sábado, 14 de maio de 2016

Os crimes do ministro da Saúde de Temer

Por Helena Sthephanowitz, na Rede Brasil Atual:

Escolhido para ser o ministro da Saúde de Michel Temer, o engenheiro civil e tesoureiro de seu partido, o PP, Ricardo Barros já foi eleito deputado federal cinco vezes, ocupou a pasta da Indústria e Comércio do Estado do Paraná, e foi prefeito de Maringá (PR). Ele também foi o relator do Orçamento de 2016 na Câmara e chegou a propor um corte de R$ 10 bilhões no Bolsa Família. O deputado declarou na época ter ficado decepcionado por seu projeto não ter sido aprovado.

Temer nega o direito à comunicação

Do site Vermelho:

A coordenadora geral do Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação (FNDC), Renata Mielli teceu considerações, nesta quinta-feira (12), sobre o novo ministério do governo ilegítimo de Michel Temer. Para Renata, fundir o ministério da Comunicação com o de Ciência, Tecnologia e Inovação revela “o tratamento comercial e mercadológico” que Temer terá com o setor, “afastando qualquer compromisso com o debate do direito à comunicação e o desenvolvimento de políticas públicas” para a área.

Eleição na Câmara: golpe dentro do golpe

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Que o governo Temer representa uma forte guinada à direita, está claro pelo retrato do ministério: branco, masculino, rico e essencialmente conservador. Nesta sexta-feira, a solução para o primeiro problema político grave, a substituição de Eduardo Cunha na presidência da Câmara, gerou um golpe dentro do golpe. Na próxima semana o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Osmar Serraglio, aliado de Cunha, posto no cargo para defender seus interesses, tentará aprovar um parecer técnico pelo qual será necessária a eleição de um novo presidente da Câmara. O cargo vem sendo ocupado, desde o afastamento de Cunha pelo STF, pelo primeiro-vice-presidente Waldir Maranhão.

Vomita Brasil contra os golpistas

Por Bepe Damasco, em seu blog:                                                          
De todos os movimentos de protesto nas redes sociais às primeiras ações do governo Temer, é justamente o mais escatológico, o Vomita Brasil, que melhor define o sentimento entre os democratas e lutadores contra o golpe de Estado. A imagem que vem à cabeça é de um país inteiro vomitando nos golpistas. Nada mais justo.

É impossível conter a ânsia de vômito diante de um ministério repleto de corruptos, resultado de uma articulação golpista que usou sempre o pretexto do combate à corrupção para roubar 54 milhões de votos da presidenta Dilma e rasgar a Constituição.

MST repudia o golpe e rechaça Temer

Do site do MST:

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vem a público manifestar seu repúdio e inconformismo em relação à decisão do Senado Federal, dessa quinta-feira (12), de admitir o processo de Impeachment contra a Presidenta Dilma Roussef e afastá-la do cargo temporariamente. Temos certeza, como afirma o texto do processo, que a Presidenta não cometeu nenhum crime com as pedaladas fiscais. Se assim fosse, o processo deveria atingir também o vice que ora assume, Michel Temer, e o senador Anastasia, ex-governador de Minas.

O golpe usou a toga no Brasil

Por Maria Inês Nassif, no site Carta Maior:

A estratégia do golpe institucional, com papel ativo do baixo clero do Legislativo e de instâncias judiciárias (o juiz de primeira instância Sérgio Moro e o Supremo Tribunal Federal), e ação publicitária dos meios de comunicação tradicionais (TV Globo e a chamada grande imprensa) começou a ser desenhada no chamado Escândalo do Mensalão. Um ano antes das eleições presidenciais que dariam mais um mandato ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o país foi sacudido por revelações de que o PT usara dinheiro de caixa dois de empresas para pagar as dívidas das campanhas das eleições municipais do ano anterior, suas e de partidos aliados. O tesoureiro do partido, Delúbio Soares, era o agente do partido junto a empresários e a uma lavanderia que até então operava com o PSDB de Minas, a agência de publicidade DNA, de Marcos Valério. Delúbio tornou-se réu confesso. Outro dirigente do partido, Sílvio Pereira, foi condenado por receber um Land Rover de presente de um empresário.

A carnificina para o golpe no Paraguai

Por Leonardo Severo

No próximo mês de junho, quatro anos de solidariedade aos sem-terra presos políticos de Marina Kue, em Curuguaty, no Paraguai, vão virar livro. “Curuguaty - carnificina para um golpe”, do jornalista Leonardo Severo (Editora Papiro, 212 páginas), retrata a resistência dos movimentos sociais da pátria Guarani para fazer valer os direitos dos camponeses - com a efetivação da reforma agrária e a mobilização das entidades populares, do país e de todo o mundo – a fim de garantir a sua absolvição.

Não ao golpe. Fora Temer!

Do blog do Levante Popular da Juventude:

O Levante Popular da Juventude não reconhece Michel Temer como presidente do Brasil, mesmo que interinamente. O processo que o colocou, hoje, nessa posição se construiu com base em um Golpe de Estado, com manobras articuladas por setores do judiciário, da grande mídia e do parlamento.

Um Golpe concretizado com o apoio das elites econômicas de nosso país, mas também com a convivência das potências estrangeiras. Que escancara o descompromisso com o povo, por parte dos personagens que compuseram essa articulação golpista. Construíram uma narrativa, leviana e superficial, que contou com apoio irrestrito dos meios de comunicação, meios esses que entraram nas casas dos brasileiros para iludi-los de que este era um caminho legal e uma alternativa certeira. Qual seja, a das “pedaladas ficais” como se fossem crimes de responsabilidade, quando em verdade não o são.

"Dilma poderá voltar, fortalecida"

Por Haroldo Lima, no Blog do Renato:

A diferença de votos no Senado, entre os que eram a favor e os que eram contra a admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma, foi grande – 55 a 22. Entretanto, golpistas ficaram intranquilos e cresceu o ânimo dos que lutam contra o impeachment sem crime. As razões são as seguintes.

1) O julgamento desse impeachment começará agora, após a admissibilidade aprovada na madrugada de 12 de maio. Poderá se estender por seis meses no próprio Senado, sob a direção do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. Buscará provas das acusações feitas à Dilma. Documentos serão examinados, oitivas serão feitas, de autoridades, técnicos e testemunhas. Pelo que se viu até agora, essas provas não aparecerão, pois “crimes de responsabilidade” não ocorreram. Ficará mais desmascarado ainda o contorcionismo do Relatório Anastasia que, ao invés de procurar o “criminoso” a partir de “crimes” descobertos, saiu atrás de “crimes”, a partir do “criminoso” escolhido para ser condenado.

Máfia do futebol festeja queda de Dilma

Por Altamiro Borges

O "golpe dos corruptos", liderado pelo Judas Michel Temer, tem deixado muita gente feliz da vida - incluindo os mafiosos que comandam o futebol brasileiro. Nesta quarta-feira (11), o jornalista Martin Fernandes postou no insuspeito site da "Globo Esporte" uma notinha reveladora: "O afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT), a ser confirmado pelo Senado, será comemorado na CBF. Dilma e seus auxiliares mais próximos nunca tiveram simpatia por quem toma as decisões na confederação - e a recíproca é verdadeira. Tanto aliados quanto críticos da CBF em Brasília avaliam que a interlocução com o governo federal vai melhorar e muito com Michel Temer (PMDB)".

sexta-feira, 13 de maio de 2016

A extinção do Ministério das Comunicações

Do site do FNDC:

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, reafirmando o seu compromisso com a democracia, com o Estado Democrático de Direito, com o direito à comunicação e à liberdade de expressão, vem a público para afirmar que não reconhece um presidente que não foi eleito pelo voto direto do povo brasileiro.

O governo ilegítimo, que se instala no Brasil a partir deste dia 12 de maio de 2016, nasce de um golpe para golpear direitos duramente conquistados e avanços que a sociedade logrou alcançar nos últimos anos.

O “ministério de notáveis” corruptos

http://pataxocartoons.blogspot.com.br/
Por Altamiro Borges

A mídia golpista até tentou embelezar o governo do Judas Michel Temer. Difundiu que o "presidente interino" anunciaria um "ministério de notáveis" logo após a confirmação do golpe contra Dilma na infame votação do Senado. Mas bastou o vice-impostor tomar "posse" nesta quinta-feira (12) para a primeira foto oficial estampar a composição reacionária, machista e corrupta do novo governo. Dos 23 ministros empossados - todos homens, brancos e ricos -, a maioria tem processos na Justiça. São políticos mais sujos do que pau de galinheiro. Confira a biografia - ou ficha corrida - de alguns dos "notáveis" corruptos, direitistas e oportunistas do governo golpista:


12 de maio: Um dia pra não esquecer…

Por Renato Rovai, em seu blog:

Hoje foi dia 12 de maio de 2016.

Alguns podem querer esquecer. Outros vão fazer de conta que não lembram.

Mas eu não quero nunca mais esquecer.

Não vou esquecer que nesta data assumiu a presidência da República um sujeito que conspirou da forma mais escandalosa na história mundial para derrubar sua companheira de chapa com a qual se elegeu há 1 ano e meio.

Vergonha deve se transformar em força

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Ninguém tem o direito de ignorar o aspecto básico da conjuntura política inaugurada pela derrota de terça-feira passada, que definiu o afastamento provisório de Dilma da presidência da República e ameaça inaugurar um período de regressão em toda linha nas conquistas obtidas pelos de 2003 para cá.

Basta recordar o conteúdo superior da intervenção final do advogado geral da União José Eduardo Cardozo nos momentos que antecederam a votação.

Os editoriais tentam legitimar o golpe

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Por Mônica Mourão, na revista CartaCapital:

Quarta-feira, 11 de maio, o dia que não acabou. Insones, jornalistas acompanharam a votação, pelo Senado, da admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O resultado só se deu na manhã da quinta-feira (12), motivo de atraso de alguns dos principais jornais da mídia hegemônica brasileira.

Os editoriais de O Globo, Folha de S. Pauloe O Estado de S. Paulo, cada qual à sua maneira, constroem a noção de legitimidade do impeachment. O próprio nome utilizado, ao invés de “golpe”, como denunciado por Dilma em seu discurso após o resultado da votação no Senado, já dá o tom das narrativas.

O caso Gilmar & Aécio simboliza a nova era

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Não foi necessário mais de um dia para que se confirmasse o óbvio.

Todo o alarido da plutocracia não era contra a corrupção. Era contra o PT. Contra a esquerda.

Primeiro veio a informação em que seu ministério, um verdadeiro mausoléu dos horrores, Temer incluiu sete investigados na Lava Jato.

Deu-lhes, assim, foro privilegiado.

O golpismo traduzido em uma imagem

Da revista Fórum:

Os sorrisos, as risadas, a ausência de mulheres, negros ou qualquer tipo de minoria entre os ministros escolhidos pelo vice-presidente Michel Temer em seu primeiro pronunciamento após assumir o lugar da presidenta eleita afastada não foram suficientes para escancarar o golpismo que permeia todo o processo de impeachment.

Temer não é satanista; é santo!

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Depois vocês não acreditam em milagre.

Mesmo com Temer tendo montado um ministério com investigados e estar ele próprio na delação do Delcídio do Amaral, o clima de fraternidade que ele trouxe é sensacional.

Vejam o que O Globo conta sobre a palestra dada ontem pelo Dr. Sérgio Moro, em Maringá:

Chegou a hora da verdade, golpistas

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Imagino que poucos tenham sido os que perderam tempo de sono assistindo à encenação barata levada a cabo no Senado da República na madrugada desta quinta-feira, 12 de maio de 2016. Este blogueiro não esteve entre esse bando de crédulos, por óbvio. Pouco importou o que disse este ou aquele senador. As cartas estavam marcadas.

Não aconteceu nada de relevante no Plenário do Senado. Todos sabiam que nada havia a esperar. Nenhuma defesa de Dilma, por mais brilhante que fosse, mudaria o rumo das coisas. Nenhuma acusação que coonestasse o que lá ocorria veio nos salvar da confirmação de que a democracia estava sendo violentada com requintes de crueldade – pela capa torturante de “legalidade” (mal) estendida sobre o processo de impeachment de Dilma Vana Rousseff.

Cunha morreu e Temer agoniza

Por Marcelo Zero

Max Weber dizia que o Estado tem o monopólio do uso legítimo da força.

Entretanto, o governo sem voto que sucede a presidenta eleita não têm legitimidade alguma. Falta-lhe a credibilidade que só o voto soberano do povo pode conferir.

A frente do que talvez seja o pior ministério da história da república, um conjunto mal ajambrado para recompensar golpistas, composto só de homens brancos e ricos, alguns investigados pela Justiça, o governo usurpador só conseguirá se manter com a força ilegítima da repressão contra trabalhadores, movimentos sociais e defensores da democracia golpeada.

Michel Temer era informante dos EUA

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Não venham me dizer que estou inventando coisas!

Sei que parece teoria da conspiração, papo de esquerdista maluco, mas não posso fazer nada.

Não fui eu que disse. Foi o Wikileaks. Hoje.

A organização divulgou, em seu twitter, nesta noite de quinta-feira, um micropost em que acusa o "presidente interino" Michel Temer de ser informante do governo americano.

Observe que o Wikileaks chama o impeachment de Dilma Rousseff pelo que ele é: um golpe parlamentar.





Memorial do golpe no Brasil

Por Paulo Teixeira

O afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República, embora temporário, representa a vitória daqueles que se deixaram guiar pela sanha golpista. O golpe, que no início parecia tão somente uma figura de retórica, revelou-se em sua plenitude: evidente, tangível, palpável.

Vivemos, hoje, o maior ataque à democracia brasileira desde a ditadura civil-militar de 1964. Um golpe parlamentar, midiático e empresarial, desferido neste 12 de maio, um dia que não deveria ter existido.

Governo golpista não terá trégua

Por Adilson Araújo

Foi consumado pelo Senado na madrugada desta quinta-feira, 12 de maio de 2016, o golpe de Estado travestido de impeachment que afastou Dilma Rousseff da Presidência da República, colocando no cargo o vice conspirador Michel Temer.

Sob a liderança de Eduardo Cunha na Câmara e Renan Calheiros no Senado, o Congresso Nacional cometeu uma grave injustiça contra uma presidenta honesta, que não praticou crime algum, afrontando a Constituição e o Estado Democrático de Direito, bem como comprovando o diagnóstico de que temos o Congresso mais reacionário da nossa história pelo menos desde o golpe militar de 1964. Cunha, um notório corrupto, fez o serviço sujo e foi defenestrado logo após, descartado como um bagaço de laranja.

O governo usurpador tomou o Palácio

Por Jeferson Miola

Menos de 12 horas depois da decisão majoritária a favor do golpe de Estado no Senado “da Republiqueta de Bananas”, a turba golpista se transferiu do Palácio do Jaburu, a sede da conspiração, para o Palácio do Planalto.

Os golpistas já levaram ao Planalto o programa de retrocessos e o slogan do governo usurpador prontos, numa prova de que a farsa vinha sendo preparada há bastante tempo, com a encenação final prevista para este 12 de maio de 2016.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Dilma: "Vamos nos manter mobilizados"

Lutar pela democracia, derrotar o golpe

Por Luciana Santos, no site da Fundação Maurício Grabois:

Dia 12 de maio de 2016 entra para a história como palco de um acontecimento vergonhoso e ultrajante. A maioria do Senado Federal, rasgando a Constituição, aprovou a admissibilidade de um impeachment sem fundamento jurídico. Em consequência disso, a presidenta Dilma Rousseff, eleita com mais de 54 milhões de votos, será afastada do cargo e, sem ter cometido crime algum, será julgada pelo Senado. Arbitrariamente, a presidenta é arrancada do posto e com ela sai um projeto de país, um ciclo de desenvolvimento que reduziu substancialmente as desigualdades sociais e regionais.

O Brasil não anoitecerá

Do site da UNE:

A madrugada de 11 para 12 de maio de 2016 virou com a impressão de ter sido mais enevoada do que as outras deste outono. Ao determinar o afastamento da presidenta da República legitimamente eleita Dilma Rousseff por meio do golpe de um processo apodrecido de impeachment, o Senado Federal aprofunda a ferida aberta na democracia nacional já no fim das eleições presidenciais de 2014, quando perdedores decidiram, à força, sair vencedores da disputa das urnas. É o movimento para remover, sob quaisquer condições, um projeto popular e progressista de desenvolvimento que passou a priorizar as camadas historicamente excluídas das políticas públicas nacionais.

A contrarrevolução neoliberal: nove teses

Por Juarez Guimarães, no site Carta Maior:

1) O que está em curso no Brasil não é apenas um golpe em um governo legitimamente eleito mas uma contra-revolução neoliberal, típica de uma terceira fase regressiva do neoliberalismo no plano internacional. Se os anos oitenta marcaram a dominância de uma nova corrente regressiva do liberalismo, crítica e corrosiva ao liberalismo social que havia predominado no pós-guerra, se os anos noventa expressaram já após a dissolução da URSS uma desorganização avançada da tradição e do programa social-democrata através das chamadas terceiras-vias, os anos iniciais deste século evidenciam exatamente o surgimento de uma radicalização regressiva do programa neoliberal que se organiza em frente com forças e lideranças proto-fascistas. É por um radical ataque aos princípios republicanos e democráticos fundamentais que o neoliberalismo, em sua terceira fase, pretende resolver a sua incapacidade de formar maiorias nas democracias e legitimar uma nova onda de ataques aos direitos humanos e sociais.

Golpe inicia governo ilegítimo e impostor

Editorial do site Vermelho:

A votação que terminou na madrugada desta quinta-feira (12) no Senado, foi mais um passo na pantomina golpista que ocorre no Brasil. Por 55 votos contra 22, o golpe perpetrado contra a democracia e a Constituição colocou entre parênteses os 54,5 milhões de votos dados a Dilma Rousseff em 2014. E suspendeu o mandato legítimo da presidenta que agora vai responder ao processo instalado naquela casa legislativa.

Impeachment é golpe contra a democracia

Contra os golpistas, seguiremos em luta!

Do site da CUT:

Em reunião plenária do Senado, realizada hoje, dia 11 de maio, foi aprovado por 55 a 22 votos a admissibilidade do impeachment da Presidenta Dilma, que foi afastada do cargo por um período de até 180 dias, para que o processo seja concluído. Chega-se, assim, aos momentos finais do mais infame golpe cometido contra a democracia brasileira, desde que ela foi reconquistada pelo povo brasileiro ao derrotar nos anos oitenta a ditadura militar.

Senado consuma golpe e afasta Dilma

Por Natália Rangel, no site da CTB:

Na manhã desta quinta-feira 12, a presidenta eleita Dilma Roussef (54 milhões de votos) foi afastada de suas funções pelo Senado federal após 20 horas de debate e votação, em que a maioria dos senadores acatou a admissibilidade do processo (55 votos favoráveis a 22 contrários).

Ela deixa o cargo provisoriamente até 180 dias, é instaurada uma investigação no Senado e uma nova sessão (a ser marcada pelo Supremo) ratificará (ou não) a decisão. Dilma, sem ter cometido nenhum crime, recebeu a punição mais severa que uma república supostamente democrática reserva aos seus governantes: o impeachment.

Impeachment sem crime agrediu democracia

Editorial do site do MST:

Esta quinta-feira (12) ficará na memória do povo brasileiro como o dia em que o voto de 54 milhões de eleitores foi desprezado e, por meio de um golpe, a primeira mulher eleita presidente do Brasil foi afastada.

Em cumprimento a um rito que agride nossa democracia, o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), encaminhou o processo do impeachment ao Senado.

A conciliação impossível com os golpistas

Editorial da revista Fórum:

O dia 12 de maio ficará marcado para a História como o Dia da Infâmia. Foi na madrugada, como por ironia, que se deu o desfecho de um golpe que colocou a nu a fragilidade das instituições brasileiras.

Não só as instituições, mas diversos personagens da cena política se revelaram em um momento agônico da vida nacional. Entre traidores, conspiradores, figuras conduzidas por um ressentimento quase infantil, o que ficará registrado é a vilania e a baixeza de pessoas que nunca estiveram à altura de exercer o papel que lhes foi dado.

Ficção e Jornal Nacional: tudo a ver

Por Eduardo Amorim, na revista CartaCapital:

O dia 9 de maio de 2016 certamente merecerá muitos estudos. Do ponto de vista político, nada chamou mais atenção do presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA) ter decidido, no início do dia, anular as sessões que autorizaram o início do rito de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff e anulado sua própria decisão na madrugada do dia seguinte.

Diante do cenário tão nebuloso, parei para tentar entender o que está sendo passado ao grande público sobre esse processo. E, analisando o principal telejornal do País, fiquei com sinceras dúvidas se havia mais noções de jornalismo ou de ficção naquele script.

Temer e o noticiário da mídia plutocrática

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

A partir de hoje você vai ver um Brasil paradisíaco na mídia. Um país alegre, risonho, próspero, florescente.

E imaculado, livre de toda corrupção.

É a etapa final do trabalho sujo, e tragicamente bem sucedido, realizado pelas grandes companhias jornalísticas para derrubar Dilma e a democracia.

"Ficha suja" assalta o Palácio do Planalto

Por Altamiro Borges

Com a aprovação no Senado do impeachment de Dilma na manhã desta quinta-feira (12), o Brasil terá pela primeira vez um "ficha suja" ocupando a presidência da República. O Judas Michel Temer, sem legitimidade, poderia ter sido cassado antes mesmo da consumação do golpe. Mas contou com o apoio da mídia privada, a cumplicidade do Poder Judiciário e o cinismo dos "moralistas sem moral" que dominam o parlamento nativo. Poucos dias antes da votação do afastamento, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo condenou o vice-traidor por fazer doações de campanha acima do limite permitido por lei. Essa decisão tornou Michel Temer um "ficha-suja" diante da Justiça. Mas isto "não vem ao caso" no voto dos senadores hipócritas e na cobertura blindada da mídia!

Muitos que festejam hoje vão chorar amanhã

Por Altamiro Borges

Manipulados pela imprensa golpista, alguns "midiotas" buzinaram seus automóveis e bateram panelas ao tomarem conhecimento do resultado da votação do Senado na manhã desta quinta-feira (12), que aprovou - por 55 votos a favor e 22 contra - o afastamento temporário da presidenta Dilma Rousseff. Muitos dos que festejam hoje, porém, deverão estar se lamentando nas próximas semanas ou meses. É que eles rapidamente perceberão que o golpe não visou apenas estuprar a frágil democracia nativa. O seu maior objetivo é promover um brutal retrocesso no Brasil, impondo um novo projeto de nação com menos direitos para os trabalhadores e para os setores médios da sociedade.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Vai ter luta: Manifesto à nação

Do site do Fórum-21:

Há anos as elites conservadoras acalentam isso que agora estão prestes a impor à nação brasileira: um golpe de Estado para implantar a plena vigência do projeto conservador excludente que as urnas rejeitam desde 2002 e a Constituinte de 1988 rechaçou, então, a contrapelo da ascensão neoliberal no mundo.

O que se planeja, à revelia do escrutínio popular, encerra danos duradouros e representa o almejado repto dos mercados à Constituição Cidadã, nunca digerida pelas elites econômicas locais e internacionais.

A conexão internacional do golpe no Brasil

Por Pedro Marin, no site Outras Palavras:

Auditórios cheios, carros de som, escritórios. Organizações como Instituto Millenium, Movimento Brasil Livre (MBL), Instituto Liberal, Instituto Ludwig Von Mises e Estudantes Pela Liberdade, como num passe de mágica, emergiram no cenário político brasileiro, publicando livros e realizando manifestações com enormes estruturas, treinamentos e palestras – um processo que encontrou terreno fértil no país, devido à crise mundial e à Operação Lava Jato.

Golpe coincide com ofensiva empresarial

Por Vitor Nuzzi, na Rede Brasil Atual:

O poder nem mudou de mãos, mas líderes empresariais já manifestam intenções que apontam para a chamada flexibilização de direitos ou abandono de políticas de proteção. Um exemplo ocorre neste momento no ABC paulista, onde montadoras declararam quase ao mesmo que não pretendem prorrogar a adesão ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), criado no segundo mandato do governo Dilma, e que desde o ano passado tem conseguido preservar postos de trabalho. Cauteloso, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Rafael Marques, vê indícios de "mudança de comportamento" das empresas. "O governo muda e a agenda muda", diz, com preocupação. "Isso pode encorajar as empresas a tomar medidas mais drásticas."

Papa Francisco é contra o golpe

Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada:

O Conversa Afiada entrevistou, por telefone, nessa terça-feira, 10/maio, João Pedro Stedile, líder do MST, que realizou protestos contra o golpe, hoje, em todo o país.

Stedile descreve a audiência que promoveu com o Papa Francisco I para tratar do golpe e a critica do Papa a esse golpe das “forças do capital”, na expressão dele.

Ele descreve as quatro propostas políticas que os movimentos populares avaliam para o que fazer depois do golpe.

A história golpeada do Brasil

Por Douglas Belchior, em seu blog:

Vivia em harmonia com a natureza.

Água limpa, comida boa, ar puro.

Cara-pálidas chegaram. Invadiram. Estupraram e mataram nosso povo. Um duro golpe.

Vivia em minha terra, tribo, reino, do outro lado do atlântico.

Homens brancos armados com cruzes tomaram nosso povo e nos escravizaram por quase 400 anos. O maior de todos os golpes.

O PT sem o PT. O dia com utopia

Por Glauber Piva

1. Parte do PT acabou. Uma parte importante, vistosa e vitoriosa do PT está sendo mandada de volta para casa. Podemos denunciar o caráter golpista dessa derrota, apontar as injustiças no comportamento da mídia e do judiciário, a ilegitimidade dos parlamentares que votaram contra Dilma ou denunciar às Cortes Internacionais o arranjo antidemocrático que sustentará o governo Temer. Isso tudo, ainda que correto, não anulará o fato de que parte do PT acabou.

2. O petismo vai olhar para traz com um misto de saudades e desgosto - talvez toda a esquerda brasileira já sinta saudades do que o PT representou para a política. Ainda assim, os petistas e seus amigos carregarão nos próprios braços a esperança de que o PT poderá renascer como alternativa de esquerda, legítima e confiável para a reconstrução do Brasil, das bandeiras progressistas e de uma política que combata a desigualdade história que nos habita.

O erro duradouro de Renan

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

O presidente do Senado Renan Calheiros cometeu um erro gigantesco, na tarde de ontem, ao se recusar a devolver o processo de impeachment de Dilma Rousseff para a Câmara de Deputados, onde deveria ser examinado e julgado mais uma vez.

Você sabe a história.

Ao encaminhar a decisão numa jornada deprimente o notório Eduardo Cunha - que sequer teria presidido a votação caso o STF tivesse tomado a decisão de afastá-lo da presidência em qualquer um dos 141 dias que teve para isso - não respeitou a regra constitucional de assegurar a cada parlamentar o direito de votar unicamente conforme a própria consciência, sem ser pressionado pelo partido nem por suas lideranças. Não é filigrana jurídica. Nem chicana.

O Brasil não acaba nesta quarta-feira…

Por Renato Rovai, em seu blog:

A não ser que algo absolutamente tsunâmico venha a acontecer Dilma será afastada hoje do cargo de presidenta da República e será substituída pelo golpista Michel Temer. Será o fim de mais um episódio da série Brasil, mas não o fim dessa história.

Já na quinta feira começa um novo episódio, cujo título não será Golpe e Conspiração, mas que contará o destino de um governo ilegítimo, que terá de compor com o que há de pior na política brasileira e que enfrentará uma resistência cidadã que tende a crescer de maneira digital e não analógica.

Carta para a juventude de 1964 e a de hoje

Por Carina Vitral, no site da UNE:

O dia 1º de abril de 1964 ficou marcado pelo início da ditadura militar que mergulhou o Brasil no obscurantismo por duas décadas. O símbolo desse momento foi o incêndio da sede da UNE na praia do Flamengo, no Rio.

Apenas agora, 52 anos depois, a UNE está prestes a reinaugurar sua sede e espera, junto com ela, manter viva a memória da mocidade que entregou a vida à causa democrática em nosso país. Ninguém foi mais perseguido e torturado pela ditadura do que a mocidade que se levantou contra o golpe.

Os 180 dias que abalarão o Brasil

Por Saul Leblon, no site Carta Maior:

O angu golpista borbulha mas não dá ponto.

O alarido policial-midiático (uma extensão um do outro) difunde ilusões de consenso que embriagam o ambiente conservador.

A realidade do golpe, porém, é diferente da propaganda, como ficou nítido nesta 2ª feira, quando o novo presidente da Câmara anulou a sessão que votou o impeachment da Presidenta Dilma Rousseff. O apavoramento que o episódio gerou no golpismo evidencia o medo do que se seguiu: qualquer faísca de esperança levanta o país.

Impeachment está desmoralizado de vez

Editorial do site Vermelho:

A hipocrisia golpista foi novamente desmascarada nesta segunda-feira (9) depois da decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, de suspender a sessão vergonhosa do dia 17 de abril, que aceitou a admissibilidade do impeachment da presidenta da República. Mesmo tendo voltado atrás um dia depois, nesta terça-feira (10), quando revogou aquela decisão, a máscara do golpe havia caído irremediavelmente.

Hora de caça nos tristes trópicos

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Não é por improbidade, não é por ter cometido um grave crime de responsabilidade e nem mesmo por ter praticado os deslizes contábeis de que é acusada que a presidente Dilma deve ser deposta hoje por um golpe parlamentar. O que Dilma, Lula, o PT e forças da esquerda vão perder hoje é uma “guerra de facções”, como diz o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa evocando Alexander Hamilton, um dos pais da Constituição norte-americana que gerou a figura do impeachment como remédio para anomalias extremas do presidencialismo. Adversários de sempre e aliados de ontem, ressentidos, bandidos e oportunistas, uniram-se numa poderosa facção majoritária no Congresso para sepultar o ciclo de governistas petistas. “O ciclo do PT tem que acabar”, já bradava Aécio Neves em 2013.