baderneiros na mídia

Por Lauro Mattei, no site Brasil Debate:

O papel da imprensa livre, imparcial e independente é fundamental em todas as sociedades. Todavia, existe uma diferença brutal desses valores (liberdade, imparcialidade e independência) entre as sociedades desenvolvidas e democráticas comparativamente àquelas sociedades onde a imprensa cumpre um papel exatamente no sentido oposto ao que dela se espera.

Basta ter apenas dois neurônios em perfeita atividade para observar que a grande maioria da imprensa brasileira faz parte desse segundo grupo, muito embora seus discursos sempre procurem corroborar com os valores universais anteriormente mencionados.

Impeachment, capital e trabalho

Por Carlos Juliano Barros, na revista CartaCapital:

Daqui a alguns anos, quando o tempo tiver assentado as análises sobre o tsunami que varre o Brasil desde as jornadas de junho de 2013, a importância dos acontecimentos desta época turbulenta não residirá na suposta cruzada contra a corrupção ou na anedótica batalha entre coxinhas e petralhas.

Na verdade, o que está em curso é um realinhamento de forças no eterno e insolúvel conflito entre “capital e trabalho”. O papo é cabeça e complexo – mas tem tudo a ver com assuntos atualíssimos, como a reforma da Previdência e a flexibilização das relações de trabalho.

CNBB rejeita o golpe. "Não seja bobo"!

Gilmar Mendes algema o governo

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

"O Supremo é a última trincheira da cidadania. Quando o Supremo falha, você não tem a quem recorrer". (Ministro Marco Aurélio Mello)

Na noite de sexta-feira, enquanto os que foram às ruas em apoio a Lula, Dilma e à democracia voltavam para casa, o ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendia a nomeação de Lula como ministro-chefe da Casa Civil, a pedido do PSDB e do PPS. Mais do que privar Lula do foro especial do STF, a partir da difusão de um grampo ilegal, a decisão atendeu ao incômodo dos dois partidos com a atuação que ele teria no governo, abrindo pontes de diálogo, ajudando Dilma a enfrentar os problemas econômicos e a reaglutinar apoios políticos para derrotar o impeachment. Gilmar algemou o governo, tirando-lhe a chance de reação e defesa.

Lula volta, mas o golpe continua

Por Eric Nepomuceno, no site Carta Maior:

No mesmo dia em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a participar de um ato de massas em São Paulo – onde a consigna era “não vai ter golpe!” –, em Brasília, Gilmar Mendes, integrante do Supremo Tribunal Federal, deixava bem claro que o golpe continua em marcha. Atendendo a uma petição apresentada pelo PPS, pequeno partido de oposição, o ministro Mendes, que se caracteriza por hostilizar duramente o governo de Dilma Rousseff e Lula cada vez que se manifesta no pleno do Tribunal, suspendeu a nomeação do ex-presidente como novo chefe da Casa Civil, e devolveu a causa judicial de volta ao polêmico juiz federal de primeira instância, Sérgio Moro. Agora, resta ao governo e aos advogados do ex-presidente apresentar um recurso para suspender a medida.

Afinal, qual o tamanho do Supremo?

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

A parte dos grampos de Sérgio Moro que mais impressão causou em alguns Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) foi aquela no qual Lula dizia que a casa estava acovardada. Havia duas maneiras de desmentir Lula: ou desmentir os fatos ou brigar com a afirmação.

O intimorato decano Celso de Mello, por exemplo, tinha dois caminhos a percorrer.