sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

As dez mentiras da Globo sobre a Petrobras

Por Bepe Damasco, em seu blog:


1) A prioridade da empresa, por ter ações negociadas em bolsa, é oferecer lucratividade máxima, no curto prazo, aos seus acionistas minoritários nacionais e internacionais.

Mentira: A União detém mais de 64% das ações da estatal, que como empresa estratégica para os interesses do país deve zelar pelos direitos dos consumidores e produtores brasileiros.

Variáveis como a flutuação de preços do barril de petróleo no mercado internacional e a variação do dólar no Brasil não podem ser os únicos parâmetros para definir os preços dos combustíveis.

2) Queda das ações da Petrobrás na bolsa de valores significa perda bilionária do valor de marcado da empresa.

Mentira: A jogatina típica do mercado de ações implica oscilação do valor dos papéis, com um sobe e desce constante. A propalada e artificial perda de valor de mercado não leva em conta os ativos da empresa, tais como poços de petróleo, potencial de aumento de extração de óleo, produção de gás, refinarias e distribuidoras.

3) A atual gestão da Petrobrás tem imprimido uma vitoriosa política de desinvestimento em áreas pouco atrativas e conferindo previsibilidade para os acionistas e o mercado.

Mentira: Desde a administração de Pedro Parente, no governo Temer, a Petrobras, depois de ter dado um cavalo de pau em seus focos e prioridades, vem vendendo por preços bem inferiores ao de marcado diversas refinarias e subsidiárias. A ideia, rumo à privatização total, é deixar a petroleira cada vez mais à mercê do mercado financeiro.

4) A política de controle de preços levada a cabo nos governos de Lula e Dilma levou a maior empresa do país a um endividamento recorde, quase à bancarrota.

Mentira: Para justificar os aumentos abusivos e extorsivos dos preços dos combustíveis, que só em 2021 ultrapassam os 30%, vivem a martelar o mantra da desqualificação das administrações petistas na Petrobrás.

Nos governos do PT os preços levavam em conta o impacto dos reajustes em toda a cadeia econômica e seu potencial inflacionário, que penaliza justamente os mais pobres. Não há nenhum exagero em dizer que em toda a era petista o preço dos combustíveis cabia no bolso dos brasileiros.

5) O investimento em refinarias trouxe sérios prejuízos e fez crescer o endividamento, abalando a credibilidade da estatal

Mentira: A expansão das refinarias foi inviabilizada pela ação criminosa da Lava Jato, que praticamente destruiu o setor de óleo e gás e a engenharia nacional. Abreu e Lima, em Pernambuco, e Comperj, no Rio, são exemplos acabados da ação deletéria do uso da justiça com fins políticos, o lawfare, delirantemente aplaudido pela Globo.

6) O nível de investimento na companhia ficou aquém do necessário durante os governos do PT

Mentira: Nunca se investiu tanto na Petrobrás como entre 2003 e 2016. É deste período uma das maiores descobertas no setor em todos os tempos, o pré-sal, e a afirmação do país como líder mundial na prospecção de petróleo em águas profundas.

7) A vocação exclusiva da empresa é a extração de petróleo. Todas as outras atuações só contribuem para gerar déficit.

Mentira: A Petrobras é muito mais do que uma petroleira. Para além de sua atuação na extração, produção, refino e distribuição de petróleo (do poço ao posto), a empresa tem importância vital na área de energia e papel fundamental na inovação e no avanço tecnológico do país.

8) É puro populismo esquerdista e bolivariano conferir importância social à empresa.

Mentira: Todo governo deveria ter a obrigação de colocar as riquezas nacionais em favor da melhoria das condições de vida de seu povo. Mas essa linguagem os neoliberais e golpistas não entendem. Por isso, jogaram na lata do lixo o fundo soberano aprovado no governo Dilma, a ser formado com os recursos da camada do pré-sal, verdadeiro passaporte para o futuro do povo brasileiro, que previa maciços investimentos em educação, saúde, tecnologia e cultura.

9) O controle de preços dos combustíveis feito em passado recente desembocou no “petrolão” e na corrupção sistêmica na empresa.

Mentira: Nunca houve corrupção sistêmica na Petrobras. Os malfeitos identificados partiram de alguns gerentes e diretores criminosos, algo que já acontecia bem antes dos governos do PT. E mais: o montante desviado, embora pareça muito para todo mundo, não chegou a fazer cócegas na saúde empresarial da Petrobrás.

10) Bolsonaro não tem o direito de fazer uma intervenção violenta na empresa, destituindo seu presidente e sinalizando com modificações na política de preços.

Mentira: A Petrobrás não pertence ao mercado. Embora Bolsonaro seja a maior tragédia que se abateu sobre o Brasil e seu povo, um governante genocida que cedo ou tarde sentará no banco dos réus para responder por seus crimes, cabe ao presidente da República, pois o governo é o acionista majoritário da empresa, a indicação do comandante da Petrobrás.

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